quarta-feira, 28 de junho de 2017

Servir ou desservir?


Servir ou desservir?

A primeira vez em que ouvi o termo “desserviço”, eu ri. Se tratava de uma conclusão de uma amiga sobre as atitudes de um homem, que tinha como hábito conquistar mulheres e descartá-las logo em seguida, mesmo diante de outras promessas. Mas minha amiga falava sério. Diante de uma sociedade tão carente de amor e equilíbrio, tudo o que a maioria das mulheres não precisa é de um homem como tal. Depois de um tempo comecei a refletir, sobre quantos de nós e de quantas maneiras, somos capazes de nos tornarmos pessoas, constantemente, praticando desserviços. E de graça!
Errar uma vez ou outra faz parte da nossa natureza. É aceitável e compreensível que cometamos falhas. Mas fazer do erro um hábito, e atingir pessoas através deste comportamento, vem a ser um desserviço.
Sabe aqueles carros no trânsito, que todos os dias passam “costurando” entre uma pista e outra? Ou os veículos que ultrapassam tranquilamente pela faixa da direita e lá na frente cortam à esquerda? Os constantes buzinadores? Os encrenqueiros? O quanto essas pessoas estão colaborando para o desserviço de nossa sociedade? E já logo pela manhã?
Também conhecemos aquelas pessoas que estão constantemente a falar mal dos outros, falam pelas costas, distorcem histórias e criam intrigas ou falsas imagens de seus colegas. Qual o valor desse desserviço para a convivência entre as pessoas?
O ser arrogante que trata o porteiro com desprezo todos os dias. Ou o preconceituoso que insiste em seu conceito de superioridade, maltratando os que são diferentes em sua cor, opção sexual ou religião. Muitas são as formas de desservir.
Mas sabemos que mesmo as pessoas que optam por desservir ao próximo, acabam ao mesmo tempo, por nos servir como grandes lições. Aprendemos a ser mais tolerantes, pacientes e sábios. No silêncio de nossa voz e de algumas atitudes, nos sobressaímos com aquilo que eles desconhecem: os valores nobres.
Temos que, em primeiro lugar, dar uma boa olhada em nosso próprio comportamento. Será mesmo que dentro de todos os hábitos que possuo, não há nenhum que vem a ser um desserviço às pessoas à minha volta? Eu lavo o prato que sujo? Jogo o lixo onde devo? Furo a fila no banco ou na padaria? Sou honesto e honro minhas contas? Tiro vantagem de alguém de alguma forma? Abuso da amizade dos que me querem bem?
Hemos de olhar para nós mesmos em primeiro lugar, antes de julgar o outro. A melhor maneira de mudar o mundo em que eu habito, é mudando a mim mesmo (a). Através do meu comportamento, serei capaz de instigar o outro. O exemplo vale mais do que palavras e julgamentos.
Depois disso, quando eu perceber que não estou prestando nenhum desserviço, então posso solicitar que outros também não o façam. Sabemos que influenciar alguém não é tarefa fácil e na maioria das vezes possível. Mas em sociedade temos o direito e dever de reclamar por aquilo que nos afeta injustamente. Muitas vezes pode ser um desserviço previsto por lei, como a infração das leis de trânsito. E outras, um desserviço moral, como a falta de caráter de uns e outros em relação aos sentimentos alheios.
Entre servir e desservir existe uma diferença gigantesca. Entre um e outro, também vale a frase: “Quem não ajuda, também não atrapalha!”.
Se não for capaz de servir ao próximo, ao menos não dessirva ninguém!


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Carolina Vilanova / Copyright 2016 by Psiconlinews.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg



terça-feira, 27 de junho de 2017

Quando alimentamos os rancores, morremos pouco a pouco

Quando alimentamos os rancores, morremos pouco a pouco



Alimentar rancores nos faz mal
A filha chega ao seu pai e diz:
– Papai, já não aguento mais a vizinha! Quero matá-la, mas tenho medo de ser descoberta. Você pode me ajudar com isso?
O pai lhe responde:
– Claro que sim, meu amor, mas tenho uma condição… você terá que fazer as pazes com ela para que depois ninguém desconfie de você quando ela morrer. Você terá que cuidar muito bem dela, ser gentil, agradecida, paciente, carinhosa, menos egoísta, retribuir sempre, escutá-la mais… está vendo este pozinho? Todos os dias você colocará um pouco dele na comida dela. Assim, ela morrerá pouco a pouco.
Após 30 dias, a filha volta a dizer ao pai:
– Eu não quero mais que ela morra. Eu a amo. E agora? Como faço para cortar o efeito do veneno?
O pai, então, lhe responde:
– Não se preocupe! O que eu te dei era pó de arroz. Ela não morrerá, porque o veneno estava em você.
Quando nós alimentamos rancores, morremos pouco a pouco.
Aprendamos a fazer as pazes com aqueles que nos ofendem e nos ferem.
Aprendamos a tratar os demais como queremos ser tratados.
Aprendamos a ter a iniciativa de amar, de dar, de doar, de servir, de presentear e não só de querer ganhar e ser servido.
Autor: Desconhecido

Quando alguém lhe faz mal, é como se uma cobra o mordesse. A ferida pode ser mais ou menos grave, mas podemos fechá-la e curá-la. O pior é quando a mordida é venenosa. Como aponta o terapeuta José Antonio Garcia, os venenos mais comuns são a vingança, o olho por olho e a busca pela justiça a todo custo. Estes venenos podem estar agindo durante anos em nosso interior, nos comendo por dentro e fazendo com que nossa vida perca a alegria e a esperança.
O rancor é humano, muito humano. Mas também é humano perdoar. E errar. Dizem que quem não ama, não perdoa. De fato, é precisamente o amor o culpado do perdão; o amor ao outro, à vida, ao mundo e a si mesmo. Ou seja, o perdão, o de verdade, não existe se não houver nada que o justifique. Pode haver amabilidade, responsabilidade e indiferença, o que você quiser, mas a única forma de alcançá-lo é o amor.
Além disso, digamos que, de alguma forma, perdoar é sinônimo de ser livre. Se não há o que nos prende, rancores, medos e ódios em relação ao outro, não haverá nada que justifique viver fechado na prisão do ressentimento.
De fato, só teremos curado nossas feridas emocionais quando pudermos falar do nosso passado e de nossa dor sem derramar lágrimas, tendo perdoado e deixando que o esquecimento faça seu trabalho.
Perdoar não significa que tenhamos que apagar o passado nem que devemos esquecer a dor. Perdoar é criar uma nova maneira de relembrar e de olhar nosso presente e nosso futuro.
O perdão, indispensável para a liberdade emocional
Perdoar é indispensável para alcançar a liberdade emocional e, com ela, nosso bem-estar mental. Pode ser muito difícil, mas é o único jeito de nos curarmos. Vejamos, a seguir, como fazê-lo:

1. Reconheça sua ferida e sua dor.
Essa é a única coisa que irá lhe permitir se distanciar emocionalmente e reconstruir a empatia com a pessoa que o feriu. Fazer isso permitirá analisar as motivações que levaram a pessoa a agir de tal forma, o que contribuirá para diminuir sua necessidade de culpar o outro e de atribuir a ele uma intencionalidade específica.

2. Escolha a opção de perdoar. Para isso, vamos usar a metáfora do anzol.

Quem já nos fez mal nos cravou um anzol que atravessa as entranhas, nos fazendo sentir uma enorme dor. Queremos dar a essa pessoa o que ela merece, temos vontade de fazê-la sofrer o mesmo e enfiá-la nesse mesmo anzol, num ato de justiça, que sofra o mesmo que nós. Se nos esforçarmos para enfiar o anzol nela, o faremos sabendo muito bem que ferida que ela nos causou e como dói estar preso no anzol no qual ela nos meteu. Enquanto enfiamos o anzol nela, ou tentamos, continuaremos dentro do nosso anzol. Se conseguissemos enfiá-la no anzol, estaríamos entre ela e a ponta dele e, para sairmos, teríamos que tirar a pessoa antes.
Se sairmos do anzol, tomaremos o cuidado de não estarmos próximos da pessoa, porque ela pode voltar a enfiar o anzol em nós e, se alguma vez nos juntarmos novamente, deve ser com a confiança de que ela não vai voltar a nos ferir. Mas não é a opção de não sofrer que justifica a escolha, e sim uma opção baseada no que se deseja a longo prazo.

3. Aceitar o sofrimento e a raiva.
É natural que nos sintamos zangados e doídos, mas a única forma de deixar de sofrer é abandonar o confrontamento com nossas emoções, nossos sentimentos e nossos pensamentos.

4. Auto-proteção.
Quando analisamos o ocorrido e damos lugar ao perdão, não podemos nos esquecer dos sinais que estavam nos indicando perigo. Por isso, é preciso ter muito claro e presente quais são esses sinais para nos protegermos de danos e ameaças futuras.

5. Não basta dizer “Eu o perdoo”.
Qualquer uma de nossas expressões pode estar totalmente vazia de conteúdo. Isso é o que habitualmente acontece, pensamos que perdoamos, mas nosso ressentimento continua se alimentando dentro de nós.
O perdão é algo que se sente. Por isso, se os pensamentos, emoções e sentimentos voltarem a se repetir, devemos voltar a realizar novamente todo o processo até conseguirmos esvaziar a dor que está minando o nosso caráter.
Temos que carregar nossas lembranças, mas não com nossa dor. A vida se torna mais fácil se fizermos assim.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : A Mente é maravilhosa
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg






sexta-feira, 23 de junho de 2017

Quanto mais apertado o abraço, maior o alívio na gente!

Quanto mais apertado o abraço, maior o alívio na gente!



Ah, essa vida da gente, que não gosta de tranquilidade demorada, de calmaria sem fim, de desassossegos longos demais. Essas surpresas nem sempre agradáveis que chegam de repente, sem aviso prévio; essas dores na alma que nos derrubam ao chão de nossas desilusões mais sentidas. Viver é arriscar-se, é lançar-se ao desconhecido, é enfrentar tempestades e dias de sol, sem ter controle de quase nada, na esperança de que o melhor sempre virá.
Marcel Camargo


Parece que nunca estaremos livres de preocupações, seja em relação às nossas próprias vidas, seja em relação às vidas que amamos. Somos, muitas vezes, alquebrados por situações que preocupam os nossos filhos, nosso parceiro, nossos familiares e amigos mais chegados. Ou seja, mesmo que estejamos tranquilos, não seremos felizes por completo, caso sintamos a tristeza rondar aqueles que caminham ao nosso lado. É o preço que pagamos por andar junto.
Quanto mais relacionamentos construirmos, quanto maior o número de pessoas que agregarmos ao nosso rol afetivo, mais chances teremos de compartilhar felicidade, porém, também estaremos sujeitos a ter que enfrentar mais dissabores. A vida de quem amamos faz parte de nós e torna-se impossível ficar impassível enquanto o outro sofre. Por isso é que não dá para ser feliz com plenitude quando estamos rodeados por infelicidades alheias. Ninguém é uma ilha.
Felizmente, é sempre bom saber que teremos alguém com quem poderemos contar, com quem dividiremos as nossas vidas, em tudo de bom e de ruim que ela carrega, para que possamos desafogar as nossas mágoas, desabafar nossas angústias, chorar nossas dores. Será vital, em nossa jornada, sentir o calor de um abraço sincero e reconfortante, que acolha e nos transmita entendimento e paz. Da mesma forma, sermos nós quem acolhe ao outro em nosso abraço de amor fará toda a diferença também.
A vida, afinal, é um dar e receber, um vai com volta, um colher e plantar o que somos, o que desejamos, o que sonhamos. Abraçar o mundo à nossa volta com amor verdadeiro nos tornará mais felizes, pois assim encontraremos reciprocidade afetiva por parte daqueles que optarão por ficar conosco, em harmonia, com fidelidade sincera. Seremos, então, mais fortes para enfrentar com sabedoria e tenacidade as intempéries que, embora teimarão em nos devastar, não encontrarão morada em meio ao amor que sustentará o nosso caminhar.



¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Marcel Camargo / Copyright 2016 by Psiconlinews.
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Palavras se Perdem ao Vento, Atitudes se Eternizam no Coração




Palavras se Perdem ao Vento, Atitudes se Eternizam no Coração


É muito fácil falar e escrever de maneira bonita e pomposa, sobre os mais diversos assuntos, com as palavras certas que todos queremos ouvir. Difícil é viver de fato aquilo que se prega, com coerência, harmonizando a fala com as atitudes diárias, sendo alguém que pratica as ideias que verbaliza aos ouvintes, alguém que não aja na contramão daquilo que discursa a quem quiser ouvir.
Marcel Camargo


Como se diz, as palavras podem até convencer por um tempo, mas são os exemplos que arrastam e demonstram aquilo que somos de verdade. O papel aceita tudo, a fala se constrói de acordo com o que queremos, porém, nosso comportamento não obedece ao que não se sustenta e, mais cedo ou mais tarde, nossas ações seguem o ritmo do que temos dentro nós.
Por mais que tentemos viver o que não condiz com nossas crenças, com nossas verdades, será inevitável termos que caminhar de acordo com nossa essência, uma vez que ninguém consegue sustentar por muito tempo aquilo em que nem ele próprio acredita. Temos uma necessidade instintiva de nos lançar ao encontro daquilo que norteia o nosso viver; a isso ninguém foge.






De que adianta dizer eu te amo sem demonstrar carinho, bradar contra a corrupção e subornar o guarda, falar para o filho não beber enquanto segura uma lata de cerveja, palestrar sobre empreendedorismo e ser um chefe autoritário, postar frases lindas sobre amizade enquanto não procura amigo nenhum? Atitudes como essas não serão capazes de convencer a ninguém, nem a si próprio.
Por mais que seja difícil, é preciso viver o que se diz, andando ao ritmo dos discursos que lançamos, compassadamente, sem que o outro ache que nada do que existe em nós é real, para que nós mesmos possamos respirar aliviados por sermos alguém verdadeiro. Quando transparecemos sinceridade, acabamos nos aproximando das pessoas certas, com honestidade e segurança.

Mais importante que dizer é demonstrar, vivendo o que se é de verdade. Palavras podem até iludir por um tempo, mas serão nossas atitudes que marcarão a vida de quem amamos e nos ama com sinceridade. Não poderemos agradar a todos, tampouco concordar sempre com as opiniões alheias, no entanto, pautarmos nossas vidas pelas convicções e pelos valores que temos e por aquilo em que acreditamos nos tornará alguém confiável e com mais chances de ser feliz.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Marcel Camargo / Copyright 2016 by Psiconlinews.
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Livro de Referência: livro Nossos filhos são Espíritos, Hermínio  Miranda, ed. Arte e cultura.



quarta-feira, 21 de junho de 2017

O Altruísmo Muda o Mundo


O Altruísmo Muda o Mundo


Sabemos o caos da sociedade em que vivemos. Na maioria das vezes parece haver mais coisas erradas neste mundo do que certas. E pessoas mais egoístas e mal intencionadas do que verdadeiramente altruístas e com boas intenções. Vejo isto todos os dias no trânsito. Enquanto as pessoas insistem na má educação e no stress logo pela manhã, observo os moradores de rua sempre com cobertores novos embaixo da ponte. E penso: “Alguém passou por ali ontem.”…

Não é fácil mudar o mundo. Colaborar com o próximo, seja quem quer que seja, demanda tempo, disposição e muitas vezes algum valor monetário. Estamos todos correndo pela própria sobrevivência e mal encontramos tempo para nós mesmos ou para os que amamos. Fica difícil encontrar uma forma de ajudar.
Algumas histórias reais sobre pessoas que fizeram a diferença podem nos inspirar profundamente a mudar o nosso olhar exatamente no lugar em que estamos. Cito dois filmes: “Tempo de despertar” (com Robin Willians e Robert De Niro) e “Nise – o coração da loucura” (com Gloria Pires). Ambos os filmes narram a história de dois médicos, um britânico e uma brasileira. Duas pessoas diferentes que vivenciaram uma situação semelhante. Foram trabalhar com doentes psiquiátricos que estavam praticamente abandonados à própria sorte, ou a total falta dela. Diferente dos demais médicos de ambos os hospitais, esses médicos não aceitaram a situação de seus pacientes e buscando o bem estar desses seres humanos, com o tempo mudaram não apenas a vida de inúmeras pessoas, mas a história por onde passaram.
O médico Oliver Sacks, retratado no filme com um nome fictício, foi capaz de tirar dezenas de doentes de um estado catatônico (algo como vegetativo), que viviam há décadas. Nise da Silveira não aceitou os métodos brutais da antiga psiquiatria como tratamento para seus pacientes e descobriu como aprimorar o poder da terapia ocupacional em seus pacientes. A brasileira mudou a história de sua especialidade médica.
Estas pessoas não precisaram sair de seus lugares para fazer a diferença. E nem nós precisamos fazer isto. Se citarmos outros exemplos, iremos perceber que tudo à nossa volta pode ser transformado quando temos um olhar de generosidade para aqueles que estão ao nosso redor. O poder da gentileza, do sorrir e da disposição faz diferença em todo e qualquer lugar.
Não é preciso ser médico ou religioso para isso. Se cozinho num restaurante, posso dar o melhor de mim enquanto executo minhas tarefas. Posso dar as sobras para quem necessita. Se sou professor, tenho o dom da poder explicar as coisas com facilidade e motivar as pessoas a seguirem em frente. Posso ser um descascador de batatas, mas se faço meu trabalho com amor, sempre encontrarei maneiras de melhorar o mundo ao meu redor.
Conheço pessoas que não podem ver um animal de rua sofrendo, que prontamente se dispõem a cuidar e alimentar. Outras que gostam de aconselhar constantemente. Tenho a sorte de ter tido em meu caminho pessoas tão generosas, que mudaram por diversas vezes o rumo de meus dias, de um humor triste ou irritado para um humor alegre e cheio de vida.
Não é fácil imaginar como mudar o mundo. Para transformar a nossa sociedade num lugar melhor e mais aconchegante, temos que começar por nós mesmos. Mudando a nossa vontade e disponibilidade, aqui e ali, seremos capazes de transformar tudo. Cada um fazendo a sua parte, Pode até demorar. Mas valerá a pena.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Carolina Vilanova / Copyright 2016 by Psiconlinews.
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terça-feira, 20 de junho de 2017

6 maneiras de como ser gentil com os outros faz bem a você também

6 maneiras de como ser gentil com os outros faz bem a você também



1 – Pode ser um comportamento natural.
À medida que crescemos, aprendemos valores que nos ajudam a nos tornar pessoas agradáveis, quer se tratando de boas maneiras, compaixão, consideração ou uma combinação de todos estes valores. Mas pesquisas da Universidade de Buffalo sugerem que a nossa capacidade de bondade pode também estar em nosso DNA.
No estudo, os cientistas descobriram que algumas pessoas podem nascer com determinados genes que lhes dão receptores específicos de oxitocina e vasopressina – dois hormônios associados a sentimentos de amor e generosidade.
No entanto, isso não quer dizer que você é apenas uma pessoa agradável se você possuir os genes certos. Os pesquisadores também descobriram que a genética trabalha em conjunto com educação e experiências de vida, que ao final se traduzem em eo quanto social você irá se tornar.

2 – Pode nos ajudar a viver mais.
Uma característica da gentileza é praticar ações de caridade. Quando você está ajudando alguém, você não está apenas melhorando as vidas de quem você está ajudando, você pode também estar melhorando a sua própria vida: Estudos mostram que aqueles que se oferecem para ajudar os outros pode colher benefícios de saúde que podem ajudar a viver mais.

3 – Nós somos mais felizes quando somos gentis.
O motivo pode ser um pouco egoísta, mas ser gentil com os outros também funciona claramente a nosso favor, ao melhorar instantaneamente o nosso humor. Você não tem que ir muito longe para ser bom e gentil, às vezes apenas algumas palavras gentis bastam.

4 – A gentileza pode ser a chave para o sucesso.
É comprovado que aquelas pessoas que apresentam compaixão com os outros estão em melhor em sintonia com as emoções de outras pessoas, e, com isso, podem ser mais bem sucedidas no trabalho. “As pessoas confiam mais em você, interagem melhor com você”, diz Dacher Keltner, professor da Universidade da Califórnia-Berkeley e co-diretor do Centro de Ciências Greater Good.

5 – Pode evitar o stress.
Certas emoções negativas têm como consequência o aumento dos níveis de estresse. Porque não relaxar e levar a vida mais de boa sendo gentil com os outros? Um estudo sobre babuínos descobriu que “machos alfa” experimentaram níveis mais elevados de estresse, sugerindo que os “caras legais” podem ser mais saudável. Além disso, a prática de compaixão por meio da meditação também foi mostrado para reduzir o stress.

6 – Você simplesmente se sente melhor.
Praticar a bondade tem uma infinidade de benefícios de bem-estar, de acordo com a psicóloga clínica Lara Honos-Webb, Ph.D. “Quando ajudamos os outros com atos de bondade, isso faz com que o nosso cérebro libere endorfinas, as substâncias químicas que nos dão sentimentos de bom humor e alto astral. Além disso, estudos mostram que ter objetivos específicos – como querer fazer alguém sorrir, podem aumentar a nossa felicidade.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Huffpost Healthy Living
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

O mais importante na vida de uma criança é ter com quem brincar!


O mais importante na vida de uma criança é ter com quem brincar!

Luciano Lutereau, psicanalista e pesquisador da Universidade de Buenos Aires, afirma que as atuais opções de brinquedos e lazer dos pequenos não ajudam a desenvolver a capacidade de elaborar conflitos.
Doutor em Filosofia e Psicologia, o psicanalista argentino Luciano Lutereau, pesquisador e professor da Universidade de Buenos Aires, afirma que a melancolia sempre esteve associada à infância, mas reconhece que hoje essa condição se faz mais presente. O autor do livro O idioma das crianças lamenta que a brincadeira perca espaço para passatempos que são simples entretenimento, como videogames e outros atrativos tecnológicos, o que acarreta um prejuízo à capacidade de elaborar conflitos.
– As crianças estão mais expostas à melancolia já que não têm como reparar aquilo que as faz sofrer – explica Lutereau.

Os adultos têm enfrentado dificuldades para lidar com alguns sentimentos das crianças, como a tristeza, a raiva, a frustração?
Sem dúvida. Hoje nos encontramos com uma particular intolerância a respeito das emoções das crianças. Uma ideia própria da psicanálise, a de que a criança cresce através dos conflitos, é abandonada diante da expectativa de que ela sempre deve estar alegre. O imperativo do bem-estar, estendido à infância, leva o adulto a se assustar e a não saber como agir em situações normais, como as que demonstram a presença, na criança, de um sentimento de culpa inconsciente: por exemplo, as crianças são tachadas de instáveis ou impulsivas, quando esses estados expõem um traço particular do desejo infantil, o desejo de ser castigado. Um grande problema do nosso tempo é a intensa vigilância da infância em função de padrões adaptativos, como rendimento escolar, hábitos de higiene e costumes, e não baseada em seus próprios critérios de crescimento.

Em um artigo sobre a melancolia infantil, você escreveu que "começamos a temer o tédio como o mais urgente de todos os males e, no caso das crianças, nos preocupa muito mais que tenham algo para fazer do que pensar na plenitude do que fazem". Pode falar um pouco mais sobre isso?
Hoje em dia, parece muito mais importante ter uma vida exitosa do que uma vida autêntica. Dito de outra maneira, a sociedade contemporânea se baseia no efeito e não tanto no sentido. Desde muito cedo, as crianças são incluídas em práticas que ocupam o seu tempo, sem que isso implique uma "temporalização". Quando o tempo não está "ocupado", elas se sentem vazias e se aborrecem. Pedem para ser estimuladas. Inclusive os pais planejam suas viagens de férias considerando lugares que tenham recreação para seus filhos.
Na tradição ocidental, o tédio e o aborrecimento não representaram apenas um tempo perdido, mas também uma passagem para a lucidez e a criação. A sociedade contemporânea, baseada na agilidade, esquece que o homem é a projeção no mundo da sua capacidade de invenção, e isso se reflete na infância como uma perda crescente da experiência lúdica. A brincadeira, antes de ser uma atividade, é uma ação que a criança inventa repetidas vezes. A brincadeira é o modo como a criança se inclui em um tempo próprio, e não uma temporalidade objetiva que prejudica o seu desenvolvimento.

Que tipo de mensagem o intenso consumismo de nossa época pode estar transmitindo às crianças?
O consumismo não tem mensagem, é uma ordem vazia de acumulação, de posse e descarte. O principal problema da atitude consumista é quando não se vincula apenas a objetos, mas também a pessoas. Desde pequena, a criança pode se acostumar a tratar os outros como descartáveis e as relações humanas como recicláveis e sem profundidade. O capitalismo atual é muito diferente daquele que se seguiu à Revolução Industrial. A sociedade pós-moderna não é utilitária, mas cínica, e este cinismo pode atingir as crianças se não levarmos em conta o importante papel da educação. Por exemplo, alguém poderia dizer a uma criança que ela não deve roubar porque pode ser presa, e isso não é mais do que um conselho prático. Na realidade, o fundamental é ensinar que ela não deve roubar porque assim prejudicará alguém. À moral de conveniência de nosso tempo, é preciso voltar a se opor uma ética da lei.

Por que a tristeza da criança é diferente da tristeza do adulto?
Porque nas crianças a possibilidade de perda é muito mais angustiante. Um adulto já está preparado para fazer uma relação entre o que se perde e o que permanece, através do luto, mas a criança costuma dramatizar essas perdas como absolutas. Além disso, a perda na infância pode acarretar um intenso sentimento de culpa – a criança acredita que fez algo errado ou foi má.
A maneira como os adultos devem lidar com a tristeza das crianças é no sentido de reduzir o sentimento de culpa, permitindo que a brincadeira seja uma via de exploração das fantasias que as afligem. Esse território intermediário oferecido pela ficção, entre o interno e o objetivo, permite que a criança veja que seus temores não são tão intensos e que, além disso, são passageiros. E também que ela pode compartilhá-los com o outro sem ter medo de represálias. O mais importante na vida de uma criança é ter  com quem brincar.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Hermínio  Miranda Por: Larissa Roso
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg