segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Amizade e Diálogo entre pais e filhos!



Bons pais e mães procuram ajudar seus filhos em todos os aspectos da vida deles. É muito além de suprir as necessidades físicas, ser bons amigos ou ainda torná-los cidadãos.

Umas vezes por falta de tempo, outras por desinformação, e outras ainda por indisponibilidade. Por parte dos pais, excesso de trabalho, e por parte dos filhos, demasiado acesso à tecnologia e a atrações midiáticas, que “substituem” as atribuições paternas... Com isso reparo que alguns diálogos entre pais e filhos se transformam rapidamente em monólogos, em que há um que fala e outro que provavelmente escuta. E claro que também há situações em que os pais têm a percepção que até falam com os filhos sobre tudo, mas parece que isso não adianta a maior parte das vezes também eles sentem que não são ouvidos.
Existe claramente uma diferença entre ouvir e escutar, em que o ouvir é apenas a captação de sons enviados e processados, e o escutar já exige sensibilidade, é ter disponibilidade e entendimento da informação que está a ser processada. É ter empatia, sabermos colocar-nos no lugar do outro para o entender, é estar com o coração atento, ajudar e, sobretudo ouvi-la com atenção...
Fazer-lhe perguntas que a façam perceber o seu interesse pelo que ela está a dizer e sobre o que acontece com ela, sendo isto muito diferente de inquirir como se quiséssemos invadir a sua privacidade.
É fundamental ter disponibilidade para estar junto do filho, não quero dizer com isso que devemos passar 24 horas com ele, sinalizo que quando estiver que seja uma hora, mas que “esteja presente”, compartilhando suas emoções, aflições, dúvidas, perigos e preocupações.

Deixo aqui algumas sugestões para um diálogo saudável entre pais e filhos...

 1 - Nomear o sentimento ou a emoção (dizer como se sente perante o acontecimento) “Eu fiquei/estou triste… desiludido (a)… furioso(a)”
2. Relatar o sucedido, do seu ponto de vista... “Quando aconteceu isto… fizeste aquilo… disseste que…”
3. Propor sugestões de mudanças “Gostava que de agora em diante fosse assim… não acontecesse…”
4. Apontar benefícios da solução... “As coisas correriam melhor se…”
5. Apontar desvantagens da irresolução... “Serás castigado…Perco confiança…”

Parágrafos para refletir
Será que nós damos a importância merecida ao diálogo? Tentando responder a esta pergunta, poderíamos pensar um pouco mais sobre nossas atitudes com relação ao nosso comportamento.
Qual é nossa reação quando precisamos resolver alguma situação em uma relação de amizade, por exemplo? Será que nos expressamos de forma adequada? Será que sabemos a hora de falar e a hora de ouvir?
Em todos os tipos de relação, em todas as situações, o diálogo é o melhor caminho. Na relação pais e filhos, amigos, homem e mulher, na relação entre os familiares, por mais tensa que seja a situação, devemos sempre conversar, expor o que pensamos, sem nenhum receio, e sabendo também, ouvir o outro.
É muito importante buscarmos equilíbrio e esclarecimento, porque o que nos faz perder o controle no momento de uma conversa, são os nossos processos emocionais, nossos medos, frustrações e culpas. Quanto mais nos investirmos em nos livrarmos destes processos, mais teremos segurança para nos expressarmos de maneira assertiva, e as relações ficarão claras, resolvidas.
Quantas vezes, após uma conversa, nos pegamos pensando: “Mas eu poderia ter falado diferente…” Por que, quando estamos prestes a conversar um assunto sério com alguém, nós sabemos com antecedência o que dizer, e na hora H dá aquele “branco”? O que acontece é que no momento de uma discussão, muitas vezes o emocional toma conta da situação e perdemos o controle! Não sabemos o que dizer e a primeira reação é se defender; e acabamos nos defendendo não do outro, mas de nós mesmos.
É importante saber que é possível uma conversa amena, sem alterações, sem discussões e brigas. Procure sempre conversar com as pessoas (familiares, amigos, colegas de trabalho etc), esclarecendo os mal entendidos. Faça sua parte, mesmo que a outra pessoa não esteja tão aberta. Você se sentirá bem, independentemente da resolução da situação, porque você terá feito a sua parte: buscou o diálogo.
Muitos pais tem a ideia que dialogar é repassar informação, e muitas vezes o diálogo vira monólogo: ‘eu falo e você escuta’. 

*      No diálogo entre pais e filhos, deve existir espaço para escutar o outro, e isto exige sensibilidade e disponibilidade.
*      Um momento diário para diálogos e interação familiar podem ter diminuídas chances de tristezas.
*      Pais que se tornam amigos de seus filhos acabam criando pessoas melhores.
*      As informações que os pais querem passar para os filhos sejam efetivas, é preciso que os pais tenham conhecimento do assunto e que as atitudes deles sejam coerentes ao que está sendo passado.
*      A comunicação é indispensável, mas não se pode esquecer que aquilo que se diz tem que ser aquilo que se faz.
*      A conversa com os filhos deve sempre acontecer em um momento adequado,  jamais conversar sobre particularidades dos filhos, na presença de outras pessoas, para não expor.

Finalizando para recomeçar

A cada dia que passa, eu vejo que a única forma de deixarmos um pouco de nós em nossos filhos, não só na aparência, mas nos, princípios, valores, no modo de agir, no falar e, principalmente, no amar são através da comunicação... Ela é indispensável, mas não se pode esquecer que aquilo que se diz tem que ser aquilo que se faz. Nossas atitudes de respeito, compreensão, parceria, cumplicidade, harmonia e, principalmente, através do amor... Porque só através do exemplo e do amor é que nossos filhos vão entender tudo o que queríamos passar para eles, vindo de geração a geração.
As atitudes de amor valem mais do que as palavras, aquilo que fazemos terá muito mais poder de ficar gravado na memória dos nossos filhos do que aquilo que apenas falamos.

fonte imagem: http://educarparacrescer.abril.com.br/imagens/comportamento/dialogo_novo.jpg


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