Recadinhos da Família Moderna! Esses Constroem.


            O despertador anunciou que um novo dia estava começando. No rádio as manchetes do dia. Os mesmos congestionamentos, a repetição das notícias trágicas do dia anterior.
Enquanto se preparava para um novo dia de trabalho, o “Pra você da o nome” ouvia pelo celular os índices econômicos e a previsão do tempo.
Tomou um café rápido e se dirigiu para o automóvel. A família também o seguiu de forma automática, em silêncio. Palavras são perda de tempo e atrapalham, quando se está com a mente ocupada.
Durante todo o percurso, o “homem” ou a “mulher” insiste em manter o celular ao lado, ainda que seja proibido o uso enquanto dirige. Afinal, ele irá tocar ao menos uma vez durante o trajeto, e, com certeza, será uma ligação de negócios.
Chega ao colégio e seus dois filhos adolescentes saem do carro. Ele segue para deixar a esposa em seu local de trabalho. Ao se despedirem, um selinho, rs! Um tchau de ambas as partes.
Chega ao trabalho e dirige-se à sua mesa, dá uma olhada nos papéis e consulta a secretária sobre a agenda do dia.
Vai ao computador para checar as mensagens recebidas e apagar a grande quantidade de e-mails indesejados. Verifica novamente algumas notícias e responde os e-mails importantes.
Resolve muitos problemas enquanto outros tantos surgem, fazendo com que não tenha tempo de almoçar em casa, com a sua família. A refeição será naquele shopping ou restaurante rápido, próximo da empresa, para ganhar tempo.
Após um dia de trabalho intenso, chega em casa à noite, cansado como sempre. Logo em seguida, o celular irá tocar mais uma vez em busca da solução de algum problema que ficou pendente.
Vai verificar os e-mails novamente. Responde alguns zap. Abri face para ver as novidades. Depois vai tomar seu banho.
Senta-se para jantar, mas tem que ser breve, afinal, já está na hora do noticiário e ele precisa saber o que se passa no mundo.
Onde está a sua família? Bem, o filho deve estar no seu quarto jogando ou navegando pela Internet. A sua filha deve estar conversando com as amigas ao telefone, ou em rede social na Internet.
E a esposa? Deve estar ao seu lado, vendo o mesmo noticiário que ele vê, mas ele nem se dá conta disso. Ele está em um outro mundo, em um mundo mais moderno, mais tecnológico. Em resumo, em um mundo frio, onde não há relacionamentos, apenas a simples troca de informações.
Mas não é só ele que está nesse mundo, é a sua família, é a sua vizinhança, o seu bairro, a sua sociedade.
Esta talvez seja a rotina de muitas famílias que, absorvidas pelas facilidades tecnológicas do Terceiro Milênio, se esquecem do aconchego do lar e da troca de ideias tão necessários à vida de relação.


Finalizando para recomeçar.

*      As facilidades do mundo moderno jamais deveriam afastar e isolar os membros da família.
*      Por mais que os recursos da tecnologia sejam úteis e necessários, eles não substituem os pais na educação dos filhos.
*      A Internet e a televisão são meios de comunicação frios, e não substituem o afeto e a atenção, o calor e a ternura que um abraço pode oferecer.
*      O mundo moderno veio para facilitar as nossas vidas e não para nos conduzir.
*      Afinal, nós somos o piloto ou o avião? O motorista ou o carro? O timoneiro ou o barco?
*      A modernidade é complexa mas não supera o ser humano que a criou.
*      Através de um simples botão conseguimos desligar a televisão, o telefone celular, o computador. E isso é saudável, desde que o façamos para nos ligar à família, aos amigos, à vida, enfim.

Importante que usemos o bom senso e sigamos no rumo da felicidade tão sonhada, contando sempre com as facilidades da vida moderna, mas sem nos deixar conduzir por ela.

         
¹ Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
Contato: edu.com28@yahoo.com.br
² Fonte texto : Autor desconhecido, adaptado por Eduardo Campos
³ Fonte imagem : http://veja.abril.com.br/051207/imagens/medicina4.jpg
Referência: Redação do Momento Espírita. Em 04.05.2009.
Written by Eduardo Campos all rights reserved.


Comentários

Luiza disse…
Excelente momento de reflexão! Você sabe partilhar bons e sábios textos, Eduardo! Isso é sabedoria de vida. É saber somar realmente! Obrigada! Beijo grande e excelente semana pra vc!
Anônimo disse…
Mais uma vez, Eduardo, excelentes escolhas de texto e imagem! Esta é uma pergunta que nos deveríamos fazer todos os dias. Obrigado, boa semana.
Victoria disse…
Um belo texto para acordar para a vida mais vivida. Não é por acaso que aqui estamos e cumpre ser e estar em sintonia com os semelhantes e toda a natureza, fazer de cada dia uma reinvenção da arte de amar e cooperar. A vida nos pede esta interação principalmente com quem convivemos, esta soma de um mais um sendo mais que dois. Boa partilha amigo.
Anônimo disse…
É meu amigo reconhecer que a vaidade, a cobiça , a ambição, o orgulho e a luxúria exacerbada é uma doença do espírito é muito difícil... Mas acredito que esse é o primeiro passo para a mudança. Reconhecer e aceitar que estamos vivendo assim...
Maria Clara disse…
Palavras sábias e inspiradoras nesse texto. A vida moderna é mesmo um barco que tenta sobreviver às intempéries, ondulação forte e tempestades. Se partilharmos os remos uns com os outros, a vida fica mais fácil e bonita e o mar mais calmo e sereno. Carinhoso abraço de muita paz e luz.
Ailton disse…
Só a imagem já sinaliza tudo, agora o seu texto contextualizou muito bem a vida moderna...
Barbara disse…
Oi, Edu... é verdade...as vezes só valorizamos quando perdemos...passamos horas a fio a imaginar uma vida diferente para nós sem pensar que tudo que amamos já está ao nosso dispor e é só uma questão de logística (rs)
Viviane disse…
Excelente texto Edu! Parabéns!
Anônimo disse…
Perfeito o poste! Não desperdice o seu talento em coisas fúteis, uma grande verdade a que poucas vezes ligamos e ficamos agarrados a banalidades. Um abraço.
Claudio disse…
Que maravilhosa reflexão amigo. Como o mundo seria melhor se todos seguissem esses preciosos ensinamentos. Mas na sociedade atual em que tudo é uma grande competição, o eu passa a ser mais valorizado e tantas vezes esquecemos de olhar à nossa volta. Um abraço com amizade.