quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Partida e chegada



Obrigado, tio Valdemir Bechara, por tudo que você fez por nós em vida.
Sua missão foi cumprida com louvor.
Descanse em paz!


Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.
O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: Já se foi.
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha, quando estava próximo de nós.
Continua tão capaz, quanto antes, de levar ao porto de destino as cargas recebidas.
O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.
E talvez, no exato instante em que alguém diz: Já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar:Lá vem o veleiro.
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: Já se foi.
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.
E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: Já se foi, no mais Além, outro alguém dirá feliz: Já está chegando nosso filho.
Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.
Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro, partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos nós.
Entendo que ainda precisamos do tempo para compreendermos este processo natural da razão da nossa existência. Em nós aqueles que que vão levam -nos, uma parte, consigo e parte deles permanecem em nós...
Meus sinceros sentimentos A MINHA FAMÍLIA BECHARA, sintam-se amparados e confortados no afago dos familiares e amigos que nos desejam somente o bem ! Eu gostaria de dar a vocês, um abraço bem apertado, estamos distantes apenas geograficamente, mas perto no pensamento e no coração. Deus e a espiritualidade amiga estar presente nesse momento ao lado de vocês! Estou orando por ele e por toda a nossa família.
Do seu Sobrinho Eduardo Bechara
Belém 18 de novembro de 2015 9:58


2 comentários:

Tereza Nogueira disse...

Com certeza, ele não está sozinho lá no outro lado. Tia Teca e Tio Pulico, o esperavam de braços abertos, numa recepção sem igual.

Tereza Nogueira disse...

Com certeza, ele não está sozinho lá no outro lado. Tia Teca e Tio Pulico, o esperavam de braços abertos, numa recepção sem igual.