quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A Síndrome da Enfermeira: Mulheres que Preferem Homens ”Mal Resolvidos”




A Síndrome da Enfermeira: Mulheres que Preferem Homens ”Mal Resolvidos”


Marine tem 27 anos, é diretora financeira de uma loja de departamentos em Paris e sofre pela síndrome da enfermeira. A patologia consiste em se apaixonar por homens ”doentes” ou mal-sucedidos na vida e tentar curá-los, o que geralmente não acontece. Ela teve um caso com um cleptomaníaco, essa relação durou seis meses e acabou com uma ligação por telefone; depois disso teve uma relação com um homem de 38 anos, com quem ficou durante umas três semanas e também acabou tragicamente; depois conheceu um homem no hospital que havia tido uma overdose, passou apenas duas horas com ele e já se sentia totalmente apaixonada.


O filósofo e psicoterapeuta Nicole Prieur diz que essa vontade de querer salvar o outro é uma característica bastante feminina e amplamente compartilhada: No inicio dos relacionamentos elas geralmente tentam consertar algo que, do ponto de vista delas, está errado no parceiro. Mas não se alarme, isso é normal, não é raro que tenhamos um ou outro relacionamento ruim de vez em quando, no entanto, se isso se repetir com frequência é bom que você avalie melhor a qualidade dos seus relacionamentos.
Se as suas histórias de amor sempre terminam mal, talvez seja porque você sempre repete inconscientemente o mesmo cenário em todas as suas relações. Não se preocupe, isso é algo comum e acontece com várias pessoas. Não percebemos, mas isso faz parte de nós desde a infância, o importante é identificar esse “script” e quebrar esse padrão inconsciente que você está reproduzindo para que possa mudar os papeis e finalmente se livrar desse tipo de relacionamento.
Geralmente o sofrimento é recíproco nesse tipo de relacionamento. Ao tentar ”ajudar” o outro, essas mulheres estão também tentando se ajudar. Elas não tentam ”salvar” o parceiro por um motivo qualquer, geralmente se sentem atraídas por um problema específico: uma ferida de infância, uma personalidade melancólica ou até mesmo problemas psicológicos. Elas tentam curar os parceiros de um mal que elas mesmas sofrem, tentam ajudá-los numa tentativa de superar seus próprios traumas.
Quando Laurence, de 54 anos, conheceu François, de 50, ela não imaginava que ele já vinha lutando contra o vício em drogas há mais de dez anos, mas depois de algumas semanas ela percebeu que François tinha um problema e não se assustou com isso, pelo contrário, se sentiu cheia de energias e prestes a mover montanhas para ajudá-lo. Ela conversou com ele e fez um longo discurso tentando convencê-lo a parar com o vício. Ela o obrigou a seguir um tratamento de desintoxicação, foi até a farmácia onde ele trabalhava e avisou a todos os funcionários para que não fornecessem qualquer tipo de medicamento a ele. Ele não recusou a ajuda, mas sempre achava uma maneira de se drogar. Aos poucos foi se afundando cada vez mais, até que um dia deixou uma carta de despedida dizendo que a entendia, mas que não conseguiria mais continuar na relação. Laurence nunca mais viu o homem que tanto amava e, por fim, acabou em depressão. Não saía mais da cama e percebeu que desde sempre tentou ”salvar” as pessoas próximas a ela, fez isso com o seu pai que morreu de overdose aos 57 anos, com o seu primeiro namorado e assim sucessivamente com os demais relacionamentos que se seguiram.
O psiquiatra e psicanalista Didier Lauru fala que existe uma espécie de “tentativa terapêutica” na relação. Isso geralmente não tem a ver com pena, as mulheres começam a ser compreensivas e generosas, começam a fazer de tudo na tentativa de ajudar o parceiro, mas vão contra a vontade deles. Apesar do senso de humildade e abnegação delas, as suas motivações inconscientes são, na realidade, um desejo não-admitido de ser a heroína que salvou um ”homem fracassado”. Geralmente esse desejo de servir está ligado a uma falta de confiança, e é necessário que esse aspecto seja trabalhado, do contrário, os outros relacionamentos seguirão sempre o mesmo padrão e, provavelmente, também acabarão mal.
Isabelle tem 36 anos e é tradutora, sempre fez de tudo pelo homem que amava: comprou um computador para ele quando ele decidiu escrever um romance, pagou um curso de redação quando ele decidiu ser redator de um jornal, apresentou-o a amigos quando ele quis escrever roteiros, o problema é que ele nunca terminava nada que começava e nunca a agradeceu por nada disso. No começo ela se sentia ”poderosa” por estar fazendo de tudo pelo casal, mas quando se separaram passou a se sentir totalmente vazia, triste e sem interesse por nada. Ficou arrasada.
Nicole Prieur recebe muitas pessoas com “síndrome da enfermeira”, são pessoas que procuram ajuda por estarem se sentindo devastadas e desamparadas após sucessivos fracassos. Ele salienta que, inicialmente, elas acreditam que o que estão fazendo é algo importante para ambos na relação. Se sentem como um porto seguro, um pilar para o parceiro. Muitas vezes elas não tiveram essa experiência na infância, de poder contar com alguma pessoa que as amassem e tentam preencher esse vazio com esse tipo de relacionamento.
Eles não duram muito tempo, pois é impossível mudar alguém que ainda não tenha tomado esta decisão. No final elas acabam com a terrível sensação de terem feito papel de idiota e não terem vivido a história de amor que gostariam. Deram tudo de si e ainda se culpam pelo fim da relação.
Elas insistem porque a relação não é ruim o tempo todo. Há momentos bons, demonstrações de afeto, momentos de ternura, palavras gentis, e o mais importante: existe amor envolvido. Laurence disse que insistia no relacionamento porque várias vezes François havia tentado parar de usar drogas por ela, mas apesar das tentativas de salvar o seu amor, ele sempre recaía no vício.

Você pode ter a síndrome da enfermeira?
Como você gosta de um relacionamento? Você gosta de proximidade ou fica bem com a distância? Você tem necessidade de se sentir protegida ou da aceitação do outro?
Em um de seus mais belos textos, intitulado Além do Princípio do Prazer, Freud analisa essa repetição neurótica de cenas e situações nas quais tentamos reparar e superar os obstáculos que tropeçamos dolorosamente na infância. É importante que você saiba que cuidar do outro não irá preencher as suas lacunas e rachaduras. Geralmente o relacionamento dá errado e ambos sofrem com isso. É necessário que haja uma mudança de perspectiva e nem sempre vamos conseguir fazer isso sozinho, por isso um acompanhamento psicoterapêutico é importante, mas a escolha é sempre sua.
Marine, de 48 anos, após quinze anos de relacionamento com um alcoólatra, e mais alguns anos com um homem violento e depressivo, encontrou Marc, um designer gráfico. Ele tinha traços suaves e delicados. Ele era exatamente o oposto dos homens que ela havia namorado anteriormente, tinha uma personalidade oposta. Ambos tinham rupturas dolorosas e isso a ajudou a pensar sobre a sua própria história, principalmente a adolescência, que foi marcada por uma ligação muito traumática com um dos seus primos, que era muito violento. Este relacionamento com Marc resolveu tudo, ambos cresceram juntos. Eu não tentei consertar nada nele, não precisava disso, e finalmente consegui acabar com o prazer que via em tentar findar o sofrimento aheio.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Fonte: Psychologies traduzido e adaptado por Psiconlinews
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg







terça-feira, 5 de setembro de 2017

Heroínas


Heroínas

Heroína – substantivo. Feminino de herói. Quer dizer: pessoa extraordinária por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.
O Brasil tem suas heroínas. Algumas que se destacaram por sua coragem de perseguir seus próprios sonhos, vencendo num mundo de homens.
Guerreiras outras, como a catarinense Anita Garibaldi, que viveu no século XIX. Durante a Revolução Farroupilha, no então Estado de São Pedro do Rio Grande do Sul, ela se uniu a Giuseppe Garibaldi, que a introduziu na revolução.
Lutou no Brasil. Depois, lutou pela unificação e libertação da Itália, morrendo antes de completar trinta anos.
Ou como Maria Quitéria Medeiros que, nas lutas pela Independência do nosso país, tomou o uniforme de soldado e se alistou com nome masculino.
Quando, dias depois, foi encontrada pelo pai, o oficial não permitiu que ela fosse por ele levada de volta para casa.
Ela era um soldado de valor e um exemplo de bravura. Chegou a ser promovida a alferes.
Quando finalmente, foi dispensada, recebeu uma carta de recomendação do próprio Imperador, a fim de que não viesse a sofrer qualquer sanção por parte do pai.
Mulheres. Heroínas. Como Zilda Arns, promotora da paz. Médica pediatra e sanitarista, fundadora da Pastoral da criança e da pessoa idosa.
Uma ideia geradora movia sua ação, copiada da prática de Jesus: multiplicar.
Não pães e peixes, como Ele fez, mas multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços.
Multiplicar o saber, repassando às pessoas simples os rudimentos de higiene, o cuidado pela água, a alimentação adequada.
Multiplicar a solidariedade que, para ser universal, deve alcançar as pessoas que vivem nos rincões onde ninguém vai. Tentar salvar a criança desnutrida, quase agonizante.
Multiplicar esforços, envolvendo políticas públicas, ONGs, grupos de base, empresas. Enfim, todos os que colocam a vida e o amor acima do lucro e da vantagem.
Mas, antes de tudo, multiplicar a boa vontade generosa.
E a grande promotora disso tudo foi Zilda Arns. Morreu longe do seu país, que tanto serviu.
Morreu amando seus irmãos, no terremoto do Haiti, no dia 13 de janeiro de 2010, em Porto Príncipe.
Fora ali para servir aos irmãos mais distantes. Jesus decidiu chamá-la para o Seu reino.
Heroínas. Quantas mais poderíamos enumerar?
Mas desejamos lembrar as mais anônimas e esquecidas. As que dão à luz a muitos filhos.
E os sustentam. Mulheres que saem de casa quando a madrugada as cumprimenta, para enfrentar longa jornada de trabalho.
Canavieiras, faxineiras, atendentes, executivas. Mulheres de mãos calejadas. Mulheres muito alinhadas.
Esposas e mães que, depois de enfrentarem horas de serviço remunerado, ainda têm tempo para amar.
Têm tempo para serem mães, esposas, filhas, irmãs.
Mulheres que alimentam bocas famintas, que trocam fraldas, que ensinam os reais valores da vida.
Heroínas. Anônimas. Silenciosas, perseverantes.
Promotoras da paz, da vida, do progresso.
Heroínas.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base em dados biográficos  de Anita Garibaldi, Maria Quitéria e Zilda Arns. Em 6.9.2016.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Homenagem ao Imperador


Homenagem ao Imperador

Por ocasião de uma viagem ao Estado do Paraná, D.Pedro II foi hospedado em Ponta Grossa, por um fazendeiro rude, mas trabalhador e leal.
Sem maiores cerimônias, ofereceu um almoço ao Monarca, e disse-lhe:
Senhor Imperador! Eu podia ter feito mais alguma coisa. Podia ter matado mais uma vitela, mais um peru. Mas preferi assinalar de outro modo a vossa passagem por esta terra, e a honra de vir a esta sua casa: libertei todos os meus escravos, cerca de setenta, e peço a Vossa Majestade o favor de lhes entregar as cartas de liberdade!
Ao voltar à corte, o soberano recebeu, do Ministro do Império, os decretos que identificavam as pessoas que o haviam homenageado durante sua excursão. Notou que, para aquele fazendeiro paranaense, havia sido guardado o título da Ordem da Rosa.
Isto é pouco para esse homem. Declarou o Imperador. Faça-o Barão!
Mas, Majestade, - questionou o Ministro, - ele é quase um analfabeto.
Pedro II fitou-o determinado e respondeu:
Não será o primeiro! Esse fazendeiro é um homem muito digno e tem este merecimento. Mande-me o decreto fazendo-o Barão dos Campos Gerais.
A História do Brasil nos traz esta passagem, que revela aos homens a melhor maneira de se homenagear seu Criador, seu Soberano: fazer o bem.
Deus não deseja homenagens vistosas, não deseja cerimoniais luxuosos, sacrifícios humanos. A forma mais bela de reconhecer Sua grandeza, de mostrar como somos gratos por tudo que somos, por tudo que temos, está no amor a Suas criaturas, Seus filhos.
O fazendeiro da história libertou seus escravos. Nós podemos, quem sabe, dar liberdade a quem amamos, procurando erradicar de nossas vidas o ciúme desequilibrado.
Ou doarmo-nos um pouco mais a quem precisa, concedendo alguns instantes de atenção a quem está ao nosso redor, procurando ouvir mais, procurando guardar um tempo em nossos dias atribulados para perguntar Como vai você?, e esperar pela resposta, realmente desejando saber como vai aquela outra vida, aquele próximo.
Não há homenagem mais bela a Deus do que praticar a Lei maior do Universo, a Lei de Amor.
Amando a criatura estaremos amando seu Criador.

Refletindo com Edu!
Admirar, sentir, respeitar a natureza é uma das formas de louvar a Deus.
Procuremos, nos instantes do dia, quando nossos pulmões encontrarem os ares da manhã, fazer uma prece, agradecendo pela vida, por mais um dia, pelo espetáculo belíssimo das obras de Deus a inspirarem nossos corações, concedendo-nos a certeza plena de que estamos protegidos, e de que fazemos parte de um Universo perfeito.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base no livro Chico Xavier, D.Pedro II e o Brasil, de Walter José Faé, ed. Cor.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg





quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Grãos de areia e o tempo


Grãos de areia e o tempo

Você já brincou com uma ampulheta? Aquele instrumento quase lúdico de medir o tempo?
Dificilmente conseguimos ficar indiferentes quando nos deparamos com uma.
Seja por nos remeter às histórias e contos orientais, seja pelo fascínio de vermos os grãos de areia escorrendo intermitente e pacientemente, ou ainda pela harmonia de suas curvas, se insinuando perante o tempo... não há como ficarmos indiferentes.
Ainda hoje utilizada, ela se mostrou instrumento precioso quando não se dispunha de outros medidores de tempo mais precisos.
Utilizada em navios, igrejas e, quando surgiu o telefone, em alguns locais, servia para contar o tempo de uma chamada telefônica.
No Judiciário, era usada para marcar o tempo das sustentações orais dos advogados e, simbolicamente, é utilizada nas artes plásticas para representar a transitoriedade da vida.
Ela tem um princípio simples e básico. A quantidade de areia que escorre constantemente marca um ciclo de tempo.
Quanto maior a quantidade, maior o ciclo que conseguimos marcar. Quanto maior o estrangulamento para a passagem da areia, mais tempo ela levará para escoar.
Nessa observação de grãos de areia escorrendo do recipiente superior para o inferior, podemos nos questionar o que temos feito do tempo de que dispomos.
Um grão de areia parece insignificante, mas cada um deles contribui para a contagem do tempo na ampulheta. Assim é o tempo de nossa vida, nossos segundos, minutos, nossas horas.
Se somarmos as horas, dias e anos, teremos a construção de toda uma vida, conquistas, sonhos e aprendizado.
Mas será sempre o somatório dos nossos minutos, de nossos dias que construirão nosso sonho ou nossa desdita.
O tempo tem algo mágico nele mesmo. Quando se faz futuro, parece demorar tanto para passar, mas basta chegar até nós e se transformar em passado, para ganhar uma velocidade incrível.
Lembramos de como os anos escolares eram demorados para terminar? E hoje, ao nos recordarmos deles, percebemos como foi tudo muito rápido.
E o primeiro ano de Faculdade? Parece que nunca chegaria, e hoje, a formatura já se faz longe.
Dessa forma percebemos que, assim como cada grão da ampulheta cumpre seu papel, cada minuto de nossa vida deve ter sua utilidade.
Cada minuto soma-se aos demais para o objetivo maior da vida, de progresso e aprendizado intelectual e moral.
Por isso, sempre será útil fazermos breves balanços, de tempos em tempos, para sabermos como estamos utilizando nosso tempo.
Rapidamente, ao final do dia, perguntarmo-nos o que nos sucedeu e como as coisas ocorreram.
Ao final do mês, um breve balanço das atividades e objetivos alcançados.
Na conclusão de um ano, repensar o que foi feito e quais conquistas obtivemos.
E também em tantos outros momentos, seja quando algum ciclo se concluir, ou nas despedidas, nas alegrias...
Assim procedendo, conseguiremos saber como nossos grãos de areia da ampulheta da vida são importantes, e como o grande tesouro chamado tempo, dádiva Divina, vem sendo utilizado em nossas mãos. 

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 15.2.2013.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg






sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Goste das pessoas


Goste das pessoas

Kent não era mais do que um adolescente quando aprendeu, com seu amigo da mesma idade, uma das lições que mais lhe encheram de prazer a vida.
Ambos estavam estudando e, da janela, observaram um dos professores atravessando o estacionamento.
Kent explicou a Craig que não gostaria de reencontrar aquele instrutor. No semestre anterior, ele e o professor tinham se desentendido.
O cara não gosta de mim – finalizou.
Craig observou o professor e falou:
Talvez você esteja se afastando porque tenha medo de ser rejeitado. E ele provavelmente acha que você não gosta dele, por isso não é simpático com você. Por que não vai falar com ele?
Hesitante, Kent desceu as escadas, cumprimentou o professor e perguntou como tinha sido seu período de férias.
Ele se mostrou surpreso, mas respondeu. Juntos caminharam um pouco e conversaram.
O amigo tinha lhe ensinado algo simples. As pessoas gostam de quem gosta delas. Quando se mostra interesse por elas, elas se interessam por nós.
A partir daquele dia, o mundo se transformou para Kent numa grande descoberta.
Certa vez, viajando de trem pelo Canadá, ele começou a conversar com um homem que todos evitavam, porque cambaleava e enrolava a língua, ao falar. Todos pensavam que ele estivesse bêbado. Em verdade, ele estava se recuperando de um derrame.
Tinha sido engenheiro naquela mesma linha férrea e passou a viagem contando histórias fascinantes passadas naquela ferrovia.
Quando o trem foi se aproximando da estação, ele segurou a mão de Kent e agradeceu por ele ter ouvido, com tanta atenção.
Mas Kent sabia que o prazer tinha sido muito maior para ele próprio.
Em um outro momento, em uma esquina barulhenta, numa cidade da Califórnia, uma família o parou pedindo informações. Eram turistas da isolada costa norte da Austrália.
Em pouco tempo, tomando café, eles encheram de conhecimento a sua cabecinha, com histórias sobre lugares e costumes que possivelmente ele nunca teria conhecido.
Cada encontro se tornou uma aventura. Cada pessoa, uma lição de vida. Ricos, pobres, poderosos e solitários: ele percebeu que todos tinham tantos sonhos e dúvidas quanto ele mesmo.
Todos tinham uma história única para contar. Bastava alguém querer ouvir.
Uma jovem esteticista lhe confidenciou a alegria que tinha sentido ao ver os moradores de um asilo, sorrindo, depois que ela cortou e penteou seus cabelos.
Um guarda de trânsito revelou como tinha aprendido alguns dos seus gestos, observando toureiros e maestros.
Até mesmo um andarilho, com a barba por fazer, lhe contou como tinha conseguido alimentar sua família durante o período da depressão, nos Estados Unidos, recolhendo peixes atordoados que flutuavam na superfície, depois de explosões na água.
Em suma, todas as pessoas tinham histórias para contar. Histórias ricas de experiências. E todas sonhavam com alguém que as quisesse ouvir.
Pensamento
Parafraseando Francisco de Assis, poderíamos pensar em uma oração, mais ou menos assim:
Senhor, permita que eu procure muito mais ouvir do que ser ouvido; muito mais ver do que desejar ser visto.
Finalmente: que eu aprenda a gostar das pessoas primeiro, e faça as perguntas depois, para que eu possa descobrir, com alegria, que a luz que projeto nos outros, se reflete em mim mesmo, multiplicada por cem.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base no cap. Goste das pessoas primeiro, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Kimberly Kirberger, ed. Sextante.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Hoje é o seu dia


Hoje é o seu dia

Você se preparou para viver o dia de hoje?
As coisas mais importantes da vida somente são valorizadas depois que passam ou são perdidas.
A saúde, o sono, a razão, os fenômenos digestivos, os órgãos dos sentidos, os movimentos são tesouros colocados por Deus a seu serviço.
Portanto, cuidado com esses tesouros.
Está disposto a recomeçar hoje aquele projeto que fracassou ontem?
O aparente fracasso é a forma pela qual a Divindade ensina você a corrigir a sua maneira de atuar, facultando-lhe repetir a experiência com mais sabedoria.
A vida é constituída de lições que se repetem até se fixarem corretamente.
Hoje você tem problemas, que parecem insolúveis, para resolver?
Considere o seguinte:
Primeiro: ninguém vai resolvê-los por você.
Segundo: você só vai resolvê-los se se dispuser a enfrentá-los.
Terceiro: é preciso equacionar os seus problemas, um de cada vez, até resolver todos.
Quarto: não sobrecarregue os outros com as suas queixas, reclamações e problemas.
Você sentiu uma ponta de mau humor hoje?
Lembre-se: a irritação é o espinho cravado nas carnes da emoção, que deve ser retirado.
Quanto mais permanece, mais piora o estado de quem o conduz, gerando infecções duradouras e perniciosas.
Está na iminência de se desesperar?
Lembre-se, ainda: o homem deve treinar coragem e resignação. Sem esses valores ele permanece criança espiritual.
Deixe-se conduzir pelas ocorrências que não pode mudar e altere com amor aquelas que o irão  beneficiar.
Deus é Pai misericordioso e vela por você.
Você se exercitou para perdoar hoje?
O perdão real é sempre acompanhado pelo esquecimento do mal recebido. Quem guarda rancor, coleciona lixo moral.
Você já abraçou seu filho hoje, dizendo-lhe o quanto o ama?
Ele necessita de oportunidade e de amor para alcançar o triunfo. Abençoe o seu filho com as suas palavras e conduta, fazendo-se amigo dele em todas as situações.
Você já orou hoje?
Não desconsidere o valor da oração. O corpo necessita de alimento adequado para se manter. Assim também o Espírito, que é a fonte de vitalização da matéria.
Na prática, você é o senhor da sua cabeça e do seu dia. Você decide como quer que seja o seu hoje.
Decida e trabalhe por isso. Quem quer faz, não manda fazer.
A água não ocupa mais espaço do que realmente necessita. Por isso equivale à moderação.
Nesses dias agitados, a angústia caminha com o homem, disfarçada de medo, de ansiedade, de sentimento de culpa.
Naturalmente, as pressões a que todos estamos sujeitos respondem por tal situação.
A ansiedade pelo prazer exorbitante frustra; os fatores agressivos amedrontam e a timidez encontra uma forma de levar ao complexo de autopunição.
Afaste da mente esses fantasmas responsáveis por males inumeráveis.
Você é filho de Deus, por Ele amado, protegido e abençoado.
Não se afaste de Suas leis e se se enganar em alguma ocasião, ao invés de se entregar a conflitos desnecessários, retorne ao caminho do dever, sem receio algum.
Lembre-se  da afirmativa de Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Lembre-se, ainda: Hoje é o dia! O seu dia!

Refletindo com Edu!
Muitas enfermidades do corpo procedem do Espírito danificado pelos conflitos da emoção ou pelo ácido das imperfeições morais.
Não bastará dormir, dar descanso ao corpo, se você permanecer emocionalmente inquieto, ansioso!
Pense nisso e aproveite bem o dia de hoje, que é o seu dia.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 25.06.2012.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg