quinta-feira, 31 de março de 2016

Escolhendo a simplicidade



Smplificar a vida não significa renunciar a tudo que conquistamos.

Ser simples vai muito além das questões materiais. É um estado de espírito, um jeito de ser que carregamos no íntimo.

Simplificar a vida é aprender a ser feliz com pouca coisa e dar mais valor aos nossos desejos essenciais.

É ter uma vida exterior comedida, sem exageros e uma vida interior rica de valores elevados.

É aprender a concentrar nossos esforços e dedicar o tempo e os ganhos financeiros no que realmente tem valor para cada um de nós, pois, muitas vezes, mantemos o foco em detalhes sem importância.

Aprendemos que qualidade de vida tem a ver com um padrão econômico elevado.

Porém, ter um alto poder aquisitivo, muitas vezes leva as pessoas a um consumismo exagerado, onde passam a buscar a felicidade nos objetos e, com isso, se afastam do que realmente traz qualidade para a vida.

Não precisamos desempenhar papéis que a sociedade nos impõe e nem buscar sempre consumir o que existe de melhor.

Os excessos de toda ordem, sejam eles de consumo, de alimentação, de trabalho e outras tarefas, nos fazem perder a leveza e complicam o nosso dia a dia.

Qualidade de vida é viver de forma equilibrada, valorizando o que realmente importa para cada um de nós.

A jornalista Leila Ferreira publicou um texto na internet sobre a obsessão atual com o melhor, onde enfatiza que hoje o bom não serve mais. Tudo tem que ser o melhor.

A melhor marca, o melhor emprego, o melhor computador, o melhor marido, a melhor esposa e por aí vai.

Ela comenta que nessa busca incessante pelo melhor, o bom passou a ser pouco, o que gera uma eterna insatisfação e impede que desfrutemos do que já conquistamos.

Estamos desaprendendo que ter menos, por vezes, é mais do que suficiente.

Podemos não ter a melhor casa, mas ela pode ser um lar acolhedor, que nos dá segurança e tranquilidade. Podemos não ter o melhor emprego, mas com ele temos alegrias.

Podemos não ter ao nosso lado os melhores companheiros, mas são os que nos compreendem e nos fazem felizes.

Talvez já não tenhamos o corpo perfeito, por não ser mais tão jovem e trazer as marcas do tempo, mas é esse corpo que nos serve à caminhada terrena e conta belas histórias de uma vida.

Valorizar cada conquista é escolher ser simples.

Refletindo com Edu!
Recordemos a pureza de Jesus Cristo, que sempre ensinou com simplicidade e humildade. Utilizou-se de exemplos singelos para transmitir grandes ensinamentos.

A sua mensagem estimula nossas mentes e corações a dar valor ao amor e às coisas simples da vida. Leva-nos a viver de forma digna e de acordo com as reais necessidades.

Não importa os trajes com que nos apresentemos no mundo. Sejam sob os tecidos que demonstram projeção econômica ou não, mantenhamo-nos fiéis à mensagem cristã, preservando a simplicidade.

Referência: livro A arte de ser leve, de Leila Ferreira, ed. Globo.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Espetáculo Divino


A madrugada despede a noite e se instala. Mas, a escuridão ainda predomina.

Os homens usam a luz artificial para espancar as trevas. São faróis de carros, para os que se deslocam a distâncias. Nas casas, são lâmpadas, velas, lampiões.

Lâmpadas nos postes auxiliam a mostrar o caminho que a cara redonda da lua, com sua luz prateada, não se mostra suficiente.

Faróis em pontos estratégicos apontam o rumo aos que navegam nas águas mansas ou agitadas dos mares.

Logo mais, os braços da madrugada se espreguiçam e pequenos raios de luminosidade tocam a manhã, para que desperte.

Finalmente, é manhã plena e, enquanto os homens correm, de um lado para outro, em função de seus estudos, de seus negócios, de suas vidas, Deus instala Seu extraordinário aparelho multimídia para a projeção do novo dia.

Em trabalho sem igual, que a cada dia não se repete da mesma forma, o Arquiteto sem par projeta na tela do Universo, os Seus slides.

Há luz, som, animação.

Os braços do salgueiro balançam, agitados pelo vento que se veste de brisa ligeira.

Jardins, montanhas, campinas. Áreas verdejantes, rios cantantes, fontes generosas se multiplicam.

A projeção é tão magnífica que o espetáculo permite se sentir o perfume da terra, das flores, dos veios da madeira aberta em sulcos.

Os raios do sol aqui lançam sombra, além se estendem, espancando nuvens.

As pequenas elevações parecem ondular na paisagem. As folhas multicoloridas do outono se misturam em um quadro, enquanto noutro as delícias da primavera explodem em botões.

Paisagens desérticas, quase intermináveis em um ponto. Dunas, oásis, palmeiras.

Paredes altas, montanhosas, de outro.

Gelo aqui, calor acolá.

Pássaros cantam, ovos são chocados, a vida se multiplica em toda parte.

E assim, durante as horas do dia, os slides irão se sucedendo um a um.

O homem passa apressado, muito poucos se dando conta dos quadros que se alternam, sucedem, de contínuo.

Quando morre a tarde e a noite retorna, como hábil artista, Deus estende um negro manto, a fim de que os astros que percorrem o Infinito, possam melhor ser percebidos.

Assim é, a cada dia, a cada noite.

Se o homem contemplasse mais a natureza, estudasse melhor as suas leis, compreendesse a harmonia que ela leciona, viveria melhor.

Quando o cansaço o tomasse, nas horas de trabalho, pararia um pouco e olharia o jardim.

Se estiver cercado por paredes de concreto de vários edifícios, poderia olhar o céu, acompanhar o passeio das nuvens e permitir-se despentear pelo vento.

Bastará colocar a cabeça para fora de uma das janelas em que esteja.

Tudo isso o revigoraria. E o faria lembrar de Quem o criou por amor e por amor o sustenta.

Dar-se-ia conta de que acima das leis humanas, uma maior, imutável e justa vigora.

Lembraria que é filho de Deus, que a vida é um tesouro muito precioso para ser desperdiçada.

E, então, aprenderia que o dia foi feito para o homem e não o homem para o dia. O que quer dizer que dosaria trabalho, lazer, meditação.

Horário para alimentar o corpo. Horário para alimentar a alma.

Sobretudo amaria intensamente aos que com ele convivem neste lar abençoado que se chama planeta Terra.

sábado, 19 de março de 2016

Disciplina do pensamento



Você consegue imaginar quantos pensamentos temos por dia?
Estudiosos informam que temos entre sessenta a noventa e cinco mil pensamentos em vinte e quatro horas. As mulheres a maioria cerca de 60 mil pensamentos, já os homens cerca de 20 pensamentos durante o dia..
É uma quantidade realmente muito grande...
Isso significa, por exemplo, que durante esta mensagem poderemos chegar a ter entre duzentos a trezentos e trinta pensamentos!
Trazemos então uma primeira reflexão: Quantos desses tantos pensamentos diários são bons, úteis? Quantos são maus, inúteis?
Infelizmente a maioria deles ainda não pode ser classificada como pensamentos saudáveis e construtivos, porém, existem formas de se disciplinar o pensar, pois bem pensar é a elevada forma de se viver.
Aqui vão alguns ensinamentos importantes a respeito da disciplina do pensamento.
Se meditarmos em assuntos elevados, na sabedoria, no dever, no sacrifício, nosso ser impregna-se, pouco a pouco, das qualidades de nosso pensamento.
É por isso que a prece improvisada, ardente, o impulso da alma para as potências infinitas, tem tanta virtude.
É preciso aprender a fiscalizar os pensamentos, a discipliná-los, a imprimir-lhes uma direção determinada, um fim nobre e digno.
Cada tipo de pensamento tem que ter a sua hora, o seu lugar. Não devemos estar em casa, com a família, e com os pensamentos em outro lugar, como, por exemplo, no ambiente de trabalho.
Cada vez que surja um mau pensamento, essa fiscalização fará com que um alerta se acenda em nós, e tomemos alguma atitude para expulsá-lo o mais rápido possível.
É bom também viver em contato, pelo pensamento, com escritores de gênio, com os autores verdadeiramente grandes de todos os tempos e países, lendo, meditando sobre suas obras, impregnando o nosso ser da substância de suas almas.
É necessário escolhermos com cuidado nossas leituras, depois amadurecê-las e assimilar-lhes a quintessência. Em geral lê-se demais, lê-se depressa e não se medita.
O estudo silencioso e recolhido é sempre fecundo para o desenvolvimento do pensamento. É no silêncio que se elaboram as obras fortes.
Há também a prática de meditar. Na meditação o Espírito se concentra, volta-se para o lado grave e solene das coisas. A luz do mundo espiritual banha-o com suas ondas.
Evitemos as discussões ruidosas, as palavras vãs, as leituras frívolas.
Sejamos sóbrios de jornais, TV e Internet. O contato com essas mídias, fazendo-nos passar continuamente de um assunto para outro, torna o Espírito ainda mais instável.
A alma oculta profundezas onde o pensamento raras vezes desce, porque mil objetos externos ocupam-no incessantemente.
Disciplinar os pensamentos significa disciplinar a vida, e escolher caminhos mais seguros.
Na nascente de todos os atos, palavras e ideias estão os pensamentos. Mudemos a matriz e teremos uma vida renovada e mais feliz.
Lembremo-nos: bem pensar é a elevada forma de viver!


¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Léon Denis
³ Fonte imagem :
Livro de Referência: livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb.




sexta-feira, 18 de março de 2016

15 sinais de que você está na melhor relação do mundo



Será que o segredo da felicidade de um casal pode se resumir a 15 palavras? Provavelmente não. Mas é possível, com elas, analisar a relação, prevenir ou resolver problemas e renovar a principal: Amor aqui está os quinze sinais que provam que você está na melhor relação do mundo.
Eduardo Campos

O casamento é ordenado por Deus e é, portanto, uma instituição sagrada. Embora o número de divórcios cresça em todo o mundo, é bom saber que também existem muitos casais pelo mundo a fora que vivem um casamento feliz e estão sempre dispostos a dar o melhor de si e renová-lo a cada dia.
Um relacionamento duradouro se constrói à dois, dia a dia. A paixão definiu o ponto de partida. O amor se tornou a base. E com ele vieram a amizade, o carinho, o respeito, o companheirismo. Com a decisão de casar e viver juntos veio também a responsabilidade: como manter isso tudo vivo? É importante ver a relação como um caminho que os dois escolheram trilhar de mãos dadas. E para que essa caminhada dure e seja feliz, é preciso, a cada gesto, relembrar, fortalecer e renovar os motivos que motivaram o primeiro passo.

1- Vocês se respeitam
O respeito está presente na relação de vocês, tanto nas brincadeiras, quanto na forma que se dirigem um ao outro ou mesmo a forma como falam um com o outro. Vocês entendem que isso é fundamental em um relacionamento e nutrem isso a cada dia.

2- Vocês confiam um no outro
Vocês compartilham tudo um com o outro, e são além de casais, melhores amigos. Vocês sabem que podem confiar um no outro e, principalmente, que podem contar um com o outro para o que der e vier.

3- Vocês se admiram
A admiração é a nossa capacidade de sintonizar com o belo; é a saída da beleza de cada um de nós para encontrar o belo que existe no outro. Imagine viver com alguém que sentir estímulo para dizer: "Como você está bonita!", "Que inteligente você é!", "Sinto-me orgulhosa de seu trabalho", "Que comida gostosa você preparou!", "Como você está cheiroso!", "Adoro fazer amor com você porque você é ótima"... É preciso reconhecer algo na pessoa amada que seja digno de admiração. É necessário admitir, acreditar e sentir que a outra pessoa é inteligente, bonita, carinhosa, culta, forte, líder, solidária, sem que o reconhecimento dessas qualidades nos faça sentir inferiorizados em relação à outra pessoa.

4 - Vocês cultivam a Intimidade
Mantenham o contato físico. Um toque, um carinho, um abraço, são vitais para garantir a troca de energia e manter o clima de romance e a sensação de “presença emocional”. Além do carinho, a vida sexual também precisa de cuidados para não cair na mesmice. A falta de sexo pode ser tão prejudicial ao relacionamento quanto uma rotina sexual sem novidades. E trazer o novo para os momentos de intimidade é tarefa dos dois!

5- Vocês têm medo de magoar um ao outro
Não há nada pior para vocês do que ver o outro triste. Vocês jamais fariam nada que ferisse os sentimentos um do outro, seria como se estivessem machucando a si mesmos.

6- Vocês apoiam um ao outro
O apoio mútuo está presente no casamento de vocês. Você e seu cônjuge sinceramente acreditam no potencial um do outro e estão sempre preparados para dar aquela injeção de ânimo quando necessário. Vocês vibram com as conquistas um do outro.

7 - Vocês são companheiros
Um amor companheiro é aquele que aprende a ceder, a estar presente em situações que não são as suas prediletas (mas que podem até vir a se tornar), por respeito e carinho. O companheirismo leva à cumplicidade, fazendo o casal se entender com um simples gesto ou olhar. Admirar e defender o outro também faz parte.

8- Vocês se sentem seguros na relação
Nesse casamento não existe espaço para insegurança, você ama e sabe que é amado. Sabem que nada nem ninguém poderia atrapalhar essa união sagrada. Sabe que independente dos desafios, sempre estarão lutando lado a lado para vencê-los.

9- Vocês não têm olhos para outros
Vocês olham um para o outro e sabem que não poderiam ter casado com uma pessoa mais charmosa e linda, tanto por dentro quanto por fora. Vocês não têm tempo de olhar para outras pessoas, pois estão muito ocupados procurando formas de fazer um ao outro feliz.

10- Vocês sabem que fizeram a melhor escolha do mundo
Vocês se pegam pensando sobre o quanto foram abençoados por terem encontrado um ao outro e sentem-se felizes e gratos por terem escolhido ficar juntos. Ambos sabem que nenhuma outra pessoa seria capaz de ser o que são um para o outro.

11- Vocês sabem que a felicidade de ambos depende de si mesmos
Vocês não colocaram nas costas um do outro a responsabilidade de fazê-los felizes. Vocês sabem que a felicidade de uma pessoa depende única e exclusivamente dela mesma. E buscam ser felizes todos os dias olhando as situações cotidianas de maneira positiva e dando o melhor de si no seu casamento.

12- Vocês não tentam mudar um ao outro, mas a si mesmos
Vocês jamais tiveram a intenção de mudar um ao outro, mas ambos têm o desejo de se tornar o melhor que podem ser um para o outro, de mudar em si mesmos aquilo que pode ser prejudicial para o relacionamento.

13 - Vocês Dialogam
Falem o que está sentindo de forma clara e gentil, não em tom de crítica. Reserve tempo na relação para expressar seus sentimentos e, também, ouvir o outro. Não basta esperar a oportunidade, é preciso preparar o clima, abrir espaço para a conversa. A infelicidade é irmã do silêncio.

14- Egoísmo? Nem pensar!
Vocês podem dizer, sem dúvidas, de que o egoísmo não faz parte da vida que levam a dois. Vocês não se importam de abrir mão das coisas que gostam para agradar um ao outro.

15- Vocês sabem que um casamento requer 100% e não 50%
Vocês não acham que o casamento é dar 50% de si mesmos, mas 100% e acreditam que um casamento não pode ser completamente feliz com metades, mas com dois inteiros, determinados a darem o melhor de si no relacionamento.

Agora, se você não cumpre alguns desses requisitos, não fique triste! Essas são qualidades que ambos podem desenvolver no casamento. Portanto, chame seu amor para ler junto, façam metas e comecem a trabalhar juntos para melhorar nas áreas que precisam ser melhoradas. Com determinação, amor e muita paciência vocês logo conseguirão chegar no lugar que sempre quiseram estar no casamento!
Todos esses conselhos são resultado da observação e dos diversos estudos realizados ao longo da história dos relacionamentos humanos. Mas não existem receitas prontas para a felicidade. Cada casal deve descobrir seus próprios meios para tornar sua relação perene e feliz. O importante é que essa tarefa seja natural, permanente e, principalmente, mútua.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Elis Falcão Website: http://www.elisfalcao.com.br
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg





quinta-feira, 17 de março de 2016

Comunicação para Comunicar [e solucionar].





Existe uma ênfase no mundo empresarial para as questões da comunicação. Isso se justifica, uma vez que os grandes administradores já se atentaram para a prioridade na gestão de pessoas e métodos para uma comunicação eficiente, visando a maior lucratividade.
Chefes, subordinados e afins precisam se comunicar bem, calmamente, objetivamente, sem infantilizações ou ataques de cólera, afinal não existe quem queira perder o emprego ou o possível lucro por causa de uma frase mal formada ou mal falada. Ademais, a “máquina” precisa funcionar com eficiência, sob risco de se enfraquecer diante das crises que, vez ou outra, aparecem por aí. Cliente sempre tem razão e a organização precisará caminhar saudável, forte e plena, sem brigas internas, nem cisões alarmantes.
Mas, tanto aqui como em outros pontos cruciais da sociedade, o que vemos não é uma alteração de comportamento nas questões da comunicação, surgida por conta de uma mudança emocional, mas apenas adaptativa, circunstancial, por interesse material. “Sou polido onde preciso ser, já em casa, posso ser quem sou”, dizem alguns.
O problema nesta forma de pensar é que a infelicidade chega a galope. Não conheci nenhuma pessoa realmente feliz porque conseguiu manter o emprego sem dar conta de instituir relações saudáveis em casa.
Aliás, sob o ponto de vista familiar, raramente encontro aqueles que se comunicam com eficiência e maturidade, e os resultados são negativos, quando não, caóticos.
Tenho visto maridos entrando na caverna, acuados, enquanto esposas falam e choram suas mágoas para as paredes. Filhos usando a internet como cordas vocais, mas em silêncio absoluto na mesa da sala de jantar, como estranhos que, “por uma coincidência” necessitam dividir uma mesa de fast food, na lanchonete da esquina.
Celular virou pop star na sala, na cozinha, no banheiro e nos quartos. Muito mais interessante que a própria TV – a mais antiga rival dos papos em família. Será que o problema está no “maldito” aparelho ou na forma como nos comunicamos quando acaba a bateria? Se preferimos as milhares de postagens com frases clichês e imagens bonitinhas deve ser porque elas nos falam justamente sobre nossas crises e carências, confirmando nossa dor solitária, embora coletiva. Rubem Alves já dizia que “cada época fala sobre aquilo que lhe falta”. É isso.
Seja nos papos intermitentes de cotidiano ou quando decidimos por uma D.R. (discutir a relação, como se fala na “gíria” atual) o que geralmente se vê são jogos emocionais que acontecem através de modos diferenciados e criativos. Os diálogos (quando existem diálogos) não servem para comunicar algo sobre os sentimentos, percepções ou considerações outras, mas para manutenção das defesas e posições. Por vezes, desejamos muito mais atacar, manipular ou nos defender, que informar.
Fazer fofocas, rotineiramente, pode indicar uma busca de alivio de consciência. Quando falamos mal dos outros queremos dizer que somos melhores que eles, quando não desejamos encobrir o que temos de igual ou pior que estes tais a quem nos referimos.
Choros e muxoxos durante a comunicação sugerem uma regressão à infância com clara tentativa de manipulação, pois quando crianças nos acostumamos a usar destes recursos para convencer os adultos a realizarem nossas vontades infantis.
Silêncios na fala com expressões de desagrado na face [tão comum entre casais] é um tipo de ‘comunicação manca’, que chega muito mais para testar se a bola de cristal do outro é eficiente do que realmente informar algo relevante. O “comunicante” está mais preocupado em imputar uma culpa ao outro por sua incapacidade premonitória, que ajeitar uma situação de forma adulta.
Gritos coléricos são o resultado de emoções ligadas ao medo e à posse.
Dizem por aí que os gritos só chegam quando já perdemos os argumentos. No fundo, parece ser muito mais um ato de desespero que de comunicação.
Ironias descabidas servem para tentar informar que aquele que está ironizando é bem mais inteligente, esperto ou bondoso que o receptor da mensagem, quando na verdade, traz em sua estrutura básica, toques de sadismo. Quem quer dizer que a postura do outro não está sendo adequada pode e deve falar com empatia, sem provocações, pois os resultados das ironias são tão deficientes quanto os outros acima expostos.
Comunicação que comunica é aquela que usa de coerência, assertividade, calma e didática. Não fala mais que o necessário [e o suportável], não grita nem fere, mas informa e inclina, com o poder da paciência. Sai de uma boca para outros ouvidos com a clara intenção de buscar mais soluções que culpados; mais equilíbrio que desarmonia; mais compromisso que ruptura. Tem a empatia na base de seus argumentos.
Aliás, um ponto central na teoria da Comunicação Não-Violenta, proposta pelo Psicólogo Marshall Rosenberg, em seu livro de mesmo título, é de que precisamos resgatar o que há de mais genuíno no outro: suas emoções, sua força criativa, seu lado humano e bom, através de uma empatia real, nascida não na forma como nos comunicamos (aqui já falamos do efeito), mas de nossa intenção sagrada de ajudar. A comunicação, por conseqüência, será eficiente e positiva, porque pautada na força irresistível da compaixão.
No prefácio da obra citada, Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do Instituto Gandhi pela Não-Violência, explica que “A não-violência significa permitirmos que venha à tona aquilo que existe de positivo em nós e que sejamos dominados pelo amor, respeito, compreensão, gratidão, compaixão e preocupação com os outros em vez de sermos pelas atitudes egocêntricas, egoístas, gananciosas, odientas, preconceituosas, suspeitosas e agressivas que costumam dominar nosso pensamento.” Resumidamente é, entre outras coisas, nos comunicarmos usando o que há de melhor em nós, deixando de lado defesas, medos, angústias ou outros problemas do nosso ego engessado.
Muitas pessoas passam uma vida inteira se comunicando de maneira equivocada ou até mesmo violenta, sem que se darem conta disso, transformando o mundo interno e externo em um verdadeiro campo de guerra. E isso se amplia no campo social, no macro, logicamente.
Por fim, considero que “comunicar comunicando” [e solucionando] é, por fim, uma arte. Aquele tipo de arte que se aprende [e que precisamos exercitar ao longo da vida!] com boa dose de compaixão, usando o pincel do bom senso e as tintas do bom humor.
E tenho dito!

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  

³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quarta-feira, 16 de março de 2016

A cama dos Pais!

A cama dos pais tem um íman e cá para mim (ninguém me convence do contrário) tem uma magia soporífera, um misterioso pó de amor impregnado nas almofadas, que faz com que os filhos adormeçam imediatamente e que o pior dos pesadelos, o mais trepidante terror noturno, fuja a sete pés.
Na cama dos pais, o último refúgio dos medos, a paz é absoluta e total.
Ali chegam, levados por pais extenuados e vencidos, ou pelo seu próprio pé, transpirados e assustados, passarinhos a voar de noite aos encontrões pelos corredores da casa, até chegarem ao lugar dos lugares. Dois colos com lençóis macios e o cheiro dos progenitores. Caem que nem tordos a dormir, apaziguados.
Os pais fingem que se importam, na manhã seguinte: «Lá foste tu para a nossa cama! Quando é que aprendes a ultrapassar os medos e a dormir sozinho? Tens de crescer!», mas nem olham muito nos olhos dos filhos quando dizem estas coisas, com medo de que eles descubram que naquele breve regresso ao ninho, ao berço inicial, os pais se enchem de amor e ternura e também eles se confortam nas suas inquietações.
Um pescoço morno. Uma mãozinha gorducha no nosso cabelo. Um pé de regresso à costela da mãe. A respiração tranquila na fronha partilhada.
O desejo secreto de que o ninho fique assim para sempre. E que a manhã demore muito a chegar.
Que o misterioso pó de amor das almofadas preserve para sempre estas excursões noturnas de mimo que não são mais do que um inteligente prenúncio, de uma saudade imensa, dos melhores dias desta vida.
Fonte: Rita Ferro

terça-feira, 15 de março de 2016

Maneiras de ser a pior mãe do mundo



Uma vez, eu saí da loja, sem dar a bolacha que meu filho fez birra para conseguir. Uma mulher me parou no estacionamento e me disse que eu era a melhor mãe naquele local. Já minha filha não tinha tanta certeza disso. Quando seus filhos lhe disserem que você é má, tome isso como um elogio. A nova geração tem sido chamada de a mais preguiçosa, mais rude, e a com mais títulos da história. As histórias sobre crianças que são difíceis de lidar assustam até a melhor das mães. Novidade: não são apenas as crianças, são os pais. É fácil querer jogar a toalha e desistir de brigar com seus filhos. Afinal, todas nós não queremos ser a mãe legal? Não desista. Eles podem pensar que você é malvada agora, mas eles vão agradecer-lhe mais tarde.
Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo:
           
1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável
Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal.

2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias
Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreciar o gesto quando alguém lhe oferecer um doce como recompensa ou presente. Além disso, imagine quanto isso pode custar caro quando o levar ao dentista e ao médico.

3. Faça-os pagar por suas próprias coisas
Se você quer algo, você tem que pagar por aquilo. É assim que funciona a vida adulta. Para conseguir tirar seus filhos do porão no futuro você precisa ensiná-los agora que eletrônicos, filmes, videogames, esportes e acampamentos que eles gostam têm um preço. Se eles tiverem que pagar tudo ou pelo menos parte do preço eles irão apreciar mais. Você também pode evitar pagar por algo que seu filho queira somente até conseguir aquilo. Se ele não está disposto a ajudar a pagar pelo menos metade, ele provavelmente não queira aquilo tanto assim.

4. Não mexa os pauzinhos
Alguns jovens têm dificuldade quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Eles precisam chegar no horário e fazer o que o chefe mandar. E (ai, ai!) parte do trabalho eles nem gostam de fazer. Se você não gosta do professor do seu filho, do seu parceiro de ciências, sua posição no campo de futebol ou no ponto de ônibus evite a tentação de mexer os pauzinhos para que seu filho consiga as coisas do jeito que ele preferir. Você está roubando a chance do seu filho de tirar o melhor e aprender com a situação. Lidar com uma situação menos que ideal é algo que ele terá que fazer o tempo todo na vida adulta. Se a criança nunca aprender a lidar com isso, você a está levando ao fracasso.

5. Faça-os fazer coisas difíceis
Não interfira automaticamente e tome conta quando as coisas se tornarem difíceis. Nada dá a seus filhos um melhor impulso de confiança do que não fugir do problema e realizar algo difícil por eles mesmos.

6. Dê-lhes um relógio e um despertador
Seu filho estará melhor se aprender as responsabilidades de controlar seu próprio tempo. Você não estará sempre lá para pedir pra ele desligar a TV e ir para seus compromissos.

7. Não compre sempre o melhor e o mais recente
Ensine seus filhos a terem gratidão e satisfação pelo que eles têm. Estar sempre preocupado com o próximo grande lançamento e quem já o tem vai levá-los a uma vida de dívidas e infelicidade.

8. Deixe-os experienciar a perda
Se seu filho quebrar um brinquedo, não compre um novo para substituí-lo. Ele vai aprender uma valiosa lição sobre cuidar de suas coisas. Se seu filho esquecer de entregar uma tarefa na escola, deixe-o ficar com uma nota mais baixa ou faça-o ir conversar por si mesmo com a professora sobre conseguir crédito extra. Você estará ensinando responsabilidade - quem não quer filhos responsáveis? Eles podem ajudá-la a se lembrar de todas as coisas que você se esquece de fazer.

9. Controle a mídia
Se todos os outros pais deixassem seus filhos pularem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videogame que seja inapropriado para crianças só porque as outras crianças o fizeram. Se você defender e lutar por manter a educação decente de seus filhos outros podem seguir suas ações. Crie uma pressão positiva.

10. Faça-o se desculpar
Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não varra a grosseria, bullying, ou desonestidade pra debaixo do tapete. Se você errar, dê o exemplo e encare as consequências de seu erro.

11. Importe-se com suas maneiras
Até mesmo crianças pequenas podem aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito você estará fazendo a seus filhos um grande favor. Boas maneiras é o caminho certo para conseguir o que você quer. "Você pega mais moscas com mel do que com vinagre."

12. Faça-os trabalhar - de graça
Seja ajudando a avó no jardim ou voluntariando-se para ser tutor de crianças mais novas, faça o serviço parte da vida de seus filhos. Isso os ensina a olhar além de si mesmos e ver que outras pessoas também têm necessidades e problemas - às vezes maior do que sua própria.
Com todo o tempo que você passar sendo má, não se esqueça de elogiar e recompensar seu filho por comportamento excepcional. E sempre se certifique que eles saibam que você os ama. Seus filhos podem virar o jogo e fazer sua geração conhecida por sua esperança e promessa.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Hermínio  Miranda
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Nossos filhos, Hermínio  Miranda, ed. Arte e cultura.