domingo, 11 de maio de 2008

Recados do coração



Recados do coração

Por Eduardo Campos

Eu também queria chorar, pelas pessoas que viraram máquinas trancadas, bloqueadas, quebradas e cheias de coisas boas de que outras pessoas necessitam e querem e, contudo, nunca poderão desfrutar, porque de algum modo, em algum lugar, alguma coisa dentro delas não deu certo.
Jonh Powell

Ficou-me aquela sensação de triste desolação que tenho quando encontro uma pessoa que recusa abri-se, ouvir as mensagens que sua própria vida lhe vai enviando, concordo que não é fácil descobrir uma pessoa verdadeira. Mas daí o exagero de te fechares totalmente em ti, não parece o mais acertado.
O individualismo gera a solidão, e esta é, muitas vezes, mãe de desanimo e de descrença. Torno-me uma pessoa fechada, cheia de reservas e desconfianças.
Rejeito de antemão, o amor que alguém gratuitamente me possa oferecer.
Nem todos, porém, são aproveitadores.
Nem todos têm “segundas intenções”.
Nem todos os fios dão choque.
Ainda há, graças a Deus, gente que sabe amar.
Gente que nos reserva a sua ternura e atenção.
Gente que está disposta a partilhar a sua vida com os outros.
Gente que coloca a pessoa acima dos negócios e dos números.

Para refletir:

Quantas vezes, nessa semana, você teve vontade de convidar alguém para sair, conversar, ir à praia, e não o fez, temendo que a pessoa convidada não pudesse ter tempo, não gostasse de sua companhia, e acabou sentindo-se rejeitado, sem ao menos ter tentado?
Quantas vezes você se apaixonou, sem que outro soubesse do seu amor?
Quantas vezes você abandonou alguém, com medo de ser abandonado?
Quantas vezes você sofreu sozinho, com medo de pedir ajuda?
Quantas vezes você se afastou de um grande amor, com medo de comprometer-se?
Quantas vezes você não se entregou ao amor, com medo de perder o controle?
Quantas vezes você tomou choque, sem tocar no fio?

Referências Bibliográficas

CAMPOS, Eduardo. Mais além de meu olhar. Belém-Pa. 2008.
SHINIASHIK, Roberto. Amar pode da certo. São Paulo: ED. Gente , 2002.
POWELL, Jonh. Porque tenho medo de amar?. Belo Horizonte: Cresce , 2004.

Um comentário:

Eduardo Campos disse...

ta ótimo seu blog!!!!!!!!!!
perfeito!!!!!!parabéns vc merece isso e muito mais......
patricia resque