segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fonte de vida


Fonte de vida

Jesus ensinou que a caridade é o caminho que devemos seguir para promover a evolução espiritual e alcançar a verdadeira felicidade. No entanto, compreender o sentido real dessa virtude ainda é um desafio, até mesmo para os cristãos.
A caridade tem muitas nuances e pode se manifestar de diversas maneiras. Vai desde a doação de bens materiais, que tenham importância para quem os recebe, até um simples olhar livre  de qualquer tipo de julgamento.
Quando compreendermos que a caridade é a atitude de amor em favor do outro, através de uma ação construtiva e útil, perceberemos que é possível praticá-la em todos os momentos, lugares e situações. Mas, para que nossas ações possam ser consideradas caridosas, temos que refletir se elas estão sendo úteis. Elas devem ter utilidade para a sociedade, para todos aqueles que atravessam nosso caminho, para o mundo ou para a natureza.
Os ensinamentos trazidos por Jesus têm o objetivo de promover o crescimento espiritual e fazem com que aqueles interessados no melhoramento íntimo, busquem novas maneiras de viver. Na proporção em que assimilamos as verdades da alama, vamos deixando de lado valores supérfluos.
Refletindo com Edu!
Na medida em que Jesus ia revelando a beleza da Boa Nova, os Seus seguidores passavam a questionar a própria conduta. Certa vez João, Seu discípulo, no auge da curiosidade juvenil, perguntou a Jesus qual a maneira mais adequada de se portar diante do próximo, no sentido de ajudar aos semelhantes. Com voz clara e firme, o Divino amigo lhe respondeu:
João, se procuras uma regra de auxiliar os outros, beneficiando a ti mesmo, não te esqueças de amar o companheiro de jornada terrestre, tanto quanto desejas ser querido e amparado por ele.
A pretexto de cultivar a verdade, não transformes a própria existência numa batalha em que teus pés atravessem o mundo, qual furioso combatente do deserto. Recorda que a maioria dos enfermos conhece, de algum modo, a moléstia que lhe é própria, reclamando amizade e entendimento, acima da medicação.
Lembra-te de que não há corações na Terra sem problemas difíceis a resolver; em razão disso, aprende a cortesia fraternal para com todos. Acolhe o irmão do caminho, não somente com a saudação recomendada pelos imperativos da polidez, mas também com o calor do teu sincero propósito de servir.
Finalizando para recomeçar!
Para nos tornarmos pessoas de bem, temos que abraçar as oportunidades de servir com boa vontade e disposição. A caridade é fonte de vida. Envolvamo-nos nessa abençoada tarefa e sejamos trabalhadores na seara do Cristo.
Deixemos que o amor de Deus tome nossos corações em favor do próximo, pois é um recurso que temos à nossa disposição a todo o momento.
Façamos, sobretudo, o melhor que pudermos, na felicidade e na elevação de todos os que nos cercam, não somente aqui, mas em qualquer parte; não apenas hoje, mas sempre.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Em 26.6.2012.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Jesus no lar, Neio Lucio e Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Por trás de toda criança difícil há uma emoção que ela não sabe expressar


Por trás de toda criança difícil há uma emoção que ela não sabe expressar
   
Por trás de toda criança difícil se esconde um caos emocional revestido de ira e até de desobediência, que nunca é fácil de abordar por parte dos pais ou professores. Em algumas ocasiões, não é mais simples recorrer ao castigo ou às palavras em tons mais fortes, que somente conseguem intensificar ainda mais as emoções negativas, sua frustração e até a sua baixa autoestima.
Vários fatores explicam por que algumas crianças vêm ao mundo com uma personalidade mais complexa do que outras. No entanto, longe de buscar uma razão para a personalidade difícil de nossas crianças, devemos entender, simplesmente, que há pessoas que têm mais necessidades, que precisam de mais atenção. Convidamos a todos a refletir sobre isso.
A criança difícil não escuta, não obedece e costuma reagir de forma desmedida a certas situações. Tudo isso faz com que mergulhemos em um círculo de sofrimento onde o vínculo com esta criança vai sendo carregado de tensões, ansiedade e muitas lágrimas.
Algo que muitos pais e muitas mães costumam fazer é se perguntar por quê? Sou um pai ruim? Estou fazendo algo errado? Antes de cair nestes estados de abatimento nos quais iremos alimentar ainda mais a frustração, vale a pena colocar em prática estas estratégias.
Assumir que temos um filho mais exigente
Há crianças que crescem sozinhas, que quase sem sabermos o porquê são mais maduras, receptivas e obedientes, ao mesmo tempo em que são independentes. Por outro lado, é possível que algum dos irmãos desta mesma criança mostre já desde os primeiros meses de vida mais necessidades, e demande mais atenção. São bebês que choram mais do que o normal, que dormem pouco e que vão do riso ao pranto em poucos segundos.
Tudo isso deve nos fazer entender que há crianças “superexigentes”. Elas precisam de mais reforços, mais apoio, palavras e segurança.
Longe de nos culparmos por termos “feito algo errado”, devemos entender que o estilo de criação nem sempre é o responsável por moldar uma criança difícil.
No entanto, é nossa responsabilidade saber dar uma resposta a esta criança exigente e isso requer paciência, esforços e muito carinho.
Lidar com uma criança difícil
Se para os adultos já é difícil poder compreender e controlar nossas emoções, para uma criança exigente isso será ainda mais complicado. Por isso, vale a pena levar em conta primeiro quais necessidades básicas uma criança difícil tem.
A criança difícil busca se sentir reconhecida em cada coisa que faz. São crianças inseguras que precisam de reforços com muita frequência. Quando não os encontram ou não os recebem, elas se frustram e se sentem incompreendidas.
Sua baixa autoestima faz com que elas sintam ciúmes, com que busquem chamar a nossa atenção para se sentirem bem, com que sintam de forma mais intensa emoções como medo e a solidão. Conforme vão crescendo, a sensação de insegurança pessoal e de falta de reconhecimento se traduz em ira e em reações desproporcionais quando, no fundo, o que existe é apenas medo, tristeza e angústia.
É necessário canalizar estas emoções e oferecer estratégias para que a criança deixe de precisar de tantos reforços externos para se sentir bem. Ela deve ser capaz de controlar seu próprio mundo emocional com a nossa ajuda.
Chaves para ajudar uma criança difícil
Muitos pais e muitas mães não aceitam ou entendem o reforço positivo. No entanto, é necessário ressaltar alguns aspectos sobre esta estratégia educativa. O reforço positivo não consiste em dar um abraço quando uma criança faz algo que não deve. É mais que isso: trata-se de não fazer uso do castigo ou do grito porque, então, iremos produzir uma reação ainda mais negativa na criança.
Devemos nos aproximar da criança para perguntar a ela por que fez o que fez. Com calma, iremos explicar que o ato cometido não é correto, e iremos explicar também o porquê. A seguir, iremos indicar como devemos agir nesta situação. Por último, iremos fazer uso do reforço positivo: “eu confio em você”, “eu sei que você pode fazer melhor do que isso”, “eu te apoio, te amo e espero o melhor de você, não me decepcione”.
Oferecer confiança, dar responsabilidades e estabelecer limites
A criança deve entender desde muito cedo que todos temos limites, e que para ter direitos é preciso cumprir com algumas obrigações. Se os adultos precisarem fazer isso, não haveria motivo para ser diferente no caso das crianças.
É necessário que a criança se acostume a alguns hábitos, a uma rotina e que saiba o que pode esperar de cada momento.
As crianças exigentes precisam de segurança e, se a educarmos em ambientes muito estruturados onde o reforço positivo esteja presente, iremos ajudá-la a se sentir mais tranquila. Dê a ela confiança, convença-a de que ela é capaz de fazer muitas coisas, anime-a a ter responsabilidades com as quais poderá aumentar a sua autoestima.
A importância da Inteligência Emocional
A Inteligência Emocional deve estar presente na criação de todas as crianças. É necessário ajudá-la a identificar suas emoções e traduzir em palavras o que ela sente. Desde muito pequenos iremos habituá-los a esta comunicação emocional falando sobre “o que se sente”. Eles precisam saber expressar esta tristeza, a raiva e o medo.
Deste modo ela poderá fazer uso do desabafo emocional mas, para isso, devemos mostrar a elas confiança e proximidade. Jamais os julgue pelo que dizem, e nem ria deles. É necessário ser receptivo e propiciar sempre um diálogo fluido, ameno e cúmplice.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : melhor com saúde
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

terça-feira, 16 de maio de 2017

A força do exemplo


A força do exemplo

Muitas pessoas acreditam que para educar as crianças basta falar sobre boas maneiras, fazer longos discursos teóricos sobre como se deve agir na vida. No entanto, esquecem-se da força do exemplo e negam a teoria fazendo o que desaconselham ou deixando de fazer o que ensinam.
Um dia, dois amigos brasileiros andavam por uma rua movimentada de uma cidade alemã, quando se detiveram há alguns metros da faixa de pedestres. Como não vinha carro algum, resolveram atravessar.
Todavia, antes de chegarem ao outro lado, perceberam que uma senhora, em companhia de uma criança, lhes falava com veemência, fazendo parecer que reprovava aquela atitude.
Como não entendiam a língua alemã perguntaram à amiga que os acompanhava, que vivia naquela cidade e falava alemão, o que a senhora estava dizendo. A amiga então esclareceu que ela os recriminava por terem atravessado a rua fora da faixa de pedestres e dado esse mau exemplo à criança. “Como podem fazer isto diante de uma criança e depois exigir que faça o certo?”, falou a senhora. “Como poderemos deixar um filho sair na rua e confiar que obedecerá as leis de trânsito, quando lhes damos o pior exemplo?”, acrescentou indignada.
Com certeza aquela senhora alemã agiu como cidadã que tem consciência de que a melhor pedagogia é o exemplo.
Quando os amigos nos contaram esse episódio, ficamos a imaginar se em nossas ruas alguém teria a coragem de tomar uma atitude dessas...
Por aqui, é comum se ver os próprios pais arrastando seus filhos pela mão, em correria, para chegar ao outro lado da rua, não muito longe da faixa ou da passarela...
Não é difícil perceber motoristas avançando o sinal, parando sobre a faixa de pedestres, desrespeitando a sinalização. E muitas vezes têm os filhos por testemunha.
Nós, que desejamos mudar essa triste estatística de mortes por acidente de trânsito em nosso país, precisamos agir com sabedoria.
Enquanto os adultos não se educarem para mostrar como se faz, não se pode esperar um panorama melhor no futuro, pois a base, que são as crianças, estará comprometida.
E as mortes no trânsito são apenas um dos fatores resultantes da deseducação. E causam bastante infelicidade e prejuízos.
Há também o fator corrupção, que tanta desgraça tem causado em nossas vidas. Quando pais ou mães são abordados pelo guarda de trânsito, por terem cometido uma infração qualquer, e começam a inventar mentiras diante dos filhos, para se justificar, estão ensinando os filhos a ser desonestos.
O certo é que deveriam admitir que agiram equivocadamente, e assumir a multa. O que se poderá esperar de um educando que recebe essas lições?
Existem tantos outros exemplos, mas não é necessário relacionar todos eles para se chegar à conclusão de que o exemplo arrasta, e que é preciso pensar nisso.
Quantas mortes no trânsito não poderiam ser evitadas se os adultos só dessem boas lições às crianças!?
Quanta desonestidade deixaria de existir se os exemplos dos educadores fossem sempre de honestidade e honradez!?
Quanta violência não seria praticada se os exemplos de violência não fossem passados para a infância!?
Se você concorda com essas argumentações, e está pensando que apenas o seu exemplo não adiantará, pense na autoridade moral que terá diante do seu filho, agindo certo.
Ainda que todas as demais pessoas dessem maus exemplos, se você agir corretamente terá o respeito do seu filho, e é isso que importa.
Pense nisso, e considere que uma criança poderá estar observando você e aprendendo com os seus exemplos, neste exato momento.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Nada daquilo que começa errado tem muitas chances de dar certo


Nada daquilo que começa errado tem muitas chances de dar certo

Tudo o que vier até nós de forma forçada, sem naturalidade, não valerá a pena, uma vez que sempre saberemos a procedência daquilo. Aproveitemos as pessoas que estão conosco, mas não nos aproveitemos delas.
Marcel Camargo


Ultimamente, em tempos de busca pelo sucesso a qualquer preço, de necessidade de fama, grana e popularidade, fica difícil encontrarmos quem não se aproxima da gente com segundas intenções. Isso porque muitos procuram, mais do que amizade, por algo que possamos lhes oferecer em troca, em termos materiais mesmo, ou porque temos amizade com alguém importante, quem sabe até por conta de frequentarmos ambientes onde circulam pessoas mais interessantes monetariamente.
A verdade é que estamos rodeados de pessoas que não conseguem simplesmente apreciar e aproveitar o que há ao seu redor, sem querer tirar algum proveito disso. Trata-se daqueles que vivem pendurados em favores políticos, que se filiam a sindicatos intencionando desfrutar de privilégios, que se aproximam de endinheirados para viver uma vida que não é sua, que sugam além do permitido a solicitude alheia. Desconhecem, portanto, o gostar porque sim.
O pior é quando a pessoa interesseira começa a querer ser o que o outro é, ter a vida do outro, roubar-lhe a existência toda. A inveja, quando intensificada, torna-se patológica e se vale de expedientes isentos de escrúpulos, o que pode trazer muitos dissabores ao alvo dessa negatividade. Saudável é admirarmos o outro, a ponto de nos sentirmos motivados a conseguir o que desejamos por nossos próprios esforços. Porém, quem se aproxima de alguém somente para obter vantagens para si não é digno de consideração.
Mesmo que, algumas vezes, sintamos inveja de alguém, precisamos nos conscientizar de que temos capacidade de obter muito do que sonhamos, sem precisar usar de meios antiéticos, pois a manutenção de nosso caráter é que nos ajudará a alcançar aquilo que nos cabe. Tudo o que vier até nós de forma ilegal, forçada, sem naturalidade, não valerá a pena, uma vez que sempre saberemos a procedência daquilo tudo. Caso tenhamos um mínimo de caráter, ficaremos intranquilos com essa situação. Aproveitemos as pessoas que estão conosco, mas não nos aproveitemos delas.
Nada daquilo que começa errado tem muitas chances de dar certo. Casamento por conveniência, amizade por interesse, riqueza ilícita, muito difícil imaginar que essas pessoas possam viver com paz de espírito ou dormir com a consciência tranquila, caso elas possuam integridade e caráter ético.
Conviver com o que se fez ou se deixou de fazer será sempre inevitável, ou seja, ter a certeza de que somos e temos aquilo que conseguimos de forma limpa e por nosso próprio mérito nos manterá mais felizes e completos. Porque, então, ainda que com pouco, teremos a sensação de muito, de satisfação plena e de realização pessoal.



¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Marcel Camargo. © obvious: http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_vida/2016/nada-daquilo-que-comeca-errado-tem-muitas-chances-de-dar-certo.html#ixzz4VM4cS6D6
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Em busca do amor


Em busca do amor

As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas.
Esta frase, de autoria do escritor americano Norman Mailer, inspirou a cronista Martha Medeiros a escrever as seguintes linhas:
Temos a mania de achar que o amor é algo que se busca. Buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus.
Como um jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto nas salas de aula, nas plateias dos teatros.
Agimos como se soubéssemos que certamente ele está por ali, como se pudéssemos sentir seu cheiro, precisando apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade. Mas será que é assim?
Há quem acredite que o amor é medicamento. Mas não é assim.
Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e, caso o faça, vai frustrar sua expectativa.
O amor quer ser recebido com saúde e beleza, ele não suporta a ideia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de autoestima.
Certamente você já ouviu alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro! O amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem a si mesmas.
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de iniciar um relacionamento, de casar, de ter filhos, de ajudar o próximo.
Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo.
Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia. É esta a condição.
Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros, viagens, e muito menos com príncipes e princesas encantadas.
As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas, quando, na verdade, o amor é a recompensa por você ter resolvido seus problemas.

Pense com Edu

Este raciocínio inteligente demonstra que a felicidade, ou o amor, não estão lá fora, como coisas que precisamos encontrar, mas sim em estados d´alma que devemos conquistar. Onde está a felicidade neste mundo? Acredido que com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, está na consciência tranquila e na fé no futuro.
A consciência tranquila é uma conquista do homem de bem.
A fé no futuro é uma conquista da esperança no coração do homem.

 ¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base em texto de Martha Medeiros
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

terça-feira, 9 de maio de 2017

Filhos do coração


Filhos do coração

Os homens, preocupados com o pão de cada dia, cultivam a semente. Para assegurar o reconforto protegem as árvores. Envidam esforços para preservar os animais, as plantas, os rios, a natureza, enfim.
Pensam no futuro do planeta e desejam semear, desde agora, a certeza de um futuro promissor. Movimentam-se homens em prol da vida, expondo a própria vida em defesa dos animais marinhos, com a intenção de protegê-los.
Cientistas e pesquisadores dedicam-se a cultivar, em cativeiro, animais prestes à extinção.
Todos esses esforços são nobres, todavia, temos nos esquecido da orfandade que se alastra assustadoramente. Não temos protegido a infância que representa o porvir que a todos nos espera.
Crianças caminham desoladas e sós, chorando a ausência do braço paterno ou se lastimam ante a falta do regaço materno que a morte suprimiu. Assemelham-se a frágeis lírios expostos aos golpes do granizo, a perambularem sem rumo, sem amparo, sem esperanças...
São pequeninos filhos de Deus, em plena aurora da vida, esperando de nós apoio e assistência.
Não nos julguemos exonerados do dever de amparar os órfãos com os quais nos defrontamos na marcha. Se Deus os coloca em nossa caminhada, é porque espera de nós a demonstração de solidariedade e amor.
Esses infantes esperam guiar-se por nossos passos, orientar-se por nosso verbo, conduzir-se pelos nossos exemplos para, mais tarde, devolver-nos a mensagem que hoje lhes mostramos, já que são o germe do futuro.
O mundo de hoje é o retrato fiel dos homens de ontem que no-lo transmitiram com as qualidades e os defeitos de que se nutriram no campo das próprias almas. Assim, a Terra de amanhã será, inelutavelmente, o reflexo de nós mesmos. E a infância colorirá o futuro ou o ensombrecerá, conforme tenha recebido de nós, hoje.
Os laços do afeto não se desenvolvem somente na família consanguínea. Nós os podemos construir a cada instante, acolhendo um desses pequeninos sem pais para, num futuro mais ou menos distante, recolher os frutos da semeadura de agora.
Não nos comovamos tão somente perante o sofrimento que sufoca milhares de pequeninos. Façamos algo. Abramos as portas dos nossos corações e dos nossos lares para acolher um filho alheio que, em realidade, é um filho de Deus e, por conseguinte, um irmão nosso.

Refletindo com Edu!
A adoção pode se constituir em bênção luminosa. Também por isso muitos pais, que não lograram gerar filhos, após adotarem uma criança, acabam por gerar filhos da própria carne. São bênçãos se multiplicando...




¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 08.03.2010.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

segunda-feira, 8 de maio de 2017

É inevitável. A felicidade passa pelo caminho do amor ao próximo.


É inevitável. A felicidade passa pelo caminho do amor ao próximo.

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos. Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros. A alegria do próximo começa, muitas vezes, no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém. Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz. Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova. Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

Refletindo com Edu
É inevitável. A felicidade passa pelo caminho do amor ao próximo. Isso não foi definido pelos sábios, pelos pensadores, nem pelos religiosos. Está nas Leis maiores que regem o Universo todo. Notemos que nossa consciência só está tranquila, quando estamos em harmonia com os que estão à nossa volta, quando fizemos por eles tudo que estava ao nosso alcance, quando finalmente nos preocupamos com a felicidade deles. Aí começamos a descobrir a nossa.
É um processo natural do qual ninguém escapa. A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.
Pensemos nisso.
Reflitamos se estamos fazendo felizes aqueles que estão à nossa volta, ou se somos apenas motivo de tristeza, preocupação, embaraço.
Contribuímos para a felicidade de alguém? De quantas pessoas?
Doamo-nos aos outros sem interesse? Agimos de boa vontade nas situações corriqueiras? Ou qualquer pequeno favor é um grande esforço?
Importamo-nos com estranhos? Ou apenas com aqueles que amamos?
Temos a capacidade de defender uma pessoa que mal conhecemos? Ou apenas aqueles que queremos bem?
Façamo-nos perguntas. Estudemos a nós mesmos. Aceitemo-nos e depois aceitemos o desafio de mudar para melhor. Sem humildade não há felicidade. E quando olharmos para trás, quando começarmos a nos desvelar perante nós mesmos, não nos assustemos.
Não há porque nos lamentarmos. O que passou, passou. O que fizemos, fizemos. Hoje não somos mais os mesmos. Se Deus nos deu uma nova chance, por que não nos permitimos usufruí-la?
Assim, a ordem é: cabeça erguida – nem tão alta para não pisar nos pequenos, nem tão baixa que não nos permita ver os que nos guiam; mente curiosa – sobre nós, sobre a vida, sempre buscando respostas e conhecimento; braços abertos – dispostos a carregar quem precise de auxílio pelo caminho. Dessa forma, por todos os ângulos enxergaremos a felicidade.



¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base no cap. 26, do livro Sinal verde, André Luiz e  Francisco Cândido Xavier, ed. Comunhão Espírita Cristã.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Formação para a vida


Formação para a vida

Reinaldo era um jovem príncipe, herdeiro de um grande reino. Toda manhã, ao despertar, recebia uma lista de tarefas que devia cumprir. Tarefas que o deixavam muito zangado, porque iam desde limpar os seus sapatos e vestes reais, organizar brinquedos e jogos, até lavar e escovar seu cavalo e organizar o seu quarto. Embora não gostasse, em respeito a seu pai, o rei, ele obedecia. Mas não deixava de ficar olhando as terras e os campos infindáveis que pertenciam à sua família. Também os rebanhos, palácios e os súditos.
No palácio, onde vivia, existiam muitos criados prontos para executar todas as tarefas. Por isso mesmo é que o príncipe não entendia porque ele mesmo tinha que limpar os seus sapatos. Certo dia, ele foi convidado a visitar um pequeno reino para conhecer um príncipe de sua idade, com o intuito de estreitar amizade. O contato com o herdeiro daquele reino fez Reinaldo pensar ainda mais em como ele era injustiçado. É que aquele príncipe tinha a seu serviço três servos. Até o banho era preparado por um deles.
Nada de tarefas a cumprir. Era só dar ordens.
Quando regressou para sua casa, Reinaldo foi logo falar com seu pai:
Não entendo, disse ele, porque o senhor faz isso comigo. Sou seu único filho e herdeiro. Por que devo cumprir tarefas? Devo ser motivo de risos entre todo o povo. Vi hoje, no reino vizinho, o que um verdadeiro herdeiro deve fazer: somente dar ordens. O rei, paciente, perguntou ao filho: Como era o reino que você visitou? Era grande como o nosso?
É claro que não, pai. É muito menor que o nosso, mais pobre, tem menos súditos e o castelo real é dez vezes menor que o nosso. Veja bem, pai: se num reino pobre, o príncipe pode ter três criados para servi-lo, por que eu, num reino tão rico, devo fazer trabalho de criado?
Pois é, meu filho. Saiba que há anos atrás, o reino vizinho era vinte vezes maior do que o nosso. Nós crescemos, fomos ampliando e o reinado vizinho foi perdendo território. Seu avô sempre me dizia: "Se você não pode sequer limpar os próprios sapatos, como poderá cuidar de todo um reino? Se você não é capaz de organizar seu próprio quarto, como irá governar todo um povo? As tarefas simples, Reinaldo, nos educam, nos preparam para executar as maiores. Para comandar é preciso saber fazer. Até mesmo para exigir qualidade. Se você nunca lavou as próprias vestes, como saberá se o outro as lavou bem? Apenas aceitará o que lhe entregam, da forma que vier.
Os seus antepassados foram comprando as terras do reino vizinho, que as perdeu por não saber administrar. Talvez falte ensinar aos príncipes herdeiros lições de humildade, da importância do trabalho simples, diário.
O que me diz, filho amado? O menino pensou um pouco, e declarou: Digo que tenho uma lista de tarefas para executar agora e começarei limpando os sapatos que se sujaram de lama pelo caminho.

Refletindo com Edu!
Não permita que seu filho se torne um incapaz, em razão do descaso em sua educação. Não o prepare para os tempos de facilidade e abastança, mas para os dias de necessidade e carência, de modo que a incapacidade não o mutile.
Prepare-o na arte de auxiliar, de prestar colaboração, todos os dias. Logo mais, ele andará sem você pelos caminhos do mundo. Ensine-o a andar com seus próprios pés, seguro e confiante.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base no cap. O rei e seu reinado, do livro Grãos de mostarda - v. 3, de autoria de Leila Fernandes, ed. GEEOM
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Vereda familiar, Thereza de Brito e Raul Teixeira, ed. Fráter.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A força de um abraço


A força de um abraço

Ele acordou indisposto e irritadiço. Seus pensamentos logo se voltaram para o escritório, lembrando de problemas ainda pendentes de solução, bem como do trânsito que teria que enfrentar. Ficou mais irritado ainda.
Tomou rapidamente um pouco de café, despediu-se da esposa e caminhava para a porta, quando ouviu aquela voz com jeitinho de sono ainda, que, carinhosa e meigamente, lhe falou: Papai, espere por mim!
Ele parou, voltou-se. Ali estava sua filhinha, de 5 anos, de pijama, braços estendidos para lhe dar um abraço. Abaixou-se, depositou a mala de trabalho no chão, e acolheu-a, demonstrando uma certa pressa.
Ela aconchegou-o num forte e demorado abraço, beijou-o e disse-lhe: Todas as noites eu agradeço ao Papai do Céu assim: Obrigada, Papai do Céu, por tudo. Mas, muito mais por você me ter dado um papai e uma mamãe que me amam. Deu-lhe mais um beijinho e mais um abraço, dizendo-lhe: Eu amo muito você. Tchau, até depois mais. Estarei aqui esperando por você.
Aquele momento, aquele abraço e aquele beijo tiveram o efeito de algo como uma forte descarga elétrica lhe passando da cabeça aos pés.
Saiu, irradiando alegria por todos os poros. Meio que caminhando nas nuvens. Mudara totalmente seu estado mental. Já não era o mesmo.
No trânsito, dirigiu com a maior cortesia e paciência, distribuindo sua satisfação. Quando chegou ao prédio do escritório, cumprimentou o garagista do estacionamento com sinceridade.
Adentrou o elevador, tendo dado a vez aos outros que também ali estavam e, sorridente, desejou um autêntico bom dia a todos.
Como há muito ele não fazia, entrou no escritório com um largo sorriso no rosto e cumprimentou cada um dos funcionários com um aperto de mão.
Passou pela sala do seu chefe, pediu licença e entrou. Dirigiu-se até ele, deu-lhe as mãos e o abraçou. Depois, olhando-o, disse-lhe: Há tempos estou para lhe falar duas coisas. A primeira, é que lhe sou muito grato pela oportunidade que me deu na sua empresa, ao contratar-me. A outra, é a de que aprendi a devotar-lhe, além do respeito de um funcionário para com seu patrão, grande amizade e reconhecimento, pela sua forma leal de ser para comigo e para com os demais.
Antes que seu chefe se recuperasse da boa surpresa, concluiu: Neste momento estou repassando-lhe um pouco da alegria que minha filhinha me deu hoje, antes que eu saísse de casa. Ambos sorriram. Nada mais falaram. Foram para seus quefazeres do dia. Os dois já não eram mais os mesmos.

Refletindo com Edu!
A força de um abraço com carinho e fraternidade pode transformar o mundo, começando por transformar o seu dia ou o dia de alguém, para muito melhor. Faz tempo que você não abraça seu filho? Há quanto tempo não abraça sua esposa ou seu esposo, como quem abraça um devotado amigo ou uma devotada amiga?
Lembra-se de quando foi o seu último abraço sentido e verdadeiro em seu pai e em sua mãe? Um abraço como se fosse sua oração de gratidão a Deus pela presença deles em sua vida?
Pense nisso! Pense na força de um abraço.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 18.11.2008.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Será que somos Filhos pródigos?


Será que somos Filhos pródigos?

Quando ouvimos falar de filho pródigo, logo nos vem à mente um homem rico dissipando a sua fortuna material, nas festas e gozos do mundo. No entanto, se ampliarmos nossa visão, perceberemos outros aspectos que merecem atenção.
Os filhos pródigos não estão somente onde há dinheiro em abundância. Podemos encontrá-los em todos os campos da atividade humana, ocupando diversas posições. Grandes cientistas da Terra são perdulários da inteligência, destilando venenos intelectuais, indignos das concessões com que foram distinguidos. Artistas preciosos gastam, por vezes, inutilmente, a imaginação e a sensibilidade, através de aventuras mesquinhas, caindo no relaxamento e nos resvaladouros do crime.
Filhos pródigos que estão, neste momento, desperdiçando a fortuna do tempo acomodados na ociosidade irresponsável. Ou então, usando seus conhecimentos para criar coisas ou situações infelizes.
Há os que dissipam a saúde através dos vícios de toda ordem. Os que são pródigos em desculpas para seus próprios erros, mas econômicos quando se trata de desculpar os erros alheios. Muitos esbanjam, deliberadamente, as oportunidades de crescimento que a vida lhes oferece a cada instante.
Vários governantes dissipam a confiança que lhes foi depositada, jogando fora a chance de testemunhar dignidade e honradez.
Pais que se demitem da missão que lhes foi conferida e deixam escoar a bendita oportunidade de elevar moralmente a prole que Deus lhes confiou.
Filhos pródigos somos quase todos nós. Deixando passar as oportunidades de calar uma ofensa, evitar um ataque de ira, conter um comentário maldoso.
Temos sido avaros ou comedidos quando se trata de doar-nos, de oferecer algo de nós mesmos.
Somos econômicos quando alguém nos pede uns minutos de atenção, um favor qualquer, mas pródigos em passar as horas ocupando-nos com coisa nenhuma.
Economizamos bons modos, e distribuímos palavrões, críticas azedas, queixas sem fim.
Não economizamos palavras vazias, mas custa-nos falar bem de alguém ou de alguma coisa.
É importante que pensemos um pouco a respeito do uso que temos feito de tudo o que nos é concedido: tempo, saber, saúde, oportunidades.
E, de acordo com as Leis que regem a vida, tudo o que se esbanja fará falta, hoje ou mais tarde.
É bom verificar se não estamos sendo pródigos demais com as coisas ruins e economizando virtudes ou deixando de cultivá-las.

Refletindo com Edu!
Os obstáculos que criamos na estrada da vida só retardam a nossa felicidade. Enquanto nos detivermos nos caminhos estreitos dos enganos, não perceberemos a grande avenida iluminada que nos conduzirá ao Pai.
Essa avenida é a mensagem do Cristo, pois a afirmativa é Dele: Eu sou o caminho da verdadeira vida. Ninguém chegará ao Pai, senão por mim. Pensemos nisso!

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 28.06.2010.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Pão nosso, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Filosofia infantil


Filosofia infantil

Ele era um veterinário experiente e foi chamado para examinar um cão de raça irlandesa, chamado Belker. Os proprietários do animal, Ron, sua esposa lisa e seu garotinho Shane eram muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.
O veterinário examinou o cão e descobriu que ele estava morrendo de câncer. Disse à família que não haveria milagres no caso de Belker, e se ofereceu para proceder à eutanásia para o velho cão, em sua casa. Enquanto faziam os arranjos, Ron e lisa contaram ao profissional que estavam pensando se não seria bom deixar que Shane, de 4 anos de idade, observasse o procedimento. Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência.
No dia seguinte, o veterinário sentiu o familiar aperto na garganta, enquanto a família de Belker o rodeava. Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que o profissional ficou a pensar se ele entendia o que estava se passando. Dentro de poucos minutos, Belker se foi, pacificamente. O garotinho parecia aceitar a transição do amigo, sem dificuldade ou confusão. Então, após a morte do animal, todos se sentaram juntos, pensando alto sobre o fato da vida dos animais ser mais curta que a dos seres humanos.
Shane, que tinha estado escutando silenciosamente, finalmente disse: Eu sei porquê. Abismados, todos se voltaram para ele. O que saiu de sua boca, os assombrou. Nunca haviam escutado uma explicação mais reconfortante.
Ele disse: as pessoas nascem para que possam aprender a ter uma boa vida, como amar todo mundo todo o tempo e serem bons, certo? O garoto de quatro anos continuou: Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto. Portanto, não precisam ficar por tanto tempo.
Interessante pensamento de um menino de quatro anos que traduz o sentimento de conforto e proteção que o cão lhe passava.
Filosofia infantil que nos leva a meditar.
Todos nascemos e renascemos na Terra para o aprendizado, para o crescimento intelectual e moral. Exatamente nesta ordem. O que nos compete, portanto, é aproveitar ao máximo os anos de vida, aprimorando o intelecto e progredindo em moralidade.
Aprender a desculpar as pessoas, relevar atitudes de criaturas enfermas da alma, perdoar. Amar a todos todo o tempo, com certeza, demorará um tanto mais.
Mas valem as tentativas, o aplacar o desejo de vingança, o não desejar mal a quem nos magoou fortemente, a quem nos relegou ao abandono.
Conviver com os diferentes, compreender atitudes que nos podem, à primeira vista, parecer estranhas, faz parte do crescimento individual.
O Senhor das estrelas, estando entre nós, lecionou o amor incondicional a todos. Mestre incomparável, amou aos próprios algozes, suplicando ao pai perdão para os atos insanos que cometiam, condenando-o à terrível morte na cruz.
Vivamos, pois, cada dia, conquistando intelectualidade e moral, sem desânimo. Um dia, que poderá não estar tão distante, vestidos de luz, haveremos de sentir o prazer de ser bom, de viver no bem, de amar de forma plena e incondicional. Pensemos nisso...

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Autor desconhecido, adaptado por Eduardo Campos
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Flores raras


Flores raras

Conta-se que havia uma jovem que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe rendia um bom salário e uma família unida. O problema é que ela não conseguia conciliar tudo. O trabalho e os afazeres lhe ocupavam quase todo o tempo e ela estava sempre em débito em alguma área.
Se o trabalho lhe consumia tempo demais, ela tirava dos filhos, se surgiam imprevistos, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram deixadas para depois até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito rara, da qual só havia um exemplar em todo o mundo.
O pai lhe entregou o vaso com a flor e lhe disse: Filha, esta flor vai lhe ajudar muito mais do que você imagina!
Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando e, às vezes, conversar um pouquinho com ela. Se assim fizer, ela enfeitará sua casa e lhe dará em troca esse perfume maravilhoso.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor. Ela chegava em casa e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto.
Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto! A planta, antes exuberante, estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores murchas e as folhas amareladas.
A jovem chorou muito e contou ao pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu: Eu já imaginava que isso aconteceria e, infelizmente, não posso lhe dar outra flor, porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor lhe deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem.
Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre viçosa, sempre perfumada e  esqueceu de cuidar dela. Por fim, o pai amoroso e sábio concluiu: Filha! Cuide das pessoas que você ama!

Refletindo com Edu!
E você,tem cuidado das flores raras que Deus lhe empresta, em forma de filhos, esposa, esposo, irmãos e outros familiares? Lembre-se sempre que seus amores são flores únicas que lhe compete cuidar.
Problemas surgem. O trabalho pode ser feito mais tarde. Compromissos sociais podem ser adiados, mas os filhos dependem dos seus cuidados constantes para que não venham a fenecer...

Finalizando para Recomeçar!
Cada pessoa é uma flor única... Não há no Universo outra igual...
O Divino cultivador as deposita em nosso lar, confiando-as aos nossos cuidados. E para que essas flores raras possam perfumar sempre o ambiente, ofertando-nos sua beleza, é preciso que as podemos de vez em quando e as reguemos todos os dias com gotas de afeto e compreensão. Pense nisso, mas pense agora!


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base em mensagem intitulada A flor, de autor desconhecido. Em 25.06.2012.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fofoca


Fofoca

Tudo começou num galinheiro. Isso mesmo. Em um galinheiro. O sol estava se pondo. As galinhas pularam para o poleiro. Havia uma, de penas brancas e curtas. Muito respeitável em todos os sentidos. Assim que voou para cima do poleiro, começou a se catar com o bico.
Uma peninha caiu ao chão. Lá se vai uma pena - ela disse. Parece que quanto mais eu me cato, mais bonita eu fico. Falou por brincadeira. Era a mais brincalhona entre todas. E foi dormir.
Ao lado havia uma galinha que ouviu o que ela disse. Quer dizer ouviu e não ouviu... Não se conteve e cochichou para a outra galinha: Não vou dizer o nome mas tem uma galinha aqui que quer tirar as próprias penas só para ficar mais bonita. Se eu fosse um galo eu a desprezaria.
Ora, em cima do galinheiro havia uma família de corujas. Todas ouviram as palavras da vizinha da galinha branca. Reviraram os olhos. Mamãe coruja bateu as asas e foi tapar os ouvidos dos filhotes.
Vocês ouviram o que eu ouvi? Uma das galinhas esqueceu completamente o que é boa conduta. Tirou todas as suas penas e deixou que o galo a visse. Preciso contar o caso para minha vizinha.
Enquanto as corujas conversavam e riam, as pombas ouviram. E saíram comentando que havia uma galinha que tirava todas as penas só para se mostrar para o galo. Com certeza iria morrer de frio.
A conversa foi passando adiante. Logo, no pombal, se falava que duas galinhas haviam arrancado as penas para chamar a atenção do galo. Haviam apanhado um resfriado e morrido de febre.
Quando a conversa chegou aos ouvidos do galo, já eram três as galinhas mortas. Era uma história tão terrível que ele não podia guardar para si. Encarregou os morcegos de levá-la adiante.
De galinheiro em galinheiro a história foi sendo contada. A verdade verdadeira - diziam - era que cinco galinhas tiraram todas as penas para mostrar qual delas tinha emagrecido mais de paixão pelo galo. Haviam se bicado umas às outras até a morte. Uma desgraça para suas famílias! Grande prejuízo para o dono do galinheiro.
Então, a galinha branca, que tinha perdido uma única peninha, não reconheceu sua própria história. Por ser muito respeitável, tomou uma atitude. Fez de tudo para que os jornais publicassem a história e corresse a notícia pelo país inteiro. Ela desprezava aquelas aves que mereciam ser punidas com o escândalo.
A verdade verdadeira é que a história foi impressa nos jornais. Assim uma única peninha se transformou em cinco galinhas.
A história lhe lembra alguma coisa? Algum fato semelhante?
A fábula bem pode nos servir de carapuça.
Quantas vezes ouvimos pela metade as verdades e as traduzimos como queremos que sejam?
Com que facilidade destruímos a reputação de pessoas honestas, dignas! Normalmente, nem perguntamos se é verdade.
O importante é que a notícia não pare em nós. Que ela circule. Ah, e nos encarregamos de acrescentar uma pitadinha da nossa imaginação.
A palavra nos foi dada para o crescimento, não para a destruição. Passemos a utilizá-la para o bem. Se o que ouvimos, não serve para a melhoria dos outros, a instrução de alguém, para que passar adiante?
É preciso selecionar as nossas conversas. Já por esse motivo é que Deus nos dotou com dois ouvidos. Para ouvir bem. E uma boca somente.

Finalizando para Recomeçar!

Ouça com lógica! Procure silenciar onde você não possa prestar auxílio. A vida dos outros, como afirma a própria expressão, é realmente dos outros e não nossa. O tempo que se emprega na crítica e na maledicência pode ser usado em construção.

 ¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base no conto A verdade verdadeira, de Andersen, e no cap. 36, do livro Sinal verde, André Luiz e Francisco Cândido Xavier, ed.CEC.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Fiz porque era o certo


Fiz porque era o certo

O que você faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida?
Numa das capitais do país, um menino de doze anos não teve dúvida: devolveu! E o pré-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora. O menino tímido encarou a situação com simplicidade surpreendente.
Eu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos médicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade. Lucas tinha razão.
Evanir havia saído na manhã de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do mês. Viúva há sete anos e aposentada há mais de duas décadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada. Para devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da direção da escola onde estuda, a fim de localizar o número do telefone e comunicar-se com a idosa. Assim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas mãos.
O gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na região. Dezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doações.
Lucas, de família humilde, tinha um sonho: ter um videogame. Ao saber da história, uma doadora anônima decidiu presentear Lucas e seus irmãos com o Playstation dos seus filhos.
A história do menino não parou por aí. Ganhou repercussão internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos. Uma brasileira, que lá reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doações ao menino.
Um empresário emocionado foi além: conversou com Lucas sobre a importância de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu à dona Evanir: mil e quinhentos reais.
A idosa, que recebeu a devolução, afirmou: Tão pequeno e com toda essa honestidade. É muito bonito. Às vezes, pessoas da nossa própria família não devolvem o dinheiro.

Refletindo com Edu!
Até quando a honestidade será exceção em nosso mundo?
Até quando precisaremos comemorar gestos como esse, que já deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas?
A honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Espírito. Fiz porque era o certo.
Quando temos esse contato íntimo com nossa consciência, passamos a ter menos dúvidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situações. Não se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no chão, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade – tudo isso passa a ser natural.
O bem precisa se tornar hábito e ir substituindo o mal aos poucos. É assim que nos transformamos e transformamos a sociedade.
Se queremos que o tal jeitinho desapareça, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este espírito de fiz porque era o certo, independente se o certo é o melhor para nós ou não. É o certo e pronto.
Consultemos a consciência. As respostas estão sempre lá, onde estão inscritas todas as leis de Deus.
Pensemos nisso. Façamos o certo.
¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Em 26.10.2013 com base em reportagem publicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de agosto de 2013.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

terça-feira, 25 de abril de 2017

FAZENDO TEMPESTADE EM UM COPO DE ÁGUA!


FAZENDO TEMPESTADE EM UM COPO DE ÁGUA!

Em se tratando de problemas, devemos tomar cuidado com o real e o imaginário. Normalmente temos enormes dificuldades em discernir o problema real, dos problemas imaginários que nossa mente cria.
Quantas coisas existem apenas dentro de nossa cabeça?
Acostumados a observar as situações da vida sempre pelo lado mais pessimista, acabamos por criar outros problemas que só existem dentro da nossa cabeça.
É a famosa tempestade em um copo de água.
Quando experimentamos situações de animosidade com quem quer que seja, a fertilidade negativa de nossa mente elabora, discute e aumenta problemas que na verdade não são reais.
As pessoas que afirmam não levar desaforo para casa, são as mais fantasiosas com relação a essas desagradáveis situações. Não levam desaforo, mas transportam dentro de si, um verdadeiro turbilhão de emoções e sentimentos tormentosos.
E pensam: “Quando eu encontrar fulano, vou dizer tal e tal coisa, ele vai ver”. Essas mentes ficam gravitando em si mesmas, com pensamentos fixos, cristalizados na vingança e na enfermidade psíquica. Alimentam situações mentais tão desagradáveis, que acabam por aumentar o mal dentro delas mesmas. Com este comportamento, tornam-se vitimas das enfermidades nervosas, como úlceras nervosas, diabetes e outras moléstias geradas pelas mentes invigilantes.
Precisamos tomar cuidado com o imaginário e o real.
A precipitação nos julgamentos, o melindre por qualquer coisa que nos digam, o sofrimento por coisas que acreditamos irão acontecer, são fatores pelos quais, o imaginário alimenta a mente enfermiça.
Aquele que se deixa levar por esse comportamento, prevê um futuro que só existe dentro da própria cabeça.
E como está acostumado a pensar sempre que o pior vai lhe acontecer, sofre antecipadamente por algo que não existe.

  Viver um dia de cada vez é a melhor saída.
  Resolver um problema de cada vez, é medida salutar.
  Não existe garantia de que estaremos vivos daqui a um minuto, por isso, quem vive o futuro, deixa de viver no presente.
  Pensar em um futuro feliz é experimentar bem estar hoje.
  Pensar em um futuro amargo e de sofrimento, é apenas sofrer.
  A preocupação não resolve o passado, acaba com o futuro e nos faz miseráveis hoje, atormentando o nosso presente.

Pense com Edu! A cada dia a sua agonia, diz a sabedoria popular. Cuidado com o imaginário.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

O tapetinho vermelho


O tapetinho vermelho!

Ao nos ensinar a rezar, frisou Jesus que não seria pelo muito falar que seríamos atendidos por Deus,  Nosso Pai. Ao contrário, enfatizou no templo, aos apóstolos, que a oração do publicano tinha maior poder, pela humildade de que se revestia.
Alguns de nós, quando convidados a rezar em público, declinamos da oferta, porque acreditamos não saber dizer palavras bonitas. Pensando nesses termos, é que a história seguinte se faz muito oportuna.
Uma mulher morava em uma humilde casa com sua neta muito doente. Como não tinha dinheiro para levá-la ao médico, decidiu enfrentar a caminhada de duas horas até a cidade próxima, em busca de ajuda. No único hospital público da cidade, foi orientada a trazer a neta, que deveria ser examinada.
Pensando em como faria para trazer a criança, pois ela não conseguia sequer se manter em pé, a mulher fez o caminho de volta, desconsolada.
Ao passar defronte a uma igreja, decidiu entrar e, porque visse outras pessoas rezando, pediu a elas que rezassem por sua netinha.
Passados alguns minutos, ela mesma se animou a fazer sua oração e em voz alta foi falando: Jesus, sou eu. Olha, a minha neta está muito doente. Eu gostaria que você fosse lá para curá-la. Jesus, você pega uma caneta que eu vou dizer onde fica.
Depois de uns segundos, continuou: Já está com a caneta, Jesus? Então, você vai seguindo em frente e quando passar o rio com a ponte, você entra na segunda estradinha de terra. Não vai errar, tá?
Os que estavam por perto acharam interessante aquele monólogo. Alguns, no entanto, mal podiam conter o riso. Mas a senhora, de olhos fechados, continuou: Andando mais uns vinte minutinhos, tem uma vendinha. Pega a rua da mangueira que o meu barraquinho é o último da rua. Pode entrar que não tem cachorro.
Olha, Jesus, a porta está trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho, na entrada. O senhor pega a chave, entra e cura a minha netinha. Mas, olha só, Jesus, por favor não esqueça de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar.
Terminada a oração, ela se levantou e foi para casa. Ao entrar, sua netinha veio correndo recebê-la.
Minha neta, você está de pé? Como é possível?
E a menina respondeu: Vovó, eu ouvi um barulho na porta e pensei que fosse a senhora voltando. Aí, entrou em meu quarto um homem alto, com um vestido branco, e mandou que eu me levantasse. E eu me levantei.
Depois, Ele sorriu, beijou minha testa e disse que tinha que ir embora, mas pediu que eu avisasse a senhora que Ele iria deixar a chave embaixo do tapetinho vermelho.

Pense com Edu

A verdadeira oração não necessita de palavras difíceis ou muito buriladas. É a manifestação espontânea do coração que se abre num colóquio íntimo, pedindo, agradecendo, louvando, reconhecendo a própria pequenez e a grande necessidade.
A força de uma oração não reside apenas na coordenação das palavras proferidas, mas na intenção que o pensamento exterioriza, para a fonte de recursos a que se dirige.
Por isso mesmo, o Mestre de Nazaré ensinou: Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base na história O tapetinho vermelho, de Célia Vieira, do jornal fluminense, de out/nov/2001 e do texto O poder da prece, de Mauro Paiva Fonseca, da revista Reformador, de nov/2001, ed. Feb. Em 22.11.2013
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Como anda o seu tempo com seus filhos?

Como anda o seu tempo com seus filhos?

O desejo dos pais é o de educar seus filhos para que eles sejam pessoas independentes e felizes. Mas, como atuar em direção a este propósito quando o tempo disponível para os filhos é limitado?
A comum necessidade de que o casal trabalhe fora para prover o sustento da família, restringe a convivência entre pais e filhos. Desta forma, muitas famílias encontram “educadores” alternativos para substitui-los em sua ausência justificada. Uma empregada, a escola em tempo integral, ou as avós acabam ficando encarregadas desta função. Esses preciosos colaboradores ajudam bastante, no entanto, o alcance de suas ações é restrito.
Por melhor que seja uma funcionária doméstica, ela não tem a mesma autoridade que os pais para dar limites à criança quando necessário.
A escola tem influência na educação dos alunos, mas a função da escola é escolarizar, passar conhecimento acadêmico, e não educar. Uma boa escola pode até auxiliar os pais na educação de seus filhos, mas é importante ter a consciência de que existe ex-aluno, mas, não existe ex-filho. A escola convive com o aluno temporariamente, os filhos convivem com os pais por toda a vida. As avós são de plena confiança, ótimas cuidadoras, e oferecem amor as crianças, mas muitas mimam os netos em demasia, fato que acaba trazendo problemas no futuro.
Na impossibilidade de conviver o quanto gostariam com seus filhos alguns pais sentem-se culpados, por isso acabam comprando todos os presentes que as crianças pedem no intuito de compensar sua ausência. Este é um grande equívoco, pois a criança que ganha tudo aquilo que deseja, terá dificuldades de superar frustrações durante a vida. A criança não tem a oportunidade de treinar em casa, mas a vida fará com que ela aprenda a lidar com as contrariedades na marra. A quantidade de objetos que os pais oferecem aos filhos não supre suas necessidades afetivas. Os filhos precisam sentir o quanto eles são importantes para seus pais através do amor, da atenção, dos cuidados e dos limites que recebem. Somente a convivência pode construir uma relação de amor, mas como realizar essa nobre missão quando o tempo disponível para os filhos é escasso?
Uma frase bem colocada causa muito mais impacto do que horas de conversa sem conteúdo. Um abraço de amor intenso tem mais valor do que vários telefonemas.
O que produz significado em nossa vida a quantidade, ou a qualidade?
Existem mães que ficam em casa com as crianças o dia todo, porém não desgrudam os olhos da tela do computador. Quando a criança solicita atenção, a mãe responde:
”- Espere só um minutinho que eu já vou!”.  O filho espera minutos, horas, e nunca chega o momento de receber a atenção desejada.  A consequência é que a criança sentirá que sua presença na vida da mãe é irrelevante, e isso é muito perigoso. Pesquisas revelam que o uso de drogas na adolescência também é motivado pelo fato do jovem sentir-se desvalorizado pelos pais. A pior miséria que existe no mundo é a falta de amor, vivemos em um planeta cheio de carentes emocionais.
A solução é estar presente de corpo e alma quando houver a oportunidade de ficar com seus filhos. Determine um tempo sagrado para dar atenção exclusiva a eles, mesmo que seja apenas uma hora por dia. Evite permitir que sua energia seja desviada para qualquer outra tarefa durante o período que você criou para estar com as crianças. Não dá para disfarçar em que direção esta indo seu fluxo de energia, os filhos sentem quando o seu foco de atenção não está neles.
Programar o cardápio da semana, atender o celular, assistir novela, checar os e-mails pessoais, ou conversar com o cônjuge, são tarefas para serem realizadas quando as crianças já estiverem dormindo.  Se você fica o tempo todo realizando multitarefas, e nunca oferece o privilégio de dar atenção especial para seu filho, ele interpreta o fato equivocadamente. Passa a acreditar que não é merecedor de sua atenção, cresce com baixa estima e leva essa influência para a vida adulta. Não adianta explicar que você é muito ocupado, porque esta se matando de trabalhar para dar uma boa educação para eles. Os filhos precisam ser nutridos com amor, o alimento da alma.
Praticar a sua autoridade em relação aos seus filhos também é uma forma de exercer amor. Muitos pais relutam em realizar essa função intransferível com medo de que os filhos deixem de ama-los, ou mesmo, pela vaidade de mostrar uma imagem sempre agradável para as crianças. Não tenha receio de corrigir quando houver necessidade, proteger seus filhos é diferente de evitar frustrações, o seu sentimento de pena enfraquece a criança. Um adulto sem limites revela uma educação sem limites. A prática do amor inclui disciplina. Você não deve admitir que seus filhos alimentem-se com doces e refrigerantes em excesso, não pode tolerar que se comportem agressivamente na escola. A firmeza dos pais quanto à educação é um ato de amor e proteção. O resultado é a formação de um adulto estruturado com forças existenciais e morais, capaz de conquistar a própria felicidade.
Pais, por favor, não se torturem! A sua relação com seus filhos não é definida pelo tempo que você passa com eles, mas sim pela forma como você se relaciona durante o tempo que dispõe. A sua postura e sentimentos em relação aos seus filhos vão determinar a qualidade da educação que você oferece.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Autor desconhecido, adaptado por Eduardo Campos
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Fazendo a diferença


Fazendo a diferença

Em 1968, foi inaugurada a histórica ponte do rio Yangtzé, na cidade de Nanquim, na China. Desde então, mais de mil pessoas já pularam dos seus cem metros de altura, diretamente para a morte.
Depois que leu, na imprensa, reportagens sobre o suicídio, que constitui, naquele país, a principal causa de morte de pessoas entre quinze e trinta e quatro anos, Chen Si tomou uma atitude.
Todos os finais de semana, há um ano, ele deixa o seu modesto apartamento, onde vive com sua mulher e uma filha pequena, e parte para a ponte. Costuma chegar cedo, por volta de 7h30. Leva consigo uma garrafa térmica de chá.
Usando boné e óculos escuros para escapar do sol escaldante, ele se transformou no anjo da guarda da ponte. Fica observando atento o vai-e-vem de transeuntes para reconhecer os suicidas potenciais.
Segundo ele, são pessoas que caminham de maneira desanimada. No lado da ponte em que fica, Chen distribui folhetos com o número de seu celular, uma espécie de linha de emergência.
Nesse trabalho, já salvou quarenta e duas pessoas. Entrevistado pelo New York Times, em matéria que foi reproduzida no Brasil, na Folha de São Paulo, ele diz: Temos que ensinar as pessoas a amar a vida, a vê-la como o dom mais precioso.
Conta que ficou chocado quando leu sobre uma multidão, em outra cidade chinesa, que gritava insultos para um migrante desesperado, quando ele subiu no topo de um outdoor para se matar.
Ao que tudo indica Chen é o primeiro voluntário a fazer esse tipo de trabalho na China, que ainda não possui um plano nacional de combate ao suicídio.
Nos últimos meses, estudantes universitários, estimulados pelo seu exemplo, decidiram ajudar na tarefa.
Agora, são vários os que se revezam na ponte, servindo de anjos da guarda aos potenciais suicidas.
Além dos universitários, Chen conta ainda com o auxílio de algumas das pessoas que ele convenceu a não saltar da ponte.
Chen não é rico, nem desocupado. Com trinta anos (data da reportagem), ele ganha a vida vendendo pequenos painéis publicitários.
É alguém que é humano e se importa com o seu semelhante. Por isso, decidiu tomar providências por si mesmo, sem esperar autoridades governamentais ou grupos religiosos.
Se todos pensássemos e agíssemos como esse chinês, o mundo já estaria bem melhor do que se encontra.

Refletindo com Edu
Sê sempre tu o que toma a iniciativa do bem. Não esperes por deliberações de estâncias superiores, nem delegues a outros, aquilo mesmo que te compete fazer. Ante a dor que se manifesta, providencia o socorro, o remédio, a enfermagem, o que possas.
Ante o desespero que se apresenta, oferta o ombro amigo, a mão fraterna, a presença.
E então, descobrirás como se felicita o coração de quem age, fazendo a diferença para o seu semelhante.




¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base em matéria do jornal Folha de São Paulo de 25.09.2004.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A construção da felicidade

A construção da felicidade

Psicólogos estudam como as pessoas podem moldar o próprio bem-estar voltando a atenção aos marcadores somáticos e investindo nas “pequenas alegrias” – a despeito dos contratempos que inevitavelmente enfrentamos
Maria Auxiliadora Arantes,

Às vezes, pequenos detalhes têm conseqüências de grande extensão. Por exemplo, eu devo à ausência de um coelho de chocolate o fato de não dirigir mais um Alfa Romeo. Explico: eu sempre fiquei satisfeita com o trabalho de um mecânico que trabalhava na oficina da Alfa Romeo. Um dia, soube que ele pedira demissão. “Por quê?”, perguntei, curiosa. “Mudou o proprietário da empresa e o clima não é mais o mesmo. As pessoas já não se sentem bem.” “Mas o que está diferente agora?”, eu quis saber. “Difícil dizer.
Na verdade, apenas detalhes, coisas que podem até parecer bobagem, mas fazem diferença. Antes, por exemplo, a mulher do dono da oficina sempre colocava um coelho de chocolate na caixa de ferramentas de cada um dos funcionários na época da Páscoa. Pode ser só um gesto de delicadeza, mas nessas horas percebemos que alguém ainda pensa na gente.” Eu podia jurar que a voz daquele homem com quase 50 anos estava trêmula naquele momento. Seja como for, o coelhinho da Páscoa não veio mais, o valioso mecânico foi embora e eu, diante da dificuldade de encontrar uma oficina confiável, próxima à minha casa, terminei comprando um carro novo.
Por trás dessa pequena história, há um importante objeto de pesquisa de psicólogos: a questão sobre como surgem a satisfação e a felicidade. A esperança de inúmeros estudiosos é que, se compreendermos melhor os mecanismos que possibilitam essas sensações, seremos capazes de produzir esse estado de forma objetiva em nós mesmos.
Essa felicidade “artesanal” – que optamos por construir – compreende duas possibilidades que se complementam: o bem-estar atual, imediato, ligado ao momento presente; e o habitual, de longo prazo, que permeia várias instâncias da vida. A primeira forma pode ser descrita como uma experiência intensa de grande alegria. Ela inclui o desejo sexual, assim como todos os outros tipos de prazeres sensuais e vivências flow – ou seja, o mergulho intenso e entrega a uma atividade prazerosa. A sensação de relaxamento quando nos sentamos na varanda, na hora do pôr-do-sol, após um dia duro e produtivo de trabalho, ao lado da pessoa que amamos, colocamos as pernas para cima, ou o frescor estimulante que experimentamos durante um banho em uma cachoeira, também são exemplos de felicidade atual. Em todos esses casos, surge uma sensação agradável que alguns psicólogos chamam de “afeto positivo”. Muitas pessoas já descobriram que conseguem se motivar para realizar tarefas desagradáveis ao antecipar em sua mente a sensação boa que as preencherá após o término bem-sucedido da atividade.
Embora muita gente subestime sistematicamente os detalhes e as pequenas gentilezas, tanto na vida privada quanto na profissional, um meio bastante eficiente para a criação de afetos positivos é a atenção social: um sorriso, um elogio sincero, palavras gentis – ou mesmo um coelhinho de chocolate na Páscoa. O problema é que muitos aprenderam a se relacionar segundo um princípio que lhes parece lógico: “Se eu gosto de você, não preciso lhe dizer. Quando não gostar mais, então eu lhe digo”. Ou segundo um provérbio alemão da Suábia, que corresponderia a afirmar: “Não reclamar é o mesmo que elogiar”. Será mesmo? Essa parece ser a linha, avessa ao reconhecimento do empenho e dos bons resultados, adotada também em inúmeras empresas. No entanto, um bom ambiente de trabalho não surge, por exemplo, só porque se organiza, uma vez por ano, um encontro entre os funcionários, mas é construído muito mais com base em vários pequenos momentos que oferecem vivências de felicidade atual.
O caso do meu mecânico e seu coelho da Páscoa mostra o quão decisivos podem ser esses detalhes que fazem com que a pessoa se sinta vista e valorizada – o que nos faz pensar que poderia ser bastante produtivo que as empresas se preocupassem em manter uma cota de dedicação social. Com um gasto financeiro mínimo já seria possível elevar sensivelmente a satisfação dos trabalhadores e, com isso, o rendimento no trabalho. O mesmo vale para a convivência na família e com o parceiro. Gestos como enfeitar a casa com flores, se permitir uma tarde inteira de pura preguiça ou dividir o planejamento de passeios podem despertar a cumplicidade entre entes queridos – e afetos positivos.
Uma tática bem diferente também pode gerar felicidade atual – e a redução dos afetos negativos: evitar ao máximo tudo o que não faz a pessoa feliz. Pode parecer óbvio, mas nem sempre é fácil e muitos se surpreendem ao perceber que quase sempre é possível fazer mais por si mesmo do que se imagina num primeiro momento.

Só para se agradar
E a felicidade habitual, de longo prazo? Esta se manifesta como satisfação com a vida, em seus variados aspectos (relacionamento afetivo e familiar, amizades, segurança financeira, relações sociais organizadas, vida profissional, uso do tempo de lazer etc.), e depende muito do que é considerado importante para cada pessoa. O sucesso em algum desses aspectos (ou em vários deles), entretanto, não é, por si só, garantia de felicidade. Muitas pessoas vivem o “dilema da insatisfação”: simplesmente não se sentem felizes, apesar de terem boas condições de vida. Nesses casos, o desconforto costuma ter causas mais profundas e, em geral, só um processo psicoterapêutico pode ajudar a pessoa a compreender o que se passa.
Mas o caso inverso também existe, o chamado paradoxo da satisfação – felicidade subjetiva, mesmo em condições adversas. Isso nos leva a questionar até que ponto cada um pode contribuir individualmente para elevar o nível da própria felicidade habitual. Fazer o exercício de “estar presente” na própria vida e desfrutar cada momento como único (algo que de fato é), por exemplo, costuma ser produtivo. Em outras palavras: aproveitar toda oportunidade para se alegrar e desenvolver hábitos que nos tragam pequenos prazeres faz toda a diferença para a qualidade de vida.
Para alguns, pode ser muito proveitoso observar o nascer do sol e sentir o aroma do café; para outros, prestar atenção à paisagem ou ouvir uma linda música durante o trajeto até o local de trabalho e desejar “bom dia” aos colegas antes de baixar os e-mails é uma forma agradável de começar as atividades diárias. Há ainda alguns cuidados consigo mesmo que, em geral, trazem bem-estar: após uma ou duas horas de trabalho, quando a concentração diminui, é importante fazer uma pequena pausa; e, pelo menos uma vez por semana, vale a pena comprar algo saboroso ou bonito (mas não necessariamente caro) para si mesmo.
Uma dica: diferente do que aprendemos (e vale para outras áreas da vida), neste caso a quantidade conta sim, e muito. O que importa é o número de pequenos desencadeadores de felicidade que trazemos para nossa vida. Ou seja: de nada adianta um fim de semana maravilhoso se os dias anteriores e os posteriores são extremamente estressantes – e o único reconforto é esperar ansiosamente pela próxima folga.
Por estranho que pareça, ter uma visão extremamente clara do mundo que nos cerca e de nossas limitações nem sempre é sinônimo de saúde. Há um século Freud chamou atenção para um fato curioso: pessoas deprimidas enxergam o mundo de forma mais realista e, portanto, acertam mais ao avaliar seu desempenho e suas chances. Otimistas, por outro lado, tendem mais a viver fora da realidade – mas sempre com um sorriso nos lábios. Isso nos leva a crer que talvez não seja prejudicial manter acesa certa dose de ilusão, embora a felicidade habitual não se baseie apenas na imaginação – ela tem base bastante concreta. Se uma questão fundamental a ser considerada é como podemos realizar da melhor maneira possível nossos desejos, esperanças e expectativas mais importantes, é preciso, antes de mais nada, saber quais são eles. Nesse caso, os chamados marcadores somáticos, sinais da memória emocional, na qual todas as experiências são armazenadas e classificadas. Essa referência mnêmica influi permanentemente sobre os dados captados do ambiente. A capacidade de uma pessoa saber o que é importante e bom para si mesma depende, em grande parte, da atenção que dispensa a essas mensagens enviadas por seus marcadores somáticos, o que ajuda na tomada de decisões fundamentais e a encontrar motivação para concretizar objetivos.
Marcadores somáticos funcionam como orientadores internos: são percebidos como sensações físicas, sentimentos ou uma mistura dos dois. Embora tenham origem na experiência emocional, sua base é um agrupamento de estruturas cerebrais que memoriza e classifica todos os eventos significativos. Vivências desagradáveis, que devem ser evitadas, produzem marcadores somáticos negativos; já as experiências que provocam prazer geram sinais positivos.
No fundo, a memória das experiências emocionais constitui nada mais do que o “eu” de uma pessoa – ou seja, aquilo que a torna um indivíduo e que ela sente como sua essência mais profunda, independentemente de eventuais transformações que enfrente ao longo da vida. Sob condições favoráveis, a pessoa pode atingir um nível habitual de considerável satisfação. Aqueles que desenvolvem autopercepção para registrar conscientemente os sinais de seu eu – seus marcadores somáticos – adquirem maior consciência de si e podem, com isso, estimular ativamente o seu sentimento de bem-estar, independentemente das circunstâncias externas.
A longo prazo, só fica satisfeito com sua vida quem tem autonomia para fazer escolhas e arcar com as conseqüências delas, ou seja, determinar as condições para sua própria felicidade, independentemente de opinião alheia, tendências ou modismos.




¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Maria Auxiliadora de A. Cunha Arantes,
PARA CONHECER MAIS: Você é feliz. Michael Wiederman, em Mente&Cérebro, nº 174, págs. 34-41, julho de 2007. A liquidez de um enigma. Maria Auxiliadora de A. Cunha Arantes, em Mente&Cérebro, nº 174, págs. 42-49, julho de 2007.
³ Fonte imagem : © IMAGES.COM/CORBIS/LATINSTOCK

terça-feira, 11 de abril de 2017

o hábito de orar em família


o hábito de orar em família

Quando reunimos todos que amamos e humildemente nos sensibilizamos para conversar com o Senhor, somos imensamente abençoados e nosso amor ao Senhor aumenta.
Ter o hábito de orar é extremamente importante para manter a espiritualidade e a sensibilidade tão necessária para vivermos com paz e felicidade. Orar é ter uma conversa amorosa com nosso Criador e poder sentir Sua influência em nossa vida cotidiana.
Quando estendemos esta bênção também para nossa família criamos em nosso lar um ambiente especial, transformamos os corações, criamos união e humildade. Orar em família ajuda a fortalecer a todos e aumentar o amor que sentimos uns pelos outros.
Mas como fazer isso atualmente onde cada membro da família tem suas próprias responsabilidades, horários diferentes para entrar e sair de casa, deitar e acordar pela manhã? Realmente não é uma tarefa fácil, é preciso determinação e acima de tudo muito amor.
1. Conversem a respeito da importância da oração familiar
Reúnam-se em família e conversem sobre o assunto. Com a ajuda do evangelho ou de uma mensagem edificante leiam sobre a importância da oração e a necessidade de orar em família diariamente. Permita que todos os membros da família possam expressar seu sentimento sobre a oração.
2. Determinem um horário
Certamente em algum momento do dia ou da noite toda a família estará em casa reunida. Por mais estranho que seja o horário deste encontro este será o momento ideal para que todos possam, juntos, reunirem e elevarem uma oração ao Senhor. Estipulem este horário e deixe claro para todos.
3. Faça pequenos lembretes
Até que se crie um hábito familiar é preciso um pouco de estímulo. No início faça pequenos lembretes todos os dias lembrando a todos o horário da oração familiar. Você precisará de determinação para isso. Vale mensagem no celular, lembretes em forma de bilhetes, e-mails ou telefonemas. Encontre a melhor forma para lembrar todos os membros de sua família.
4. Distribua pequenos cartazes pela casa
Faça pequenos cartazes com citações ou até mesmo com os versículos do evangelho que leram na reunião familiar e distribua nas áreas comuns da casa de maneira que todos possam ter acesso à leitura. E no final dos cartazes recorde o horário da oração familiar que combinaram.
5. Coloquem um despertador para o horário combinado
Toda vez que um alarme toca somos obrigados a ir até o local para desligá-lo. Se você criar um alarme para o momento que marcaram para fazerem oração familiar ao buscar o alarme se lembrará de seu compromisso celestial.
6. Faça designações
A oração familiar pode ser oferecida por qualquer membro da família, sendo assim combine com o patriarca (ou matriarca) da família que designe a oração antecipadamente de maneira que o membro da família possa se sentir responsável pelo compromisso e ajudar a chamar todos os outros.
7. Ore para que possa ter ajuda
Ore individualmente e peça ajuda ao Senhor para que todos os membros de sua família possam ser tocados com a mensagem e com a importância da oração familiar. Faça isso em todas as suas orações, aos poucos com sua influência e determinação conseguirá criar este hábito familiar que abençoará a vida de toda sua família.
Antes de deitar-se à noite faça um pequeno "check list" de todas as coisas importantes que fez naquele dia. Se notar que a oração familiar ainda não foi feita, terá a oportunidade de chamar a todos em sua família e conversarem com o Senhor naquele momento.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Renata Finholdt
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

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COMENTÁRIOS - PITACOS - SUGESTÕES - ELOGIOS

Vejam o que os visitantes dizem do educar para humanidade.


Noosssaaa... o seu blog e um espetáculo Edu. Ou melhor vc e isso tudo. Um grande beijo de quem gosta muito de você.
Patrícia

Adorei esse blog, parabéns,contém muitas dicas úteis e interessantes. Que Deus te abençoe e q vc possa a vir dar mais dicas . Fica com Deus! O seu blog ....é show.
Julianne


Este Site é ótimo,e acredito que estas postagem ajudará , vários casamentos, parabéns pela iniciativa.
Carlos Alberto

Imagina que quando uma amiga me falou de você edu confesso que não acreditei. Será que ainda existem homem assim? Perguntei. Mas Quando vi você pela primeira vez fiquei encantada com o seu jeito de ser, te achei uma pessoa muito,muito, muito, maravilhosa, amiga, verdadeira, prestativa, séria... Quando eu conheci fiquei encantada com sua beleza, personalidade, caráter...Admiro demais você, na verdade me considero Sua fã número 1... Adoro ler seus textos aqui no blog. Assistir suas palestras um show de informação.
Hoje tenho certeza que és é uma pessoa muito especial pra mim pois ajudou e me ajuda muitoé um amor de pessoa ...você pode contar comigo pro que der e vier estou sempre disponível pra você viu meu lindo...Você é uma pessoa da minha extrema confiança Da sua eterna Amiga que te ama muito e te quer muito bem com carinho, amor e saúde bjos......
Priscila


Esse site esta de parabéns adorei tudo que vi por aki@!!! tudo de bom.
Anônimo

Poxa, ta bem legal seu texto, parabens.
Fernanda


Essas dicas eram o que eu precisava para tirar uma duvidazinha. Obrigado ao blog que eh um espetáculo.
Juliani


Eu acabei de ler sua mensagem sobre como manter um relacionamento e tem muitas coisas que estão acontecendo comigo, obrigado pelo blog e as dicas que vão me ajudar com certeza.
Ana

Eduardo pessoas como você, ajuda a escrever a historia da vida com muito mais amor, carinho e humildade, que bom que você existi... parabens pelo seu blog. Sempre vou admirá-lo... Que Deus te abençoe sempre.
Josi


Esse blog é realmente muito completo, tudo o que eu preciso tem aqui, só queria saber como fazer boas preliminares, rs. Mas tudo o que eu imagino tem aqui, é um site perfeito. Parabéns!
Adriana

Eduardo quando te vi pela primeira vez tive a certeza de ter encontrado uma pessoa especial, com a alma serena e doce ao mesmo tempo. Você é um ser iluminado por Deus e com uma missão muito especial. Gosto de estar com você de poder compartilhar meus "segredos" contigo e dividir minhas "angustias" principalmente pelo blog.
Lembre que você sempre poderá contar comigo a todo instante que precisar...pois estarei sempre aqui para te falar o quanto você é especial pra mim!!!!!!!!milhões de beijos carinhosos pra vc viu meu lindo!!!!!!
Josenilda

Como sempre Edu, uma ótima postagem. Fico feliz em saber do seu esforço em ajudar a humanidade escrevendo coisas significante aqui no blog,. Beijos com afeto.
Lindomar



Oi Eduardo, que blog massa, parabéns lindo, me visita se puder tá? , agradeço. Um grande abraço,
Erika.


Nossa, amei seu blog Eduardo, pricipalmente as postagem sobre os inimigos e amigos do orgasmo, quantas informações interessantes. Parabéns.
Karla luane


Estou adorando visitar seu blog! Parabéns pelo blog e pelos resultados já conquistados, isso que você faz é muito importante! Abraços.
Viviane


Parabéns pela criatividade e mais ainda pela continuidade dos textos sobre relacionamentos. Parabéns!
Junior


Ola. Ótimo seu blog. Adorei o post parabéns. A minha namorada é enfermeira e adorou suas palestra, abraços.
Joel santos

Ei Edu! Gostei muito do que escreve e como escreve. Gostaria de trocar figurinhas comigo?
Pedro


Eduardo Gostaria de acompanhar seu blog, é muito bacana seus texto. Me ajuda sou pouco leigo.
André


Muito bom o seu blog...Provavelmente eu deva voltar por aqui mais vezes, sucesso eduardo.
Anônimo


O blog é excelente e a escritor inteligente na medida certa. Parabéns pelo seu trabalho.
Elza


Eduardo Indiquei seu blog a vários amigos, é tão bom achar um Blog que nos descontrai ao mesmo tempo nos sinalizem coisas boas assim.
Márcia lima


Eduardo, querido... seu blog é realmente demais. Demais! Correto, comunicativo, educacional, sensível, genial! to muito orgulhosa de vc ter postado um texto de minha autoria aqui, valeu!
Patrícia

Eduardo o texto e as perguntas foram bem elaboradas e respondidas, mostrando claramente os problemas sexuais, bem como os caminhos para iniciar um tratamento. Atualmente se faz muito necessário este tema tendo em vista o alto índice de apelo sexual passado pelas mídias para as pessoas. Parabéns.
Anônimo


Meu querido Eduardo, parabéns pelo post esclarecedor, aliás tudo o que você escreve é de muita qualidade.parabéns.
Augusto


Eduardo, você fala desse tema de maneira tão natural, que nos dá a exata dimensão do assunto que estás tratando. Parabéns.Gosto muito de seu blog.Abraços
Walter


Muito bom esse pequeno artigo esta de parabéns colega.
Anônimo


Olá Eduardo seus artigos são muito bons, gosto principalmente da maneira franca como você escreve. As dicas estão perfeita, agora é ler e praticar. Abraços e bom fds.
Pedro Paulo


Um elogio curto e sincero: UAU! OTIMO! PERFEITO!
Anônimo


Adorei as perguntas! Amei todas as respostas! Foi perfeito me ajudou a entender o que esta acontecendo comigo, obrigado edu.
Anônimo

Excelente artigo. Alto padrão como sempre, parabéns eduardo!
Anônimo


Didático com sempre. Nunca usando de pornografia. Esse é o educar para humanidade.adoro acompanhar suas postagens.
Amadinha


Oi edu!! Boa noite !!! passando para conferir as ultimas postagem do blog... como sempre parabéns vc é tudo de bom!!!
Natalia


Ótimo conteúdo Eduardo, os temas escolhido é de muito bom gosto!!! parabéns pelo blog!!!
Gustavo

Gostei bastante do texto, não conhecia o seu blog, é excelente!
Marcos

Parabéns eduardo ! Seus posts são sempre atuais, instrutivos e com extrema qualidade e bom gosto na escolha dos temas e sua inteligente maneira de abordá-los. É com muito gosto que leio sempre seu blog. Abraços !!!
Eliane Almeida


Oi Edu, Autoconhecimento da sexualidade feminina, Que texto excelente, todos os homens devem ler isso, com certeza.abraços, valeu .
Anônimo

Puxa!educar para humanidade. Isso que é um belo manual! Adorei o seu blog. Sempre que passo por aqui aprendo mais e mais... Continue esse trabalho excelente. Parabéns pelo artigo, nota 10. Bjo
Leila Cristina







Ciclo de Palestras e Seminários nas áreas de Educação e Saúde para 2015



TEMAS EM EDUCAÇÃO
Avaliação da aprendizagem no século XXI.
O papel do professor: Transformando informação em conhecimento.
As muitas faces da profissão Docente.
Alfabetização e Letramento: os desafios contemporâneos.
Oralidade e Escrita: Dificuldade de ensino-apredizagem na alfabetização.
A importância do lúdico no desenvolvimento da criança
O Brincar e a Matemática
A proposta dos PCNS e sua relevância na formação dos cidadãos.
Um dialogo entre a psicopedagogia e a educação.
Direitos e Deveres da Criança.
Autoridade e Autoritarismo na Sala de Aula:Repensando a relação professor-aluno
Violência em casa: reflexo na escola. Como disciplinar sem bater?
Como trabalhar as relações humanas para prevenir a violência contra criança no ambiente familiar / escolar.
Família e Escola: educar é uma tarefa de todos.
Ética e Cidadania.

TEMAS EDUCAÇÃO EM SAÚDE DO ESCOLAR

A Síndrome de Burnout : Como vai a Saúde do professor na Educação Infantil ?
Saúde Bucal (escovação e higiene).
Higiene e Saúde do escolar.
Alimentação: A obesidade e os transtornos alimentares.
Saúde e meio ambiente.
A importância do sono na vida do ser humano.
O que toda a criança precisa saber sobre segurança.
E agora: O que eu faço? Primeiros socorros.
As principais doenças da infância.
Doenças Sexualmente Transmissíveis.
AIDS/HIV

TEMAS EDUCAÇÃO EM SAÚDE FAMILIAR

Lute pela vida: diga não as drogas.
Alcoolismo, tabagismo e suas conseqüências.
Hipertensão e dislipidemias.
O que todo diabético precisa saber.
Ficar amarelo pra que? Hepatite tem prevenção.
Fique ligado: hanseníase tem cura.
Prevenção do câncer: caminho para saúde.
Saúde bucal não tem idade.
Prevenção da violência contra idoso.
Mulher com saúde é mais mulher.
Abuso e exploração sexual de crianças e adolescente.
Infância perdida: prostituição infantil.
Sexualidade na escola: Como forma o filho para a vida sexual.
Sexualidade na adolescência.
Gravidez na adolescência.
Aborto e suas conseqüências.
Previna-se use camisinha.
Profissão criança: trabalho infantil isso não tem futuro.

E-mail: edu.com28@yahoo.com.br





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