sábado, 2 de maio de 2015

Amor sem apego, sem contenção.


"Dos 20 aos 30 anos, ensina-se o que não sabe. Dos 30 aos 40, o que sabe. E, dos 40 em diante, ensina-se o que deve". É esse o justo momento de identificar e fazer uso de todas as virtudes anteriormente lapidadas. (Mário Sérgio Cortella)

Ao longo desta semana, observei uma imagem no face que dizia assim “ SE NÃO DER SOSSEGO NÃO É AMOR, É APEGO”. Depois que li vieram então algumas lembranças, diferentes eventos, diferentes acontecimentos…
Não é novidade nenhuma afirmar que um dos problemas mais graves e recorrentes em qualquer relacionamento é o do dialogo.
Comunicar-se com a pessoa amada não inclui somente falar, seja sobre o que pensa, sente ou quer, como a maioria acredita. Inclui especialmente e acima de tudo, ouvi-la. Mas não ouvir somente com os ouvidos, somente as palavras que estão sendo ditas, somente o que é conveniente. Para que um dialogo realmente seja construtivo, ou seja, sirva para o nosso amadurecimento, resolver pendências, amenizar crises e solidificar o amor, seus interlocutores devem ouvir com todo seu ser, incluindo sensibilidade, flexibilidade, intuição e a firme decisão de – por mais difícil que seja – compreender e respeitar o que o outro está pensando,sinalizando,sentindo ou querendo!
Recordo-me nesse momento da leitura que fiz do livro O profeta, do autor Kalil Gibran, que aborda questões sobre o relacionamento com grande sabedoria.
Vou comentar algumas citações a fim de retirar delas ensinamentos úteis.
Referindo-se ao casal, diz Gibran: Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.
Desconhecendo ou ignorando esta importante orientação, muitos casais transformam o amor em verdadeiras cadeias para ambas as partes.
O amor deve ser espontâneo. Não pode ser motivo de brigas e exigências descabidas.
O amor compreende. Não deve se constituir em grilhões que prendem e infelicitam.
Por vezes, em nome do amor, nós queremos que nosso companheiro ou companheira faça somente o que desejamos.
Só fale com quem e quando permitimos. Só pode usar as roupas que aprovamos. Só sai se for em nossa companhia e não pode violar as regras estabelecidas pelo nosso egoísmo, para evitar brigas.
Isso não é amor, é prisão.
Amar sem escravizar, eis o grande desafio.
E o profeta orienta: Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho.
É importante compartilhar, mas saber respeitar a individualidade um do outro, sem ser invasivo.
Há pessoas que, se pudessem, controlariam até mesmo o pensamento do seu par, a ponto de torná-lo a sua própria sombra.
Isso não é amor, é extremado desejo de posse.
Obrigação não combina com sentimentos positivo, liberdade sim, está associada a sentimento positivo.
Mais uma vez Kalil Gibran aconselha: Vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia, pois as colunas do templo erguem-se separadamente, e o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.
Grandes ensinamentos podemos retirar daí, pois a comparação é perfeita.
Viver juntos, mas cada um respeitar o espaço do outro.
O lar é um templo que deve ser sustentado por duas colunas e não apenas uma atrapalhando. Cada uma na sua posição para que realmente haja apoio.
O verdadeiro amor é aquele que compreende, perdoa, renuncia.
Em nome do amor devemos estender a mão para oferecer apoio e não para contenção.
Quem ama propicia segurança, confiança e afeto.

¹ Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
Contato: edu.com28@yahoo.com.br
² Fonte imagem : https://pt-br.facebook.com/
³ Referência:  GIBRAN, Kalil. O profeta. São Paulo: Ediouro: 1923 / 2002
Written by Eduardo Campos all rights reserved.


6 comentários:

Anônimo disse...

Ah! que delicia de mensagem e que sejamos assim... Lindo demais! bjs e excelente semana pra ti amigo.

Anônimo disse...

Bom poder te conhecer um pouquinho mais através de seus textos. Parabéns Eduardo

Anônimo disse...

A nossa vida seria quase perfeita se soubéssemos viver dentro destes parâmetros que você escreveu Amigo...

Anônimo disse...

Amigo um excelente texto para refletirmos. Por isso é tão importante praticarmos o desapego, assim as expectativas em torno dos outros diminui e as decepções também. Fácil não é. Mas muito necessário. Estou aprendendo muito com teus textos. Beijos e um lindo dia Edu!!

Anônimo disse...

Nossa que texto maravilhoso Edu. estou amando ler seu blog, perfeito, sensível, tudo....

Anônimo disse...

Um sentimento que aprisiona não é amor, é posse, como a pessoa pode sentir-se feliz com a infelicidade do parceiro. É para refletir mesmo. .. bjuuus da sua fã n 1