sábado, 30 de maio de 2015

Ela só come bobagem! Alimentação Infantil: Mocinhos ou vilões?


 Minha mãe vive dando doces e salgadinhos para minha filha. Como consigo reverter essa situação?

Pense com Edu! A relação com os avós é delicada. Os avós são pais sem culpa. Como fazem tudo para agradar, formam uma aliança permissiva com a criança. Muitas vezes contradizem os conselhos da mãe e oferecem guloseimas proibidas às escondidas. Não agem assim por mal, mas por falta de conhecimento. Eles precisam entender que os netos podem adoecer se permanecerem nesse estilo de vida. Quando isso ocorre, tendem a colaborar.
 A obesidade, hoje, é um problema grave de saúde pública. Uma criança obesa é mais propensa a hipertensão, diabetes e doenças do coração e tem 80% de probabilidade de se tornar um adulto obeso. Por isso, quanto mais cedo mudar os hábitos, melhor. Comece observando a qualidade da alimentação de sua filha.
Nos últimos 20 anos, a dieta dos brasileiros piorou drasticamente com a invasão dos fast-foods e dos produtos congelados. De preparo fácil e com mais apelo, os pratos prontos se tornaram uma opção prática, embora nada saudável. Para completar, muitas mães se sentem culpadas por deixar os filhos em casa enquanto trabalham e compensam essa ausência recheando a despensa com salgadinhos, biscoitos recheados, refrigerantes ou permitindo que eles ingiram apenas o que têm vontade.
O sedentarismo é outro ponto crítico. Por causa da violência das grandes cidades, os pais se sentem mais tranquilos ao manter os filhos confinados, diante da “televisão” “Computador” “tablete” ou jogando videogame. Assim, sem brincadeiras ao ar livre, a criança perde a oportunidade de queimar naturalmente calorias.
A atividade física proporcionada pelas escolinhas de esportes, em geral de uma ou duas horas semanais, não é suficiente para trazer equilíbrio de vida. Além disso, a TV transforma o comer num ato mecânico.  A criança não olha a comida, não sente prazer, come compulsivamente, sem controle e sem critério.
É fundamental, portanto, que faça as refeições num ambiente apropriado, onde nada a distraia. Imponha um limite para o número de horas diante da televisão ou do computador e retire o aparelho da copa, da cozinha. Se ela quiser assistir a algum programa, deve fazê-lo antes ou depois das refeições. Nunca simultaneamente.
Incentive-a brincar num espaço seguro com os amigos. Ela vai gastar energia e ampliará os vínculos sociais. Não é o caso de adotar uma dieta espartana nem de receitar remédios. Proibição e castigo definitivamente não funcionam.
A solução está na reeducação alimentar. Sua filha precisa aprender a diminuir a quantidade e a melhorar a qualidade da alimentação. Não cabe aos pais controlar o que a criança come, mas dar estrutura para que se alimente melhor. Devem fazer compras no supermercado mais saudáveis e cortar frituras, empanados, creme de leite e o excesso de refrigerante do cardápio.
O prato tradicional do brasileiro, com arroz, feijão, salada, legume uma carne e frutas, é excelente. Possui proteínas, fibras, carboidratos, vitaminas e sais minerais na medida ideal. Ofereça frutas na sobremesa e deixe os doces apenas para os finais de semana ( e numa quantidade em que eles terminem durante esses dois dias). Para beber, apenas suco de frutas sem açúcar. Diminua o óleo e aumente o sabor dos pratos usando temperos naturais no preparo.
É importante que todo esse processo ocorra sem cobranças. Deixe que ela coma em paz. Não desperdice os momentos que vocês passam juntas criando atritos sobre o assunto. Você perderá um tempo precioso de convivência e ela crescerá achando que comida e conflito são sinônimos. Só uma criança bem resolvida se empenha em colaborar. Essa mudança não ocorrerá se ela estiver ansiosa, carente ou vivendo em uma família desestruturada. Nesses casos, a probabilidade de compensar os problema comendo é grande. Por fim, é preciso dar o exemplo. A família inteira tem que adotar o mesmo cardápio. Não adianta quem faz o prato sentar à mesa e comer algo diferente do que foi servido à criança. O risco de todo o esforço se perder será enorme.

Finalizando para recomeçar

Alimentação Infantil: Mocinhos ou vilões?

Quando os hábitos alimentares da casa são investigados, muitas vezes vê-se que o resultado só poderia ser a obesidade infantil. Faltam verduras e legumes na mesa e horários fixos para as refeições. Sobra espaço para frituras e doces, dizem os médicos. Levantamento da Secretaria de Saúde do Estado, constatou que, das 35.173 crianças avaliadas, com idades entre 2 a 5 anos, 54,6% apresentaram alimentação inadequada. No lugar das frutas, leites, feijão, arroz, carnes, verduras e legumes as crianças recebiam complementos lácteos, ex: Refrigerantes, bolacha recheada, salgadinhos, batata frita.
Você já sabe, mas não custa alertar novamente: O que você compra e coloca na mesa que determinará se seu filho terá de brigar com a balança ou não.

Mocinhos ou vilões?
O sal, o açúcar e a gordura são essenciais ao desenvolvimento de seu filho, mas, na medida errada, podem trazer problemas de saúde
Sal
Benefícios:
*      O sódio é o principal componente do sal de cozinha.
*      Regular a atividade de água e sais, participando da contração muscular.
*      O sal também é importante para a transmissão de impulsos nervosos.
Malefícios:
*      O sódio é ingrediente de vários produtos industrializados, como salgadinhos, e serve como conservante.
*      O consumo excessivo pode causar edemas.
*      Problema de disfunção renal.
*      hipertensão infantil.
*      A recomendação para adultos é de 6 gramas de sal por dia, ou uma colher de chá. Hoje, beira 12 gramas. Crianças devem ingerir ainda menos.
Gorduras:
Benefícios:
*      Fazem bem no caso de bebês, a gordura encontrada no leite materno é usada na formação do sistema nervoso central.
Malefícios:
*      Obesidade infantil.
*      As gorduras saturadas aumentam o LDL, o colesterol ruim.  e elevam as calorias dos alimentos: bolacha recheada, sorvete, batata frita.
Açúcar
Benefícios:
*      O açúcar contribui com o fornecimento de energia para o organismo.
*      Os médicos incentivam o consumo positivo do açúcar, ou seja, daqueles que já estão presentes nos alimentos, como frutas, milho, arroz.
Malefícios:
*      O aumento de peso
*      Cáries dentárias.
*      Diabetes
*      Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor, o que se sabe é que o adoçante pode provocar cáries e, se o número de doses diárias for alto, desencadear diarréia ou alergia.

O cronograma da alimentação da sua filha: O que ele deve comer?
Este raramente:
Alimentos pobres em nutrientes e riquíssimos em calorias, açúcar e gorduras. Exemplos: Refrigerantes, Hambúrguer, bolacha recheada, salgadinhos, batata frita, bala.
Estes, uma vez por semana:
Em pouca quantidade não fazem mal, mas o consumo deve ser controlado. Exemplos: Doce de leite, chocolate, brigadeiro, pizza, pipoca, queijo, maçarão instantâneo.
Estes, de três a quatro vezes por semana:
A preocupação aqui não é apenas com a frequência da alimentação, mas com a quantidade ingerida. Exemplos: bolo, ovo, iogurte, cereal, todinho, picolé, frutas, biscoito de maisena.
Estes, todos os dias:
Este reúne os alimentos que servem como base da dieta balanceada. Exemplo: frutas, leites, pão,  feijão, arroz, carnes, verduras e legumes

Pense com o Edu! – Crie Hábitos saudáveis, não restrições alimentares!

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Aguardamos sua participação. Um abraço fraterno a todos do amigo Eduardo Campos


¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Zuleika salles cozzi halpern /Danielle Braga Chelini Pereira, coordenadora de ensino do Centro Tecnológico/ Instituto de Laticínios Cândido Tostes.
³ Fonte imagem :http://imguol.com/c/entretenimento/2013/12/05/atitudes-que-deseducam-os-filhos
Livro de Referência: Manual da Sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia e secretária geral da associação brasileira para o estudo da obsesidade (www.abeso.org.br).


Written by Eduardo Campos all rights reserved.

13 comentários:

Fátima disse...

Incrível com me encachei e vivo na pele todas as coisa citadas acima, valeu pela dica! Vou imprimir esse texto e levar pra minha mãe ver! Eduardo Já que você escreve tão bem (tenho acompanhado teus textos aqui no blog e também os comentários que são feitos, sempre com muito elogio e carinho) gostaria de pedir uma ajuda também! Bem que você poderia escrever de forma didática e simples sobre como disciplinar sem bater? O que achas?

Eduardo disse...

Bom dia Fátima! Obrigado por acompanhar os textos aqui no blog e pelo elogio sincero! Seu pedido é uma ordem rs! Vou escrever um texto sobre disciplinar sem bater. É só aguardar ok!

Anônimo disse...

Hum, esse tema eu quero ler também rs. Parabéns por compartilhar e assunto e sua resposta aqui no blog, são informações importantíssima para saúde da família! Parabéns pelo texto simples e muito didático! VALEU!

Maria disse...

Eduardo Lendo uma pesquisa sobre alimentação infantil os especialista orientam que para começar tudo direitinho, é preciso comer à mesa acompanhando a criança!

Cristina disse...

Infelizmente estou fazendo errado, na minha casa é diferente todos os dias. Enquanto eu e meu esposo almoçamos à mesa, o meu filhos vê TV e almoça com a babá. Eduardo se ele fica com a gente, não comemos direito... Detalhe, sei que está errado, mas no corre-corre da vida é assim que acontece.

Eduardo disse...

Cristina bom dia! Muito pertinente seu comentário “detalhes importantes’', com você diz. São esses detalhes a base da formação dos hábitos alimentares, se você acompanha seu filho na hora da refeição, por exemplo, além de ver como ele está se comportando e quais alimentos ingere, ainda poderá ensiná-lo a comer bem, mostrando como se faz. É isso mesmo: não adianta dizer que tal alimento (ex: Brócolis ou cenoura) faz bem para a saúde e é gostoso se você não colocá-lo na boca.

Fernanda disse...

Eduardo minha amiga me contou uma história que seria engraçada, mas que não serve aqui como exemplo, apenas divulgando para contextualizar a sua resposta no comentário acima. “Ela não gosta de verduras. Então, não compra. Quando foi almoçar na casa da sogra, sua filha se surpreendeu ao ver a avó comendo alimentos 'verdes'. A mãe conta que a menina disse: 'Vó, não come isso não, é grama. Isso é comida de coelho. Você vai ficar com dor de barriga.' A postura da filha reflete os hábitos alimentares da família”.

Eduardo disse...

Obrigado Fernanda! Lendo seu comentário, já fui pensando numa dica, rs! Seria, ou melhor, é importante manter certos “rituais”, como preparar os alimentos juntos ou colocar a mesa direito, para estimular os bons hábitos alimentares. 'Se a criança participa dessas atividades, fica mais predisposta a comer o que é oferecido. Assim, se seu filho não aceita verduras de jeito nenhum, tente fazer com que ele acompanhe o preparo da salada e, muito provavelmente, não reclamará de comer aquilo que ele mesmo fez.

Carmem disse...

A hora da refeição em casa parece uma novela. Minha filha mais velha foge e serra os dentes pra não comer. A mais nova chora entre uma colherada e outra. E, no meio desse fogo cruzado, tento acalmar os ânimos para não brigar e conseguir ter refeições em paz, como deveria ser sempre...

Eduardo disse...

Parabéns Carmem pelo seu comentário e claro pela paciência que você vivencia na hora da sua refeição... É claro que a hora da refeição não pode se tornar um momento de briga constante, mas persistência é fundamental. Fazer com que suas filhas se acostumem a novos sabores é uma tarefa que leva semanas. “'Quando for dar um novo alimento, apresente-o em pequenas quantidades e repetidamente, para a criança poder se acostumar com o gosto”, 'Boa parte dos adultos, por exemplo, não gosta de tipos de comidas de cara. Eles se acostumam aos poucos, e é assim que acontece com os pequenos.' Ou seja, se sua filha reclamar da abobrinha na primeira vez, espere alguns dias e ofereça de novo. Tente também novas formas de preparo do alimento. Na quinta vez, ele reclamará menos.

Carmem disse...

Obrigado pelas dicas Eduardo, você poderia montar um manual de etiquetas para os pequenos, suas orientações são perfeitas. Abraços

Eduardo disse...

Obrigado pela dica Carmem! Seu pedido é uma ordem rs! Vou pensar nessas etiquetas! Rs. É só aguarda ok!

Eliana Peixoto disse...

Edu, Como todos os outros textos seu, esse também não foge da excelência. Desenvolver bons hábitos alimentares é sem sombra de dúvidas uma tarefa importante e desafiadora da família. Desde pequena a criança precisa se "educada" para isso. E seu texto trás perfeitamente as orientações para este sucesso. Destaco também como você já sinalizou em alguns comentários, a necessidade de se fazer as refeições em família e à mesa.Precisa que a criança se habitue a um horário marcado para as refeições e que seja feita com sua família. Lembrando sempre que somos aquilo que comemos... Seu texto deixa a dica, mas fica também esse grande desafio para a família de hoje. Parabéns Edu pela valiosa contribuição que nos oferece pelo seu blog.