terça-feira, 28 de março de 2017

Por que a família do amigo, do vizinho é sempre melhor?


Por que  a família do amigo, do vizinho é sempre melhor?

É comum se escutar, em especial por parte dos adolescentes e jovens, queixas a respeito de sua família. Afinal, a família do amigo, do vizinho é sempre melhor. A mãe do amigo é compreensiva, o pai ouve o filho.
Alguns chegam a dizer que se sentem estranhos no seu lar, que prezariam imensamente serem filhos dessa ou daquela família. E levam tão a sério suas afirmativas, que não é raro se encontrar meninos e meninas a passar dias e dias em casa de amigos. Porque é lá, naquele ambiente, que se sentem muito bem.
Por que isso acontece? Primeiro, temos que considerar que os pais, como responsáveis pela educação dos seus rebentos, de contínuo estão a chamar a sua atenção para os seus deveres, suas obrigações. É a escola, o dever de casa, as pequenas tarefas do lar, a limpeza do quarto. Tais questões habitualmente fazem que o jovem se sinta pressionado em seu lar, enquanto no do amigo, nada lhe é exigido, desde que ele é visita.
E visita merece tratamento especial, mesmo porque a sua educação não é dever dos seus anfitriões. Outro detalhe a se considerar é que alguns de nós, verdadeiramente nascemos em famílias não muito simpáticas a nós. Tal ocorre como parte do nosso aprendizado, dentro da lei de causa e efeito. Retornamos assim, para viver entre seres indiferentes ou até antipáticos.
Mas, se imaginam que, em tais circunstâncias, deve-se desconsiderar a família atual, enganam-se. Para nossa própria edificação, é importante que essa família, hoje somente unida pelos laços corporais, se transforme em uma família verdadeira, unida pelos laços do afeto.
Cabe-nos, portanto, trabalhar para isto. Quando a situação parecer meio difícil, dentro do lar, recorrer à oração. Se a conversa se encaminha para uma discussão, sair um pouco, esfriar a cabeça e retornar depois para um diálogo ameno. Se um ou outro membro da família nos é antipático, meditemos que não é o acaso que nos reúne, que motivos muito graves nos levaram a estar juntos no hoje e comecemos a olhá-lo, buscando descobrir suas virtudes.
Se, ao sairmos desta vida, pudermos levar como trunfo em nossa bagagem, o termos conquistado um ou mais membros da nossa família, com certeza teremos realizado algo muito proveitoso para nossa vida, como Espíritos eternos.
Porque conquistar um ser indiferente ou antipático, transformando-o em amigo é algo que jamais se perderá.

Refletindo com Edu
A fraternidade é sol para as almas e um roteiro para a vida. Ela começa sempre no lugar onde estamos, para que possamos alcançar a região que desejamos. Exercitar a fraternidade é deixar-se envolver pela lição de amor de Jesus Cristo, enriquecendo os sentimentos.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Joanna de Ângelis e  Divaldo Pereira Franco, Em 9.1.2014.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Repositório de sabedoria, verbete Fraternidade,  Joanna de Ângelis e  Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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