“ Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não
começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais
gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada
com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério
daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas
e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A
experiência da beleza tem de vir antes".
Rubem Alves
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Papai, papai – perguntava a pequena Sophie ao lado do pai a contemplar as
estrelas que bordavam o escuro da noite. – O que são estrelas?
-
Para os homens de ciência , minha filha, são astros que ocupam seus lugares no
espaço sem fim, possuindo inclusive nome de grandeza. Para os poetas, são
pinceladas de luz na tela da noite para compensar a ausência do sol. Para
outros, representam as almas das pessoas boas que viveram na Terra e agora, lá
do alto, continuam a olhar e a pedir a Deus pelos homens, minha filha.
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Mas, papai, se as estrelas são coisas assim tão bonitas, por que Deus as
colocou tão longe de nós? Nunca poderemos alcança-las?
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As pessoas bondosas minha filha, ensinam que podemos encher a nossa alma com um
gás chamado “Amor”. Esse “amor”
funcionaria como gás que enche os balões,
tornando-os leves e permitindo que subam em direção ao céu, minha filha...
Para refletir
Pois
é meu amigo e companheiro do blog. Bela explicação proporcionou o delicado e
experiente pai à filha... E você? Como vai o seu “balão”, em termos de gás do
“amor”? Você tem procurado todos os dias colocar um pouquinho dele na sua alma?
São tantas as oportunidades, não é mesmo?
Por meio de um sorriso que não nos custa nada, a não ser o preço da gratidão
por estarmos mergulhados na vida.
A atenção que possamos dar a uma pessoa idosa, auxiliando-a a
colocar sentindo em sua existência.
Respondermos com paciência àquele que já perdeu a dele.
Tolerarmos os problemas no transito sem darmos nascimento ao
sentimento de cólera.
Sermos o foco de equilíbrio dentro do próprio lar, calando-nos, ou expressando-nos
quando os momentos assim exigirem.
Termos tempo para o diálogo amigo com o cônjuge, com os filhos e
os pais idosos.
Cumprimentarmos com sinceridade a serviçal que porventura nos sirva
no lar.
Não maltratarmos os animais, compreendendo que eles também são
criaturas de Deus.
Regamos as plantas que enfeitam o jardim de nossa casa.
Promovemos a higiene do lar e do próprio corpo para que tenha
saúde.
Ganharmos o pão com o trabalho dignificante e dignificado.
Compreendermos o “chefe” em seu momento de cólera ou ao
empregado nos seus instantes de preocupações que desconhecemos.
Atendermos ao telefone mais
do que três vezes seguidas sem proferir nenhum impropério.
Agradecermos, mesmo que mentalmente, o alimento que nos abençoa
à mesa; o agasalho que nos protege das intempéries; o calçado que polpa nossos
pés das pedras do caminho.
Orarmos a Deus também para agradecer e não tão somente para pedir
infinitamente.
Repararmos na beleza com a que a noite prepara o nosso sono e o
convite do sol que nos estende as mãos através de múltiplos raios com a
proposta de recomeço.
É,
meu amigo, são essas pequeninas coisas, que esquecemos quase todos os dias, que
vão adicionando o gás do amor nos balões de nossas almas, permitindo-nos o vôo
em direção ás estrelas, para apanhá-las como dourados frutos de uma existência
na qual conseguirmos ser pequeninamente úteis.
Muitas
pessoas pensam em ser grandes, ser capazes de grandes realizações sem aprender
antes disso a serem pequenas. Procuram crescer sem o alicerce, discreto mas
sólido, e acabam por ruir nas tentativas, como desmorona o imóvel sem o
adequado sustentáculo.
Deus
conhece o limite de cada criatura e sempre que estivermos fazendo o que nos é
possível verdadeiramente, apesar de parecer coisas tão pequenas, estaremos
participando da obra d´Ele positivamente.
Pense com o Edu! -Você pode e vai, tenho a certeza, começar, com essas aparentemente desprezíveis atitudes, a extrair a sua cota do gás do “amor” que, um dia, o fará tão leve que partirá da terra rumo ás estrelas como criança feliz caminha em direção do seu brinquedo preferido.
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¹ Fundador e Autor: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo,
Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA
e Educação em Saúde. Pesquisador
do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Ricardo Orestes.
³ Fonte imagem : http://1.bp.blogspot.com/-- RyCphYDV5eM/s1600/pai
e filha l_olhando_estrela_cadente_.jpg
Livro de Referência: Forni, Ricardo Orestes. Bom Dia
Mesmo! Editora EME, Capivari – SP. 2005
Written by
Eduardo Campos all rights reserved.