terça-feira, 2 de maio de 2017

Filosofia infantil


Filosofia infantil

Ele era um veterinário experiente e foi chamado para examinar um cão de raça irlandesa, chamado Belker. Os proprietários do animal, Ron, sua esposa lisa e seu garotinho Shane eram muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.
O veterinário examinou o cão e descobriu que ele estava morrendo de câncer. Disse à família que não haveria milagres no caso de Belker, e se ofereceu para proceder à eutanásia para o velho cão, em sua casa. Enquanto faziam os arranjos, Ron e lisa contaram ao profissional que estavam pensando se não seria bom deixar que Shane, de 4 anos de idade, observasse o procedimento. Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência.
No dia seguinte, o veterinário sentiu o familiar aperto na garganta, enquanto a família de Belker o rodeava. Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que o profissional ficou a pensar se ele entendia o que estava se passando. Dentro de poucos minutos, Belker se foi, pacificamente. O garotinho parecia aceitar a transição do amigo, sem dificuldade ou confusão. Então, após a morte do animal, todos se sentaram juntos, pensando alto sobre o fato da vida dos animais ser mais curta que a dos seres humanos.
Shane, que tinha estado escutando silenciosamente, finalmente disse: Eu sei porquê. Abismados, todos se voltaram para ele. O que saiu de sua boca, os assombrou. Nunca haviam escutado uma explicação mais reconfortante.
Ele disse: as pessoas nascem para que possam aprender a ter uma boa vida, como amar todo mundo todo o tempo e serem bons, certo? O garoto de quatro anos continuou: Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto. Portanto, não precisam ficar por tanto tempo.
Interessante pensamento de um menino de quatro anos que traduz o sentimento de conforto e proteção que o cão lhe passava.
Filosofia infantil que nos leva a meditar.
Todos nascemos e renascemos na Terra para o aprendizado, para o crescimento intelectual e moral. Exatamente nesta ordem. O que nos compete, portanto, é aproveitar ao máximo os anos de vida, aprimorando o intelecto e progredindo em moralidade.
Aprender a desculpar as pessoas, relevar atitudes de criaturas enfermas da alma, perdoar. Amar a todos todo o tempo, com certeza, demorará um tanto mais.
Mas valem as tentativas, o aplacar o desejo de vingança, o não desejar mal a quem nos magoou fortemente, a quem nos relegou ao abandono.
Conviver com os diferentes, compreender atitudes que nos podem, à primeira vista, parecer estranhas, faz parte do crescimento individual.
O Senhor das estrelas, estando entre nós, lecionou o amor incondicional a todos. Mestre incomparável, amou aos próprios algozes, suplicando ao pai perdão para os atos insanos que cometiam, condenando-o à terrível morte na cruz.
Vivamos, pois, cada dia, conquistando intelectualidade e moral, sem desânimo. Um dia, que poderá não estar tão distante, vestidos de luz, haveremos de sentir o prazer de ser bom, de viver no bem, de amar de forma plena e incondicional. Pensemos nisso...

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Autor desconhecido, adaptado por Eduardo Campos
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Flores raras


Flores raras

Conta-se que havia uma jovem que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe rendia um bom salário e uma família unida. O problema é que ela não conseguia conciliar tudo. O trabalho e os afazeres lhe ocupavam quase todo o tempo e ela estava sempre em débito em alguma área.
Se o trabalho lhe consumia tempo demais, ela tirava dos filhos, se surgiam imprevistos, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram deixadas para depois até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito rara, da qual só havia um exemplar em todo o mundo.
O pai lhe entregou o vaso com a flor e lhe disse: Filha, esta flor vai lhe ajudar muito mais do que você imagina!
Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando e, às vezes, conversar um pouquinho com ela. Se assim fizer, ela enfeitará sua casa e lhe dará em troca esse perfume maravilhoso.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor. Ela chegava em casa e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto.
Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto! A planta, antes exuberante, estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores murchas e as folhas amareladas.
A jovem chorou muito e contou ao pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu: Eu já imaginava que isso aconteceria e, infelizmente, não posso lhe dar outra flor, porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor lhe deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem.
Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre viçosa, sempre perfumada e  esqueceu de cuidar dela. Por fim, o pai amoroso e sábio concluiu: Filha! Cuide das pessoas que você ama!

Refletindo com Edu!
E você,tem cuidado das flores raras que Deus lhe empresta, em forma de filhos, esposa, esposo, irmãos e outros familiares? Lembre-se sempre que seus amores são flores únicas que lhe compete cuidar.
Problemas surgem. O trabalho pode ser feito mais tarde. Compromissos sociais podem ser adiados, mas os filhos dependem dos seus cuidados constantes para que não venham a fenecer...

Finalizando para Recomeçar!
Cada pessoa é uma flor única... Não há no Universo outra igual...
O Divino cultivador as deposita em nosso lar, confiando-as aos nossos cuidados. E para que essas flores raras possam perfumar sempre o ambiente, ofertando-nos sua beleza, é preciso que as podemos de vez em quando e as reguemos todos os dias com gotas de afeto e compreensão. Pense nisso, mas pense agora!


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base em mensagem intitulada A flor, de autor desconhecido. Em 25.06.2012.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fofoca


Fofoca

Tudo começou num galinheiro. Isso mesmo. Em um galinheiro. O sol estava se pondo. As galinhas pularam para o poleiro. Havia uma, de penas brancas e curtas. Muito respeitável em todos os sentidos. Assim que voou para cima do poleiro, começou a se catar com o bico.
Uma peninha caiu ao chão. Lá se vai uma pena - ela disse. Parece que quanto mais eu me cato, mais bonita eu fico. Falou por brincadeira. Era a mais brincalhona entre todas. E foi dormir.
Ao lado havia uma galinha que ouviu o que ela disse. Quer dizer ouviu e não ouviu... Não se conteve e cochichou para a outra galinha: Não vou dizer o nome mas tem uma galinha aqui que quer tirar as próprias penas só para ficar mais bonita. Se eu fosse um galo eu a desprezaria.
Ora, em cima do galinheiro havia uma família de corujas. Todas ouviram as palavras da vizinha da galinha branca. Reviraram os olhos. Mamãe coruja bateu as asas e foi tapar os ouvidos dos filhotes.
Vocês ouviram o que eu ouvi? Uma das galinhas esqueceu completamente o que é boa conduta. Tirou todas as suas penas e deixou que o galo a visse. Preciso contar o caso para minha vizinha.
Enquanto as corujas conversavam e riam, as pombas ouviram. E saíram comentando que havia uma galinha que tirava todas as penas só para se mostrar para o galo. Com certeza iria morrer de frio.
A conversa foi passando adiante. Logo, no pombal, se falava que duas galinhas haviam arrancado as penas para chamar a atenção do galo. Haviam apanhado um resfriado e morrido de febre.
Quando a conversa chegou aos ouvidos do galo, já eram três as galinhas mortas. Era uma história tão terrível que ele não podia guardar para si. Encarregou os morcegos de levá-la adiante.
De galinheiro em galinheiro a história foi sendo contada. A verdade verdadeira - diziam - era que cinco galinhas tiraram todas as penas para mostrar qual delas tinha emagrecido mais de paixão pelo galo. Haviam se bicado umas às outras até a morte. Uma desgraça para suas famílias! Grande prejuízo para o dono do galinheiro.
Então, a galinha branca, que tinha perdido uma única peninha, não reconheceu sua própria história. Por ser muito respeitável, tomou uma atitude. Fez de tudo para que os jornais publicassem a história e corresse a notícia pelo país inteiro. Ela desprezava aquelas aves que mereciam ser punidas com o escândalo.
A verdade verdadeira é que a história foi impressa nos jornais. Assim uma única peninha se transformou em cinco galinhas.
A história lhe lembra alguma coisa? Algum fato semelhante?
A fábula bem pode nos servir de carapuça.
Quantas vezes ouvimos pela metade as verdades e as traduzimos como queremos que sejam?
Com que facilidade destruímos a reputação de pessoas honestas, dignas! Normalmente, nem perguntamos se é verdade.
O importante é que a notícia não pare em nós. Que ela circule. Ah, e nos encarregamos de acrescentar uma pitadinha da nossa imaginação.
A palavra nos foi dada para o crescimento, não para a destruição. Passemos a utilizá-la para o bem. Se o que ouvimos, não serve para a melhoria dos outros, a instrução de alguém, para que passar adiante?
É preciso selecionar as nossas conversas. Já por esse motivo é que Deus nos dotou com dois ouvidos. Para ouvir bem. E uma boca somente.

Finalizando para Recomeçar!

Ouça com lógica! Procure silenciar onde você não possa prestar auxílio. A vida dos outros, como afirma a própria expressão, é realmente dos outros e não nossa. O tempo que se emprega na crítica e na maledicência pode ser usado em construção.

 ¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base no conto A verdade verdadeira, de Andersen, e no cap. 36, do livro Sinal verde, André Luiz e Francisco Cândido Xavier, ed.CEC.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Fiz porque era o certo


Fiz porque era o certo

O que você faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida?
Numa das capitais do país, um menino de doze anos não teve dúvida: devolveu! E o pré-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora. O menino tímido encarou a situação com simplicidade surpreendente.
Eu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos médicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade. Lucas tinha razão.
Evanir havia saído na manhã de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do mês. Viúva há sete anos e aposentada há mais de duas décadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada. Para devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da direção da escola onde estuda, a fim de localizar o número do telefone e comunicar-se com a idosa. Assim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas mãos.
O gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na região. Dezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doações.
Lucas, de família humilde, tinha um sonho: ter um videogame. Ao saber da história, uma doadora anônima decidiu presentear Lucas e seus irmãos com o Playstation dos seus filhos.
A história do menino não parou por aí. Ganhou repercussão internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos. Uma brasileira, que lá reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doações ao menino.
Um empresário emocionado foi além: conversou com Lucas sobre a importância de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu à dona Evanir: mil e quinhentos reais.
A idosa, que recebeu a devolução, afirmou: Tão pequeno e com toda essa honestidade. É muito bonito. Às vezes, pessoas da nossa própria família não devolvem o dinheiro.

Refletindo com Edu!
Até quando a honestidade será exceção em nosso mundo?
Até quando precisaremos comemorar gestos como esse, que já deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas?
A honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Espírito. Fiz porque era o certo.
Quando temos esse contato íntimo com nossa consciência, passamos a ter menos dúvidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situações. Não se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no chão, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade – tudo isso passa a ser natural.
O bem precisa se tornar hábito e ir substituindo o mal aos poucos. É assim que nos transformamos e transformamos a sociedade.
Se queremos que o tal jeitinho desapareça, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este espírito de fiz porque era o certo, independente se o certo é o melhor para nós ou não. É o certo e pronto.
Consultemos a consciência. As respostas estão sempre lá, onde estão inscritas todas as leis de Deus.
Pensemos nisso. Façamos o certo.
¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Em 26.10.2013 com base em reportagem publicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de agosto de 2013.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

terça-feira, 25 de abril de 2017

FAZENDO TEMPESTADE EM UM COPO DE ÁGUA!


FAZENDO TEMPESTADE EM UM COPO DE ÁGUA!

Em se tratando de problemas, devemos tomar cuidado com o real e o imaginário. Normalmente temos enormes dificuldades em discernir o problema real, dos problemas imaginários que nossa mente cria.
Quantas coisas existem apenas dentro de nossa cabeça?
Acostumados a observar as situações da vida sempre pelo lado mais pessimista, acabamos por criar outros problemas que só existem dentro da nossa cabeça.
É a famosa tempestade em um copo de água.
Quando experimentamos situações de animosidade com quem quer que seja, a fertilidade negativa de nossa mente elabora, discute e aumenta problemas que na verdade não são reais.
As pessoas que afirmam não levar desaforo para casa, são as mais fantasiosas com relação a essas desagradáveis situações. Não levam desaforo, mas transportam dentro de si, um verdadeiro turbilhão de emoções e sentimentos tormentosos.
E pensam: “Quando eu encontrar fulano, vou dizer tal e tal coisa, ele vai ver”. Essas mentes ficam gravitando em si mesmas, com pensamentos fixos, cristalizados na vingança e na enfermidade psíquica. Alimentam situações mentais tão desagradáveis, que acabam por aumentar o mal dentro delas mesmas. Com este comportamento, tornam-se vitimas das enfermidades nervosas, como úlceras nervosas, diabetes e outras moléstias geradas pelas mentes invigilantes.
Precisamos tomar cuidado com o imaginário e o real.
A precipitação nos julgamentos, o melindre por qualquer coisa que nos digam, o sofrimento por coisas que acreditamos irão acontecer, são fatores pelos quais, o imaginário alimenta a mente enfermiça.
Aquele que se deixa levar por esse comportamento, prevê um futuro que só existe dentro da própria cabeça.
E como está acostumado a pensar sempre que o pior vai lhe acontecer, sofre antecipadamente por algo que não existe.

  Viver um dia de cada vez é a melhor saída.
  Resolver um problema de cada vez, é medida salutar.
  Não existe garantia de que estaremos vivos daqui a um minuto, por isso, quem vive o futuro, deixa de viver no presente.
  Pensar em um futuro feliz é experimentar bem estar hoje.
  Pensar em um futuro amargo e de sofrimento, é apenas sofrer.
  A preocupação não resolve o passado, acaba com o futuro e nos faz miseráveis hoje, atormentando o nosso presente.

Pense com Edu! A cada dia a sua agonia, diz a sabedoria popular. Cuidado com o imaginário.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

O tapetinho vermelho


O tapetinho vermelho!

Ao nos ensinar a rezar, frisou Jesus que não seria pelo muito falar que seríamos atendidos por Deus,  Nosso Pai. Ao contrário, enfatizou no templo, aos apóstolos, que a oração do publicano tinha maior poder, pela humildade de que se revestia.
Alguns de nós, quando convidados a rezar em público, declinamos da oferta, porque acreditamos não saber dizer palavras bonitas. Pensando nesses termos, é que a história seguinte se faz muito oportuna.
Uma mulher morava em uma humilde casa com sua neta muito doente. Como não tinha dinheiro para levá-la ao médico, decidiu enfrentar a caminhada de duas horas até a cidade próxima, em busca de ajuda. No único hospital público da cidade, foi orientada a trazer a neta, que deveria ser examinada.
Pensando em como faria para trazer a criança, pois ela não conseguia sequer se manter em pé, a mulher fez o caminho de volta, desconsolada.
Ao passar defronte a uma igreja, decidiu entrar e, porque visse outras pessoas rezando, pediu a elas que rezassem por sua netinha.
Passados alguns minutos, ela mesma se animou a fazer sua oração e em voz alta foi falando: Jesus, sou eu. Olha, a minha neta está muito doente. Eu gostaria que você fosse lá para curá-la. Jesus, você pega uma caneta que eu vou dizer onde fica.
Depois de uns segundos, continuou: Já está com a caneta, Jesus? Então, você vai seguindo em frente e quando passar o rio com a ponte, você entra na segunda estradinha de terra. Não vai errar, tá?
Os que estavam por perto acharam interessante aquele monólogo. Alguns, no entanto, mal podiam conter o riso. Mas a senhora, de olhos fechados, continuou: Andando mais uns vinte minutinhos, tem uma vendinha. Pega a rua da mangueira que o meu barraquinho é o último da rua. Pode entrar que não tem cachorro.
Olha, Jesus, a porta está trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho, na entrada. O senhor pega a chave, entra e cura a minha netinha. Mas, olha só, Jesus, por favor não esqueça de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar.
Terminada a oração, ela se levantou e foi para casa. Ao entrar, sua netinha veio correndo recebê-la.
Minha neta, você está de pé? Como é possível?
E a menina respondeu: Vovó, eu ouvi um barulho na porta e pensei que fosse a senhora voltando. Aí, entrou em meu quarto um homem alto, com um vestido branco, e mandou que eu me levantasse. E eu me levantei.
Depois, Ele sorriu, beijou minha testa e disse que tinha que ir embora, mas pediu que eu avisasse a senhora que Ele iria deixar a chave embaixo do tapetinho vermelho.

Pense com Edu

A verdadeira oração não necessita de palavras difíceis ou muito buriladas. É a manifestação espontânea do coração que se abre num colóquio íntimo, pedindo, agradecendo, louvando, reconhecendo a própria pequenez e a grande necessidade.
A força de uma oração não reside apenas na coordenação das palavras proferidas, mas na intenção que o pensamento exterioriza, para a fonte de recursos a que se dirige.
Por isso mesmo, o Mestre de Nazaré ensinou: Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base na história O tapetinho vermelho, de Célia Vieira, do jornal fluminense, de out/nov/2001 e do texto O poder da prece, de Mauro Paiva Fonseca, da revista Reformador, de nov/2001, ed. Feb. Em 22.11.2013
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Como anda o seu tempo com seus filhos?

Como anda o seu tempo com seus filhos?

O desejo dos pais é o de educar seus filhos para que eles sejam pessoas independentes e felizes. Mas, como atuar em direção a este propósito quando o tempo disponível para os filhos é limitado?
A comum necessidade de que o casal trabalhe fora para prover o sustento da família, restringe a convivência entre pais e filhos. Desta forma, muitas famílias encontram “educadores” alternativos para substitui-los em sua ausência justificada. Uma empregada, a escola em tempo integral, ou as avós acabam ficando encarregadas desta função. Esses preciosos colaboradores ajudam bastante, no entanto, o alcance de suas ações é restrito.
Por melhor que seja uma funcionária doméstica, ela não tem a mesma autoridade que os pais para dar limites à criança quando necessário.
A escola tem influência na educação dos alunos, mas a função da escola é escolarizar, passar conhecimento acadêmico, e não educar. Uma boa escola pode até auxiliar os pais na educação de seus filhos, mas é importante ter a consciência de que existe ex-aluno, mas, não existe ex-filho. A escola convive com o aluno temporariamente, os filhos convivem com os pais por toda a vida. As avós são de plena confiança, ótimas cuidadoras, e oferecem amor as crianças, mas muitas mimam os netos em demasia, fato que acaba trazendo problemas no futuro.
Na impossibilidade de conviver o quanto gostariam com seus filhos alguns pais sentem-se culpados, por isso acabam comprando todos os presentes que as crianças pedem no intuito de compensar sua ausência. Este é um grande equívoco, pois a criança que ganha tudo aquilo que deseja, terá dificuldades de superar frustrações durante a vida. A criança não tem a oportunidade de treinar em casa, mas a vida fará com que ela aprenda a lidar com as contrariedades na marra. A quantidade de objetos que os pais oferecem aos filhos não supre suas necessidades afetivas. Os filhos precisam sentir o quanto eles são importantes para seus pais através do amor, da atenção, dos cuidados e dos limites que recebem. Somente a convivência pode construir uma relação de amor, mas como realizar essa nobre missão quando o tempo disponível para os filhos é escasso?
Uma frase bem colocada causa muito mais impacto do que horas de conversa sem conteúdo. Um abraço de amor intenso tem mais valor do que vários telefonemas.
O que produz significado em nossa vida a quantidade, ou a qualidade?
Existem mães que ficam em casa com as crianças o dia todo, porém não desgrudam os olhos da tela do computador. Quando a criança solicita atenção, a mãe responde:
”- Espere só um minutinho que eu já vou!”.  O filho espera minutos, horas, e nunca chega o momento de receber a atenção desejada.  A consequência é que a criança sentirá que sua presença na vida da mãe é irrelevante, e isso é muito perigoso. Pesquisas revelam que o uso de drogas na adolescência também é motivado pelo fato do jovem sentir-se desvalorizado pelos pais. A pior miséria que existe no mundo é a falta de amor, vivemos em um planeta cheio de carentes emocionais.
A solução é estar presente de corpo e alma quando houver a oportunidade de ficar com seus filhos. Determine um tempo sagrado para dar atenção exclusiva a eles, mesmo que seja apenas uma hora por dia. Evite permitir que sua energia seja desviada para qualquer outra tarefa durante o período que você criou para estar com as crianças. Não dá para disfarçar em que direção esta indo seu fluxo de energia, os filhos sentem quando o seu foco de atenção não está neles.
Programar o cardápio da semana, atender o celular, assistir novela, checar os e-mails pessoais, ou conversar com o cônjuge, são tarefas para serem realizadas quando as crianças já estiverem dormindo.  Se você fica o tempo todo realizando multitarefas, e nunca oferece o privilégio de dar atenção especial para seu filho, ele interpreta o fato equivocadamente. Passa a acreditar que não é merecedor de sua atenção, cresce com baixa estima e leva essa influência para a vida adulta. Não adianta explicar que você é muito ocupado, porque esta se matando de trabalhar para dar uma boa educação para eles. Os filhos precisam ser nutridos com amor, o alimento da alma.
Praticar a sua autoridade em relação aos seus filhos também é uma forma de exercer amor. Muitos pais relutam em realizar essa função intransferível com medo de que os filhos deixem de ama-los, ou mesmo, pela vaidade de mostrar uma imagem sempre agradável para as crianças. Não tenha receio de corrigir quando houver necessidade, proteger seus filhos é diferente de evitar frustrações, o seu sentimento de pena enfraquece a criança. Um adulto sem limites revela uma educação sem limites. A prática do amor inclui disciplina. Você não deve admitir que seus filhos alimentem-se com doces e refrigerantes em excesso, não pode tolerar que se comportem agressivamente na escola. A firmeza dos pais quanto à educação é um ato de amor e proteção. O resultado é a formação de um adulto estruturado com forças existenciais e morais, capaz de conquistar a própria felicidade.
Pais, por favor, não se torturem! A sua relação com seus filhos não é definida pelo tempo que você passa com eles, mas sim pela forma como você se relaciona durante o tempo que dispõe. A sua postura e sentimentos em relação aos seus filhos vão determinar a qualidade da educação que você oferece.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Autor desconhecido, adaptado por Eduardo Campos
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Fazendo a diferença


Fazendo a diferença

Em 1968, foi inaugurada a histórica ponte do rio Yangtzé, na cidade de Nanquim, na China. Desde então, mais de mil pessoas já pularam dos seus cem metros de altura, diretamente para a morte.
Depois que leu, na imprensa, reportagens sobre o suicídio, que constitui, naquele país, a principal causa de morte de pessoas entre quinze e trinta e quatro anos, Chen Si tomou uma atitude.
Todos os finais de semana, há um ano, ele deixa o seu modesto apartamento, onde vive com sua mulher e uma filha pequena, e parte para a ponte. Costuma chegar cedo, por volta de 7h30. Leva consigo uma garrafa térmica de chá.
Usando boné e óculos escuros para escapar do sol escaldante, ele se transformou no anjo da guarda da ponte. Fica observando atento o vai-e-vem de transeuntes para reconhecer os suicidas potenciais.
Segundo ele, são pessoas que caminham de maneira desanimada. No lado da ponte em que fica, Chen distribui folhetos com o número de seu celular, uma espécie de linha de emergência.
Nesse trabalho, já salvou quarenta e duas pessoas. Entrevistado pelo New York Times, em matéria que foi reproduzida no Brasil, na Folha de São Paulo, ele diz: Temos que ensinar as pessoas a amar a vida, a vê-la como o dom mais precioso.
Conta que ficou chocado quando leu sobre uma multidão, em outra cidade chinesa, que gritava insultos para um migrante desesperado, quando ele subiu no topo de um outdoor para se matar.
Ao que tudo indica Chen é o primeiro voluntário a fazer esse tipo de trabalho na China, que ainda não possui um plano nacional de combate ao suicídio.
Nos últimos meses, estudantes universitários, estimulados pelo seu exemplo, decidiram ajudar na tarefa.
Agora, são vários os que se revezam na ponte, servindo de anjos da guarda aos potenciais suicidas.
Além dos universitários, Chen conta ainda com o auxílio de algumas das pessoas que ele convenceu a não saltar da ponte.
Chen não é rico, nem desocupado. Com trinta anos (data da reportagem), ele ganha a vida vendendo pequenos painéis publicitários.
É alguém que é humano e se importa com o seu semelhante. Por isso, decidiu tomar providências por si mesmo, sem esperar autoridades governamentais ou grupos religiosos.
Se todos pensássemos e agíssemos como esse chinês, o mundo já estaria bem melhor do que se encontra.

Refletindo com Edu
Sê sempre tu o que toma a iniciativa do bem. Não esperes por deliberações de estâncias superiores, nem delegues a outros, aquilo mesmo que te compete fazer. Ante a dor que se manifesta, providencia o socorro, o remédio, a enfermagem, o que possas.
Ante o desespero que se apresenta, oferta o ombro amigo, a mão fraterna, a presença.
E então, descobrirás como se felicita o coração de quem age, fazendo a diferença para o seu semelhante.




¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - com base em matéria do jornal Folha de São Paulo de 25.09.2004.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A construção da felicidade

A construção da felicidade

Psicólogos estudam como as pessoas podem moldar o próprio bem-estar voltando a atenção aos marcadores somáticos e investindo nas “pequenas alegrias” – a despeito dos contratempos que inevitavelmente enfrentamos
Maria Auxiliadora Arantes,

Às vezes, pequenos detalhes têm conseqüências de grande extensão. Por exemplo, eu devo à ausência de um coelho de chocolate o fato de não dirigir mais um Alfa Romeo. Explico: eu sempre fiquei satisfeita com o trabalho de um mecânico que trabalhava na oficina da Alfa Romeo. Um dia, soube que ele pedira demissão. “Por quê?”, perguntei, curiosa. “Mudou o proprietário da empresa e o clima não é mais o mesmo. As pessoas já não se sentem bem.” “Mas o que está diferente agora?”, eu quis saber. “Difícil dizer.
Na verdade, apenas detalhes, coisas que podem até parecer bobagem, mas fazem diferença. Antes, por exemplo, a mulher do dono da oficina sempre colocava um coelho de chocolate na caixa de ferramentas de cada um dos funcionários na época da Páscoa. Pode ser só um gesto de delicadeza, mas nessas horas percebemos que alguém ainda pensa na gente.” Eu podia jurar que a voz daquele homem com quase 50 anos estava trêmula naquele momento. Seja como for, o coelhinho da Páscoa não veio mais, o valioso mecânico foi embora e eu, diante da dificuldade de encontrar uma oficina confiável, próxima à minha casa, terminei comprando um carro novo.
Por trás dessa pequena história, há um importante objeto de pesquisa de psicólogos: a questão sobre como surgem a satisfação e a felicidade. A esperança de inúmeros estudiosos é que, se compreendermos melhor os mecanismos que possibilitam essas sensações, seremos capazes de produzir esse estado de forma objetiva em nós mesmos.
Essa felicidade “artesanal” – que optamos por construir – compreende duas possibilidades que se complementam: o bem-estar atual, imediato, ligado ao momento presente; e o habitual, de longo prazo, que permeia várias instâncias da vida. A primeira forma pode ser descrita como uma experiência intensa de grande alegria. Ela inclui o desejo sexual, assim como todos os outros tipos de prazeres sensuais e vivências flow – ou seja, o mergulho intenso e entrega a uma atividade prazerosa. A sensação de relaxamento quando nos sentamos na varanda, na hora do pôr-do-sol, após um dia duro e produtivo de trabalho, ao lado da pessoa que amamos, colocamos as pernas para cima, ou o frescor estimulante que experimentamos durante um banho em uma cachoeira, também são exemplos de felicidade atual. Em todos esses casos, surge uma sensação agradável que alguns psicólogos chamam de “afeto positivo”. Muitas pessoas já descobriram que conseguem se motivar para realizar tarefas desagradáveis ao antecipar em sua mente a sensação boa que as preencherá após o término bem-sucedido da atividade.
Embora muita gente subestime sistematicamente os detalhes e as pequenas gentilezas, tanto na vida privada quanto na profissional, um meio bastante eficiente para a criação de afetos positivos é a atenção social: um sorriso, um elogio sincero, palavras gentis – ou mesmo um coelhinho de chocolate na Páscoa. O problema é que muitos aprenderam a se relacionar segundo um princípio que lhes parece lógico: “Se eu gosto de você, não preciso lhe dizer. Quando não gostar mais, então eu lhe digo”. Ou segundo um provérbio alemão da Suábia, que corresponderia a afirmar: “Não reclamar é o mesmo que elogiar”. Será mesmo? Essa parece ser a linha, avessa ao reconhecimento do empenho e dos bons resultados, adotada também em inúmeras empresas. No entanto, um bom ambiente de trabalho não surge, por exemplo, só porque se organiza, uma vez por ano, um encontro entre os funcionários, mas é construído muito mais com base em vários pequenos momentos que oferecem vivências de felicidade atual.
O caso do meu mecânico e seu coelho da Páscoa mostra o quão decisivos podem ser esses detalhes que fazem com que a pessoa se sinta vista e valorizada – o que nos faz pensar que poderia ser bastante produtivo que as empresas se preocupassem em manter uma cota de dedicação social. Com um gasto financeiro mínimo já seria possível elevar sensivelmente a satisfação dos trabalhadores e, com isso, o rendimento no trabalho. O mesmo vale para a convivência na família e com o parceiro. Gestos como enfeitar a casa com flores, se permitir uma tarde inteira de pura preguiça ou dividir o planejamento de passeios podem despertar a cumplicidade entre entes queridos – e afetos positivos.
Uma tática bem diferente também pode gerar felicidade atual – e a redução dos afetos negativos: evitar ao máximo tudo o que não faz a pessoa feliz. Pode parecer óbvio, mas nem sempre é fácil e muitos se surpreendem ao perceber que quase sempre é possível fazer mais por si mesmo do que se imagina num primeiro momento.

Só para se agradar
E a felicidade habitual, de longo prazo? Esta se manifesta como satisfação com a vida, em seus variados aspectos (relacionamento afetivo e familiar, amizades, segurança financeira, relações sociais organizadas, vida profissional, uso do tempo de lazer etc.), e depende muito do que é considerado importante para cada pessoa. O sucesso em algum desses aspectos (ou em vários deles), entretanto, não é, por si só, garantia de felicidade. Muitas pessoas vivem o “dilema da insatisfação”: simplesmente não se sentem felizes, apesar de terem boas condições de vida. Nesses casos, o desconforto costuma ter causas mais profundas e, em geral, só um processo psicoterapêutico pode ajudar a pessoa a compreender o que se passa.
Mas o caso inverso também existe, o chamado paradoxo da satisfação – felicidade subjetiva, mesmo em condições adversas. Isso nos leva a questionar até que ponto cada um pode contribuir individualmente para elevar o nível da própria felicidade habitual. Fazer o exercício de “estar presente” na própria vida e desfrutar cada momento como único (algo que de fato é), por exemplo, costuma ser produtivo. Em outras palavras: aproveitar toda oportunidade para se alegrar e desenvolver hábitos que nos tragam pequenos prazeres faz toda a diferença para a qualidade de vida.
Para alguns, pode ser muito proveitoso observar o nascer do sol e sentir o aroma do café; para outros, prestar atenção à paisagem ou ouvir uma linda música durante o trajeto até o local de trabalho e desejar “bom dia” aos colegas antes de baixar os e-mails é uma forma agradável de começar as atividades diárias. Há ainda alguns cuidados consigo mesmo que, em geral, trazem bem-estar: após uma ou duas horas de trabalho, quando a concentração diminui, é importante fazer uma pequena pausa; e, pelo menos uma vez por semana, vale a pena comprar algo saboroso ou bonito (mas não necessariamente caro) para si mesmo.
Uma dica: diferente do que aprendemos (e vale para outras áreas da vida), neste caso a quantidade conta sim, e muito. O que importa é o número de pequenos desencadeadores de felicidade que trazemos para nossa vida. Ou seja: de nada adianta um fim de semana maravilhoso se os dias anteriores e os posteriores são extremamente estressantes – e o único reconforto é esperar ansiosamente pela próxima folga.
Por estranho que pareça, ter uma visão extremamente clara do mundo que nos cerca e de nossas limitações nem sempre é sinônimo de saúde. Há um século Freud chamou atenção para um fato curioso: pessoas deprimidas enxergam o mundo de forma mais realista e, portanto, acertam mais ao avaliar seu desempenho e suas chances. Otimistas, por outro lado, tendem mais a viver fora da realidade – mas sempre com um sorriso nos lábios. Isso nos leva a crer que talvez não seja prejudicial manter acesa certa dose de ilusão, embora a felicidade habitual não se baseie apenas na imaginação – ela tem base bastante concreta. Se uma questão fundamental a ser considerada é como podemos realizar da melhor maneira possível nossos desejos, esperanças e expectativas mais importantes, é preciso, antes de mais nada, saber quais são eles. Nesse caso, os chamados marcadores somáticos, sinais da memória emocional, na qual todas as experiências são armazenadas e classificadas. Essa referência mnêmica influi permanentemente sobre os dados captados do ambiente. A capacidade de uma pessoa saber o que é importante e bom para si mesma depende, em grande parte, da atenção que dispensa a essas mensagens enviadas por seus marcadores somáticos, o que ajuda na tomada de decisões fundamentais e a encontrar motivação para concretizar objetivos.
Marcadores somáticos funcionam como orientadores internos: são percebidos como sensações físicas, sentimentos ou uma mistura dos dois. Embora tenham origem na experiência emocional, sua base é um agrupamento de estruturas cerebrais que memoriza e classifica todos os eventos significativos. Vivências desagradáveis, que devem ser evitadas, produzem marcadores somáticos negativos; já as experiências que provocam prazer geram sinais positivos.
No fundo, a memória das experiências emocionais constitui nada mais do que o “eu” de uma pessoa – ou seja, aquilo que a torna um indivíduo e que ela sente como sua essência mais profunda, independentemente de eventuais transformações que enfrente ao longo da vida. Sob condições favoráveis, a pessoa pode atingir um nível habitual de considerável satisfação. Aqueles que desenvolvem autopercepção para registrar conscientemente os sinais de seu eu – seus marcadores somáticos – adquirem maior consciência de si e podem, com isso, estimular ativamente o seu sentimento de bem-estar, independentemente das circunstâncias externas.
A longo prazo, só fica satisfeito com sua vida quem tem autonomia para fazer escolhas e arcar com as conseqüências delas, ou seja, determinar as condições para sua própria felicidade, independentemente de opinião alheia, tendências ou modismos.




¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Maria Auxiliadora de A. Cunha Arantes,
PARA CONHECER MAIS: Você é feliz. Michael Wiederman, em Mente&Cérebro, nº 174, págs. 34-41, julho de 2007. A liquidez de um enigma. Maria Auxiliadora de A. Cunha Arantes, em Mente&Cérebro, nº 174, págs. 42-49, julho de 2007.
³ Fonte imagem : © IMAGES.COM/CORBIS/LATINSTOCK

terça-feira, 11 de abril de 2017

o hábito de orar em família


o hábito de orar em família

Quando reunimos todos que amamos e humildemente nos sensibilizamos para conversar com o Senhor, somos imensamente abençoados e nosso amor ao Senhor aumenta.
Ter o hábito de orar é extremamente importante para manter a espiritualidade e a sensibilidade tão necessária para vivermos com paz e felicidade. Orar é ter uma conversa amorosa com nosso Criador e poder sentir Sua influência em nossa vida cotidiana.
Quando estendemos esta bênção também para nossa família criamos em nosso lar um ambiente especial, transformamos os corações, criamos união e humildade. Orar em família ajuda a fortalecer a todos e aumentar o amor que sentimos uns pelos outros.
Mas como fazer isso atualmente onde cada membro da família tem suas próprias responsabilidades, horários diferentes para entrar e sair de casa, deitar e acordar pela manhã? Realmente não é uma tarefa fácil, é preciso determinação e acima de tudo muito amor.
1. Conversem a respeito da importância da oração familiar
Reúnam-se em família e conversem sobre o assunto. Com a ajuda do evangelho ou de uma mensagem edificante leiam sobre a importância da oração e a necessidade de orar em família diariamente. Permita que todos os membros da família possam expressar seu sentimento sobre a oração.
2. Determinem um horário
Certamente em algum momento do dia ou da noite toda a família estará em casa reunida. Por mais estranho que seja o horário deste encontro este será o momento ideal para que todos possam, juntos, reunirem e elevarem uma oração ao Senhor. Estipulem este horário e deixe claro para todos.
3. Faça pequenos lembretes
Até que se crie um hábito familiar é preciso um pouco de estímulo. No início faça pequenos lembretes todos os dias lembrando a todos o horário da oração familiar. Você precisará de determinação para isso. Vale mensagem no celular, lembretes em forma de bilhetes, e-mails ou telefonemas. Encontre a melhor forma para lembrar todos os membros de sua família.
4. Distribua pequenos cartazes pela casa
Faça pequenos cartazes com citações ou até mesmo com os versículos do evangelho que leram na reunião familiar e distribua nas áreas comuns da casa de maneira que todos possam ter acesso à leitura. E no final dos cartazes recorde o horário da oração familiar que combinaram.
5. Coloquem um despertador para o horário combinado
Toda vez que um alarme toca somos obrigados a ir até o local para desligá-lo. Se você criar um alarme para o momento que marcaram para fazerem oração familiar ao buscar o alarme se lembrará de seu compromisso celestial.
6. Faça designações
A oração familiar pode ser oferecida por qualquer membro da família, sendo assim combine com o patriarca (ou matriarca) da família que designe a oração antecipadamente de maneira que o membro da família possa se sentir responsável pelo compromisso e ajudar a chamar todos os outros.
7. Ore para que possa ter ajuda
Ore individualmente e peça ajuda ao Senhor para que todos os membros de sua família possam ser tocados com a mensagem e com a importância da oração familiar. Faça isso em todas as suas orações, aos poucos com sua influência e determinação conseguirá criar este hábito familiar que abençoará a vida de toda sua família.
Antes de deitar-se à noite faça um pequeno "check list" de todas as coisas importantes que fez naquele dia. Se notar que a oração familiar ainda não foi feita, terá a oportunidade de chamar a todos em sua família e conversarem com o Senhor naquele momento.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Renata Finholdt
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Cansaço que faz adoecer


Cansaço que faz adoecer

É quase impossível evitar que as pressões do cotidiano causem problemas de saúde, muitas vezes graves; a boa notícia é que podemos diminuir esses efeitos negativos criando “brechas de prazer” na rotina, em vez de esperar por alguns dias de férias uma ou duas vezes por ano.

Fim do ano. É nesse período que muita gente constata o inevitável: as energias estão se esgotando. O que parecia apenas sinal de cansaço, principalmente para aqueles que passaram vários meses sem folgas mais longas, não raro se transforma em lapsos de memória e irritação. Nos casos graves de exaustão aparecem sintomas como enxaqueca, dor nas costas e no estômago (e às vezes até úlcera), queda acentuada de cabelos e síndrome do intestino irritável. Por trás do desconforto físico está aquela conhecida palavrinha: estresse. Muitos torcem o nariz quando algum médico, psicólogo ou outro profissional da saúde cogita esse diagnóstico, mas há um fato que não se pode negar: associado a muitos problemas que atacam os órgãos ou regiões específicas do corpo está o esgotamento.
Não é segredo que a natureza dotou nossos antepassados pré-históricos com uma ferramenta para ajudá-los a enfrentar ameaças: um sistema rápido de ativação capaz de aguçar a atenção, acelerar as batidas do coração, dilatar os vasos sanguíneos e preparar os músculos para lutar ou fugir de um predador que invadia a caverna. Porém, nós, os humanos modernos, estamos constantemente sujeitos ao estresse decorrente do estilo de vida contemporâneo: excesso de trabalho, barulho, pressão social, doenças físicas e desafios intelectuais. Como resultado, muitos órgãos de nosso corpo são atingidos por uma descarga implacável de sinais de alarme que podem danificá-los e nos fazer adoecer.
Apesar das mudanças no estilo de vida, nosso sistema cerebral ainda excita rapidamente o coração, os pulmões e outros órgãos, preparando-nos para enfrentar o perigo ou fugir dele. Afinal, hoje não são as feras que nos incomodam, mas o trânsito caótico, a sobrecarga de tarefas, os chefes intransigentes, os colegas medíocres dos quais dependemos, o risco de sermos assaltados e tantas outras ameaças. E quando enfrentamos estressores da vida moderna, o sistema pode bombar¬dear o corpo com sinais de alarme, capazes de comprometer nossa saúde.
Quando a visão, a audição ou os pensamentos indicam estresse, o hipotálamo inicia uma reação em cadeia, que envolve a amígdala e as glândulas pituitárias e adrenais, conduzida por impulsos nervosos e uma cascata de hormônios, entre eles o CRH, o ACHT e os glucocorticoides. Se os cientistas conseguirem determinar exatamente quais células receptoras no cérebro e nas glândulas propagam os sinais de esgotamento, poderão criar drogas específicas para interferir nesse processo, poupando os órgãos do esforço que o estresse provoca.
O que exatamente acontece no cérebro e no corpo quando estamos sobrecarregados? Quais órgãos são ativados? Quando os alarmes começam a causar problemas críticos? Nas últimas décadas, os pesquisadores identificaram diversas áreas que contribuem, de forma considerável, para determinar a forma como o corpo reage ao estresse e influem no modo como respondemos aos estressores externos. Essas regiões processam informação sensorial e emocional e se comunicam com uma vasta rede de nervos, órgãos, vasos sanguíneos e músculos, realocando as reservas de energia do corpo, de modo que possamos avaliar e reagir às situações.
Quando o estresse se desencadeia, o hipotálamo, uma pequena área localizada em uma região profunda do cérebro, entra em ação. Ele contém vários núcleos (ou conglomerados) de neurônios, responsáveis por tarefas diversas, como regular o sono, o apetite e o equilíbrio entre diversos hormônios. O conglomerado mais importante de neurônios é o núcleo paraventricular, que produz importante liberador de corticotropina (CRH), estimulante que desencadeia a reação do estresse.
O CRH foi descoberto em 1981 por Wylie Vale e seus colegas do Instituto Salk de Estudos Biológicos, em San Diego, e desde então tem sido objeto de pesquisa. Esse hormônio controla a reação ao estresse de duas formas. Na primeira, ele alcança os órgãos por meio do chamado braço longo – o caminho do sinal hormonal do hipotálamo para a glândula pituitária, no cérebro, e para as glândulas adrenais, nos rins. Esse braço é também conhecido como eixo hipotálamo-pituitária-adrenal. Ao atingir a pituitária o CRH faz com que a glândula libere o hormônio adrenocorticotrópico (ACHT) na circulação sanguínea. O ACTH, por sua vez, ativa as glândulas adrenais para liberar hormônios glucocorticoides no sangue. Níveis de glucocorticoides normalmente seguem um ritmo diário: alto no começo da manhã, baixo no fim do dia. Uma de suas principais tarefas é aumentar a glicose no sangue para fornecer energia aos músculos e nervos. Eles também controlam o metabolismo da glicose e o ciclo de sono-vigília. Como regulam funções tão importantes, os níveis desses hormônios têm de ser controlados com precisão e, sendo assim, estão sujeitos a um mecanismo de feedback no hipotálamo que pode rapidamente reverter o sistema para valores mais baixos.
O CRH também utiliza outro caminho, o “braço curto”. Uma pequena região no tronco encefálico chamada locus ceruleus funciona como um tipo de circuito elétrico neural, ligando as áreas cerebrais produtoras de CRH ao sistema nervoso autônomo, que controla os processos fisiológicos contínuos independentemente de nossa vontade, como respiração, pressão sanguínea, digestão e assim por diante.
O sistema de resposta do organismo produz feedback positivo para fortalecer a própria ação do estresse quando necessário, mas, se situações de tensão ocorrem constantemente (não raro várias vezes por dia), há um acúmulo que pode tornar-se perigosamente intenso. Apropriada ou não, a reação depende, em grande parte, das células que encobrem a glândula pituitária. O CRH envia sinais para essas células por meio de moléculas receptoras tipo 1 na membrana celular. Há alguns anos, os pesquisadores do Instituto Salk e do Instituto Max Planck de Psiquiatria em Munique criaram camundongos nos quais receptores tipo 1 estavam ausentes. Mesmo quando expostos várias vezes a situações estressantes, os níveis sanguíneos de certos hormônios do estresse desses animais nunca se elevaram acima do normal. Eles sentiam-se obviamente menos estressados. É possível que drogas capazes de suprimir os efeitos do CRH nesses receptores possam, também, reduzir os níveis de estresse em pessoas perturbadas.


Para ganhar fôlego
Conhecimentos mais recentes acerca do funcionamento do cérebro oferecem fortes indícios de como a tensão pode nos fazer adoecer e como neutralizar seus efeitos. Seja para um roedor, seja para uma pessoa, qualquer ativação do sistema de estresse é um evento extraordinário – e no momento em que a emergência termina, o sistema deve ser rapidamente desligado, de modo que os órgãos afetados possam se recuperar. Contudo, quando circunstâncias externas estimulam o sistema de estresse repetidamente, ele nunca deixa de reagir, e os órgãos nunca conseguem relaxar. Tal tensão crônica torna muitos tecidos vulneráveis a danos.
Mas nem toda reação é igual. Certo nível básico, chamado estresse positivo, é até desejável, porque nos mantém física e mentalmente prontos para agir bem. Porém, quando estamos em risco? Não há resposta consensual a essa pergunta. Não sabemos quanto barulho no ambiente de trabalho ou quantos relacionamentos rompidos nosso sistema de estresse pode suportar. Entretanto, um conjunto de pesquisas em desenvolvimento mostra que o estresse crônico compromete nossos órgãos e corpo. Embora já não enfrentemos o animal faminto na caverna, podemos ter de nos defrontar com dilemas igualmente terríveis, envolvendo diversos estressores mais insidiosos que estão sempre nos agredindo.
Então, o que fazer para diminuir a carga que pode nos prejudicar de forma tão grave? Cada vez mais psicólogos e médicos alertam para uma providência aparentemente simples, mas que pode fazer grande diferença para o bem-estar físico e mental: criar “brechas de prazer” na rotina, em vez de apenas aguardar, ansiosamente, pelas férias anuais. Ao praticar com frequência atividades prazerosas, de preferência que envolvam movimento ou relaxamento do corpo – como caminhadas, esporte, dança, meditação ou massagem –, criamos válvulas de escape para a tensão, ajudando o sistema cerebral a “descansar”. E assim ganhamos fôlego para aguardar as merecidas férias.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Revista mente e cérebro dezembro de 2010
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A gente avisa, avisa e avisa de novo; daí a gente cansa...


A gente avisa, avisa e avisa de novo; daí a gente cansa...

E os dias começam a se arrastar e a gente vai avisando, vai alertando, chamando, como que implorando por atenção, por ser alguém de novo na vida do outro, que está seguindo sem nós. A gente avisa, avisa, a gente avisa de novo e de novo. E chega o dia em que a gente cansa, cansa de vez, cansa de uma vez por todas.
Marcel Camargo


Um dos males que minam os relacionamentos vem a ser o costume, quando nos acostumamos demais com a pessoa e passamos a banalizar aquilo que ela possui de mais verdadeiro. Com isso, paramos de prestar atenção ao que ela diz ou demonstra, como se nada mais pudesse ser capaz de abalar os sentimentos dela para conosco. É como se, uma vez instalada a afeição, o amor e o comprometimento, tudo isso duraria para sempre. Não, não é tão simples assim.
Não podemos achar que somente a conquista de alguém já é garantia de que estaremos juntos dali em diante. Assim como tudo o que há, aquilo que não for cuidado, regado, alimentado e revivido, acaba arrefecendo, murchando, secando, morrendo enfim. É assim com as pessoas, com os sentimentos, com os objetos, é assim também com o amor. Nada é para sempre, a não ser o que for verdadeiro, o que ficar dentro de nós, o que nos fizerem, os sorrisos, as mãos dadas, cada “bom dia” e “boa noite”.
E a gente tenta sempre fazer dar certo, porque a gente quer que dê certo, quer amar e ser amado para sempre, com tudo, apesar de tudo, mas sobretudo quer. E os dias começam a se arrastar e a gente vai avisando, vai alertando, chamando, como que implorando por atenção, por ser alguém de novo na vida do outro, que está seguindo sem nós. A gente avisa, avisa, a gente avisa de novo e de novo. E chega o dia em que a gente cansa, cansa de vez, cansa de uma vez por todas.
E o mais interessante é que, geralmente, o outro parece somente cair em si quando nós já não temos mais forças para tentar, quando esvaziamos por completo qualquer traço de afetividade de dentro de nós, quando já decidimos, já resolvemos, quando nossa dignidade não mais nos permite continuar ali. Dias, meses, anos de alerta, de sofrimento, de conversas, discussões, tudo em vão. Então, quando a pessoa nos vê de malas prontas, só assim percebe que não viverá sem nós. Sinto muito, já era.
Ninguém consegue suportar fazer o papel de um nada por muito tempo, porque não há força capaz de ser mais forte do que a dor do vazio, do retorno que nunca chega, da reciprocidade que nunca é sentida, expressa, falada, explícita. E a gente simplesmente se cansa e, quando isso acontece, nada poderá nos convencer a ficar, pois então já será tarde demais.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : @obvioushp //Marcel Camargo© obvious: http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_vida/2016/a-gente-avisa-avisa-e-avisa-de-novo-dai-a-gente-cansa.html#ixzz4VLz8xSwT
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Por que, meu Deus, por que meu filho não representa o meu sonho?


Por que, meu Deus, por que meu filho não representa o meu sonho?

Ela ainda não completara trinta anos, mas tinha uma aparência triste, cansada. Chegou ao quarto, andando devagarzinho, e aproximou-se do berço do filho. Olhou para aquele corpo tão pequeno e tão limitado. Suspirou, sentindo uma dor muito grande em sua alma. O menino completara oito anos, mas tinha o tamanho de uma criança de três. Com lágrimas, que eram verdadeiras pérolas, a rolar pela face, perguntava a si mesma:
Por que, meu Deus, por que meu filho não representa o meu sonho?
Não fala, não anda, nem mesmo pode se sentar, não ouve e mal enxerga vultos. O menino se mexeu, gemendo. Ela afastou os lençóis bordados, suspendeu-o nos braços e o colocou de encontro ao próprio coração. Quanto amor naquele gesto! Quanta ternura no beijo que lhe depositou na face pequenina.
Seu pensamento continuou a questionar ao Pai Celestial:
Por que, senhor, não acontece um milagre, para que eu possa ver meu filho perfeito, como os de minhas amigas?
Entre súplicas e lágrimas, o carinho materno, em manifestação sublime, envolvia a ambos, unindo-os num amplexo de imensa luz. Devagarzinho, ela sentiu acalmar o coração. Sentou-se e elevou uma prece simples, revestida de humildade, pedindo aos céus a bênção para seu menino.
Rogou a Deus lhe desse muita força e resistência, para completar sua tarefa junto àquele anjo que recebera de suas mãos. E fez o propósito, pela enésima vez, de sustentar seu rebento como se fora um tesouro celeste.
Com o coração aliviado pelo novo rumo dos pensamentos, sentiu envolver-se em serenidade e confiança. Então, prometeu a si mesma que quanto mais o pequeno precisasse, mais ela se doaria para tornar os seus dias cheios de amor e paciência.

Refletindo com Edu
Existem mães e pais muitos especiais. Criaturas que idealizam um filho saudável, perfeito. E recebem uma criatura necessitada de tudo para tudo.
Deus sabe perfeitamente a quem confiar essas Suas criaturinhas.
Quando uma criança portadora de necessidades especiais nasce, esse lar passa a ser centro de atenções de anjos da guarda. Um farol imenso ilumina o lar e os familiares, expandindo-se, alcançando os corações sensíveis e amorosos. E todos os que se prontificarem a auxiliar, de alguma forma e em algum momento, estarão também envolvidos e refletindo essa luz.
Aqueles que elevarem suas preces a Deus rogando amparo e assistência ao necessitado, seus familiares e cuidadores, estarão em sintonia com os ensinos de Jesus.
Sempre que houver dor e sofrimento sob um determinado teto, é porque Deus, através das leis maiores da vida, assim o permitiu. Sua vontade é soberanamente justa e repleta de sabedoria.
Sempre que vemos dificuldades e nos dispomos a ajudar, espalhando fraternidade, nos tornamos os agentes da Providência Divina que age, no mundo, através das pessoas de boa vontade.
Somente o amor verdadeiro, o amor luz, pode remover as dificuldades que se enfrenta, no decorrer da vida na Terra.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Hermínio  Miranda Em 23.7.2016.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Falando de sementes


Falando de sementes

Conta-se que, certa vez, um corvo pegou uma noz e levou-a para o topo de um alto campanário, uma torre de sinos.
Segurando-a com as patas, começou a bicá-la para abri-la. Porém, subitamente, a noz rolou para baixo e desapareceu numa fresta do muro.
Percebendo que estava livre do bico do corvo, ela suplicou:
Muro, meu bom muro, pelo amor de Deus, que foi tão bom para você, fazendo-o alto e forte, e enriquecendo-o com esses belos sinos de tão belo som, salve-me, tenha pena de mim!
Meu destino era cair entre os velhos ramos de meu pai, permanecer no rico solo coberto de folhas amarelas. Por favor, não me abandone!
Quando eu estava sendo atacada pelo terrível bico daquele corvo feroz, fiz um voto. Prometi que se Deus me permitisse escapar, eu passaria o resto de minha vida dentro de uma frestinha...
Os sinos, num doce murmúrio, avisaram o campanário que tomasse cuidado porque a noz podia ser perigosa. Afinal, era um corpo estranho em sua intimidade.
Entretanto, o muro decidiu abrigá-la, deixando-a ficar onde havia caído.
O tempo passou e a noz começou a abrir, depois estendeu suas raízes nas frestas da pedra. Não passou muito tempo, as raízes forçaram caminho por entre os blocos de pedra e surgiram galhos que saíam pela fresta.
Os galhos cresceram, tornaram-se mais fortes e estenderam-se para o alto, acima do topo da torre. As raízes, grossas e enroscadas, começaram a fazer buracos nos muros, empurrando para fora todas as velhas pedras.
O muro percebeu, tarde demais, que a humildade da noz e seu voto de ficar escondida numa fresta não eram sinceros. E arrependeu-se de não ter dado ouvido aos sinos. A nogueira continuou a crescer e o muro, o pobre muro, desmoronou e ruiu.

Refletindo com Edu
Em nossa vida, por vezes, aparecem algumas sementes que agem exatamente como a noz. Parecem pequenas e inofensivas. No entanto, produzem grandes estragos.
Falamos da semente da fofoca, que instala a discórdia e pode provocar o desmoronamento de uma amizade.
Se for a semente do mau humor, vai estender as raízes da raiva e os galhos da irritação, que anda de braços dados com a violência.
O ciúme é uma pequena semente que, se alimentada pela desconfiança, irrigada pela insegurança e aquecida pelo orgulho impulsivo, faz desmoronar uma família inteira.
Entretanto, se aceitarmos na intimidade de nossos corações a semente da tolerância, veremos crescer a árvore da harmonia, que fará ruir os muros das separações afetivas.
Se acolhermos a semente do espírito de cooperação com o próximo, esta vai dar vida à frondosa árvore da fraternidade, podendo abrigar em sua sombra, os que caminham sob o sol das necessidades variadas.
Se permitirmos que a seleta semente do amor entre em nosso coração, por uma pequena fresta de boa vontade que seja, ela vai gerar tronco tão forte e galhos tão altos, que tocarão o céu, permitindo que os anjos da concórdia, da união fraterna, da paz, possam descer por seus galhos e, através de cada um de nós, possam servir ao próximo, em nome de Deus.
Há sementes e sementes. Nosso coração é um só. Cabe a cada um de nós selecionar a semente que deseja permitir se torne árvore frondosa. Pensemos nisso e façamos a correta opção.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  com base no cap. A noz e o campanário, do livro Fábulas, de Leonardo da Vinci,
 ed. Melhoramentos.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Nossos filhos são Espíritos, Hermínio  Miranda, ed. Arte e cultura.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A GRAMA DO MEU JARDIM É COR DE ROSA


A GRAMA DO MEU JARDIM É COR DE ROSA

A grama verde do nosso vizinho sempre foi motivo de curiosidade e certa inveja. Mas a questão é: O quanto cuidamos de nosso próprio jardim ao invés de analisarmos minuciosamente a cor da grama de quem mora ao lado?

O mesmo dilema se repete por diversas vezes, advindo de bocas diferentes, de perfis opostos, mas ainda assim a grama do vizinho é sempre mais verde do que a nossa. Pergunto me o que ele usaria todas as manhãs para adubar sua terra. De uma coisa eu puder perceber, ele não usa o pó mágico de Peter Pan, nem tão pouco suas sementes são de ouro.
Vivemos em uma era onde o céu deixou de ser o limite, buscamos cada vez mais o poder, o status e posição social que traga benefícios perante nossos amigos na rede social. A busca se limita por alterar o status de relacionamento, pelo check in no melhor restaurante, pela melhor foto, onde nela haja uma valorização de cada detalhe de seu corpo. E nessa busca desenfreada pela aceitação social e pelo reconhecimento alheio, pego a mim mesmo, e outros diversos amigos, em tardes de domingo sentados na janela observando a grama do vizinho, e se questionando novamente, como ele consegue? Afinal sua vida é aparentemente tão monótona.
É justamente quando paramos para observar que damos a chance, implicitamente, de ouvir a voz da alma. Ela não nos exige um figurino adequado, marcas ou rótulos de aceitação. O que a alma pede, e grita é por liberdade.
Recentemente, e acuso dizer que por uma raridade do destino, deparei-me com um membro de minha rede social, e por ironia da vida, aquele cuja grama, aos meus olhos, sempre foram verde. De frente a uma oportunidade única, não hesitei em questioná-lo sobre o adubo que há tempos fazia uso. A resposta foi tão simples, que por certo momento houve em mim uma angústia, como as das tardes de domingo, onde o silêncio pairou em minha vida. “Eu não faço planos, eu apenas permito que a vida faça seus planos em mim”.
Demorei um pouco para fazer a digestão, porém a reflexão veio concidentemente na tarde do dia seguinte, que era um domingo. Somos culpados por dedicar mais tempo a observar, analisar e até mesmo julgar a grama e modo como o vizinho conduz suas escolhas, do que cuidando de nosso próprio jardim.
Erro nosso é planejar a melhor pose para a foto que publicaremos no segundo seguinte na rede social, do que nos permitir abraçar os amigos que estão nessa foto. Erro é acreditar que é feliz quem tem mais amigos no facebook; que o histórico de fotos do Instragran é o que resumi nossa vida. Erro nosso é deixar de rever amigos antigos, de esquecer o gosto do beijo e o brilho dos olhos de alguém especial, de deixar o hoje para viver amanhã.
Talvez a grama não necessariamente precise ser verde, ela pode ser da cor que desejarmos, assim como nossos sonhos, como nossos planos e como as nossas escolhas. A diferença estará, na maioria das vezes, no modo como cuidamos daquilo que temos de mais valioso. A minha grama é da cor que eu quiser, por que percebi que há pessoas que nos roubam, e outras que nos devolvem. E assim como os caminhos, a cor da nossa grama nada mais é do que a escolha que fazemos, ou melhor, aquela à qual nos permitimos viver.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : MARINA ZOTESSO © obvious: http://obviousmag.org/em_cada_esquina/2015/a-grama-do-meu-jardim-e-cor-de-rosa.html#ixzz3xau5JpLs
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

sexta-feira, 31 de março de 2017

O erro não é de quem confia, e sim de quem mente!


O erro não é de quem confia, e sim de quem mente!

“Depois de um tempo você aprenderá que o sol queima se você se expuser demais. Aceitará inclusive que as pessoas boas possam lhe ferir alguma vez e você precisará perdoá-las. Você aprenderá que falar pode aliviar as dores da alma… descobrirá que leva anos construir a confiança e apenas alguns segundos para destruí-la e que você também poderá fazer coisas das quais se arrependerá o resto da vida”.
William Shakespeare

A confiança é como uma ponte de cristal frágil e transparente que eleva as nossas vidas. É provável que você tenha levado muito tempo e muito esforço para construí-la, e por isso é tão apreciada.
Contudo, apesar de merecer tanto trabalho e trazer tanta felicidade, costuma ser destruída em apenas poucos segundos pelo nosso descuido, nossos egoísmos e nossas atitudes interessadas.
Quando um sentimento tão importante como a confiança se quebra, algo em nosso interior desfalece. Isto ocorre porque a mentira coloca em dúvida mil verdades, fazendo com que nos questionemos inclusive sobre as experiências que achávamos totalmente sinceras.
A mentira tem pernas muito curtas e os braços muito compridos
Mesmo que a mentira possa alcançar limites inesperados, a verdade sempre acaba aparecendo. Como costumamos dizer, é mais rápido pegar um mentiroso que um coxo, pois as suas palavras e os seus atos não se sustentam.
De qualquer forma, o fato de que tudo caia pelo seu próprio peso não quer dizer que a pancada não vá ser impactante e dolorosa. De fato, o normal é que ocorra precisamente o contrário e que a mentira e a traição acabem sendo um antes e um depois nas nossas vidas.
“Um pássaro pousado em uma árvore nunca tem medo de que um galho se rompa, porque a sua confiança não está no galho… E sim nas suas próprias asas…”
A responsabilidade de quem mente
É comum ouvir isso de “se traírem você uma vez é culpa do outro, mas se traírem você duas vezes, é culpa sua”. O fato é que esta afirmação tem muito de verdade em si, mas também é preciso olhá-la com cautela.
Ou seja, a ideia é que aprendamos com os nossos erros e que não os repitamos, mas em última instância, nunca deveríamos nos sentir culpados por sermos enganados. Como você vai se responsabilizar pelo que os outros fizerem? Isso é uma loucura.
Não obstante, é provável que isto tenha atormentado você mais de uma vez, fazendo se sentir estúpido por ter caído nas redes de alguém que “já estava dando na cara”. Neste sentido, é muito fácil ligar os fatos quando a casa já caiu e está fragmentada.
Não somos nem adivinhos, nem infalíveis. Além disso, os outros também não são perfeitos e em alguns casos é preciso pensar que as pessoas boas também cometem erros, de modo que também é preciso estar aberto a perdoar.

A ferida emocional da traição
A ingratidão e a traição doem especialmente quando envolvem as pessoas que amamos e temos ao nosso redor, como os nossos cônjuges, nossos amigos ou as nossas famílias. Quando isto ocorre, começam a entrar em cena a raiva, a impotência e a ira, fazendo-nos sair dos nossos papéis.
Também é muito doloroso (e infelizmente muito comum) que alguém faça algo por nós esperando somente receber algo mais da nossa parte. Este tipo de traição quebra a nossa estrutura e afunda o nosso mundo emocional em um autêntico caos.
Contudo, mesmo que a traição doa profundamente no coração, não faz muito sentido mudar o seu jeito de ser por ter sido ferido, e passar a descontar em outras pessoas por vingança ou despeito.
Por incrível que pareça, esta reação é bastante comum quando a “ferida emocional” está aberta e infeccionada. Do mesmo jeito, só porque alguém fez isso com você não faz sentido se vestir com uma armadura frente a todas as pessoas que o rodeiam. Basta proteger-se do traidor.

Como superar a mentira e a traição
A segurança, a franqueza, a sinceridade e a lealdade nas nossas relações são um pilar básico para manter o nosso crescimento. Contudo, as dúvidas, a desconfiança e a falsidade só nos prejudicam, nos queimam e nos envenenam.
Portanto, embora a desconfiança crave profundos espinhos em nosso interior, todos somos capazes de superá-la. É normal que frente a estas situações a dúvida cresça e, com ela, a desconfiança, mas isto não deve representar uma oportunidade para desconfiar dos outros.
Ou seja, dado que é provável que nos encontremos nesta situação tão indesejável mais de uma vez, é preciso entender que é uma oportunidade para crescer como pessoa e escolher melhor as pessoas que nos rodeiam.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Raquel Brito
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg


quinta-feira, 30 de março de 2017

Este terrível vício de querer o que não se tem


Este terrível vício de querer o que não se tem

Não, meu caro amigo. A mulher do vizinho não é mais bonita do que a sua. Não, minha cara amiga, o marido da colega de trabalho não é mais carinhoso do que o seu. A grande qualidade do parceiro alheio é ser o do outro e não o seu.
Sílvia Marques

Já afirma a velha e boa sabedoria popular que a grama do vizinho é sempre mais verde e a galinha mais gorda. O churrasco também cheira melhor e a vida do casal ao lado sempre parece ter um tempero a mais que ressignifica tudo de forma mais alegre e colorida.
Redes sociais são os canais perfeitos para nos sentirmos no fundo do poço. Nas redes tudo mundo é bonito, bem resolvido, legal ( se é que alguém entende mesmo o que é ser legal), faz viagens maravilhosas e se diverte pra valer. Todo mundo elogia os filhos, diz amar o marido/esposa e sorri expansivamente dentro da sua melhor roupa. Todo mundo é honesto, gosta de ler e valoriza beleza interior usando um biquíni minúsculo e fazendo um biquinho erótico.
Realmente, muitas pessoas postam informações verdadeiras e gostam de ler pra valer, são honestas e valorizam beleza interior. Realmente muitas pessoas admiram os filhos e amam o parceiro. Independente da veracidade das postagens, as redes estimulam sentimentos de rivalidade e desejo de ter uma vida melhor a partir dos padrões alheios de felicidade e não a partir dos nossos.
Começamos a desejar cada vez mais a vida do outro. Este traço sempre existiu na raça humana, mas atualmente está potencializado pela globalização e novas tecnologias.
E cada vez mais também cobiçamos o parceiro alheio e desprezamos o nosso. Quando conhecemos alguém na intimidade, entramos em contato com todas as qualidades positivas e negativas da pessoa. Quando convivemos com alguém socialmente, vemos mais o lado positivo pois em festas e passeios , as pessoas tendem a usar máscaras sociais.
Outro aspecto que deve ser considerado: defeitos incomodam muito e acabam chamando mais a nossa atenção. Quando vemos no marido da amiga ou na esposa do amigo uma qualidade que o nosso parceiro não tem, nos esquecemos de averiguar que o nosso parceiro tem muitas qualidades positivas que a outra pessoa não tem.
Um marido pode se ressentir porque a mulher do vizinho é mais elegante. Mas muitas vezes esquece de pensar que tal elegância pode ter um custo alto. Por outro lado uma mulher pode ficar chateada porque seu marido não compra flores em datas festivas e o marido da vizinha sim. Mas pode se esquecer de pensar que seu marido é um feminista que demonstra seu carinho de outra forma, como por exemplo, dividindo as tarefas de casa por achar o correto. Entendem o que quero dizer? Alguém casado há séculos com uma mulher loira pode se sentir atraído pelas morenas por representar uma novidade. Mas normalmente se esquece de pensar que homens casados com morenas há muito tempo, podem criar fantasias quentes com loiras.
É triste perceber o quanto homens e mulheres se esforçam para agradar e parecerem perfeitos para os parceiros alheios. É triste perceber o quanto algumas pessoas preferem dar atenção aos parceiros dos amigos. É triste perceber como os relacionamentos de longa data começam a perder o brilho por falta de cuidado, de manutenção afetiva. Ninguém vive apaixonado pela mesma pessoa a vida toda. Paixão tem data de validade. Mas nem por isso o relacionamento precisa perder o afeto, a cumplicidade, a vontade de fazer coisas juntos, inclusive sexo de qualidade, criativo, renovável.
A paixão tem data de validade, mas a amizade, a admiração, o carinho tendem a crescer com o tempo e a convivência. Mas para isso acontecer é preciso parar de olhar para a casa ao lado e tentar ver o que há de melhor na sua.
Não, meu caro amigo. A mulher do vizinho não é mais bonita do que a sua. Não, minha cara amiga, o marido da colega de trabalho não é mais carinhoso do que o seu. A grande qualidade do parceiro alheio é ser o do outro e não o seu.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Sílvia Marques
³ Fonte imagem : obvious: http://obviousmag.org/cinema_pensante/2015/06/este-terrivel-vicio-de-querer-o-que-nao-se-tem.html#ixzz3xbAR3wtA

quarta-feira, 29 de março de 2017

Relacionamento de bolso: a lógica do consumismo aplicada ao amor


Relacionamento de bolso: a lógica do consumismo aplicada ao amor

Falaremos sobre relacionamentos descartáveis, uso e desuso das pessoas como se fossem mercadorias. O apego às coisas e o desapego às pessoas são características dessa época, marcada pelo consumismo.

 Prof. Juan Daniel


O capitalismo veio para ficar. Depois da queda do Muro de Berlim e com ele o fim das utopias sociais, e o fim das esperanças num futuro promissor, o capitalismo reina soberano.
Percebe-se não somente a avidez de uma sociedade consumista que reafirma seus valores no material e no transitório, mas também que esta falsa ideologia está produzindo uma conduta baseada numa lógica do uso e do descarte.
O termo “relacionamento de bolso” se refere a ação de usar um objeto, guardá-lo e dispor dele quando se precise. Esse novo conceito, produto da tendência capitalista, prega a felicidade por antecipação, a ideia de que você pode possuir, adquirir, comprar, vender, consumir, e quando necessário, descartar o objeto, sempre quando perceber que o “produto” não agradou!
O amante-consumidor, ao mesmo tempo que é consumidor, pensa também que é dono da relação, e age como proprietário do outro, acha que tem direito sobre “o produto” adquirido, consumindo sexo e se divertindo como se estivesse em bom restaurante requintado de qualquer shopping center da vida, e quando percebe que o relacionamento está causando indigestão, sai à procura de outro (atraído) pelas ofertas nas mesmas vitrines deslumbrantes do referido shopping center da vida, sem se preocupar com o sentimento do outro.
Esse fenômeno amor/consumo tem duas faces. A primeira face é o “ficar”, o qual pode ser descrito como um relacionamento que não tem prazos, pode durar algumas horas, uma noite, uma semana, e desse tipo de relacionamento pode surgir o namoro. Contudo sem envolvimento sentimental, dedicação ou comprometimento. O fato de estar “ficando” com uma pessoa não impede de “ficar” com outras pessoas, justamente pelo fato de não existir compromisso.
“Motivados pela sociedade de consumo de bens materiais ou emocionais, os jovens saem às ruas em busca de quantidade, e não de qualidade”. Querem contabilizar quantas vezes "pegam" ou "ficam" com alguém, traduzindo, em números elevados, a miséria afetiva de seus corações.
Têm medo de amar, de sofrer, de se decepcionarem ao descobrir que o outro não lhes traz a garantia da tão desejada felicidade. Por isso se usam, mantendo a relação em seus níveis mais superficiais, visando apenas o esvaziamento imediato da tensão libidinosa, tendo como objetivo apenas o prazer físico. (Meirelles,2007).
A segunda face é o “desficar”. Um relacionamento light, semipresencial, baseado na conveniência. Nem juntos nem separados. A questão básica na relação “nem vai nem fica” tem uma simples razão: seus protagonistas acham que conviver juntos e por tempo indeterminado torna-se um peso para os dois. Chega-se então ao acordo que devem morar separados e se juntarem quando houver consentimento.
CONSUMIR x AMAR
UM CASAL MODERNO vive nessa dinâmica do consumo: Namoro, viagens, compras, shopping centers, diversão, aventuras e muito sexo. Para logo se separar! Aproveitam, vivem intensamente e se curtem. Contudo, sem compromissos mais sérios, sem laços permanentes, sem amor e sem perspectiva do futuro. Somente a sensação de gozar aqui e agora. Felicidade e amor eternos ficam para os contos de fada! “E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantidas de seguro total ou devolução do dinheiro.” (Bauman, 2001,21)
Somando todos os investimentos na relação efêmera, os amantes-consumidores avaliam a relação, e tiram como saldo positivo as aventuras vividas juntas. Sem traumas nem culpa, o que realmente importou foi a diversão. Contudo ninguém nega, que no íntimo, os amantes- consumidores sentem um vazio existencial e o medo da solidão.
Por que isso acontece? Suspeita-se do alto grau de narcisismo que nossa sociedade está vivenciando. Uma espécie de “retrato de Dorian Grey”, no qual o personagem principal, de notória beleza e inteligência, tem uma excessiva admiração por si mesmo e que não deseja outra coisa na sua existência do que conservar-se eternamente jovem, tal qual retratado no seu quadro. Carente de afeto e admiração e possuído de desejos desenfreados, Grey vive sua eterna juventude narcisista e hedonista, contudo esconde sua alma podre!
Talvez seja essa a razão de que a máxima hoje é: “eu mereço ser feliz”. Tudo se volta para os caprichos do ser narcisista! Demanda eficaz, rápida, urgente, em busca da felicidade. Tudo gira em torno do universo “Egocêntrico” dos indivíduos narcisistas. Não sobra nada para os outros. O paradigma que está se consolidando é:” eu.com“.
Não assusta pensar que todo sentimento que alguém tem por você tem prazo de validade? Não é aterrador pensar que você pode chegar a ser apenas um “objeto” num dado relacionamento? E onde fica o amor verdadeiro? Você se sente segura no atual relacionamento? Se tudo está condicionado a essa lógica egoísta e pragmática, isso significa o fim das relações duradouras?
Bom, não devemos ser pessimistas, mas devemos admitir que está cada vez mais difícil se relacionar. A tensão sempre vai existir entre o desejo e o amor. E como pessoas maduras, devemos decidir o que queremos para as nossas vidas.

ENTRE O DESEJO E O AMOR
O desejo é o que atrai e ao mesmo tempo repele. Pois ao se desejar um produto, faz-se todo esforço possível para satisfazer o desejo de posse. Com os mais variados objetivos: status, satisfação pessoal, ostentação, impulso. Caso o produto não agradou ou veio com defeito, o consumidor o rejeita. Os símbolos refletem uma relação de poder. Ter é poder.
O amor, por outro lado, é a vontade de cuidar, de preservar e agradar o ser amado. Age como força centrífuga, impulso de expandir-se, ir além, projetar-se em direção ao outro. Se pelo desejo a pessoa quer possuir, pelo amor quer cuidar e proteger. E com relação ao desejo de subjugar, escravizar, aniquilar, consumir, anular, cercar, são jogos do poder. No verdadeiro amor não existem armas, somente humildade, bondade, paciência, e a alegria com ver o outro feliz.
A felicidade, o amor verdadeiro, a alegria de compartilhar a vida com o parceiro, numa relação de compromisso, aceitação, cuidado e dedicação mutua, não existe mercantilização!
Só ama de fato quem vence as barreiras do egoísmo, dos interesses pessoais, do orgulho, do status, do desejo de posse. Vale aqui ressaltar as palavras do filósofo cristão Paulus de Tarsus, as quais contrastam drasticamente com nossa época:
“Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, Mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança E paciência. O amor é eterno.”


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Prof. Juan Daniel © obvious: http://obviousmag.org/sensusagape/2015/03/relacionamento-de-bolso-a-logica-do-consumismo-aplicada-ao-amor.html#ixzz3xbDQetmX
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terça-feira, 28 de março de 2017

Por que a família do amigo, do vizinho é sempre melhor?


Por que  a família do amigo, do vizinho é sempre melhor?

É comum se escutar, em especial por parte dos adolescentes e jovens, queixas a respeito de sua família. Afinal, a família do amigo, do vizinho é sempre melhor. A mãe do amigo é compreensiva, o pai ouve o filho.
Alguns chegam a dizer que se sentem estranhos no seu lar, que prezariam imensamente serem filhos dessa ou daquela família. E levam tão a sério suas afirmativas, que não é raro se encontrar meninos e meninas a passar dias e dias em casa de amigos. Porque é lá, naquele ambiente, que se sentem muito bem.
Por que isso acontece? Primeiro, temos que considerar que os pais, como responsáveis pela educação dos seus rebentos, de contínuo estão a chamar a sua atenção para os seus deveres, suas obrigações. É a escola, o dever de casa, as pequenas tarefas do lar, a limpeza do quarto. Tais questões habitualmente fazem que o jovem se sinta pressionado em seu lar, enquanto no do amigo, nada lhe é exigido, desde que ele é visita.
E visita merece tratamento especial, mesmo porque a sua educação não é dever dos seus anfitriões. Outro detalhe a se considerar é que alguns de nós, verdadeiramente nascemos em famílias não muito simpáticas a nós. Tal ocorre como parte do nosso aprendizado, dentro da lei de causa e efeito. Retornamos assim, para viver entre seres indiferentes ou até antipáticos.
Mas, se imaginam que, em tais circunstâncias, deve-se desconsiderar a família atual, enganam-se. Para nossa própria edificação, é importante que essa família, hoje somente unida pelos laços corporais, se transforme em uma família verdadeira, unida pelos laços do afeto.
Cabe-nos, portanto, trabalhar para isto. Quando a situação parecer meio difícil, dentro do lar, recorrer à oração. Se a conversa se encaminha para uma discussão, sair um pouco, esfriar a cabeça e retornar depois para um diálogo ameno. Se um ou outro membro da família nos é antipático, meditemos que não é o acaso que nos reúne, que motivos muito graves nos levaram a estar juntos no hoje e comecemos a olhá-lo, buscando descobrir suas virtudes.
Se, ao sairmos desta vida, pudermos levar como trunfo em nossa bagagem, o termos conquistado um ou mais membros da nossa família, com certeza teremos realizado algo muito proveitoso para nossa vida, como Espíritos eternos.
Porque conquistar um ser indiferente ou antipático, transformando-o em amigo é algo que jamais se perderá.

Refletindo com Edu
A fraternidade é sol para as almas e um roteiro para a vida. Ela começa sempre no lugar onde estamos, para que possamos alcançar a região que desejamos. Exercitar a fraternidade é deixar-se envolver pela lição de amor de Jesus Cristo, enriquecendo os sentimentos.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Joanna de Ângelis e  Divaldo Pereira Franco, Em 9.1.2014.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Repositório de sabedoria, verbete Fraternidade,  Joanna de Ângelis e  Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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COMENTÁRIOS - PITACOS - SUGESTÕES - ELOGIOS

Vejam o que os visitantes dizem do educar para humanidade.


Noosssaaa... o seu blog e um espetáculo Edu. Ou melhor vc e isso tudo. Um grande beijo de quem gosta muito de você.
Patrícia

Adorei esse blog, parabéns,contém muitas dicas úteis e interessantes. Que Deus te abençoe e q vc possa a vir dar mais dicas . Fica com Deus! O seu blog ....é show.
Julianne


Este Site é ótimo,e acredito que estas postagem ajudará , vários casamentos, parabéns pela iniciativa.
Carlos Alberto

Imagina que quando uma amiga me falou de você edu confesso que não acreditei. Será que ainda existem homem assim? Perguntei. Mas Quando vi você pela primeira vez fiquei encantada com o seu jeito de ser, te achei uma pessoa muito,muito, muito, maravilhosa, amiga, verdadeira, prestativa, séria... Quando eu conheci fiquei encantada com sua beleza, personalidade, caráter...Admiro demais você, na verdade me considero Sua fã número 1... Adoro ler seus textos aqui no blog. Assistir suas palestras um show de informação.
Hoje tenho certeza que és é uma pessoa muito especial pra mim pois ajudou e me ajuda muitoé um amor de pessoa ...você pode contar comigo pro que der e vier estou sempre disponível pra você viu meu lindo...Você é uma pessoa da minha extrema confiança Da sua eterna Amiga que te ama muito e te quer muito bem com carinho, amor e saúde bjos......
Priscila


Esse site esta de parabéns adorei tudo que vi por aki@!!! tudo de bom.
Anônimo

Poxa, ta bem legal seu texto, parabens.
Fernanda


Essas dicas eram o que eu precisava para tirar uma duvidazinha. Obrigado ao blog que eh um espetáculo.
Juliani


Eu acabei de ler sua mensagem sobre como manter um relacionamento e tem muitas coisas que estão acontecendo comigo, obrigado pelo blog e as dicas que vão me ajudar com certeza.
Ana

Eduardo pessoas como você, ajuda a escrever a historia da vida com muito mais amor, carinho e humildade, que bom que você existi... parabens pelo seu blog. Sempre vou admirá-lo... Que Deus te abençoe sempre.
Josi


Esse blog é realmente muito completo, tudo o que eu preciso tem aqui, só queria saber como fazer boas preliminares, rs. Mas tudo o que eu imagino tem aqui, é um site perfeito. Parabéns!
Adriana

Eduardo quando te vi pela primeira vez tive a certeza de ter encontrado uma pessoa especial, com a alma serena e doce ao mesmo tempo. Você é um ser iluminado por Deus e com uma missão muito especial. Gosto de estar com você de poder compartilhar meus "segredos" contigo e dividir minhas "angustias" principalmente pelo blog.
Lembre que você sempre poderá contar comigo a todo instante que precisar...pois estarei sempre aqui para te falar o quanto você é especial pra mim!!!!!!!!milhões de beijos carinhosos pra vc viu meu lindo!!!!!!
Josenilda

Como sempre Edu, uma ótima postagem. Fico feliz em saber do seu esforço em ajudar a humanidade escrevendo coisas significante aqui no blog,. Beijos com afeto.
Lindomar



Oi Eduardo, que blog massa, parabéns lindo, me visita se puder tá? , agradeço. Um grande abraço,
Erika.


Nossa, amei seu blog Eduardo, pricipalmente as postagem sobre os inimigos e amigos do orgasmo, quantas informações interessantes. Parabéns.
Karla luane


Estou adorando visitar seu blog! Parabéns pelo blog e pelos resultados já conquistados, isso que você faz é muito importante! Abraços.
Viviane


Parabéns pela criatividade e mais ainda pela continuidade dos textos sobre relacionamentos. Parabéns!
Junior


Ola. Ótimo seu blog. Adorei o post parabéns. A minha namorada é enfermeira e adorou suas palestra, abraços.
Joel santos

Ei Edu! Gostei muito do que escreve e como escreve. Gostaria de trocar figurinhas comigo?
Pedro


Eduardo Gostaria de acompanhar seu blog, é muito bacana seus texto. Me ajuda sou pouco leigo.
André


Muito bom o seu blog...Provavelmente eu deva voltar por aqui mais vezes, sucesso eduardo.
Anônimo


O blog é excelente e a escritor inteligente na medida certa. Parabéns pelo seu trabalho.
Elza


Eduardo Indiquei seu blog a vários amigos, é tão bom achar um Blog que nos descontrai ao mesmo tempo nos sinalizem coisas boas assim.
Márcia lima


Eduardo, querido... seu blog é realmente demais. Demais! Correto, comunicativo, educacional, sensível, genial! to muito orgulhosa de vc ter postado um texto de minha autoria aqui, valeu!
Patrícia

Eduardo o texto e as perguntas foram bem elaboradas e respondidas, mostrando claramente os problemas sexuais, bem como os caminhos para iniciar um tratamento. Atualmente se faz muito necessário este tema tendo em vista o alto índice de apelo sexual passado pelas mídias para as pessoas. Parabéns.
Anônimo


Meu querido Eduardo, parabéns pelo post esclarecedor, aliás tudo o que você escreve é de muita qualidade.parabéns.
Augusto


Eduardo, você fala desse tema de maneira tão natural, que nos dá a exata dimensão do assunto que estás tratando. Parabéns.Gosto muito de seu blog.Abraços
Walter


Muito bom esse pequeno artigo esta de parabéns colega.
Anônimo


Olá Eduardo seus artigos são muito bons, gosto principalmente da maneira franca como você escreve. As dicas estão perfeita, agora é ler e praticar. Abraços e bom fds.
Pedro Paulo


Um elogio curto e sincero: UAU! OTIMO! PERFEITO!
Anônimo


Adorei as perguntas! Amei todas as respostas! Foi perfeito me ajudou a entender o que esta acontecendo comigo, obrigado edu.
Anônimo

Excelente artigo. Alto padrão como sempre, parabéns eduardo!
Anônimo


Didático com sempre. Nunca usando de pornografia. Esse é o educar para humanidade.adoro acompanhar suas postagens.
Amadinha


Oi edu!! Boa noite !!! passando para conferir as ultimas postagem do blog... como sempre parabéns vc é tudo de bom!!!
Natalia


Ótimo conteúdo Eduardo, os temas escolhido é de muito bom gosto!!! parabéns pelo blog!!!
Gustavo

Gostei bastante do texto, não conhecia o seu blog, é excelente!
Marcos

Parabéns eduardo ! Seus posts são sempre atuais, instrutivos e com extrema qualidade e bom gosto na escolha dos temas e sua inteligente maneira de abordá-los. É com muito gosto que leio sempre seu blog. Abraços !!!
Eliane Almeida


Oi Edu, Autoconhecimento da sexualidade feminina, Que texto excelente, todos os homens devem ler isso, com certeza.abraços, valeu .
Anônimo

Puxa!educar para humanidade. Isso que é um belo manual! Adorei o seu blog. Sempre que passo por aqui aprendo mais e mais... Continue esse trabalho excelente. Parabéns pelo artigo, nota 10. Bjo
Leila Cristina







Ciclo de Palestras e Seminários nas áreas de Educação e Saúde para 2015



TEMAS EM EDUCAÇÃO
Avaliação da aprendizagem no século XXI.
O papel do professor: Transformando informação em conhecimento.
As muitas faces da profissão Docente.
Alfabetização e Letramento: os desafios contemporâneos.
Oralidade e Escrita: Dificuldade de ensino-apredizagem na alfabetização.
A importância do lúdico no desenvolvimento da criança
O Brincar e a Matemática
A proposta dos PCNS e sua relevância na formação dos cidadãos.
Um dialogo entre a psicopedagogia e a educação.
Direitos e Deveres da Criança.
Autoridade e Autoritarismo na Sala de Aula:Repensando a relação professor-aluno
Violência em casa: reflexo na escola. Como disciplinar sem bater?
Como trabalhar as relações humanas para prevenir a violência contra criança no ambiente familiar / escolar.
Família e Escola: educar é uma tarefa de todos.
Ética e Cidadania.

TEMAS EDUCAÇÃO EM SAÚDE DO ESCOLAR

A Síndrome de Burnout : Como vai a Saúde do professor na Educação Infantil ?
Saúde Bucal (escovação e higiene).
Higiene e Saúde do escolar.
Alimentação: A obesidade e os transtornos alimentares.
Saúde e meio ambiente.
A importância do sono na vida do ser humano.
O que toda a criança precisa saber sobre segurança.
E agora: O que eu faço? Primeiros socorros.
As principais doenças da infância.
Doenças Sexualmente Transmissíveis.
AIDS/HIV

TEMAS EDUCAÇÃO EM SAÚDE FAMILIAR

Lute pela vida: diga não as drogas.
Alcoolismo, tabagismo e suas conseqüências.
Hipertensão e dislipidemias.
O que todo diabético precisa saber.
Ficar amarelo pra que? Hepatite tem prevenção.
Fique ligado: hanseníase tem cura.
Prevenção do câncer: caminho para saúde.
Saúde bucal não tem idade.
Prevenção da violência contra idoso.
Mulher com saúde é mais mulher.
Abuso e exploração sexual de crianças e adolescente.
Infância perdida: prostituição infantil.
Sexualidade na escola: Como forma o filho para a vida sexual.
Sexualidade na adolescência.
Gravidez na adolescência.
Aborto e suas conseqüências.
Previna-se use camisinha.
Profissão criança: trabalho infantil isso não tem futuro.

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