domingo, 3 de maio de 2015

Uma inclusão diferente




Certa feita uma senhora, mãe de família, morreu. O marido, alcoolista irresponsável, não cuidava dos filhos. Passavam até fome!
Compadecida daquela situação, piedosa mulher resolveu ajudar. 
Com autorização paterna, levou o menino mais débil e doente para sua casa.
Mirradinho e sofrido, a vida parecia apaga-se nele. Sombrias perspectivas... A mãe adotiva era viúva, não tinhas recursos era inculta, mistura precária para a heroica empreitada de salvar a sofrida criança.
Entretanto, possuía o mais importante – amor e energia suficientes para superar qualquer limitação. Em pouco tempo ocorreu o milagre: o menino literalmente começou a desabrochar, corpo e espirito sustentados pelo carinho daquele meigo coração de mulher.
Mais ainda havia uma dificuldade. Algo atrapalhava seu crescimento como ser humano. Algo o perturbava.
É que por ser um estranho e muito tímido, as crianças da redondeza poucas atenções lhe davam. Pior – zombavam dele!
Um dia sua mãe adotiva encontrou a garotada brincando, enquanto o filho, discriminado, choramingava no canto.
Recomendou-lhe que fosse para casa. Em seguida, falou com as crianças:
- Neste exato momento está sendo decidido se meu menino será alguém ou não. 
          Estou fazendo tudo por ele. Mas, cada vez que consigo empurrá-lo um bocadinho pra frente, vocês o mandam de volta!
Não querem que ele viva?! Que cresça, que seja forte e feliz?!
A criançada a olhava, aturdida. Jamais alguém lhes falara assim! Um dos garotos perguntou-lhe o que queria que fizessem.
- Conversem com ele! Brinquem! Não o deixem de lado! Por favor me ajudem-me! Comenta Whitman que nunca esqueceu o episódio. 

Para refletir
É meus amigos acredito que todos possuímos o poder de edificar ou destruir as pessoas com as quais mantemos contato. Influenciamo-nos uns aos outros, como o sol ou a geada sobre um campo verde.
Isso ocorre o tempo todo, permanentemente. Fazemos muito mal quando esquecemos que é preciso afinar nosso sentimentos, pensamentos e ações pelo diapasão do Evangelho de Jesus, sempre prontos a ajudar todos, sem discriminar ninguém.

¹ Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
Contato: edu.com28@yahoo.com.br
² Fonte imagem : palestra relações de afeto Ou “me gustas tu” por Eduardo Campos
³ Referência:  Richard Simonetti . O Homem de Bem. São Paulo: CEAC: 1923 / 2014
Written by Eduardo Campos all rights reserved.



10 comentários:

Anônimo disse...

Achei superinteressante este texto, principalmente, porque ele traz uma experiência, e são estas que nos dão vontade de interagir com a causa da inclusão. Sou deficiência Aditiva e descobri, não por acaso, mas num momento em que estava precisando me livrar do estigma do preconceito e dou graças a Deus por isso. Parabéns!!!!

Eliema disse...

Olá, adorei essa historia, pois tenho sofrido muito. Minha filha tem um atraso cognitivo e tem passado maus bocados nas escolas que frequenta, por causa do preconceito. Isso não só de colegas mais de profissionais que a tratam como um ser vegetativo ou demente. Ela tem limitações mais é muito inteligente, só que é olhada com diferença e tratada tbm. Ela é uma criança sem malicia acha todo mundo bom...

Rosangela disse...

O que li mexeu muito comigo. Sou professora numa escola que tem um menino com DM, acompanhada de baixa visão e audição. Minha colega ficou apavorada com o estado do aluno . Porém notei que não é agressivo .è meigo . Pede insistentemente para ficar passeando là fora , Acostumaram -o a não incomodar a professora . Aos colegas não porque nem perceberam a diferença. A professora pediu uma ajudante porque não pode ficar com ele sozinho. Depois que deliciei dessa leitura, pergunto= me :o que fazer para ajudar o Pedro. Pedro está integrado e não incluso . Como senti dó de todos dá escola... beijos

Anônimo disse...

Olá tudo bem? Li sua historia e confesso que me tocou muito muito, linda e sensível demais.

Eliana disse...

Eduardo costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro. Linda sua historia sobre inclusão.

Anônimo disse...

As informações deste blog são de suma importância, e me auxiliaram para uma melhor compreensão de vida, em relação a historia que você contou me ajudou a entender o processo de inclusão. Parabéns pelo seu trabalho Eduardo.

Anônimo disse...

Linda essa historia Edu, e todos esses depoimentos foram de muita serventia para meu filho de 8 anos, pois ele tem um trabalho escolar sobre inclusão e com isso ele aprende também que jamais pode tratar um deficiente com desigualdade.

Anônimo disse...

A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos.

Leticia disse...

Olha este texto veio em boa hora. Estou justamente fazendo um trabalho sobre este assunto, e precisava de um uma mensagem para iniciar minha palestra. Agradeço primeiramente a deus por ter colocado você com este artigo na frente da tela do meu computador. Depois a você muito obrigada, que deus te abençoe bastante e continue multiplicando esta sua inteligência. Beijos e abraços.

Jacqueline Costa disse...

Parabéns pela reflexão. .
Nos faz repensar muitas vezes nossas atitudes...