sexta-feira, 28 de abril de 2017

Flores raras


Flores raras

Conta-se que havia uma jovem que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe rendia um bom salário e uma família unida. O problema é que ela não conseguia conciliar tudo. O trabalho e os afazeres lhe ocupavam quase todo o tempo e ela estava sempre em débito em alguma área.
Se o trabalho lhe consumia tempo demais, ela tirava dos filhos, se surgiam imprevistos, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram deixadas para depois até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito rara, da qual só havia um exemplar em todo o mundo.
O pai lhe entregou o vaso com a flor e lhe disse: Filha, esta flor vai lhe ajudar muito mais do que você imagina!
Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando e, às vezes, conversar um pouquinho com ela. Se assim fizer, ela enfeitará sua casa e lhe dará em troca esse perfume maravilhoso.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor. Ela chegava em casa e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto.
Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto! A planta, antes exuberante, estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores murchas e as folhas amareladas.
A jovem chorou muito e contou ao pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu: Eu já imaginava que isso aconteceria e, infelizmente, não posso lhe dar outra flor, porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor lhe deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem.
Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre viçosa, sempre perfumada e  esqueceu de cuidar dela. Por fim, o pai amoroso e sábio concluiu: Filha! Cuide das pessoas que você ama!

Refletindo com Edu!
E você,tem cuidado das flores raras que Deus lhe empresta, em forma de filhos, esposa, esposo, irmãos e outros familiares? Lembre-se sempre que seus amores são flores únicas que lhe compete cuidar.
Problemas surgem. O trabalho pode ser feito mais tarde. Compromissos sociais podem ser adiados, mas os filhos dependem dos seus cuidados constantes para que não venham a fenecer...

Finalizando para Recomeçar!
Cada pessoa é uma flor única... Não há no Universo outra igual...
O Divino cultivador as deposita em nosso lar, confiando-as aos nossos cuidados. E para que essas flores raras possam perfumar sempre o ambiente, ofertando-nos sua beleza, é preciso que as podemos de vez em quando e as reguemos todos os dias com gotas de afeto e compreensão. Pense nisso, mas pense agora!


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base em mensagem intitulada A flor, de autor desconhecido. Em 25.06.2012.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fofoca


Fofoca

Tudo começou num galinheiro. Isso mesmo. Em um galinheiro. O sol estava se pondo. As galinhas pularam para o poleiro. Havia uma, de penas brancas e curtas. Muito respeitável em todos os sentidos. Assim que voou para cima do poleiro, começou a se catar com o bico.
Uma peninha caiu ao chão. Lá se vai uma pena - ela disse. Parece que quanto mais eu me cato, mais bonita eu fico. Falou por brincadeira. Era a mais brincalhona entre todas. E foi dormir.
Ao lado havia uma galinha que ouviu o que ela disse. Quer dizer ouviu e não ouviu... Não se conteve e cochichou para a outra galinha: Não vou dizer o nome mas tem uma galinha aqui que quer tirar as próprias penas só para ficar mais bonita. Se eu fosse um galo eu a desprezaria.
Ora, em cima do galinheiro havia uma família de corujas. Todas ouviram as palavras da vizinha da galinha branca. Reviraram os olhos. Mamãe coruja bateu as asas e foi tapar os ouvidos dos filhotes.
Vocês ouviram o que eu ouvi? Uma das galinhas esqueceu completamente o que é boa conduta. Tirou todas as suas penas e deixou que o galo a visse. Preciso contar o caso para minha vizinha.
Enquanto as corujas conversavam e riam, as pombas ouviram. E saíram comentando que havia uma galinha que tirava todas as penas só para se mostrar para o galo. Com certeza iria morrer de frio.
A conversa foi passando adiante. Logo, no pombal, se falava que duas galinhas haviam arrancado as penas para chamar a atenção do galo. Haviam apanhado um resfriado e morrido de febre.
Quando a conversa chegou aos ouvidos do galo, já eram três as galinhas mortas. Era uma história tão terrível que ele não podia guardar para si. Encarregou os morcegos de levá-la adiante.
De galinheiro em galinheiro a história foi sendo contada. A verdade verdadeira - diziam - era que cinco galinhas tiraram todas as penas para mostrar qual delas tinha emagrecido mais de paixão pelo galo. Haviam se bicado umas às outras até a morte. Uma desgraça para suas famílias! Grande prejuízo para o dono do galinheiro.
Então, a galinha branca, que tinha perdido uma única peninha, não reconheceu sua própria história. Por ser muito respeitável, tomou uma atitude. Fez de tudo para que os jornais publicassem a história e corresse a notícia pelo país inteiro. Ela desprezava aquelas aves que mereciam ser punidas com o escândalo.
A verdade verdadeira é que a história foi impressa nos jornais. Assim uma única peninha se transformou em cinco galinhas.
A história lhe lembra alguma coisa? Algum fato semelhante?
A fábula bem pode nos servir de carapuça.
Quantas vezes ouvimos pela metade as verdades e as traduzimos como queremos que sejam?
Com que facilidade destruímos a reputação de pessoas honestas, dignas! Normalmente, nem perguntamos se é verdade.
O importante é que a notícia não pare em nós. Que ela circule. Ah, e nos encarregamos de acrescentar uma pitadinha da nossa imaginação.
A palavra nos foi dada para o crescimento, não para a destruição. Passemos a utilizá-la para o bem. Se o que ouvimos, não serve para a melhoria dos outros, a instrução de alguém, para que passar adiante?
É preciso selecionar as nossas conversas. Já por esse motivo é que Deus nos dotou com dois ouvidos. Para ouvir bem. E uma boca somente.

Finalizando para Recomeçar!

Ouça com lógica! Procure silenciar onde você não possa prestar auxílio. A vida dos outros, como afirma a própria expressão, é realmente dos outros e não nossa. O tempo que se emprega na crítica e na maledicência pode ser usado em construção.

 ¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base no conto A verdade verdadeira, de Andersen, e no cap. 36, do livro Sinal verde, André Luiz e Francisco Cândido Xavier, ed.CEC.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Fiz porque era o certo


Fiz porque era o certo

O que você faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida?
Numa das capitais do país, um menino de doze anos não teve dúvida: devolveu! E o pré-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora. O menino tímido encarou a situação com simplicidade surpreendente.
Eu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos médicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade. Lucas tinha razão.
Evanir havia saído na manhã de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do mês. Viúva há sete anos e aposentada há mais de duas décadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada. Para devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da direção da escola onde estuda, a fim de localizar o número do telefone e comunicar-se com a idosa. Assim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas mãos.
O gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na região. Dezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doações.
Lucas, de família humilde, tinha um sonho: ter um videogame. Ao saber da história, uma doadora anônima decidiu presentear Lucas e seus irmãos com o Playstation dos seus filhos.
A história do menino não parou por aí. Ganhou repercussão internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos. Uma brasileira, que lá reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doações ao menino.
Um empresário emocionado foi além: conversou com Lucas sobre a importância de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu à dona Evanir: mil e quinhentos reais.
A idosa, que recebeu a devolução, afirmou: Tão pequeno e com toda essa honestidade. É muito bonito. Às vezes, pessoas da nossa própria família não devolvem o dinheiro.

Refletindo com Edu!
Até quando a honestidade será exceção em nosso mundo?
Até quando precisaremos comemorar gestos como esse, que já deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas?
A honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Espírito. Fiz porque era o certo.
Quando temos esse contato íntimo com nossa consciência, passamos a ter menos dúvidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situações. Não se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no chão, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade – tudo isso passa a ser natural.
O bem precisa se tornar hábito e ir substituindo o mal aos poucos. É assim que nos transformamos e transformamos a sociedade.
Se queremos que o tal jeitinho desapareça, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este espírito de fiz porque era o certo, independente se o certo é o melhor para nós ou não. É o certo e pronto.
Consultemos a consciência. As respostas estão sempre lá, onde estão inscritas todas as leis de Deus.
Pensemos nisso. Façamos o certo.
¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Em 26.10.2013 com base em reportagem publicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de agosto de 2013.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

terça-feira, 25 de abril de 2017

FAZENDO TEMPESTADE EM UM COPO DE ÁGUA!


FAZENDO TEMPESTADE EM UM COPO DE ÁGUA!

Em se tratando de problemas, devemos tomar cuidado com o real e o imaginário. Normalmente temos enormes dificuldades em discernir o problema real, dos problemas imaginários que nossa mente cria.
Quantas coisas existem apenas dentro de nossa cabeça?
Acostumados a observar as situações da vida sempre pelo lado mais pessimista, acabamos por criar outros problemas que só existem dentro da nossa cabeça.
É a famosa tempestade em um copo de água.
Quando experimentamos situações de animosidade com quem quer que seja, a fertilidade negativa de nossa mente elabora, discute e aumenta problemas que na verdade não são reais.
As pessoas que afirmam não levar desaforo para casa, são as mais fantasiosas com relação a essas desagradáveis situações. Não levam desaforo, mas transportam dentro de si, um verdadeiro turbilhão de emoções e sentimentos tormentosos.
E pensam: “Quando eu encontrar fulano, vou dizer tal e tal coisa, ele vai ver”. Essas mentes ficam gravitando em si mesmas, com pensamentos fixos, cristalizados na vingança e na enfermidade psíquica. Alimentam situações mentais tão desagradáveis, que acabam por aumentar o mal dentro delas mesmas. Com este comportamento, tornam-se vitimas das enfermidades nervosas, como úlceras nervosas, diabetes e outras moléstias geradas pelas mentes invigilantes.
Precisamos tomar cuidado com o imaginário e o real.
A precipitação nos julgamentos, o melindre por qualquer coisa que nos digam, o sofrimento por coisas que acreditamos irão acontecer, são fatores pelos quais, o imaginário alimenta a mente enfermiça.
Aquele que se deixa levar por esse comportamento, prevê um futuro que só existe dentro da própria cabeça.
E como está acostumado a pensar sempre que o pior vai lhe acontecer, sofre antecipadamente por algo que não existe.

  Viver um dia de cada vez é a melhor saída.
  Resolver um problema de cada vez, é medida salutar.
  Não existe garantia de que estaremos vivos daqui a um minuto, por isso, quem vive o futuro, deixa de viver no presente.
  Pensar em um futuro feliz é experimentar bem estar hoje.
  Pensar em um futuro amargo e de sofrimento, é apenas sofrer.
  A preocupação não resolve o passado, acaba com o futuro e nos faz miseráveis hoje, atormentando o nosso presente.

Pense com Edu! A cada dia a sua agonia, diz a sabedoria popular. Cuidado com o imaginário.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

O tapetinho vermelho


O tapetinho vermelho!

Ao nos ensinar a rezar, frisou Jesus que não seria pelo muito falar que seríamos atendidos por Deus,  Nosso Pai. Ao contrário, enfatizou no templo, aos apóstolos, que a oração do publicano tinha maior poder, pela humildade de que se revestia.
Alguns de nós, quando convidados a rezar em público, declinamos da oferta, porque acreditamos não saber dizer palavras bonitas. Pensando nesses termos, é que a história seguinte se faz muito oportuna.
Uma mulher morava em uma humilde casa com sua neta muito doente. Como não tinha dinheiro para levá-la ao médico, decidiu enfrentar a caminhada de duas horas até a cidade próxima, em busca de ajuda. No único hospital público da cidade, foi orientada a trazer a neta, que deveria ser examinada.
Pensando em como faria para trazer a criança, pois ela não conseguia sequer se manter em pé, a mulher fez o caminho de volta, desconsolada.
Ao passar defronte a uma igreja, decidiu entrar e, porque visse outras pessoas rezando, pediu a elas que rezassem por sua netinha.
Passados alguns minutos, ela mesma se animou a fazer sua oração e em voz alta foi falando: Jesus, sou eu. Olha, a minha neta está muito doente. Eu gostaria que você fosse lá para curá-la. Jesus, você pega uma caneta que eu vou dizer onde fica.
Depois de uns segundos, continuou: Já está com a caneta, Jesus? Então, você vai seguindo em frente e quando passar o rio com a ponte, você entra na segunda estradinha de terra. Não vai errar, tá?
Os que estavam por perto acharam interessante aquele monólogo. Alguns, no entanto, mal podiam conter o riso. Mas a senhora, de olhos fechados, continuou: Andando mais uns vinte minutinhos, tem uma vendinha. Pega a rua da mangueira que o meu barraquinho é o último da rua. Pode entrar que não tem cachorro.
Olha, Jesus, a porta está trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho, na entrada. O senhor pega a chave, entra e cura a minha netinha. Mas, olha só, Jesus, por favor não esqueça de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar.
Terminada a oração, ela se levantou e foi para casa. Ao entrar, sua netinha veio correndo recebê-la.
Minha neta, você está de pé? Como é possível?
E a menina respondeu: Vovó, eu ouvi um barulho na porta e pensei que fosse a senhora voltando. Aí, entrou em meu quarto um homem alto, com um vestido branco, e mandou que eu me levantasse. E eu me levantei.
Depois, Ele sorriu, beijou minha testa e disse que tinha que ir embora, mas pediu que eu avisasse a senhora que Ele iria deixar a chave embaixo do tapetinho vermelho.

Pense com Edu

A verdadeira oração não necessita de palavras difíceis ou muito buriladas. É a manifestação espontânea do coração que se abre num colóquio íntimo, pedindo, agradecendo, louvando, reconhecendo a própria pequenez e a grande necessidade.
A força de uma oração não reside apenas na coordenação das palavras proferidas, mas na intenção que o pensamento exterioriza, para a fonte de recursos a que se dirige.
Por isso mesmo, o Mestre de Nazaré ensinou: Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base na história O tapetinho vermelho, de Célia Vieira, do jornal fluminense, de out/nov/2001 e do texto O poder da prece, de Mauro Paiva Fonseca, da revista Reformador, de nov/2001, ed. Feb. Em 22.11.2013
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg




quinta-feira, 20 de abril de 2017

Como anda o seu tempo com seus filhos?

Como anda o seu tempo com seus filhos?

O desejo dos pais é o de educar seus filhos para que eles sejam pessoas independentes e felizes. Mas, como atuar em direção a este propósito quando o tempo disponível para os filhos é limitado?
A comum necessidade de que o casal trabalhe fora para prover o sustento da família, restringe a convivência entre pais e filhos. Desta forma, muitas famílias encontram “educadores” alternativos para substitui-los em sua ausência justificada. Uma empregada, a escola em tempo integral, ou as avós acabam ficando encarregadas desta função. Esses preciosos colaboradores ajudam bastante, no entanto, o alcance de suas ações é restrito.
Por melhor que seja uma funcionária doméstica, ela não tem a mesma autoridade que os pais para dar limites à criança quando necessário.
A escola tem influência na educação dos alunos, mas a função da escola é escolarizar, passar conhecimento acadêmico, e não educar. Uma boa escola pode até auxiliar os pais na educação de seus filhos, mas é importante ter a consciência de que existe ex-aluno, mas, não existe ex-filho. A escola convive com o aluno temporariamente, os filhos convivem com os pais por toda a vida. As avós são de plena confiança, ótimas cuidadoras, e oferecem amor as crianças, mas muitas mimam os netos em demasia, fato que acaba trazendo problemas no futuro.
Na impossibilidade de conviver o quanto gostariam com seus filhos alguns pais sentem-se culpados, por isso acabam comprando todos os presentes que as crianças pedem no intuito de compensar sua ausência. Este é um grande equívoco, pois a criança que ganha tudo aquilo que deseja, terá dificuldades de superar frustrações durante a vida. A criança não tem a oportunidade de treinar em casa, mas a vida fará com que ela aprenda a lidar com as contrariedades na marra. A quantidade de objetos que os pais oferecem aos filhos não supre suas necessidades afetivas. Os filhos precisam sentir o quanto eles são importantes para seus pais através do amor, da atenção, dos cuidados e dos limites que recebem. Somente a convivência pode construir uma relação de amor, mas como realizar essa nobre missão quando o tempo disponível para os filhos é escasso?
Uma frase bem colocada causa muito mais impacto do que horas de conversa sem conteúdo. Um abraço de amor intenso tem mais valor do que vários telefonemas.
O que produz significado em nossa vida a quantidade, ou a qualidade?
Existem mães que ficam em casa com as crianças o dia todo, porém não desgrudam os olhos da tela do computador. Quando a criança solicita atenção, a mãe responde:
”- Espere só um minutinho que eu já vou!”.  O filho espera minutos, horas, e nunca chega o momento de receber a atenção desejada.  A consequência é que a criança sentirá que sua presença na vida da mãe é irrelevante, e isso é muito perigoso. Pesquisas revelam que o uso de drogas na adolescência também é motivado pelo fato do jovem sentir-se desvalorizado pelos pais. A pior miséria que existe no mundo é a falta de amor, vivemos em um planeta cheio de carentes emocionais.
A solução é estar presente de corpo e alma quando houver a oportunidade de ficar com seus filhos. Determine um tempo sagrado para dar atenção exclusiva a eles, mesmo que seja apenas uma hora por dia. Evite permitir que sua energia seja desviada para qualquer outra tarefa durante o período que você criou para estar com as crianças. Não dá para disfarçar em que direção esta indo seu fluxo de energia, os filhos sentem quando o seu foco de atenção não está neles.
Programar o cardápio da semana, atender o celular, assistir novela, checar os e-mails pessoais, ou conversar com o cônjuge, são tarefas para serem realizadas quando as crianças já estiverem dormindo.  Se você fica o tempo todo realizando multitarefas, e nunca oferece o privilégio de dar atenção especial para seu filho, ele interpreta o fato equivocadamente. Passa a acreditar que não é merecedor de sua atenção, cresce com baixa estima e leva essa influência para a vida adulta. Não adianta explicar que você é muito ocupado, porque esta se matando de trabalhar para dar uma boa educação para eles. Os filhos precisam ser nutridos com amor, o alimento da alma.
Praticar a sua autoridade em relação aos seus filhos também é uma forma de exercer amor. Muitos pais relutam em realizar essa função intransferível com medo de que os filhos deixem de ama-los, ou mesmo, pela vaidade de mostrar uma imagem sempre agradável para as crianças. Não tenha receio de corrigir quando houver necessidade, proteger seus filhos é diferente de evitar frustrações, o seu sentimento de pena enfraquece a criança. Um adulto sem limites revela uma educação sem limites. A prática do amor inclui disciplina. Você não deve admitir que seus filhos alimentem-se com doces e refrigerantes em excesso, não pode tolerar que se comportem agressivamente na escola. A firmeza dos pais quanto à educação é um ato de amor e proteção. O resultado é a formação de um adulto estruturado com forças existenciais e morais, capaz de conquistar a própria felicidade.
Pais, por favor, não se torturem! A sua relação com seus filhos não é definida pelo tempo que você passa com eles, mas sim pela forma como você se relaciona durante o tempo que dispõe. A sua postura e sentimentos em relação aos seus filhos vão determinar a qualidade da educação que você oferece.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Autor desconhecido, adaptado por Eduardo Campos
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

terça-feira, 18 de abril de 2017

Fazendo a diferença


Fazendo a diferença

Em 1968, foi inaugurada a histórica ponte do rio Yangtzé, na cidade de Nanquim, na China. Desde então, mais de mil pessoas já pularam dos seus cem metros de altura, diretamente para a morte.
Depois que leu, na imprensa, reportagens sobre o suicídio, que constitui, naquele país, a principal causa de morte de pessoas entre quinze e trinta e quatro anos, Chen Si tomou uma atitude.
Todos os finais de semana, há um ano, ele deixa o seu modesto apartamento, onde vive com sua mulher e uma filha pequena, e parte para a ponte. Costuma chegar cedo, por volta de 7h30. Leva consigo uma garrafa térmica de chá.
Usando boné e óculos escuros para escapar do sol escaldante, ele se transformou no anjo da guarda da ponte. Fica observando atento o vai-e-vem de transeuntes para reconhecer os suicidas potenciais.
Segundo ele, são pessoas que caminham de maneira desanimada. No lado da ponte em que fica, Chen distribui folhetos com o número de seu celular, uma espécie de linha de emergência.
Nesse trabalho, já salvou quarenta e duas pessoas. Entrevistado pelo New York Times, em matéria que foi reproduzida no Brasil, na Folha de São Paulo, ele diz: Temos que ensinar as pessoas a amar a vida, a vê-la como o dom mais precioso.
Conta que ficou chocado quando leu sobre uma multidão, em outra cidade chinesa, que gritava insultos para um migrante desesperado, quando ele subiu no topo de um outdoor para se matar.
Ao que tudo indica Chen é o primeiro voluntário a fazer esse tipo de trabalho na China, que ainda não possui um plano nacional de combate ao suicídio.
Nos últimos meses, estudantes universitários, estimulados pelo seu exemplo, decidiram ajudar na tarefa.
Agora, são vários os que se revezam na ponte, servindo de anjos da guarda aos potenciais suicidas.
Além dos universitários, Chen conta ainda com o auxílio de algumas das pessoas que ele convenceu a não saltar da ponte.
Chen não é rico, nem desocupado. Com trinta anos (data da reportagem), ele ganha a vida vendendo pequenos painéis publicitários.
É alguém que é humano e se importa com o seu semelhante. Por isso, decidiu tomar providências por si mesmo, sem esperar autoridades governamentais ou grupos religiosos.
Se todos pensássemos e agíssemos como esse chinês, o mundo já estaria bem melhor do que se encontra.

Refletindo com Edu
Sê sempre tu o que toma a iniciativa do bem. Não esperes por deliberações de estâncias superiores, nem delegues a outros, aquilo mesmo que te compete fazer. Ante a dor que se manifesta, providencia o socorro, o remédio, a enfermagem, o que possas.
Ante o desespero que se apresenta, oferta o ombro amigo, a mão fraterna, a presença.
E então, descobrirás como se felicita o coração de quem age, fazendo a diferença para o seu semelhante.




¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base em matéria do jornal Folha de São Paulo de 25.09.2004.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg