quarta-feira, 6 de maio de 2015

PALESTRA RECONHECENDO A TRISTEZA E A ANGUSTIA NO AMBIENTE RELIGIOSO


Neste espaço, estou disponibilizando algumas das Palestras que fiz ao longo dos anos em diversos ambientes de saúde, educativo e religioso. A intenção é que possamos usar, divulgar, enfim, que seja útil. Gostaria de dividir com vocês alguns trechos...


“Eu tenho a impressão de quando entramos em uma religião fazemos uma suspensão das nossas virtudes e vicissitudes. Passamos a serem pessoas neutras porque ficamos com certo constrangimento em disse, por exemplo, que sentimos raiva, que sentimos inveja, que sentimos ciúme... Então parece que pegamos isso tudo e deixamos assim olhe no cantinho ali e vivemos com um novo ser... Ai falamos de amor, falamos de caridade, temos ate um tom de voz que cativa... Agora você não sabe aquilo que você escondeu ali dentro. Ai meus amigos é que começam a surgi os problemas porque é nesse instante que nós entramos no conflito...”
“Ai é que entra o choque porque não nos transformamos esses sentimentos (raiva, inveja, ciúme) e já queremos assimilar esses (amor e caridade) não transformamos esse porque fingirmos que não temos e fingirmos que somos bons e caridosos, generosos, os bonzinhos... Esquecemo-nos de um detalhe: nem Jesus se deixou ser chamado de bom. O senhor tu és bom? Não! O meu pai que estais no céu... Então nesse choque surge a tristeza porque nos sabemos que não somos ainda esse “ser novo” os bonzinhos... Nós somos assim “...

“Acredito que o primeiro momento é assumir a nossa individualidade não quer dizer assumir para ninguém não, assumir para nós próprios... E registrar o que precisamos mudar, e registrar levantando que precisamos trabalhar para transformar isso é construção... Essa é a proposta real do crescimento enquanto pessoa, não é de esta em determinado contexto religioso conduzindo trabalhos fazendo isso fazendo aquilo. A maior importância é esta: o trabalho aqui dentro do coração”.
“Muito de nós gostamos de sofre, porque nós gostamos de ser os coitadinhos, porque achamos que as pessoas vão socorre, nós gostamos da chantagem emocional dos coitaduzinhos, gostamos sim, infelizmente nós disputamos sofrimento, queres um exemplo? Quando vamos ao medico para uma consulta, podemos obervar ali na antessala o corredor a disputa de sofrimento sabe, é ali... Nas coisas sutis, ai você vai ver...
A criatura vira e diz assim: - eu estou com uma dor nas costas!      
- você tem tomado remédio? Sim pior é que só passa quando eu tomo remédio...
- você que é feliz... Porque eu tenho uma dor nas costas que não passa nem com uso de remédio, já tomei tudo é dia e noite essa dorrrrrrrrrrrrrrr me acompanhando... e uma terceira entra na conversa e fala assim: Mas olhe! E a minha dor começa por aqui  ela desce pelo lado direito, quando ela chega bem aqui ela pula para o pé esquerdo e sobe e cada um vai falando da dor maior... Nós gostamos disso. Então o que acontece? Ficamos remoendo... Ficamos gerando sofrimento daquilo”...

“Nós buscamos o bem, mas o mal ainda nos fixa”. Vocês vejam, quem é que não quer que depois uma vilã ou um vilão de uma novela no final pague que sofra que morra?... Agente fica... Bem feito! Isso é pouco. É ai que agente percebe a manifestações nessas horas ou momento de “descontração” o que vai dentro de nós... E isto é exatamente o tentar reconhecer o que somos e tira aquilo dali, aquilo que colocamos ali atrás, daqueles sentimentos que queremos ignora, mas que verdade eles precisam ser visto de frente, combatidos de um a um...

“Meus amigos ser verdadeiro se paga um ônus, mas bendito de quem seja! o que não quer dizer ser grosseiro, porque a pessoas que dizem: Olha quero dizer isso, isso, isso, porque eu sou assim, o que eu penso eu digo na cara, não mando dizer! Você pode pensar e dizer o que você pensa sem ser mau educado ou ate mesmo grosseiro  não cabe a ninguém aceita a sua falta de educação ou suas grosserias”...

“Então não nos damos conta que a tal fé racionada só funciona pela figura de retórica do discurso mas na nossa pratica não visibilizamos...”


10 comentários:

Anônimo disse...

Deu até um medo de pensar nisso... Mas eu vou encarar! Edu você tem me ajudado muito com esses textos. Beijos adorei muito!!

Oto disse...

Oi Edu, parabéns por sua palestra e dividir sua experiência conosco e compartilhando! Abraço!

Eva disse...

otimo !!!!!tenho muito que aprender contigo ....pensei que ja sabia tudo ..mas na verdade ...não sei nada !!!! parabens ....adorei

Fernanda disse...

Eva, você me fez rir com seu comentário... porque eu também pensava que sabia tudo, rsrs Mas é por aí, lendo um blog como esse, e caminhando aos poucos que as coisas começam a mudar. Obrigada Eduardo. Abração!!

Anônimo disse...

Muito bom Eduardo, foi um tapa na minha cara, mesmo tendo consciência é difícil de encarar e passar a viver assim, mas é vendo estes seus textos e palestras que vamos nos conscientizando e procurando melhorar para nosso bem e de quem nos cerca. Grande beijo para você

Anônimo disse...

Sim, é exatamente isso que acontece, não damos bola, escondemos esses sentimentos dentro da gente. Mas quase sempre chega o dia que a nossa ficha cai e a gente dá um basta. Muito boa tuas observações!

Anônimo disse...

Muito legal tua palestra. Acho que tem muitas pessoas que deveriam assisti-la, ajudaria muito. Posso compartilhar teu link?

Anônimo disse...

Eduardo você já se imaginou num lar, num grupo da igreja ou no ambiente de trabalho, onde você queira, a todo custo, estar com a razão ou ser o centro das atenções, querer ser o melhor, ou querer ser o certinho(a)? Você já percebeu que isso tudo quase mata você? Você dispende de uma energia enorme para manter-se com a razão. Conseguir admitir que o outro também é bom, que você pode errar sim e que não precisa estar com a razão o tempo todo é uma boa forma de economizar energias, ter mais paz e em consequência ser mais saudável e feliz.

Lillian Costa disse...

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis, e vc certamente é uma delas. Seus textos são de uma riqueza imensa. Parabéns!!!

Neide Magalhães disse...

Participo intensamente da igreja e una pura hipocrisia detesto