domingo, 11 de maio de 2008

AFINAL: O QUE EDUCAÇÃO?




AFINAL: O QUE EDUCAÇÃO?


por eduardo

Como é possível que, sendo as criancinhas tão inteligentes, a maioria das pessoas sejam tão tolas? A educação deve ter algo a ver com isso!


Alexandre Dumas


“Quando crianças somos como uma “argila frágil” ou mesmo como um “galho verde”, prontos para ser modelados ou direcionados pelos nossos pais, que têm por missão desenvolver nosso potenciais como uma de suas grandes tarefas. Grande parte de nossas percepções e reações emocionais foram internalizadas em razão da influencia dos adultos à nossa volta. Desde o nascimento, somos todos extremamente sensíveis ao ambiente em que vivemos: por isso; os adultos devem meditar sobre as postura que irão tomar em relação as crianças, pois terão grave importância em seu desenvolvimento futuro.”
Nestas palavras de Hamed no livro Renovando Atitudes, da editora boa nova, encontramos a resposta para a nossa pergunta: Afinal: o que educação? Educação é toda influencia exercida por um ser humano sobre o outro, no sentido de desperta um processo de evolução. Essa influencia leva a criança a promover autonomamente o seu aprendizado moral e intelectual.
Educação é, pois, elevar, estimular e despertar a consciência, facilitar o progresso do ser.
O processo educativo é sempre uma relação de individuo para individuo. E isso por dois motivos: primeiro porque uma individualidade só se reconhece como individualidade e progride como tal quando é reconhecida e posta em contato com outra; segundo, porque só ocorre influência positiva, não-violenta, através do amor e o amor só se dá entre dos seres.
Amar é educar nossas crianças e conhecê-los profundamente, é interessar-se pela sua felicidade e pelo seu progresso. Por isso, o amor verdadeiro é sempre educativo e a educação verdadeira é sempre um ato de amor. O amor não é um apetrecho, um aspecto da educação. Arelação entre amor e educação é intreseca, indissociável. Essa relação educativa pode se dar em qualqur relação humana. Não ocorre apenas entre o adulto e a criança. Pode até ser invertida: uma criança pode educar um adulto na medida em que, produza uma influencia benéfica sobre ele. Todas as vezes que um ser humano desperta algum bem a outro, dá-se um ato de educação – tenha disso os protagonistas consciência ou não.
Qualquer processo que se afasta disso não é educação, é simplesmente alguma forma de domínio, de patologia ou de prejuízo para aquele que recebe.
Devemos, pois, reconhecer que muito do que se tem praticado ao longo dos séculos com o nome de educação infantil, não é digno desse conceito. O autoritarismo, a tentativa de moldar o outro a nossa imagem e semelhança ou nos parâmetros de alguma moldura social, as influencias deformadas de um ambiente vicioso, o domínio violento de um ser humano sobre o outro, o abuso da força física, a imposição pela malicia da chantagem – todas essas relações, tão comuns entre adultos e crianças e entre os próprios adultos, não pode ser de forma alguma classificadas de educativas.
O que se entende muitas vezes por educação é apenas o processo de integração da criança na sociedade, ou se já, é sinônimo de socialização. Esse conceito tanto é teorizado por certas correntes de pensamentos, quando praticado empiricamente pela maioria sem maior reflexão.

Referencias Bibliográficas
HAMED. (Espírito), NETO, Francisco do Espírito Santo. Renovando atitudes. São Paulo: Boa Nova, 1997.

DELFOS. Revista Literária Espírita. Ano IV 2004.

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