quarta-feira, 29 de abril de 2015

Como a mente cura o corpo e também o faz adoecer.


“Quando as dificuldades enfrentadas são muito intensas ou ocorrem num curto intervalo, sem que tenhamos tempo para nos recuperar, mesmo os mais equilibrados dificilmente conseguem absorver e elaborar os problemas, e o sofrimento se expressa no Corpo de alguma forma”.
Wilson de Campos

No dia-a-dia observamos pessoas que adoeceram gravemente após terem tido um grande problema na vida. Cada vez mais, nos últimos anos, tem sido reconhecido o fato de que fatores psicológicos participam do aparecimento e curso de patologias físicas.
Reconhecidamente, o estresse tem papel importante no desenvolvimento de doenças, tanto físicas quanto mentais. Esse estado, porém, parece impreciso, às vezes até mesmo para psicólogos. Nesse sentido, a psicossomática tem se mostrado uma opção para a compreensão dos processos mentais envolvidos no adoecimento físico.
Em 1963, Pierre Marty, então presidente da Sociedade Francesa de Psicanálise, e seus colaboradores publicaram o artigo O pensamento operatório. Em 1972, o psicanalista Peter Sifneos, professor da Universidade Harvard, introduziu a noção de alexitimia,que se referia praticamente ao mesmo que Marty. Ambos os termos significam que, numa situação difícil da vida (como perda ou separação, falência, ameaça persistente, forte humilhação), é mais comum que voltemos nosso pensamento para o que aconteceu, muitas vezes independentemente de nossa vontade, trazendo lembranças, imaginando consequências e tirando conclusões. Com isso, elaboramos o problema , e não importa se nossas conclusões são as melhores, nem se nosso pensamento corresponde à realidade, o que conta é que nossa mente se ocupe do problema.
No pensamento operatório, no entanto, a mente se volta minimamente ao que aconteceu. A formulação central proposta pela psicossomática é a seguinte: de qualquer forma o indivíduo é afetado pelo problema, se sua mente não o elabora, ele atinge o corpo, o soma, daí o termo somatização.
Fala-se hoje em pessoas "melhor" ou "pior" mentalizadas.

Para refletir
Podemos pensar em exemplificar com dois indivíduos hipotéticos, A e B, relatando como foi seu dia:
A) Tomei café da manhã ouvindo as notícias.
B) Tomei café da manhã pensando na discussão ontem à noite com meu filho.
A) À noite fiquei assistindo TV com minha mulher.
B) À noite fui à casa de minha mãe e me senti culpado de ter ficado pouco tempo lá, mas ando muito ocupado. Quando eu namorava, estava com minha mãe e queria logo ir embora ver minha namorada. No caminho me sentia culpado.
A) No trânsito, fiquei ouvindo música e pensando em tudo que ia fazer durante o dia.
B) No trânsito fiquei ouvindo música e uma delas me fez lembrar a vez em que dancei esta música com minha primeira namorada.
A) Fiquei pensando em C, como será nossa convivência no trabalho, já que fui promovido e ele não.
B) Fiquei pensando sobre que faculdade meu filho deveria cursar e na viagem de formatura dele daqui a quatro anos. Será que vale a despesa?
A) Passei a tarde conversando com clientes. Quando finalmente fiquei só, pensei em como deveria conversar no dia seguinte com D sobre o projeto.
B) Passei a tarde conversando com os clientes.

Podemos perceber que B é melhor mentalizado em comparação a A, cujo pensamento é voltado a ações e ao momento presente (poucos dias antes, poucos dias depois). O pensamento de B tem autonomia, distancia-se das ações, tece relações (ou associações de idéias), faz incursões pelo passado longínquo ou futuro distante. Em razão das limitações decorrentes da pouca autonomia e do fato de se ater ao presente, à quantidade de pensamentos de A acaba, consequentemente, sendo menor do que a de B.
Numa psicoterapia, A não tem muito a dizer. Mas nos momentos difíceis da vida, A e B não mudam o funcionamento mental; o pensamento de A continua sendo sumário – mas em momentos críticos isso prejudica sua saúde física.

Finalizando para recomeçar
Estudos dizem que tudo no nosso corpo pode ser transmitido, através de dores e doenças.
Veja abaixo algumas possíveis causas de dores e doenças:
·      ALERGIAS: Aparecem naqueles que estão sempre nervosos e irritados com as atitudes das outras pessoas ou locais que convivem, ou seja, não toma consciência da própria agressividade. Negação de poder também é uma causa.
·   ANEMIA: Falta de alegria. Medo da vida. Falta de confiança em si mesma (Atitude “sim, mas…”).
·      APARELHO RESPIRATÓRIO: Pessoas que estão sempre desesperadas, sempre correndo e que gostam de fazer tudo ao mesmo tempo. Na maioria das vezes, elas não terminam ou não fazem nada direito. Sentimento contido, choro reprimido.
·         ASMA: Amor sufocante, incapaz de respirar por si. Sentindo-se contido. Choro reprimido.
·     ARTRITE: Perfeccionismo. Ressentimentos. Pessoa muito crítica com as outras pessoas que a rodeiam e conservam por longo tempo. Persistir em algo muito complicado, sem ajuda de ninguém, pode lhe trazer sérios problemas com os ossos de seu corpo ou então uma artrite.
·         BEXIGA: Mantém a dor para si mesmo. Prende-se a velhas ideias.
·         BRAÇOS: Emoções antigas. Habilidade para segurar as experiências da vida.
·         BULIMIA: Ódio de si mesmo.
·       BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos e discussões. Também o inverso, silêncio demais.
·         CABEÇA: O que nós mostramos ao mundo.
·         FALTA DE CABELO: Liberdade. Poder.
·         CÂNCER: Mágoa profunda. Ressentimento antigo. Carregando ódios. Grande segredo ou pesar carregando o eu.
·         CISTITE: Apega a pessoas ou a coisas. Medo de abandonar velhas ideias.
·         CIGARRO: Substituto da autêntica liberdade. Fuga da realidade.
·         COLESTEROL: Obstruindo os canais da alegria. Medo de aceitar ser alegre.
·         COMER COMPULSIVAMENTE: Procura de amor de forma superficial.
·         CORAÇÃO: Desequilíbrio emocional. Falta de amor. Sentimentos reprimidos.
·         CÃIBRAS: Tensão. Medo. Agarrar. Segurar.
·         CALOS: Conceitos e ideais endurecidas. Medo solidificado.
·         CALVÍCIE: Medo. Tensão. Tentando controlar tudo. Não confia no processo da vida.
·         DEDOS: Ego, raiva, medo, preocupação, perda, tristeza, pretensão.
·      DENTES: (cáries dentárias ou gengivites) Os dentes representam a família. Se você é esteio de sua família e arca com as responsabilidades e consequências, é propensa a ter problemas com seus dentes ou a desenvolver uma gengivite.
·         DEPRESSÃO: Culpa, auto castigo, Agressividade não exteriorizada, Pulsão de morte.
·         DERRAME: Resistência à vida. Rejeição à vida.
·         DIABETES: Pesar por coisas que poderiam ter acontecido.
·         DIARRÉIA:  Medo, rejeição, fuga.
·         DISCOS VERTEBRAIS/CIÁTICA: Excesso de responsabilidades.
·         DISTÚRBIOS DA MENSTRUAÇÃO: Rejeição à feminilidade.
·         DOR CONTÍNUA: Desejo de ser amado. Desejo de ser abraçado.
·         DOR AGUDA: Culpa medo de ser punido.
·  DOR DE CABEÇA: Invadindo a si próprio. Autocrítica. Represaria. Falta de auto- valorização.
·        DOR NAS COSTAS: Suporte flexível de vida. Carregando o mundo nas costas. Geralmente essas pessoas gostam de fazer tudo sozinhas e depois reclamam que ninguém dá uma mãozinha. (Falta de apoio financeiro na região lombar; culpa: na região dorsal e retendo o amor, na região cervical).
·         DOR NOS JOELHOS: Medo de recomeçar, medo de seguir em frente.
·         DROGAS: Fuga da realidade ou necessidade de poder ou amor.
·         ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Perfeccionista. Resiste ao fluxo da vida.
·         ESTERILIDADE: Resistência à responsabilidade e aos compromissos
·  ESTÔMAGO: (problemas digestivos) Dificuldade de assumir novas ideias e novas experiências. Não consegue digerir uma situação. Pode ainda significar que esteja totalmente insatisfeito com sua vida sexual.
·     FEMININO, SÍNDROMES: Negação de si mesma. Rejeição da feminilidade, da essência feminina.
·         FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo (a) parceiro (a).
·       FÍGADO: Sede de raiva e emoções primitivas. Pessoa que acumula o sentimento de raiva dentro de si. Procure liberar sua raiva e não guarde rancor de ninguém, saiba perdoar.
·         FRATURAS ÓSSEAS: Falta de firmeza. Inflexível, rígido, prepotente.
·         FRIGIDEZ: Medo, Negação do prazer. Culpa sexual.
·         GARGANTA: Fale, exponha suas ideias, mesmo correndo o risco de não ser aceita.
·   GASTRITE: Pessoas que guardam para si os problemas; são, na maioria das vezes, pessoas introvertidas e que demonstram uma falsa calma e tranquilidade. Incerteza prolongada.
·         GENITAIS: Rejeição sexual.
·         GOTA: Necessidade de dominar. Impaciência. Ansiedade.
·         GAGUEIRA: Insegurança. Falta de auto-expressão. Contido. Sem permissão para chorar.
·         GORDURA LOCALIZADA: Representa proteção. Para este tipo de gordura, principalmente quando localizada nas coxas, significa que quando era criança você não recebeu carinho necessário do colo de sua mãe que com o calor de seu corpo transmitia o amor e a segurança que precisava. Inconscientemente, esta carência está registrada em seu íntimo fazendo-o desenvolver algum tipo de gordura localizada.
·         GRAVIDEZ PSICOLÓGICA: Conflito entre a sexualidade e a maternidade
·         GRIPES E RESFRIADOS: Confusão mental. Desordem.
·  HEMORRÓIDA: Medo de tempo determinado. Raiva do passado. Medo de soltar. Sentimento de estar sobrecarregado.
·         HEPATITE: Raiva. Ódio. Resistência a mudanças.
·         HERPES: Culpa. Vergonha. Rejeição. Medo e tensão. Sensível demais.
·         IMPOTÊNCIA: Medo, inveja do próximo. Pressão sexual. Crenças sociais. Medo da mãe.
·         INFECÇÃO: Irritação. Raiva. Aborrecimento. Ideias não digeridas.
·         INFECÇÕES CONTÍNUAS: Conflitos materializados querendo ser evitados
·         INFLAMAÇÕES: Evitem conflitos
·         INSÔNIA: Medo de sonhar, da morte, de se desapegar. Não confia no processo da vida.
·      INTESTINOS: Representa a libertação de dejetos. Medo de largar o velho e não ser mais necessário.
·         LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
·         MENINGITE:Tumulto interior. Falta de apoio
·         MENOPAUSA E CLIMATÉRIO:Pânico de não ser capaz de recuperar o tempo perdido
·         NÁUSEAS E VÔMITOS:Não aceitação de algo ou alguém.
·         RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
·         RETENÇÃO DE LÍQUIDOS: Medo de perder algo ou alguém.
·         REUMATISMO: Sentir-se vítima. Falta de amor. Amargura. Agressividade física inibida.
·         RIGIDEZ MUSCULAR: Pensamentos rígidos. Querer ter o controle de tudo e de todos.
·         RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa. Crença em perseguição
·         RINS: Medo da crítica, do fracasso, desapontamento. Conflito conjugal.
·         ROER UNHAS: Castrar a própria agressividade. Sente medo da sua própria agressividade
·         SANGUE (Coágulos):  Medo da vida. Não se sente bom o bastante. Alienação.
·         SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
·   TIREÓIDEHIPER (Sente-se Humilhado), HIPO (Vontade de desistir de tudo. Sente-se sufocado)
·         TORCICOLO/CÃIBRAS: Desviar o olhar dos próprios conflitos.
·         TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
·         ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser capaz o bastante.
·         ÚTERO: Falta de criatividade.
·     VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado. Não suporta mais o lugar onde vive.
·         VESÍCULA BILIAR: Impulso agressivo reprimido que se cristaliza
·         VULVA: sentir-se vulnerável.

¹ Eduardo Campos, Enfermeiro, Esp. em Educação em Saúde e Enfermagem do Trabalho. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
Contato: edu.com28@yahoo.com.br
² Fonte texto : Revista Mente e Cérebro - N° 38 / Junho 2013 ... Artigo: Somos todos “psicossomáticos”
³ Fonte imagem : http://image.slidesharecdn.com/doenaspsicossomticas-100523215454-phpapp01/95/doenas-psicossomticas
Referência: Estudos de psicossomática. Wilson C. L Vieira.Vetor, 2010. http://www.alpherat.com.br/blog/pilates/doencas-psicossomaticas/


Written by Eduardo Campos all rights reserved.

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