domingo, 13 de dezembro de 2015

Não vejo o que olho, Vejo o que sinto...


                               OLHAR
                  
                      Olho,
                      Olho tudo.
                      Mas encontro apenas o que há em mim.
                      Em tudo deposito a minha herança!
                      Não é questão de escolha,
                      É lei incorrigível.
                      Não vejo o que olho,
                      Vejo o que sinto,
                      Vejo o que eu procuro e desejo.
                      Em todas as coisas,
                      Do micro ao macro,
                      Do átomo ao Universo,
                      Vejo somente o que sou.
                      Por isso,
                      Ai de mim,
                      Se eu não me amar.
                      Não suportarei o mundo,
                      Porque só a mim
                      Eu encontro,
                      Onde lanço o meu olhar.
                      (Rossano Sobrinho).



Narra uma  curiosa  história  que  havia  um  rei  profundamente deprimido, até que certo dia apareceu no reino um homem muito sábio e disse ao soberano que ele somente ficaria curado se onde lançasse seu olhar somente encontrasse a cor verde.
O rei achou muito estranha aquela afirmativa, mas como já havia tentado de tudo para ficar bom,  sem qualquer êxito,   após     a despedida do sábio,  reuniu  uma  grande  equipe  de  servos    e ordenou que eles pintassem de verde todo o reino.
E assim foi feito!
Em menos de um mês, todo o castelo, todas as casas, todas   as ruas e pontes estavam verdes,  Para não correr qualquer  risco, o soberano senhor ordenou que todos os seus súditos só  vestissem roupas de tecidos da cor verde.  E  para  surpresa de todos,   que, secretamente, já acreditavam na total demência do rei, o soberano ficou radicalmente curado.
Dez anos mais tarde, o grande sábio responsável pela cura do rei, decidiu revisitar o reino.  E, para sua surpresa,  encontrou  aquele quadro exótico, um reino todo pintado de verde.  Por muito pouco sua visitação não foi proibida pela guarda real que não identificou  a cor verde em suas roupas.  Mas  após  apresentar-se   como   o benfeitor  de  sua  majestade,  foi logo conduzido  à  presença do agora  alegre e saudável rei.
        Ao  vê-lo,  o  soberano  senhor,  emocionado,  ofereceu  logo uma verdadeira fortuna em ouro ao sábio, manifestando sua gratidão.
O  humilde  benfeitor,  dirigindo-se  com  espontaneidade  ao  rei,  explicou com um largo sorriso :
- Majestade, não precisava mandar pintar todo o reino de verde.
Bastaria ao senhor usar óculos com lentes verdes.

Pense com Edu!
Este conto revela com perfeição a mensagem deste post.
O nosso mundo  tem  exatamente  as  cores do nosso estado de  alma, nossos  pensamentos  e  emoções,  as  lentes  através  das  quais contemplamos o mundo de fora.
Por isso a mudança do mundo passa  naturalmente pela transformação  das consciências.    Pela higienização dos nossos sentimentos e  pela elevação dos nossos pensamentos.

¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Rossano Sobrinho
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

Written by Eduardo Campos all rights reserved.




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