sexta-feira, 22 de maio de 2015

Observando a casa do vizinho


 A pequena formiga olhava para as alturas para enxerga a enorme elefanta com que conversava, lamentando-se: - Ah! Minha amiga. Como gostaria de ter esse seu tamanho! Pequeninas como somos, as formigas são agredidas a todo instante. A chuva ou alguma pessoa maldosa inundam a nossa casa de água, causando a morte de muitas de nós.
Tenho que carregar objetos que são muitas vezes mais pesados do que o meu próprio corpo. Se vou ao jardim apanhar uma folha ou outra para o meu sustento, sou logo caçada e liquidada. Como é dura a minha vida e como deve ser fácil a sua, com todo esse tamanho e força que impõem tanto respeito!
A elefanta, que com paciência ouvia a pequena formiga, observou:
- A vida é assim mesmo, amiga formiga! Sempre achamos que os outros não têm problemas como nossos. Veja bem: enquanto você se alimenta com uma casquinha de pão que cai da mesa dos homens, eu preciso de quilos de alimento para conseguir alimentar este corpo enorme. Se você, amiga formiga, machuca a sua pequena pata, o seu ferimento não dói tanto quanto dói minha ferida, porque, sendo o seu peso muito leve, não força o lugar machucado. Imagine minha pata ferida tendo que sustentar o peso deste meu imenso corpo!
A formiguinha, convencida diante daqueles argumentos, respondeu: - É... Não tinha pensado nisso tudo não, amiga elefanta. Cada um com seus problemas, não é mesmo?

Para refletir
Pois é, amigo leitor, com o ser humano se passa o mesmo, observando a casa do vizinho, mas sem morar dentro dela para conhecer os problemas que por lá devem existir, julgando ser a vida do outro um mar de rosas. Deus nos colocou no lugar mais certo, ao lado das pessoas de quem mais necessitamos, na profissão mais adequada, com a situação financeira mais justa.
Tudo isso se transforma em preciosas lições para nosso crescimento espiritual. Quando contemplamos a vida alheia de longe, não fazemos ideia dos obstáculos que estejam sendo enfrentados e cobiçamos a situação dos nossos semelhantes. Sempre a cruz dos outros é mais leve do que a nossa porque não somos nós que a carregamos. Contudo, se nos fosse transferida para os ombros, passaríamos a reclamar da mesma maneira.
Muitas vezes, porém, no outro lar existe o jovem às voltas com as drogas; existe o marido adúltero ou envolvido com o álcool; existe a filha rebelde que vive em más companhias até chega a gravidez extremamente problemática; existe alguém com enfermidade que impõe longo tratamento  e dura preocupação; no lar alheio pode estar a mãe que possui o filho presidiário; uma família em desagregação e por aí afora.
Não cobice a cruz alheia, porque, a que trazemos nos ombros possui exatamente o peso que somos capazes de suportar, por mais improvável que isso possa parecer.
Os problemas que nos chegam sob a determinação e com o consentimento da Providencia divina nunca erram de endereço e trazem lições que necessitam ser decifradas para que possamos crescer para o criador.
Na verdade, o que queremos é não ter dificuldades, é não ter nada que nos incomode. Não desejamos a visita importuna da dor. Penso que o grande problema é que não nos comportamos de modo que isso seja possível, seguindo as orientações deixadas por Jesus há tantos séculos!

¹ Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
Contato: edu.com28@yahoo.com.br
² Fonte texto : Ricardo Orestes Forni
³ Fonte imagem : http://3.bp.blogspot.com/-nqEb7JeWiOI/Ukc81d03uTI/AAAAAAAALiU.jpg
Written by Eduardo Campos all rights reserved.





3 comentários:

Anônimo disse...

É muito bom te ter de voltar aqui no blog Eduardo! Aqui encontro palavras de sabedoria em seus texto!

Anônimo disse...

Meu amigo! Falou tudo com esse texto inteligente! Realmente temos que ser a gente mesmo e não viver querendo ser quem não somos.

Anônimo disse...

Que pôster MARAVILHOSO, cheio de ensinamentos sábios Edu!!! Maravilhosoooooo como sempre, Feliz em ler você Eduardo!