sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ervas Daninhas do AMOR


Indiferença – Desonestidade – Mentira – desprezo

Cada um de nós gostaria que toda pessoa importante para si fosse honesta. Desde modo, as parcerias seriam melhores, pois confiaríamos nos parceiros com mais tranquilidade e nos sentiríamos mais seguros. Na realidade, infelizmente, não conseguimos tornar um parceiro mais honesto do que ele decide ser.
FREDERIC LUSKIN

As pessoas, freqüentemente, têm a ideia de que o amor vai resistir a tudo. Acreditam que o parceiro sempre vai entender, aceitar e perdoar atitudes de desrespeito ou outras que poderiam abalar o amor.
Será que o amor resiste a tudo? O que um amor a dois pode aguentar?
Muitas vezes o amor é lindo e grande, mas é submetido a uma carga maior do que as gratificações da relação. O amor pode suportar conflitos familiares, pessoais, ciúme, doenças, falta de dinheiro, crises de ansiedade... Mas não pode suportar a indiferença, a desonestidade afetiva, a mentira sentimental e o desprezo.
Não adianta nada você dizer a alguém "Eu te amo" simplesmente por dizer, sem esta amando de fato. É desgastante para o amor quando você, por exemplo, entra numa relação sexual sem vontade, apenas para agradar ao parceiro ou para cumprir uma obrigação. Essa desonestidade em relação a si próprio só vai gerar mais confusão. A pessoa fica sem entender o que se passa, porque o que ela ouve de você não corresponde à verdade interna que você, de alguma forma, manifesta através de pequenos gestos denunciadores.
Se você tem por habito pensar que, se seu par o ama, vai entendê-lo mesmo que você não expresse o que está sentindo, engano seu. Ele poderá concluir, a partir de seu silêncio, que você não confia mais nele ou que não ama mais. Como todas essas manobras ocorrem apenas no nível de pensamento, sem comunicação direta, a conseqüência poderá ser o afastamento um do outro, sem que nenhum dos dois saiba exatamente o que está acontecendo e tenha uma possibilidade de ajuda.
Pode ocorrer que, em seus momentos maus, você descarregue a ansiedade ou a raiva no seu par, na ilusão de que quem ama tem de aguentar tudo. É claro que você pode desabafar, desde que deixe bem claro que ela nada tem a ver com a pessoa que esta junto de você. Peça apenas os ouvidos emprestados e diga que é a confiança que o leva a esse desabafo.
Para refletir
Se você chega em casa — depois de um dia exaustivo e tenso de trabalho, quando as coisas não correram bem — e está a ponto de explodir, declare isso o mais rápido que puder, dizendo algo do tipo: "Não estou nada bem. Meu dia foi horrível. A minha irritação não tem nada a ver com você". Ou: "Preciso que você me escute; sinto necessidade de desabafar com alguém em quem confio. Estou muito chateado pelas coisas que aconteceram hoje..." Se você se trancar no mutismo e na irritação, o mais provável é que qualquer fato que aconteça, por mais irrelevante que seja, o leve a despejar seu mau humor na companheira e a canalizar toda essa energia contra ela, que, sem saber o motivo de tanta agressividade, poderá imaginar que há algo de errado entre ambos. E cabe a quem está tranqüilo, sentindo-se bem, aceitar que o amado esteja atravessando maus momentos e ajudá-lo a ficar bem.
Por outro lado, mesmo que o outro não diga nada, o parceiro que percebe alguma mudança de um dia para o outro pode fazer uma pergunta como: "Vejo que algo erra do aconteceu. Posso ajudar? Quer contar o que se passou?"
Finalizando para recomeçar
O importante é que ambos entendam que no amor, como em tudo, há um limite, O avião não pode levantar voo se o limite de peso da carga for ultrapassado. Um elevador não pode ser operado com um número excessivo de pessoas em seu interior. A terra tem seu limite para suportar a seca, a chuva ou o desmatamento. Para tudo existe um limite de resistência e, quando se exige demais, o risco de rompimento é grande.
Casais que vivem permanentemente em crise em geral estruturam suas relações de tal forma que o peso das desqualificações é maior do que a capacidade das pessoas de sentir-se amadas. Na verdade, não é o amor que é limitado; o limite está nas pessoas.

¹ Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
Contato: edu.com28@yahoo.com.br
³ Fonte imagem :http://www.pop4.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ervas
Referência:

Written by Eduardo Campos all rights reserved.

4 comentários:

Anônimo disse...

Já me desiludi e me decepcionei muito... Mas acabei aprendendo que só nos decepcionamos quando colocamos expectativas em cima dos outros... E isso não é bom. Hoje lido um pouco melhor com isso... Mas claro, ainda ocorrem alguns deslizes... rs Mas vamos aprendendo!!rs Adorei o texto!!!!

Anônimo disse...

Nossssaaaa Amigo um excelente texto para refletirmos. Por isso é tão importante praticarmos o desapego, assim as expectativas em torno dos outros diminui e as decepções também. Fácil não é. Mas muito necessário. Estou aprendendo muito com teus textos. Beijos e uma linda noite Edu!!

Anônimo disse...

Gostei de lê-lo!

Eliana disse...

Oi Edu como sempre um texto de excelência. Com toda certeza estas ervas daninhas infiltradas na relação só tendem a destruí-la. É muito importante iniciar uma relação criando o hábito da transparência, diálogo, respeito, perdão... Se a relação, o amor for construído nesta base vivenciando o processo de cada etapa, as ervas daninhas jamais sufocarão o amor. "Trigo e joio" sempre estarão presentes nas relações, mas cabe aos parceiros escolher quais dos dois querem alimentar, querem dar força. Tenho aprendido muito com seus textos. Parabéns!