quinta-feira, 19 de novembro de 2015

TODOS NÓS IREMOS MORRER, A DIFERENÇA É O DIA E A HORA.



Quando a humanidade estiver educada espiritualmente, o espectro da morte não amedrontará mais ninguém.

A vida por vezes nos impõe a separação de alguns entes queridos através do fenômeno natural chamado morte.
A criatura humana mergulhada em suas preocupações não cogita que tal fato venha a lhe suceder; muito menos, com aqueles que pertencem ao seu grupo familiar.
Todavia, é da vida que se morra fisicamente; lidar com as supostas perdas é a maior dificuldade que as pessoas se deparam.
Como enfrentar momento tão doloroso?
Como superar a partida de alguém que amamos?
O que se pode fazer para ajudar uma pessoa que perdeu alguém?
Quem lida melhor com a morte, os homens ou as mulheres?
O que se deve dizer a um conhecido que acaba de perder alguém?
O que se pode fazer para amenizar o sofrimento dos pacientes terminais e de suas famílias?
Precisamos aprender que em todos os instantes devemos estar preparados para uma eventual separação.
Todos nós iremos morrer, a diferença é o dia e a hora.
Devemos viver de tal forma que, possamos manifestar nosso respeito e amor aos que convivem conosco rotineiramente.
Vale lembrar que não possuímos a ninguém, e ninguém nos possui.
Construir relações saudáveis, destituídas do sentimento de posse deve ser nosso principal objetivo.
A maioria dos nossos sofrimentos é decorrente das expectativas criadas a respeito daqueles que convivem conosco. Nossa mente é fértil em criar fatos desagradáveis.
Como existe em nós a predominância de sentimentos inferiores sobre os sentimentos nobres, invariavelmente, tendemos a permanecer mais tempo cultivando pensamentos infelizes.
Temos muita dificuldade em identificar o lado luz das pessoas, pois nosso lado sombra se manifesta em maior numero de vezes, conseqüentemente, nossos defeitos são identificados em nosso próximo.
Nos relacionamentos familiares, nossa tendência é de sentirmo-nos proprietários dos nossos entes queridos. Somos exagerados, não sabemos amar. Por conta de nossa infantilidade com relação ao amor, experimentamos sofrimentos atrozes, capazes de nos arrojar em tristes quadros depressivos, ou até mesmo nos levar as raias do suicídio.
Por mais dolorosa que seja a separação, precisamos trabalhar dentro de nós a verdade de que nada termina com a morte.
Se você que lê este texto esta triste com a morte de alguém, procure imaginar-se no lugar do ser que partiu; certamente, onde quer que esteja, neste instante o ser amado deseja que você continue a viver.

Finalizando para recomeçar
O que se pode fazer para ajudar uma pessoa que perdeu alguém?
Ficar próximo dela, abraçá-la, fazê-la sentir-se compreendida e segura.
Para as pessoas que perderam alguém, especialmente se a morte estiver ligada a uma situação criminal, o mundo pode parecer um lugar bastante perigoso. Parentes de vítimas ficam assustados e chegam a ter medo de estranhos. Para ajudar essas pessoas, é preciso despertar sua confiança e transmitir-lhes segurança para começar a falar e a pensar naquilo que as faz sentir-se em perigo. Deixá-las expressar sua tristeza também é importante.
Ouço muitas reclamações de enlutados. Eles dizem que a família não os deixa chorar – quer vê-los alegres o tempo todo. Não há nada pior do que alguém lhe dizendo: "Não quero ver você triste assim, por favor!". Outra coisa que devasta essas pessoas é quando elas percebem que os vizinhos e os amigos se afastam delas. Escuto muitas histórias de enlutados que afirmam que seus vizinhos mudam de calçada quando os vêem chegando. É evidente que eles não fazem isso de propósito. O fato é que ninguém sabe lidar direito com a morte.

Quem lida melhor com a morte, os homens ou as mulheres?
As mulheres, sem dúvida. Elas conseguem expressar seu sofrimento mais facilmente. E, uma vez vivenciado esse sentimento, elas podem fazer aquilo que se costuma chamar de "tocar a vida para a frente".
Já os homens têm uma enorme dificuldade de mostrar sua fragilidade diante da morte. Por isso, têm também mais dificuldade de se organizar para continuar vivendo.

O que se deve dizer a um conhecido que acaba de perder alguém?
As pessoas enlutadas, em geral, têm um alto grau de sensibilidade a tudo o que não seja sincero: elas percebem facilmente se alguém está fingindo tristeza ou dizendo uma palavra de conforto apenas porque foi instruído a fazê-lo. Por isso, o que quer que você diga nessa situação deve vir do coração.

Do ponto de vista psicológico, o que se pode fazer para amenizar o sofrimento dos pacientes terminais e de suas famílias?
Além de tentar transmitir os mesmos sentimentos de amor e solidariedade, acredito que dizer a verdade sempre ajuda. Quando alguém está morrendo, as pessoas, querendo ajudar, cometem erros clássicos. Um deles é fingir que a pessoa não está doente: "Você está com uma cara ótima hoje!", diz um parente. É evidente que é mentira, e o paciente sabe disso, mas compactua com o fingimento porque também quer proteger o familiar. Isso cria uma situação horrível!

A morte não é maior do que o amor.
Demonstre seu amor, amando a vida.

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¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Adeilson Salles &  Colin Murray Parkes
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: Recomeçar. Adeilson Salles. Editora CEAC. 2014
      Revistas veja Edição 2021  15 de agosto de 2007/ Entrevista: Colin Murray Parkes A dor   da morte

Written by Eduardo Campos all rights reserved.






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