terça-feira, 26 de maio de 2015

A HARMONIA DA NATUREZA E A RELAÇÃO ENTRE “HUMANOS” NO AMBIENTE DE TRABALHO.


“Costuma-se asseverar que a distinção entre o homem e o animal é a inteligência, com o que ousamos discordar, com todo respeito aos conhecimentos tradicionais. Grande parte dos homens, detentores da capacidade de pensar com continuidade e de decidir sobre suas ações, estão agindo à semelhança ou pior que os irracionais, em plena ausência de ética, na quase total incapacidade de escolha”.
ERMANCE

Conheço humanos que odeiam outros humanos da mesma instituição. Pessoas que não suportam outras pessoas. Equipes desunidas, sem diálogo, sem perdão, sem planejamento algum das atividades que executam e muito menos avaliação do que foi feito. Gente que se diz no projeto de Deus, mas nutre sentimentos como inveja, rancor, raiva, egoísmo, magoa e soberba. Pessoas que dizem imitar Jesus, mas não conseguem superar a mesquinhez da competição com outros que estão no mesmo projeto.
Gente que quer ser grande maior do que Deus e que se coloca acima de qualquer mensagem cristã.  Existem pessoas assim. Existem instituições assim. Este tipo de situação tem sido o maior problema na relação entre humanos no ambiente de trabalho. Gente que não dialoga e que parece ser dono do Projeto... Nenhuma instituição consegue ser discípula e missionária se antes de tudo, não for uma comunidade calcada nos princípios sólidos das relações que Jesus  Cristo estabeleceu com as pessoas.
Muitos projetos belíssimos naufragam antes mesmo de serem experimentados, por causa de birras, melindres, picuinhas e desavenças entre aqueles que deveriam ser protagonistas de uma mensagem diferente e não destruidores. Sirvo-me de uma poesia do poeta Luizinho Bastos que trata sobre a sábia harmonia da natureza. O texto é um “tapa de luvas” em muitos de nós, humanos, pessoas e cristãos, que não sabemos lidar com outras pessoas. As vezes, sem perceber, nos colocamos como figuras principais de um roteiro onde o personagem primeiro deve ser sempre o mestre Jesus.
O poema diz assim...
Nenhuma estrela subestima outra estrela; algumas brilham mais, outras brilham menos, mas nem por isso são adversárias.
Nenhuma ave julga o vôo ou o canto de outra ave, todas são livres para cantar e voar.
O lírio não inveja a orquídea, e esta não menospreza o botão de rosa prestes a desabrochar, pois todos perfumam conforme seus dons e carismas.
Não há rivalidade entre as árvores; se uma dá mais frutos ou se outra demora anos para produzir. A seiva é igual em todas; não faz distinção nem discriminação.
O sol não se incomoda com o passeio das nuvens, pois a chuva tem sua vez e a sombra tem seu espaço.
Na fauna, nenhum animal se envergonha por não saber nadar ou por não saber voar. Alguns são mais ferozes, outros mais pacatos e amorosos, porém não reclamam do que têm, nem de como vivem, não desperdiçam o que lhes é dado.
Qual a razão de tanta desarmonia social?
Como podemos amadurecer se nosso íntimo está em ruínas ou ate mesmo doente?
Contemplemos a sábia harmonia da natureza. Percebamos que existe uma característica para cada organismo, um espaço para cada espécie, um dom para cada ser; e nesse cenário de perfeita sincronia e harmonia, há algo de infinito em que devemos participar e construir com nossos gestos e virtudes. 
Oxalá, sobre toda a mística universal que nos rege nós, seres humanos, possamos nos aproximar de um passarinho sem que ele fuja, de uma planta sem feri-la, conviver com os animais sem agredi-los, respeitar a vida e os direitos dos semelhantes, oferecendo-lhe flores, poemas, sorrisos, canções.

Então a natureza contemplará a sábia harmonia dos seres humanos.

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¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Luizinho Bastos - Poema sábia harmonia da natureza
³ Fonte imagem :  https://pt-br.facebook.com/

Written by Eduardo Campos all rights reserved.

7 comentários:

Anônimo disse...

Estava ansiosa pelo texto da noite rs! O seu texto ressalta muito bem a realidades de alguns ambientes de trabalho... as vezes sinto até mal quando se fala em reunião com a equipe... Já presenciei discussões e ate mesmo brigas entre colegas... Infelizmente toda vez que perdemos a calma, perdemos também a lucidez e o bom senso. Nesses momentos, podemos cometer muitas tolices, machucá-las . Podemos feri-las com palavras e com atos.

Flavia disse...

Eduardo não é raro ver colegas de trabalho que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.

Priscila disse...

Esse seu raciocínio Flavia se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender, tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante. Como você disse não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares. Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência. Acredito Edu que somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social...parabéns pelo texto!

Eduardo disse...

Olá Flavia e Priscila! Obrigado pela contribuição! Gostaria de contribuir com seus comentários... Acredito que somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves sequelas à vida emocional e psicológica. É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis. É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia. São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos. Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos. Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças. Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente. Desta forma, cabe a cada um de nós procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.

Priscila disse...

Fantástico Eduardo! Simplesmente adorei sua contribuição! Obrigado por suas dicas! Muito sucesso a você!

Flavia disse...

Eduardo, Parabéns! Adorei a matéria de hoje. Seu blog muito “bacana”!!! bjs

Anônimo disse...

Já vivencie diversas situações no meu trabalho... Uma coisa que aprendi é que as relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente. Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano.