quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CASTELOS DE AREIA


       
Sol a pino. Maresia. Ondas ritmadas. Na praia, está um menino. Ajoelhado, ele cava a areia com uma pá de plástico e a joga dentro de um balde vermelho. Em seguida, vira o balde sobre a superfície e o levanta. Encantado, o pequeno arquiteto vê surgir diante de si um castelo de areia. Ele continuará a trabalhar a tarde inteira. Cavando os fossos. Modelando as paredes. As rolhas de garrafa serão as sentinelas. Os palitos de sorvete serão as pontes. E um castelo de areia será construído.
Cidade grande. Ruas movimentadas. Ronco dos motores dos automóveis. Um homem está no escritório. Em sua escrivaninha, ele organiza pilhas de papéis e distribui tarefas. Coloca o fone ao ouvido e faz uma chamada. Como num passe de mágica, contratos são assinados e, para grande felicidade do homem, são fechados grandes negócios.        
Ele trabalhará a vida inteira. Formulando planos. Prevendo o futuro. As rendas anuais serão as sentinelas. Os ganhos de capital serão as pontes. Um império será construído.        

Refletindo com Edu
Dois construtores de dois castelos. Ambos têm muita coisa em comum: fazem grandezas com pequeninos grãos... Constroem algo do nada. São diligentes e determinados. E, para ambos, a maré subirá, e tudo terminará. Contudo, é nesse ponto que as semelhanças terminam.
Porque o menino vê o fim, ao passo que o homem o ignora.
Observe o menino na hora do crepúsculo. Quando as ondas se aproximam, o menino sábio pula e bate palmas. Não há tristeza. Nem medo. Nem arrependimento. Ele sabia que isso aconteceria. Não se surpreende. E, quando a enorme onda bate em seu castelo e sua obra-prima é arrastada para o mar, ele sorri... Sorri, recolhe a pá, o balde, segura a mão do pai e vai para casa.        
O adulto, contudo, não é tão sábio assim. Quando a onda dos anos desmorona seu castelo, ele se atemoriza... Cerca seu monumento de areia, a fim de protegê-lo. Tenta impedir que as ondas alcancem as paredes. Encharcado de água salgada e tremendo de frio, ele resmunga para a próxima onda. É o meu castelo, diz em tom de afronta. O mar não precisa responder.
Ambos sabem a quem a areia pertence...        
Talvez você não saiba muito sobre castelos de areia. Mas as crianças sabem. Observe-as e aprenda. Vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança. Quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré  levar tudo embora, aplauda. Aplauda o processo da vida, segure a mão do Pai e vá para casa.
A vida tem sua dinâmica própria, e obedece a Leis transcendentes, que nem sempre conseguimos compreender totalmente... Mas o certo é que a roda da vida gira e nos oferece lições importantes para serem apreendidas e vividas. Resta-nos conhecer e confiar. Observar e aprender. Por isso, vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança.
E quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré levar tudo embora,  aplauda. Aplauda o processo da vida, segure a mão do Pai e vá para casa.


Olá queridos leitores! Seja bem-vindo ao meu blog. O seu comentário é um incentivo a novos posts. Eles são a maior recompensa por cada pesquisa, cada palavra escrita. Então...Que tal deixar o seu recadinho? Vou ficar muito feliz em recebê-lo. Quem desejar ou quiser comentar enviar perguntas, depoimento ou sugestões de tema ao blog, basta enviar um e-mail para nosso endereço eletrônico:  edu.com28@yahoo.com.br
Aguardamos sua participação. Um abraço fraterno a todos do amigo Eduardo Campos


¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Max Lucado, -  homônimo
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: Histórias para aquecer o  coração 2, organizado por  Alice Gray, ed. United Press.

Written by Eduardo Campos all rights reserved.


Nenhum comentário: