Devemos
viver como se fossemos um “livro aberto”. Não quero dizer com isto que
precisamos viver escancarados para o mundo, mas que, se fechado ficaremos
impossibilitados de nos vermos claramente.
Eduardo
Bechara
O mundo pode
ser comparado a um incomensurável arquivo vivo que guarda inúmeras coleções de
obras-primas. Cada texto escrito representa as diversas experiências que
tivemos ao longo dos anos. Cada um de nós é o somatório desses mesmos textos,
compilados num único livro. Em virtude disso, cada um de nós é uma “obra prima”
de Deus, única e com características peculiares.
Como somos todos “livros diferentes”, o sucesso de uma vida plena é ler-nos e, a
partir daí, nos expressarmos perante o mundo usando nossa originalidade.
Quem não exercita a leitura de si mesmo
provavelmente ficará retido na capa e distanciado do seu conteúdo.
É necessário pesquisar o “índice interno”: lista alfabética de nomes, lugares e
assuntos, que nos permite localizar a “página íntima”, onde os nossos temas
podem ser encontrados, para não ficarmos preso à “capa revestimento”.
Se não soubermos ler a nós mesmos, dificilmente a alucinação
de capa quem mergulha nas profundezas do conteúdo da vida interior.
"Livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Os
livros só mudam as pessoas".
(Mário Quintana).
Ontem visitando a XIX Feira Pan-Amazônica do Livro, pude perceber um
excessivo número de livros que apenas distraem a mente. Quantas vezes adquirimos
obras iludidas pela aparência externa! Capas multicoloridas, títulos
extravagantes, que camuflam romances simplistas, histórias infantis sem valor
pedagógico, dramas sensacionalistas. Há ocasiões em que temos o disparate de
compra-las sem ao menos consultar o sumário.
A capa pode ficar amassada e envelhecida, a pagina
pode ser despedaçada e separada do livro, todavia nenhuma criatura amassa,
tritura, rasga ou aparta ideias, sentimentos e emoções que uma alma interpretou
e guardou em seu âmago.
A mente entretida bloqueia a fonte sapiencial e
polui a via de acesso pela qual escolhemos “livros externos” através do conteúdo
de nosso “texto interno”.
Portanto, quando desenvolvemos a habilidade de
“fazer a mente silenciar”, penetramos na essência das coisas e, como resultado,
passamos a escolher os livros que nos levem a maiores reflexões e, ao mesmo tempo,
a tomar posse da “Biblioteca viva” que existe dentro de nós.




Segundo pesquisas e matérias de especialistas que envolvem
o assunto os benefícios da leitura podem, no mínimo, triplicar a qualidade de
vida de uma pessoa.
Parece exagero? Leiam e tirem as suas próprias
conclusões!











Pense com Edu! Os recursos de que
necessitamos para bem viver não estão na exterioridade; estão dentro de nós,
visto que cada ser humano é um “livro transcendental” repletos de conhecimentos
imortais.
¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em
Docência do Ensino Superior – PROEJA e
Educação em Saúde. Pesquisador do
Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Independent.co.uk
³ Fonte imagem : Eduardo Campos
Livro de Referência: HAMED. Um modo de entender! Editora ICEAC, Capivari – SP. 2005
Written by Eduardo Campos
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