segunda-feira, 20 de outubro de 2014

NA FRENTE DOS AMIGOS ELE É ÓTIMO! MAS NO LAR COMIGO…

NA FRENTE DOS AMIGOS ELE É ótimo! mas no lar Comigo…
 
Recebi um comentário no Blog essa semana, da Sophia (nome fictício) o qual ela faz um relato, “Olá Eduardo li o seu texto sobre aparências e mascaras, e gostaria de fazer uma pergunta... Sou casada há cinco anos, e meu marido está cada vez mais distante de tudo. Ele é ótimo, divertido, brincalhão, engraçado, quando estamos com os outros. Quando estamos fora de casa... Comigo, em casa e parece até outra pessoa. Gostaria de sua opinião em que fazer”? Confesso amigos que eu precisei pensar bem, pois é uma situação bem complicada, e espero que eu consiga ter ajuda-la, sinalizando algumas sugestões a ela.

Então, *Sophia, quando li o seu comentário no blog, fiquei aqui me perguntando quem é o Otavio, seu marido. E, quanto mais questiono, temo em lhe dizer, ele é ou está exatamente como se apresenta em casa. Mais introvertido, fechado, pensativo, beirando o mau humorado e carrancudo. Em casa, ele não sabe dar ou receber. Ele não aprendeu a se relacionar, pelo mesmo, não como você esperava...
Esse é ele. É nesse espaço da casa, na intimidade com você que ele se mostra como é de fato, não tão saudável quanto poderia ou aparenta ser.
Fora do casamento, na rua, com os outros, ele deve estar na máscara. Sendo e fazendo o que esperam dele... Parecendo ser descolado, divertido, integrado etc., etc.. Nesse sentido, é importante que você saiba que ele não faz de propósito e, que o problema não é com você ou com a relação. Ele faz o que pode, de acordo com suas crenças errôneas, com sua percepção de vida, com o que viveu e aprendeu.
Depois, é preciso que compreenda que, verdadeiramente, não há nada errado nisso. De fato, quando chegamos em casa, tiramos a maquiagem, deixamos de lado o salto alto, as lentes de contato, não vou dizer a compostura, mas, em casa, ficamos mais relaxados...
E, daí, mudar o jeito é um passo. Isso, de novo, não é bom ou ruim. É assim. Quando estamos em família, nos permitimos algumas liberdades e padrões de comportamento que na vida social, quando temos de desempenhar um papel, não.
A questão é como mesclar tudo isso e encontrar um meio termo que seja saudável para o casal? Como se comportar de modo que  possamos ficar bem e relaxados em todos os ambientes, com todas as pessoas?
Não. Não é fácil encontrar esse equilíbrio, viver com base nesse despojamento e desapego. "Entregar" para o outro ou os outros o que esse espera, atender às suas expectativas...
Diria a você que passamos uma vida em busca de ser exatamente quem somos. E como complicamos esse caminhar! Colocamos tudo na frente. Ego, vaidade, aparência, ter, fazer, estar. Tudo, tudo vem na frente do "ser". E, então, nos enganamos e enganamos o outro.
Bem, quanto à sua relação, só mesmo a partir de muito diálogo e compreensão vocês poderão chegar a um meio termo que seja bom para os dois. Toda relação é construída a dois e demanda renúncia, concessão. Demanda, mais do que nunca, negociação. Há de se aprender a colocar o como nos sentimos, o como queremos e gostamos e saber ouvir do outro o mesmo.
Em alguns casos, terapia de casal ajuda. Ajuda para que possamos nos ouvir e aprender a lidar com as nossas limitações e, também, com as do outro.

*Nomes fictícios foram utilizados visando preservar o anonimato dos leitores do blog. 
¹ Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
Contato: edu.com28@yahoo.com.br
² Fonte texto : Sandra Maia Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
³ Fonte imagem :  http://29.media.tumblr.com/tumblr_lgy1skYaFV1qeoc22o1_500.jpg


Written by Eduardo Campos all rights reserved.

Um comentário:

Anônimo disse...

Acho, e só acho, que uma relação necessita acima de tudo de duas pessoas felizes! Obviamente nos deparamos com histórias de vida diferentes e limitações idem. Contudo, devemos realizar uma linha de custo x benefício analisando até q ponto sermos coniventes com determinadas atitudes do outro nos faz infeliz e ajuda essa pessoa a evoluir para q seja feliz também. O amor é lindo e não é só um momento.