sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Família perfeita é a família de comerciais de televisão.


Muitas vezes temos esse ideal romântico. Não aceitamos a própria família porque gostaríamos de estar em um grupo familiar perfeito, no qual todos se amam profundamente, todos sorridentes e felizes, como as famílias de comercias de televisão. Nessa idealização nos parece que sempre a família dos outros é melhor do que a nossa.
É claro que a nossa família não é formada de pessoas perfeitas, mas que são convidadas a praticar o dever consciencial de se aperfeiçoar sempre. Se nos acomodamos a uma família mais ou menos, a uma vida mais ou menos, a um equilíbrio mais ou menos, estaremos adiando a oportunidade de aperfeiçoamento. Porém, se quisermos sempre melhorar, tornar a nossa família cada vez mais harmônica, vamos investir nisso, investir em nosso relacionamentos. É claro que esse investimento vai necessitar de tempo, de dedicação, de uma serie de recursos, porque existem muitas pessoas que dizem querer uma família mais saudável, mas não investem em um final de semana com um almoço com todos reunidos, não investem nem meia hora por semana no “Evangelho no lar, uma leitura de uma mensagem edificante”. “Há! Não temos tempo, você sabe como é a vida é muito corrida”.
Uma das situações que observo frequentemente é as pessoas reclamarem quando se trata de cuidar dos relacionamentos em familia, do aspecto espiritual e emocional da convivência, é que não tem tempo.
Para refletir
Muita gente reclama que, para se obter relacionamentos saudáveis com o cônjuge e os filhos, é muito difícil, dá muito trabalho e que é preciso perder muito tempo refletindo, meditando sobre as próprias emoções, sobre a forma como se convive com os outros, fazendo encontros de harmonização, etc. essas pessoas dizem que não compensa tanta trabalheira, que é melhor levar a vida de uma forma mais “light”, sem muita “encucação”
Finalizando para recomeçar
Amigos vamos fazer uma reflexão sobre essa forma de pensar. Vamos perceber que tudo na vida da trabalho e que não há como fugir dele, sem ter graves consequências.
Imagine seu prato favorito. Agora imagine-se saboreando-o no jantar, logo mais à noite, com sua família.
Hum! Que delicia! Deu até fome, não é verdade?
Para que o tenha preparado ás 19h, horário do seu jantar, você deve primeiro ir às compras no supermercado, ou até à feira, para obter todos os ingredientes necessários, depois ir à cozinha para prepará-lo. Imagine todo o trabalho que você tem até ver aquele prato delicioso na sua frente, prontinho para saboreá-lo com seus familiares.
Você dirá: “sim, é verdade. Mas posso mandar a minha secretaria domestica fazer as compras e prepara-lo para mim, ou então vou a um bom restaurante e peço o meu prato favorito. Não terei trabalho algum”. Sim, mas de qualquer forma, alguém terá o trabalho de prepará-lo. Você vai apenas remunerará por isso. No caso do prepara de suas refeições isso é possível, mas existem atividades que se tornam impossíveis de se pagar alguém para realizar por você.
Só a titulo de exemplo, vejamos que existem diversas atividades trabalhosas e intransferíveis que fazemos, diariamente, para manter a higiene do corpo e que toma tempo. Faça uma soma de quanto tempo gasta todos os dias tomando banho, escovando os dentes, passando fio dental, penteando os cabelos, etc.
Agora façamos uma reflexão em torno do seu relacionamento familiar. Ter paz, harmonia, serenidade, alegria de viver, relacionamentos saudáveis, equilíbrio emocional na sua convivência familiar, etc. É algo que lhe traria prazer e felicidade? A resposta com certeza será sim.
Só que aqui há um grande problema para a maioria das pessoas. Querem obter tudo isso sem nenhum trabalho da parte delas. Querem obter verdadeiras joias raras, sem querer paga o preço que elas valem. Não é possível! Da mesma forma que, para se ter um hálito saldável, devemos ter o trabalho de escovar os dentes 4 a 5 vezes ao dia, passar fio dental, ir a dentista regularmente, dentre outros cuidados, a saúde emocional somente é possível com muito esforço e trabalho da nossa parte, mesmo que inicialmente achemos esse trabalho enfadonho.
Se fôssemos somar todo o tempo que gastamos com o nosso corpo físico, incluindo o período do sono, daria de oito a dez horas por dia e não queremos gastar meia hora com a nossa saúde espiritual. Não temos tempo!
Só que nas vinte e quatro horas achamos tempo para a televisão, a internet (redes sociais, whatsapp), as diversões de modo geral. Encontramos tempo para uma serie de coisas. Porém para nos cuidar, para cuidar do relacionamento conjugal, do relacionamento entre pais e filhos, dos relacionamentos em família que irão gerar o nosso aperfeiçoamento emocional, individual e coletivo naquele grupo, não temos tempo. Se não temos tempo, só nos resta reclamar que vivemos uma vida mais ou menos, numa família mais ou menos, mas não fazemos nada para mudar essa situação.
Ao contrário, se quisermos tornar a nossa família cada vez mais saudável, é necessário utilizar bem o tempo em meditações, reflexões, orações, encontros de harmonização com os filhos, com o cônjuge, evangelho no lar, etc. Se fizermos tudo isso, certamente alcançaremos o nosso objetivo maior que é a conquista da felicidade. Essa conquista nos dará tanto prazer que, como no caso de saborear o nosso prato favorito, consideraremos o trabalho para obtê-lo, praticamente nenhum. 

Texto em homenagem!          
¹ Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
Contato: edu.com28@yahoo.com.br
² Fonte imagem : http://veja.abril.com.br/051207/imagens/medicina4.jpg
Referência: Cerqueira Filho, Saúde das relações familiares. Santo André, SP: Editora Bezerra de Menezes, 2007.


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Um comentário:

ediglema dias disse...

Sabe Edu vc tem toda razão hoje nossos valores se reverterão o nosso tempo tem sido gasto com coisas que não nos traz alegria interior. Nada se compara e nem se comprar o prazer de conversar ,sorrir com seu filho ou mãe ,não quero uma família mais ou menos.
Tenho sim uns ajustes a fazer em casa .obrigada por seus textos tem me ajudado muito Deus te abençoe Edu.