quinta-feira, 1 de outubro de 2015

COMUNICANDO MELHOR O NOSSO AMOR...


Você ama seus filhos, certo? Mas será que eles se sentem amados por você? Você ama seus filhos, mas será que da melhor forma que há de se amar? Saber comunicar o amor e aprimorar nossa forma de amá-los é fundamental para se construir uma relação saudável e ainda, para desenvolver nas crianças uma boa autoestima e autonomia. Esta comunicação pode se dar, inclusive, sem palavras.
Vejamos um exemplo: A mãe “a” centraliza sua atenção em Pedro, e não na tarefa que está executando. Por exemplo, quando lhe dá banho, os músculos dela estão relaxados e sua atitude é brincalhona e suave. Há uma luz doce em seus olhos. Ela examina os pés gordinhos e enrugados, delicia-se com as suas reações ao pingar água sobre sua barriga. Quando Pedro balbucia, ela responde. Se ele espalha água com as mãos, vê a mãe reagir com uma risada e participar da sua brincadeira. Não há palavras, mas os dois estão se comunicando. Pedro sente e vê a receptividade dela. Não sabe que ele é um ser à parte, mas tem as primeiras noções de que é valorizado.
A mãe “b” aproveita a hora da amamentação para ler. Seus braços o sustentam frouxa e indiferentemente. A atenção não se volta para o menino, mas para o livro. Se Pedro balbucia, ela não toma conhecimento. Quando ele se movimenta, os braços da mãe não colaboram. Se agarra a blusa dela, a mãe o faz soltar sem sequer olhar para ele. Pedro e a mãe não estão partilhando uma experiência. Na verdade, não há um encontro terno, humano, direto de pessoa para pessoa. A mãe é todo o mundo de Pedro naquele momento e suas primeiras experiências lhe ensinam que não merece atenção. Para ele, o mundo é um lugar muito frio no qual tem pouca importância.
Podemos ver que Pedro teria uma série de impressões muito diferentes a respeito de si próprio, com a mãe “b” e com a mãe “a”. Se perguntássemos às duas, muito possivelmente ambas diriam que amam Pedro. Porém, qual delas estaria comunicando melhor esse amor? Qual delas estaria aproveitando melhor as potencialidades desse sentimento excelso? Da mesma forma, a superproteção, que pode ser lida como uma grande expressão de cuidado, de carinho, passa a mensagem ao filho de que ele não é competente. E não de que ele é muito amado.
A superproteção reduz o autorespeito, reduz a capacidade das crianças desenvolverem sua autonomia. São alguns pequenos exemplos de como podemos não apenas amar mais, mas também amar melhor, amar com sabedoria. Não deixaremos de lhes dizer sempre, é claro, como são amados, como são importantes para nós. Na construção de sua autoestima, esta certeza é fundamental. Porém, nossos gestos, nossas mensagens sem palavras, precisam acompanhar nossa fala.

Pense com Edu!
Procuremos como pai, como mãe, como tutor, aprimorar-nos sempre nesta tarefa. Ninguém nasce sabendo ser pai e mãe exemplar. Busquemos nas leituras, nos estudos, nas técnicas também, o auxílio que necessitamos para que possamos amar melhor. Que possamos levar a educação de nossos filhos a sério, como uma profissão: dedicando-nos a ela de corpo e alma.

COMECE POR VOCÊ

Para quem tem olhos de ver, em toda parte ensinamentos se fazem presentes. No túmulo de um bispo anglicano, que está na cripta da Abadia de Westminster, na praça do Parlamento, em Londres, pode-se ler o seguinte: Quando eu era jovem, livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo. À medida que me tornei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não ia mudar. Reduzi, então, meu campo de visão e resolvi mudar apenas meu país. Mas acabei achando que isso, também, eu era incapaz de mudar. Envelhecendo, numa última e desesperada tentativa, decidi mudar apenas minha família, os mais próximos, mas, ai de mim, eles não estavam mais ali. Agora, no meu leito de morte, de repente percebo: se eu tivesse primeiro me empenhado apenas em mudar a mim mesmo, pelo meu exemplo eu teria mudado minha família. Com a inspiração da família e encorajado por ela, teria sido capaz de melhorar meu país e, quem sabe, poderia até ter mudado o mundo.

Refletindo com Edu!
Quase sempre, pensamos e agimos exatamente assim. É comum lermos um trecho do Bíblia ou do Evangelho do dia e logo pensarmos como aquelas frases seriam muito importantes para alguém da nossa família.
Quando ouvimos uma palestra edificante, que concita ao bem, logo nos vem à mente o pensamento de que seria muito bom se determinada pessoa estivesse ali para ouvir. Isso faria muito bem para ela! É o que dizemos para nós mesmos. Como esta informação a poderia modificar, mudar sua forma de agir.
Quando estamos vinculados a uma determinada religião, o pensamento não é diferente. Ficamos a desejar que nossos parentes, nossos amigos, colegas professem a mesma crença, comunguem dos mesmos ideais. Por vezes, chegamos a nos tornar um pouco inconvenientes, ou talvez até em demasia, mandando recados, frases escolhidas para os amigos. Tudo nesse intuito de que eles as leiam, as absorvam e coloquem em prática. São frases que se referem aos bons costumes, à ética, à moral e quem as recebe, com certeza, pensará também: Seria muito bom que o remetente colocasse em prática essas fórmulas. Ele precisa disso.
Por isso é que o Mundo ainda não é esse local especial que tanto ansiamos: um oásis de compreensão, com aragem de paz e fontes cantantes de fraternidade. Porque cada um de nós deseja, pensa, anseia por mudar o outro. Por fazer que o outro se revista de compreensão, de polidez. Contudo, o Modelo e Guia da Humanidade estabeleceu que cada um deve dar conta da sua própria administração. Administração da sua vida, dos seus deveres, da sua missão. O mundo é a somatória de todos nós, das ações de todos os homens. Cabe-nos pois a inadiável decisão de nos propormos à própria melhoria. E hoje, hoje é o melhor dia para isso. Nem amanhã, nem depois. Hoje. Comecemos a pensar em que poderemos nos melhorar. Quem sabe, um gesto de gentileza? Que tal um Bom dia? Um Obrigado, um sorriso? Pensemos nisso.

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¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Dorothy Corkille
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: Autoestima de seu filho, de Dorothy Corkille, pt. 1, cap. 2, ed. Martins Fontes.

Written by Eduardo Campos all rights reserved.



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