quarta-feira, 27 de maio de 2015

EM NOSSA INTIMIDADE AINDA VIGE A VIOLÊNCIA




O que seria melhor pra você? Curar feridas ou espantar moscas?


“Sem sombra de dúvidas, os dias que se sucedem são desafiadores para todos nós. Nunca conquistamos tanto em tecnologia e bem-estar, nunca o desenvolvimento científico e tecnológico foi tão longe, porém, em nossa intimidade ainda vige a violência”.

Adeilson Salles

Autoridades se reúnem, psicólogos discutem, educadores dialogam. Médicos atendem, enfermeiros cuidam... Todos desejam saber o que fazer para deter a onda de violência em nossa cidade. E, ante tantas sugestões, optamos por reformar e ampliar o número de presídios. Em tudo isso, nos esquecemos de que o problema não está no presídio, mas no homem que está lá dentro. Esquecemos que o que deve ser reformado, melhorado, é o próprio ser humano.
Reclamamos que o mundo está tão violento, porém a violência muitas vezes ganha morada em nosso mundo íntimo.
Já reparou como somos violentos? Basta alguém nos dar uma fechada no trânsito, conduzir mais lentamente, cruzar nossa frente e violentamos o próximo com nosso verbo truculento, intempestivo, ameaçador.
Outras vezes, chegamos em casa com o peso do dia nos ombros, e aqueles que nos são mais caros ganham a violência de nossa indiferença ou da resposta seca e curta, sem envolvimento e interesse emocional nenhum.
Somos criaturas paradoxais, desejamos conquistar o mundo, mas somos incapazes de realizar as grandes conquistas afetivas, que certamente nos levariam a experimentar a paz.
No campo afetivo, temos mais facilidade em aceitarmos a opinião dos outros, do que a dos nossos familiares.
Com os outros a paciência, com a família a contenda.
Com estranhos a educação, com a família a irritabilidade.
Percebemos que a violência ganha morada em nossa intimidade quando alguém nos provoca ou toca em algum assunto que nos incomoda...

Para refletir
Afinal, onde está a raiz da violência?
Está na criança abandonada nas ruas que, sem carinho e instrução, amanhã se tornará o lobo do seu semelhante.
A violência está no hospital que não consegue atender com dignidade o enfermo necessitado, pela falta de estrutura.
A violência está no abandono a que relegamos os nossos velhos, em asilos e casas que se dizem especializadas, onde têm abrigo, alimento e agasalho, mas não têm a atenção do afeto.
A violência está nos orfanatos, onde as crianças crescem sem lar, sem família e sequer conseguem ter a ideia do que seja propriedade alheia. Porque ali tudo é de todos. Eles não têm um cantinho seu nada é seu. Muitas vezes nem o carinho das atendentes, pois elas precisam desdobrar-se para todos.
A violência está no abandono da escola. Já se disse há muito: “eduque-se a criança e não será preciso punir o homem”.
Antes de advogarmos a causa da não violência por métodos violentos, tornemo-nos voluntários na ação do bem.
Armemo-nos de coragem e dediquemo-nos à educação de uma criança. Pode ser nosso filho, nosso sobrinho, um parente distante, um amigo, um garoto de rua. Armemo-nos de amor e visitemos hospitais, espalhando o perfume de nossa presença. Se os enfermos não têm remédio suficiente, se têm que aguardar muitas horas para serem atendidos, terão ao seu lado alguém que os acalme, que lhes dê conforto e atenção.

Finalizando para Recomeçar  
♥ O caminho da paz se inicia no coração do homem.
Precisamos reavaliar as nossas atitudes, é fundamental que iniciemos o mergulho intransferível e inadiável em nosso ser.
Não podemos continuar vivendo a vida, como reféns dos fatos que acontecem a nossa volta.
Viver a vida através dos fatos gerados pelos outros, é viver de forma alienada com relação a si mesmo.
Nossa vida deve ser determinada pelos acontecimentos gerados a partir de nossas escolhas e decisões.

Pense com o Eduardo - O que seria melhor pra você? Curar feridas ou espantar moscas?

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¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Recomeçar. Adeilson Salles.
³ Fonte imagem :  https://jubati.files.wordpress.com/2010/02/paz_g.jpg
Livro de Referência: O homem de Bem. Richards Simonetti. Editora CEAC. 2014
Written by Eduardo Campos all rights reserved.





11 comentários:

Vera disse...

O começo de tudo está em nós, não na censura, na demonstração de insatisfação. O primeiro passo é ser amigo e companheiro dentro da família. Crianças com boa formação se tornarão homens diferentes. A paz que transmitimos e com a qual convivemos em pequenas sociedades, poderá, então, caminhar para mais alto, ter maior abrangência. Dentro de cada um de nós está a resposta para tantos questionamentos e sofrimento. Brilhante sua abordagem nesse tema! Eduardo Posso usa o teu texto em uma apresentação sobre violência que vou ministra? Aguardo resposta! Obrigado!

Eduardo disse...

Bom Dia Vera! Obrigado por sua contribuição comentando o texto. Claro que sim! Todos os textos e palestras do blog, podem ser usados por todos... Tudo que escrevo e recebo é de graça Vera, vem de mais Alto, por misericórdia imensa do Pai do Céu, devo também dar de graça para continuar digno do Amparo que lhe recebo todos os dias ao acordar. Todo bem procede do senhor e que nós somos apenas seus instrumentos nas tarefas do amor. Abraços do amigo Edu!

Vera disse...

Edu, Você é uma pessoa muito querida! :) Obrigada sempre, mas a luz que brilha nesse blog é sua, você transmite paz... e ela começa dentro de cada um de nós e só quem a tem pode semeá-la.

Anônimo disse...

Bom dia Edu! Ler um texto assim, é como ser abraçada. Distribuir sentimento, carinho... A violência anda solta, em cada canto do mundo. Nas nossas esquinas, dentro de casa, nos corações que esqueceram que a delicadeza precisa ser cultivada. Não se diz eu te amo ao seu irmão, amigo, mãe, pai, filho, por vergonha... Mas se magoa o outro com frases tão pesadas sem constrangimento. A paz é merecimento das nações, de cada um de nós e se assim é vamos semear, cultivar, fazer uma corrente de amor. Tudo precisa ter um começo. Obrigada, amei o texto.

Anônimo disse...

Agressão não é apenas física mesmo, falta de condições, de estrutura, de delicadeza, de amor ao próximo... Tudo isso agride.

Anônimo disse...

Concordo contigo Eduardo, pequenos gestos, sorrisos, respeito... Poucas atitudes que podem fazer enorme diferença nesse mundo!

Anônimo disse...

Olá, meu querido. Você tem razão se cada um fizer sua parte, teremos um mundo melhor para todos. Quero a paz que vem dos corações! Que se entendem pelos laços do amor. Que gera vida e fraternidade. Que une os que pensam diferente"

Anônimo disse...

Esse é o caminho, bonito demais, só depende de nós fazê-lo acontecer.Um abraço!

Anônimo disse...

Eu estou chocado com tanta violência em nossa cidade. É difícil pra mim compreender porque isso acontece... Você abordou muito bem, fica claro perceber a raiz do problema que sustenta a violência. Muito boa a frase final “O que seria melhor pra você? Curar feridas ou espantar moscas”?

Anônimo disse...

A violência tem ceifado famílias inteiras, tem deixado aos pedaços, parte da nossa sociedade e cada dia mais se torna uma medida de urgência nos mobilizarmos...

Anônimo disse...

Muito verdade...um pouquinho no coração de todos, já renderia um mundo muito melhor..