sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Graças a Deus existem milhares deles no Brasil.


Graças a Deus existem milhares deles no Brasil.

A noite estava chuvosa e fria na pacata cidadezinha do interior do Sul do Brasil. O ruído dos raios e da chuva forte no telhado acordaram o jovem guerreiro, em meio à madrugada.
Sim, ele é um bravo guerreiro pois, ao se dar conta da intensidade da chuva, lembrou-se que muita gente poderia estar precisando de ajuda.
Levantou-se rapidamente e vestiu seu traje de combate. Afinal, ele é um guerreiro. Um guerreiro da luz. É um bombeiro voluntário.
Saiu rapidamente sem se importar com o temporal ameaçador. Uma única disposição o animava: ser útil para quem dele necessitasse.
Ao apresentar-se no quartel, ficou sabendo que sua intuição estava certa. Muita gente estava desabrigada. Os combatentes eram poucos para a grande e urgente tarefa.
Homens, mulheres e crianças corriam perigo, em meio aos desmoronamentos provocados pela forte enxurrada.
O guerreiro da luz não mediu esforços. Trabalhou até que todos estivessem a salvo.
Qual é o nome dele? Não importa. Por que faz isso? Não é por dinheiro, certamente, nem para obter reconhecimento. Ele faz por prazer porque é um guerreiro da luz.
É um cidadão consciente da tarefa que lhe cabe na construção de um mundo melhor.
Durante o dia ele trabalha para garantir o sustento. À noite e nos finais de semana ele é um bombeiro voluntário, sempre pronto para atender a um chamado urgente.
Se, eventualmente, uma catástrofe precisa de seus braços fortes durante o dia, ele não titubeia. Pede à empresa que o libere e desconta o dia do seu próprio salário.
Sim, porque nem sempre o empresário está disposto a contribuir em casos assim. Mesmo sabendo que um familiar seu pode estar necessitando da ajuda desses anjos voluntários.
É assim que esses jovens guerreiros, de vinte e poucos anos, dão utilidade às horas.
Mas isso não é divulgado pela mídia, porque não dá Ibope.
Lamentavelmente o que dá Ibope são as ações dos guerreiros das trevas. Esses poucos jovens que se perdem nos cipoais dos vícios e do crime.
Por essa razão, vale a pena enaltecer o bem. Enaltecer a ação desses jovens de valor, que dedicam a sua juventude construindo um mundo justo, fraterno e solidário. E são milhares deles no Brasil.

Refletindo com Edu!
Se você quer ser um guerreiro da luz mas se sente incapaz, pense que todo guerreiro da luz começou dando o primeiro passo.
Todo guerreiro da luz já ficou com medo de entrar em combate...
Todo guerreiro da luz já traiu e mentiu, no passado.
Todo guerreiro da luz já perdeu a fé no futuro... Já trilhou um caminho que não era o seu.
Já sofreu por bobagens... Já achou que não era um guerreiro da luz.
Já falhou em suas obrigações espirituais. Já disse sim quando queria dizer não.
Todo guerreiro da luz já se omitiu quando deveria ter falado...
Todo guerreiro da luz já feriu alguém que amava.
Por isso ele é um guerreiro da luz; porque passou por esses desafios e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.
Pense nisso!


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 26.07.2011.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Há dois mil e dezessete anos


Há dois mil e dezessete anos

Há dois mil e dezessete anos...
Há dois mil e dezessete anos, houve Alguém na face da terra que amou a humanidade como jamais ninguém amou.
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que conhecia e respeitava as leis da vida, e para aqueles que O chamaram de subversivo Ele respondeu: "eu não vim destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento."
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que sabia que a humanidade se debateria em busca de soberania e poder e se precipitaria nos despenhadeiros das guerras cruéis e sangrentas, causando dor e sofrimento. Por isso Ele disse: "minha paz vos deixo, a minha paz vou dou."
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que adivinhou que você, como indivíduo, deveria caminhar em busca da própria felicidade, e que, embora rodeado de pessoas, haveria momentos em que a solidão o visitaria. E por isso Ele falou: "nunca estareis a sós." "Vinde a mim"
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que sabia que na escalada para Deus, em alguns momentos você se sentiria meio perdido, sem saber ao certo que caminho seguir. Foi por essa razão que Ele disse: "eu sou o caminho."
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que conhecia as fraquezas humanas e entendia que densas nuvens se abateriam sobre as consciências dos seres, fazendo-os perder-se na noite escura dos próprios desatinos. Por isso Ele falou: "eu sou a luz do mundo".
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que conhecia a intimidade das criaturas, adivinhava-lhes as angústias e as incertezas, sabia que muitas seriam as derrotas e que, depois do cansaço das lutas inglórias, buscariam uma rota segura. Por essa razão Ele disse: "eu sou o caminho, a verdade e a vida."
Há dois mil e dezessete anos, houve Alguém que compreendia a fragilidade dos seus tutelados, que facilmente se deixariam levar pelo brilho das riquezas materiais e escorregariam nas armadilhas da desonra e da insensatez. Por essa razão Ele advertiu: "de nada adianta ao homem ganhar a vida e perder-se a si mesmo."
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que conhecia a indocilidade do coração humano, que se tornaria presa fácil da prepotência e se comprometeria negativamente com os preconceitos e a soberba em nome de Deus, criando cadeias para a própria alma. E com ternura afirmou: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que amou a humanidade como ninguém jamais amou...
E por saber que na intimidade de cada ser humano há uma centelha da chama divina, Ele disse: "brilhe a vossa luz."
E por conhecer a destinação de todos nós, falou: "sede perfeitos."
Conhecedor da nossa capacidade de preservar e dar sabor à vida, afirmou: "vós sois o sal da Terra."
Há dois mil e dezessete anos houve Alguém que amou tanto a humanidade que voltou, após a morte, para que tivéssemos a certeza de que o túmulo não aniquila os nossos amores.
E esse Alguém não impôs nada a ninguém. Deixou apenas um convite: "quem quiser vir após mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-me."
Esse ser ficou conhecido na Terra pelo nome de Jesus, o Cristo.
Habita mundos sublimes, onde a felicidade suprema é uma realidade, e mesmo assim continua amparando e socorrendo Seus irmãos, independente de crença, raça, posição social ou cultura, pois como Ele mesmo afirmou: "nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá."
Pense nisso!

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Guerra no trânsito


Guerra no trânsito

Se perguntássemos às pessoas se apreciam as guerras, certamente nos responderiam que as abominam.
No entanto, se não houvesse guerreiros, as guerras fatalmente não se realizariam.
Prova evidente disso são as guerras no trânsito, que tantas e tantas vítimas têm feito no mundo inteiro.
São pais e mães de família que, sob a aparente proteção de um veículo, sentem-se invencíveis e fazem do automóvel um tanque de guerra.
Isso nos faz lembrar uma passagem narrada na Revista Seleções. Um motorista desses que estão sempre apressados, dirigia seu carro agressivamente e insultava todos que estavam à sua frente.
Agia como se todos tivessem a obrigação de lhe ceder passagem.
Um sobrinho de 6 anos que estava no banco de trás, ouvindo o tio dizer a um que tirasse a carroça de sua frente, a outro perguntar se estava dormindo no volante, entre outros xingamentos, perguntou:
Tio Bob, por que você permite que as pessoas trafeguem pela "sua" rua?
Tio Bob teve um choque. Diminuiu a velocidade e começou a refletir no que acabara de ouvir da boca de uma criança, fruto da observação do seu comportamento.
Deu-se conta de que realmente estava agindo como se fosse o dono da rua. E o que era pior, ele era uma lição viva ao sobrinho que estava atento a todos os seus movimentos.
Daquele dia em diante, tio Bob adotou o propósito de nunca mais dirigir como se a rua lhe pertencesse.

Refletindo com Edu!
Se nós somos daqueles motoristas nervosos, sempre irritados com tudo e com todos, aliviemos um pouco o pé do acelerador e reflitamos sobre a nossa postura.
Além do inconveniente de sermos um exemplo vivo de intolerância e incúria para os que nos observam, há o agravante de fomentarmos as guerras no trânsito.
Quantos motoristas que, por falta de prudência e paciência, jazem inermes nas rodovias, nas ruas ou calçadas. Ou fazem vítimas fatais, ou provocam sequelas irreversíveis em outras pessoas.
Já é tempo de refletirmos em torno dessas questões que a todos nos interessam.
É tempo de mudar o comportamento equivocado de declarar guerra aos demais motoristas que, como nós, necessitam enfrentar o trânsito cada vez mais disputado.
Se sabemos que o trânsito se faz lento em determinadas horas do dia, saiamos mais cedo. Calculemos melhor o tempo que levaremos para nos deslocar de um lugar a outro. E, ainda, lembremos que é melhor perder um minuto na vida do que a vida num minuto.
Antes de xingar alguém no trânsito, pensemos que talvez a pessoa mereça nossas melhores vibrações por ser alguém visitado pela dor, pela enfermidade. Ou quiçá seja alguém que esteja a caminho do hospital, levando consigo um enfermo grave, uma criança em pranto ou outra dificuldade qualquer.
Seja qual for a situação, jamais nos arrependeremos por mantermos a paciência e a tolerância no trânsito.

Finalizando para Recomeçar!
A ação precipitada, sem a necessária prudência, invariavelmente engendra desacertos e aflições sem nome, conduzindo o aturdido aos despenhadeiros do insucesso, em cuja rampa o remorso chega tardio.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base no verbete Pensamento e no verbete Precipitação, do livro Repositório de sabedoria, v. 2,  Joanna de Ângelis e Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e em artigo publicado na revista Seleções Reader’s Digest, de nov/1993. Em 25.02.2009.

³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Herói de todo dia


Herói de todo dia

Já percebeu que nas histórias em quadrinhos e nos desenhos animados o herói está sempre disposto a salvar, a ajudar, a socorrer?
Nessas histórias, o personagem herói é sempre incansável, não mede esforços para ajudar, e é capaz de esquecer das suas vontades e desejos quando precisa agir.
Porém, você se deu conta de que esses heróis também existem no mundo real? Já conseguiu perceber que a vida está repleta desses grandes heróis?
Como alguns heróis dos quadrinhos, esses também, que encontramos no nosso cotidiano, não fazem questão da fama e do sucesso. Eles preferem o prazer do anonimato, onde a glória e a fama são plenamente substituídas pelo sentimento do dever cumprido.
São heróis nossos de cada dia, todos aqueles capazes de chegar ao lar, após um dia intenso, onde o peso do mundo parece descer sobre os ombros, e ainda ter disposição para brincar de pega-pega ou de cavalinho, com os pequenos que os esperam ansiosos.
Não há como não chamar de heróis aqueles capazes de deixar de lado relatórios, e-mails e trabalhos, abrindo mão dos compromissos profissionais levados para casa, somente para escutar as aventuras e sonhos do universo infantil.
É um heroísmo ser capaz de não perder a sensibilidade com as lutas da vida e os compromissos que se sucedem, e entender que o tempo gasto para responder sobre a cor do céu ou as dúvidas mais surpreendentes da vida não é perda de tempo, mas investimento na vida daquele que ama.
Esses heróis são capazes de ensinar com a leveza da alma e a firmeza do agir, sobre os valores da vida, sobre a honestidade, o respeito ao próximo e a retidão do caráter como indispensáveis para a vida.
E para nos ensinar essas coisas, como todo bom herói, esses não gostam do discurso, da frase feita ou do grande diálogo. Ensinam-nos pela melhor pedagogia: a do exemplo.
Nossos heróis anônimos são capazes de dar uma escapadinha da correria do cotidiano só para ver um jogo de bola, ou uma singela apresentação musical, ou uma declamação de poesia que seja... mesmo que ela tenha não mais que quatro versos.
Fazem não por eles, mas porque sabem que, para seus filhos, isso é muito importante.
E fazem tudo isso porque sabem que eles não são heróis feitos para salvar vidas. Eles entenderam, desde há muito, que Deus os fez heróis diferentes. São heróis que constroem vidas.
Por isso são capazes de achar importante as coisas mais simples, quando as coisas simples são importantes para seus filhos.
São capazes de esquecer seu cansaço, compromisso ou o seu lazer, para fazer do lazer dos filhos, o seu lazer.
Eles são heróis porque entendem que tudo isso que fazem hoje, talvez os filhos não entendam, nem consigam reconhecer e agradecer, mas um dia fará toda a diferença.
Eles, os nossos heróis, nunca se cansam e nunca desistem da sua poderosa missão. Isso porque dentro deles há um combustível mágico que os move, tão mágico que quanto mais eles usam, mais se multiplica: o combustível do amor.
E alguns de nós ainda temos a grande felicidade de chamar esses heróis por uma outra palavra: pai.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Em 10.8.2013.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A herança mais valiosa


A herança mais valiosa

O mundo moderno prescreve previdência em todos os atos. É assim que companhias seguradoras trabalham, incentivando os pais de família a comprarem apólices de seguro de vida.
A propaganda fala de como haverão de ficar os filhos, em caso de morte de um ou de ambos os pais. Sozinhos, sem dinheiro. Ao menos, que se lhes assegure o necessário para viver e as condições para estudarem.
Alguns pais, além de apólices de seguro, se preocupam também em deixar muitos bens para os seus filhos. Em especial, aqueles que sofreram muitas agruras em sua infância e não desejam que os filhos passem pela mesma experiência. Esmeram-se, portanto, em adquirir propriedades, joias e tudo o mais que possam deixar como herança para os seus, depois que partirem.
Tal forma de agir nos recorda da história de um homem muito rico que mandou seu filho estudar em terras estrangeiras. Desejava que seu filho se tornasse um homem instruído, dominando as ciências, tanto quanto conhecesse o mundo para além das fronteiras do próprio país.
Enquanto o filho cumpria, com satisfação, os anseios paternos, aconteceu que o pai adoeceu gravemente. Percebendo que a morte se avizinhava, chamou o tabelião à sua casa, reuniu testemunhas e ditou as suas últimas vontades.
Para o seu escravo, aquele que dele cuidava com desvelo, deixou as suas terras, as contas bancárias, as joias, tudo enfim.
Para o seu filho, que se encontrava distante, assegurava a possibilidade de escolher o que ele desejaria herdar. E morreu.
O escravo, tão logo morreu o seu senhor, providenciou um enterro pomposo e tomou posse de tudo.
Começou a tomar decisões, administrando muito bem todo o patrimônio. Ao mesmo tempo, despachou um outro escravo para que fosse em busca do filho do ex-patrão e lhe desse a notícia da morte do pai.
O filho voltou com rapidez e ficou muito magoado. Procurou o advogado da família e foi chorar em seu ombro.
Afinal, por que o pai fizera aquilo com ele? Por que dera todos os seus bens para um escravo, não lhe deixando nada? Ele não se lembrava de ter ferido o pai, de o ter desrespeitado. Por que, então?
O advogado, homem ponderado, lhe falou:
Rapaz, ao deixar todos os seus bens para o escravo, seu pai usou de sabedoria. Se ele tivesse deixado para você, é possível que depois de sua morte, antes que você soubesse do ocorrido, os próprios escravos dilapidassem o seu patrimônio e pouco lhe sobraria.
Deixando os bens ao escravo, ele os preservou. Deixando a você a possibilidade de escolher o que desejasse herdar, lhe deu a chance de escolher o escravo. Como tudo o que é do escravo, é do senhor, tudo lhe pertencerá.
Para esse nobre servidor conceda a liberdade, o maior de todos os bens, e providencie para que ele tenha uma vida digna com sua família. Aja com a sabedoria do seu pai.

Refletindo com Edu!

O maior tesouro que os pais podem deixar como herança aos seus filhos são os valores morais. A honra, a verdade, o trabalho, a dignidade, esses não acabam nunca e são eles que constroem o mundo feliz que todos desejamos.
Ao mesmo tempo, estaremos legando ao mundo a nossa melhor herança: homens de bem, por nós formados.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 24.04.2012.

³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Escola: sua importância além do ensino


Escola: sua importância além do ensino

Escola: que lugar é esse?
No último texto escrevi sobre a família, sobre o reflexo da dinâmica familiar no comportamento e na vida da criança. Agora decidi escrever sobre a escola, porque ela é grande parte da base da criança, e não menos importante que a família.
A escola, além de ensino básico e obrigatório no qual passamos toda a infância e adolescência, também é local de socialização e interação com diferentes pessoas e vivências do dia a dia. Muitos vão para a escola (creche) desde muito cedo para os responsáveis poderem trabalhar, e é lá que se desenvolvem.
Sabemos que a escola é importante para aprendermos conteúdos programáticos e adquirirmos conhecimento. Porém, ela vai muito além disso, mesmo que de forma natural e não intencional. E é justamente por isso que as escolas precisam ter um olhar mais atento e acolhedor para com seus educandos.
Hoje, com a rotina cada vez mais agitada que as famílias têm, muitas vezes falta diálogo e carinho. Isso quando não ocorrem maus tratos, ou mesmo faltam condições básicas dentro de casa para se viver. As configurações familiares mudaram ao longo dos tempos e as crianças percebem o mundo à sua volta de forma mais madura desde muito cedo. Sendo assim, estamos lidando com crianças que precisam de muito mais do que aprender o conteúdo de um livro.
Nossas crianças vivenciam situações extremas das quais sequer imaginamos. Existem crianças que vão para a escola (no caso das públicas) para comer, pois não têm o que comer em casa. Outras, precisam cuidar de irmãos mais novos e cuidar da casa além de estudar. Ainda temos as que, mesmo que a lei proíba, precisam ajudar os pais no trabalho para complementar a renda familiar.
Consigo pensar em inúmeras outras possibilidades: crianças que moram em local “de risco”; que presenciam brigas diárias e violência doméstica; que são abusadas moral e sexualmente por adultos próximos; que não têm pais vivos; que são abandonadas por pai ou mãe; que passam por situação de luto, que são espancadas… É tanta coisa! E muitos de nós não paramos para pensar nisso.
Muitas vezes são aqueles que “dão problemas”, são indisciplinados, respondem mal, desobedecem, não prestam atenção na aula, ou mesmo são apáticos ou mudam o comportamento repentinamente. Sim, podem parecer extremamente seguros sem que realmente sejam. Podem parecer felizes, podem parecer ter uma família estruturada… Podem… Parecem…
Agora pense, repense, avalie sua prática como profissional da área educacional! Essas crianças/adolescentes precisam mais do que nunca de você! É na escola o refúgio de muitas delas. A maioria passará por tudo isso sem ao menos demonstrar, e você simplesmente não perceberá. Geralmente, a tendência é considerar esses fatos como raros, distantes de nossa realidade e, consequentemente, desqualificarmos o discurso e o sentimento do educando. E é nesse ponto que ele se afasta ainda mais.
Por isso a escola precisa ter um olhar mais atento, mais acolhedor. Precisa julgar menos. Precisa ouvir mais. Seria maravilhoso que todas as escolas tivessem um psicólogo para ter essa escuta neutra, mas ainda sim não seria suficiente. É importante partir de cada um, desde o professor até a direção, essa postura acolhedora. Não podemos perder a chance de mostrar a eles que têm em quem confiar, que não estão sozinhos, que nada está perdido.
Não sabemos a história por trás do sorriso ou choro de cada criança. Não sabemos até que ponto as famílias vivem de aparências, e sabemos que muitas vivem. Independente do motivo, eles precisam saber que alguém está lá por eles, que alguém se importa. Às vezes, é a única coisa que eles têm…


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Corujices da Psi Psicóloga Samira Oliveira
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Gratidão à vida


Gratidão à vida

É possível que você pense que poderia ser mais inteligente e se aborreça com suas limitações pessoais e com os esforços necessários para estudar, aprender, avançar.
Mas talvez nunca tenha pensado naqueles que renascem com profundas limitações na área do intelecto, desconectados da própria mente, imersos nessa ou naquela sequela física, em vidas de resgate e expiação. Talvez esses tenham dificuldades maiores do que as suas.
Você já pensou que poderia ter um corpo mais harmonioso, mais elegante e condizente com os padrões de beleza instituídos.
Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que trazem deformações, mutilações, limitações na veste orgânica, com dificuldades para andar, falar, ouvir ou enxergar. Esses desejariam muito ter o corpo exatamente igual ao seu.
Você já pensou que poderia ter mais dinheiro, morar em uma casa maior, ter um carro da moda ou viajar para países distantes.
Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem da caridade alheia, sem a opção de um trabalho digno para se sustentar, sem garantia de moradia ou de alimentação diária.
Esses, possivelmente, sonhem em ter a casa e o salário que você dispõe.
Você já pensou que sua família é um peso imenso em seus ombros, que gostaria de ter os filhos semelhantes àqueles que você vê em outros lares e ter o cônjuge igual a outros casais que você conhece.
Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem sós, sem família, sem alguém para dizer oi ao chegar em casa, para dividir suas frustrações e seus sonhos, ou para compartilhar a mesa de refeições.
É possível que esses sonhem todos os dias em ter uma família como a sua, problemática e de difícil trato, mas pelo menos teriam seres próximos a quem pudessem entregar o seu amor, compartilhar suas carências.
 Refletindo com Edu!
Muitas vezes sonhamos com outra vida, outro corpo, outros entes queridos, outra trajetória.
Sonhamos com aquilo que, infantilmente, imaginamos nos faria felizes.
Mas, possivelmente, a beleza do corpo nos trouxesse a vaidade desmedida.
A inteligência privilegiada nos tornasse arrogantes e pretensiosos.
O dinheiro em excesso talvez nos conduzisse a vícios e comportamentos comprometedores.
E nos destituirmos da família seria o caminho para o egoísmo e a solidão.
Dessa forma, percebemos que a vida é feita de bênçãos, de oportunidades de aprendizado. Tudo ao nosso redor é aquilo que Deus provê para melhor aproveitarmos a oportunidade da vida.
E os Seus desígnios são de sabedoria e amor irretocáveis.
Assim, ao analisarmos tudo que temos, nosso corpo, nossa condição financeira, nossas capacidades e nossa família, agradeçamos a Deus por tudo isso.
Afinal, de nossa existência, o que nos pertence mesmo é aquilo que podemos guardar no cofre do coração. Tudo o mais é empréstimo Divino para que possamos galgar a estrada rumo à perfeição.
São empréstimos que nos cabe usufruir de forma consciente, deles extraindo o melhor.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 8.4.2013.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg