quarta-feira, 29 de março de 2017

Relacionamento de bolso: a lógica do consumismo aplicada ao amor


Relacionamento de bolso: a lógica do consumismo aplicada ao amor

Falaremos sobre relacionamentos descartáveis, uso e desuso das pessoas como se fossem mercadorias. O apego às coisas e o desapego às pessoas são características dessa época, marcada pelo consumismo.

 Prof. Juan Daniel


O capitalismo veio para ficar. Depois da queda do Muro de Berlim e com ele o fim das utopias sociais, e o fim das esperanças num futuro promissor, o capitalismo reina soberano.
Percebe-se não somente a avidez de uma sociedade consumista que reafirma seus valores no material e no transitório, mas também que esta falsa ideologia está produzindo uma conduta baseada numa lógica do uso e do descarte.
O termo “relacionamento de bolso” se refere a ação de usar um objeto, guardá-lo e dispor dele quando se precise. Esse novo conceito, produto da tendência capitalista, prega a felicidade por antecipação, a ideia de que você pode possuir, adquirir, comprar, vender, consumir, e quando necessário, descartar o objeto, sempre quando perceber que o “produto” não agradou!
O amante-consumidor, ao mesmo tempo que é consumidor, pensa também que é dono da relação, e age como proprietário do outro, acha que tem direito sobre “o produto” adquirido, consumindo sexo e se divertindo como se estivesse em bom restaurante requintado de qualquer shopping center da vida, e quando percebe que o relacionamento está causando indigestão, sai à procura de outro (atraído) pelas ofertas nas mesmas vitrines deslumbrantes do referido shopping center da vida, sem se preocupar com o sentimento do outro.
Esse fenômeno amor/consumo tem duas faces. A primeira face é o “ficar”, o qual pode ser descrito como um relacionamento que não tem prazos, pode durar algumas horas, uma noite, uma semana, e desse tipo de relacionamento pode surgir o namoro. Contudo sem envolvimento sentimental, dedicação ou comprometimento. O fato de estar “ficando” com uma pessoa não impede de “ficar” com outras pessoas, justamente pelo fato de não existir compromisso.
“Motivados pela sociedade de consumo de bens materiais ou emocionais, os jovens saem às ruas em busca de quantidade, e não de qualidade”. Querem contabilizar quantas vezes "pegam" ou "ficam" com alguém, traduzindo, em números elevados, a miséria afetiva de seus corações.
Têm medo de amar, de sofrer, de se decepcionarem ao descobrir que o outro não lhes traz a garantia da tão desejada felicidade. Por isso se usam, mantendo a relação em seus níveis mais superficiais, visando apenas o esvaziamento imediato da tensão libidinosa, tendo como objetivo apenas o prazer físico. (Meirelles,2007).
A segunda face é o “desficar”. Um relacionamento light, semipresencial, baseado na conveniência. Nem juntos nem separados. A questão básica na relação “nem vai nem fica” tem uma simples razão: seus protagonistas acham que conviver juntos e por tempo indeterminado torna-se um peso para os dois. Chega-se então ao acordo que devem morar separados e se juntarem quando houver consentimento.
CONSUMIR x AMAR
UM CASAL MODERNO vive nessa dinâmica do consumo: Namoro, viagens, compras, shopping centers, diversão, aventuras e muito sexo. Para logo se separar! Aproveitam, vivem intensamente e se curtem. Contudo, sem compromissos mais sérios, sem laços permanentes, sem amor e sem perspectiva do futuro. Somente a sensação de gozar aqui e agora. Felicidade e amor eternos ficam para os contos de fada! “E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantidas de seguro total ou devolução do dinheiro.” (Bauman, 2001,21)
Somando todos os investimentos na relação efêmera, os amantes-consumidores avaliam a relação, e tiram como saldo positivo as aventuras vividas juntas. Sem traumas nem culpa, o que realmente importou foi a diversão. Contudo ninguém nega, que no íntimo, os amantes- consumidores sentem um vazio existencial e o medo da solidão.
Por que isso acontece? Suspeita-se do alto grau de narcisismo que nossa sociedade está vivenciando. Uma espécie de “retrato de Dorian Grey”, no qual o personagem principal, de notória beleza e inteligência, tem uma excessiva admiração por si mesmo e que não deseja outra coisa na sua existência do que conservar-se eternamente jovem, tal qual retratado no seu quadro. Carente de afeto e admiração e possuído de desejos desenfreados, Grey vive sua eterna juventude narcisista e hedonista, contudo esconde sua alma podre!
Talvez seja essa a razão de que a máxima hoje é: “eu mereço ser feliz”. Tudo se volta para os caprichos do ser narcisista! Demanda eficaz, rápida, urgente, em busca da felicidade. Tudo gira em torno do universo “Egocêntrico” dos indivíduos narcisistas. Não sobra nada para os outros. O paradigma que está se consolidando é:” eu.com“.
Não assusta pensar que todo sentimento que alguém tem por você tem prazo de validade? Não é aterrador pensar que você pode chegar a ser apenas um “objeto” num dado relacionamento? E onde fica o amor verdadeiro? Você se sente segura no atual relacionamento? Se tudo está condicionado a essa lógica egoísta e pragmática, isso significa o fim das relações duradouras?
Bom, não devemos ser pessimistas, mas devemos admitir que está cada vez mais difícil se relacionar. A tensão sempre vai existir entre o desejo e o amor. E como pessoas maduras, devemos decidir o que queremos para as nossas vidas.

ENTRE O DESEJO E O AMOR
O desejo é o que atrai e ao mesmo tempo repele. Pois ao se desejar um produto, faz-se todo esforço possível para satisfazer o desejo de posse. Com os mais variados objetivos: status, satisfação pessoal, ostentação, impulso. Caso o produto não agradou ou veio com defeito, o consumidor o rejeita. Os símbolos refletem uma relação de poder. Ter é poder.
O amor, por outro lado, é a vontade de cuidar, de preservar e agradar o ser amado. Age como força centrífuga, impulso de expandir-se, ir além, projetar-se em direção ao outro. Se pelo desejo a pessoa quer possuir, pelo amor quer cuidar e proteger. E com relação ao desejo de subjugar, escravizar, aniquilar, consumir, anular, cercar, são jogos do poder. No verdadeiro amor não existem armas, somente humildade, bondade, paciência, e a alegria com ver o outro feliz.
A felicidade, o amor verdadeiro, a alegria de compartilhar a vida com o parceiro, numa relação de compromisso, aceitação, cuidado e dedicação mutua, não existe mercantilização!
Só ama de fato quem vence as barreiras do egoísmo, dos interesses pessoais, do orgulho, do status, do desejo de posse. Vale aqui ressaltar as palavras do filósofo cristão Paulus de Tarsus, as quais contrastam drasticamente com nossa época:
“Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, Mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança E paciência. O amor é eterno.”


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Prof. Juan Daniel © obvious: http://obviousmag.org/sensusagape/2015/03/relacionamento-de-bolso-a-logica-do-consumismo-aplicada-ao-amor.html#ixzz3xbDQetmX
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

terça-feira, 28 de março de 2017

Por que a família do amigo, do vizinho é sempre melhor?


Por que  a família do amigo, do vizinho é sempre melhor?

É comum se escutar, em especial por parte dos adolescentes e jovens, queixas a respeito de sua família. Afinal, a família do amigo, do vizinho é sempre melhor. A mãe do amigo é compreensiva, o pai ouve o filho.
Alguns chegam a dizer que se sentem estranhos no seu lar, que prezariam imensamente serem filhos dessa ou daquela família. E levam tão a sério suas afirmativas, que não é raro se encontrar meninos e meninas a passar dias e dias em casa de amigos. Porque é lá, naquele ambiente, que se sentem muito bem.
Por que isso acontece? Primeiro, temos que considerar que os pais, como responsáveis pela educação dos seus rebentos, de contínuo estão a chamar a sua atenção para os seus deveres, suas obrigações. É a escola, o dever de casa, as pequenas tarefas do lar, a limpeza do quarto. Tais questões habitualmente fazem que o jovem se sinta pressionado em seu lar, enquanto no do amigo, nada lhe é exigido, desde que ele é visita.
E visita merece tratamento especial, mesmo porque a sua educação não é dever dos seus anfitriões. Outro detalhe a se considerar é que alguns de nós, verdadeiramente nascemos em famílias não muito simpáticas a nós. Tal ocorre como parte do nosso aprendizado, dentro da lei de causa e efeito. Retornamos assim, para viver entre seres indiferentes ou até antipáticos.
Mas, se imaginam que, em tais circunstâncias, deve-se desconsiderar a família atual, enganam-se. Para nossa própria edificação, é importante que essa família, hoje somente unida pelos laços corporais, se transforme em uma família verdadeira, unida pelos laços do afeto.
Cabe-nos, portanto, trabalhar para isto. Quando a situação parecer meio difícil, dentro do lar, recorrer à oração. Se a conversa se encaminha para uma discussão, sair um pouco, esfriar a cabeça e retornar depois para um diálogo ameno. Se um ou outro membro da família nos é antipático, meditemos que não é o acaso que nos reúne, que motivos muito graves nos levaram a estar juntos no hoje e comecemos a olhá-lo, buscando descobrir suas virtudes.
Se, ao sairmos desta vida, pudermos levar como trunfo em nossa bagagem, o termos conquistado um ou mais membros da nossa família, com certeza teremos realizado algo muito proveitoso para nossa vida, como Espíritos eternos.
Porque conquistar um ser indiferente ou antipático, transformando-o em amigo é algo que jamais se perderá.

Refletindo com Edu
A fraternidade é sol para as almas e um roteiro para a vida. Ela começa sempre no lugar onde estamos, para que possamos alcançar a região que desejamos. Exercitar a fraternidade é deixar-se envolver pela lição de amor de Jesus Cristo, enriquecendo os sentimentos.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Joanna de Ângelis e  Divaldo Pereira Franco, Em 9.1.2014.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Repositório de sabedoria, verbete Fraternidade,  Joanna de Ângelis e  Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Dor de criança rejeitada pelo pai ultrapassa o emocional e vira física!


Dor de criança rejeitada pelo pai ultrapassa o emocional e vira física!


Nem é preciso a Ciência dizer que a participação de quem exerce o papel paternal é fundamental no desenvolvimento da criança, mas, para confirmar essa teoria no campo da psicologia social, pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, investigaram os impactos na personalidade de pessoas que sofreram rejeição do pai na infância.
As conclusões da pesquisa foram publicadas no Science Daily e trazem evidências sobre o impacto do amor e da dedicação (ou da falta deles) na vida adulta dos participantes.
De acordo com os pesquisadores, não há nenhuma outra experiência pessoal que tenha um efeito tão forte quanto a rejeição do pai – seja por qual motivo for – especialmente quando ainda se é criança.
Os cientistas ainda investigaram como se configura a dor de não ser aceito por quem deveria estabelecer o vínculo paternal e quais são os aspectos sociais que interferem na relação pai e filho.
Os pesquisadores da Universidade de Connecticut, Abdul Khaleque e Ronald Rohner, analisaram 36 estudos de psicologia social, totalizando mais de 10 mil participantes, para estabelecer qual é a relação da aceitação ou da rejeição do pai com as características de personalidade dos voluntários na vida adulta.
A primeira conclusão diz respeito à forma de reagir a esse comportamento de quem deveria cuidar e representar uma “figura de apego”.
“Crianças e adultos em todos os lugares, independentemente das diferenças de raça, cultura e gênero, tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se percebem como sendo rejeitados por seus cuidadores ou figuras de apego”, relataram.
As respostas foram classificadas, de maneira geral, em dois pares de características de personalidade: ansiedade e insegurança ou hostilidade e agressividade. Estes fatores podem perdurar até quando o indivíduo vira adulto, “tornando mais difícil que os rejeitados formem relações seguras e de confiança com seus parceiros íntimos”.
O estudo pondera que as conclusões também levam em conta as disposições de personalidade.

Como é a dor de ser rejeitado
Khaleque e Rohner também cruzaram pesquisas dos campos da psicologia e da neurociência e constataram que as partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas são as mesmas de quando experimentam dor física.
Um fator, especialmente, torna a experiência da rejeição ainda mais negativa, segundo os pesquisadores: a possibilidade de reviver a dor emocional ao longo dos anos.
“Ao contrário da dor física, as pessoas podem reviver psicologicamente a dor emocional da rejeição repetidamente durante anos”, diz Rohner.

Amor e desenvolvimento
Por fim, a pesquisa concluiu que o amor do pai é fundamental para o desenvolvimento pessoal e que o reconhecimento desta importância deve mitigar a incidência de ‘culpa da mãe’, conceito muito comum no convívio social para justificar o comportamento das crianças.
 “A grande ênfase nas mães e na maternidade leva a uma tendência inapropriada de culpar as mães pelos problemas de comportamento das crianças e pelo desajuste quando, de fato, os pais são frequentemente mais implicados do que as mães no desenvolvimento de problemas como estes”.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Nathália Geraldo
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

sexta-feira, 24 de março de 2017

Nossos terrorismos particulares


Nossos terrorismos particulares!

Nos dias atuais as palavras terrorismo e terrorista ganharam espaço nas mídias do mundo inteiro.
Mas, afinal de contas, o que significam realmente esses termos? Pois bem: terrorismo, segundo os dicionários, é um ato de violência (física, emocional) contra um indivíduo ou uma comunidade. E terrorista é aquele que infunde terror. Que espalha boatos assustadores ou prediz acontecimentos amargos. Assim sendo, será que o terrorismo está distante de nós, ou, se bem analisado, poderíamos dizer que faz parte do nosso dia-a-dia mais do que imaginamos? Será que poderíamos dizer que muitos de nós, de uma forma ou de outra, espalhamos o terror? Terror quer dizer grave perturbação trazida por perigo imediato, real ou não; medo, pavor. Ameaça. Dessa forma, quando analisamos nossas atitudes diárias vamos encontrar, em muitas ocasiões, verdadeiros atos terroristas.
Quando um esposo ou namorado impõe a sua companheira grávida: Ou você faz o aborto ou abandono você! - está praticando terrorismo e induzindo ao homicídio de um ser indefeso.
Quando uma mãe diz ao filho pequeno que se ele não obedecer irá embora de casa e o deixará à própria sorte, está cometendo um ato terrorista dos mais sérios, impondo medo e pavor a uma criança que confia em seus pais.
Filhos que sabem da preocupação dos genitores e os aterrorizam com ameaças de suicídio ou de fugas que nunca se efetivam, mas infelicitam e apavoram, são terroristas domésticos agindo soltos.
Imposições e ameaças de chefes, baseadas em carências de funcionários, que dependem do emprego para sobreviver, são atos terroristas que infelicitam e matam a esperança.
Religiosos que ameaçam seus fiéis com castigos e penas eternas, inventando um Deus temível e vingativo, espalhando pânico e terror nos corações incautos, são terroristas da fé, que agem livremente.
Por tudo isso vale a pena meditar sobre esses outros terrorismos que passam despercebidos a muitos olhares. São tantos os terrores domésticos que infelicitam os seres, portas adentro dos lares, onde deveriam reinar o amor e a fraternidade. Assim sendo, não imaginemos que o terrorismo está no seio deste ou daquele povo, desta ou daquela raça, pois ele está na alma humana, independente de nacionalidade ou religião. Não imaginemos que o terrorismo está presente nos povos menos civilizados. Ele se encontra em cada coração capaz de promover o terror, seja em que nível for. O preconceito de toda ordem também é uma forma de terror, e vamos encontrá-lo em todas as esferas sociais.
Nestes dias, em que os olhares do mundo inteiro se voltam contra o terrorismo, vale meditar sobre nossos terrorismos particulares que tantas desgraças têm promovido. E vale também lembrar que as grandes guerras e os grandes atentados terroristas são alimentados por guerras e terrorismos menores aos quais não damos importância.
Pensemos nisso e comecemos, de vez por todas, uma ação efetiva pela paz. Iniciemos por baixar as armas internas da agressividade, da calúnia, da indiferença, da infidelidade, da violência, enfim. Optemos por construir um mundo de paz, pacificando os nossos lares, nosso ambiente de trabalho, nossa própria alma. Agindo dessa maneira, podemos ter a certeza de que teremos um mundo em paz, mesmo que seja apenas o nosso próprio mundo que, em última análise, seria o início de tudo.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E
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quinta-feira, 23 de março de 2017

As feridas de infância que continuam a nos machucar na fase adulta


As  feridas de infância que continuam a nos machucar na fase adulta

Muitas correntes da psicologia afirmam que o que acontece com a gente na infância vai determinar grande parte do que seremos quando adultos. Nosso emocional e principalmente a maneira com que nos relacionamos com outras pessoas estão bastante ligados à forma como vivemos quando éramos crianças.
Da mesma forma, nossos filhos assimilam enquanto são pequenos quase tudo o que vai determinar como eles vão reagir a muitas situações depois que crescerem, principalmente as adversidades e frustrações. Lise Bourbeau, autora canadense especialista em comportamento humano, listou 5 feridas emocionais que acontecem na infância e são mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que os adultos podem apresentar ao longo da vida.
Claro, nada disso é uma regra, mas reflexões que podemos fazer diariamente. Veja quais são:
1) O medo de ser abandonado
As crianças têm muito medo da ausência dos pais, o que, para ela, caracteriza o abandono. No início da vida, nossos filhos ainda não conseguem separar a fantasia da realidade e não têm ainda noção de tempo, por isso algumas ausências podem significar para a criança abandono absoluto.
Conforme a criança vai crescendo, ela vai lidando com isso de forma mais tranquila e percebendo que a presença dos pais não é possível o tempo todo, mas que eles sempre voltam ao seu encontro.
Crianças que têm experiências com negligência na infância podem ter pela vida toda medo da solidão e da rejeição toda vez que não estiver perto fisicamente das pessoas que ama. Acontece que, muitas vezes, a solidão é necessária para entendermos quem somos e nem sempre as pessoas que amamos estão perto fisicamente de nós. Saber lidar com esse sentimento é importante para a vida adulta.
2) O medo de ser rejeitado
Uma das feridas mais profundas deixadas pela infância é a sensação da criança de não ter sido amada ou acolhida pelos pais ou mesmo pelos amigos na escola.
Como as crianças começam a formar sua identidade a partir da maneira como são tratadas, elas podem se convencer de que não merecem afeto e passam a não se valorizar. E como já diz o provérbio: para sermos amados, primeiro precisamos nos amar.
3) A humilhação
Ninguém gosta de ser criticado. Mas a forma como as críticas são feitas muda tudo. As crianças querem que os pais as amem e que se sintam orgulhosos dela, por isso nada mais destrutivo do que chamar seu filho de estúpido, burro, fraco ou qualquer outro termo depreciativo.
Quando nossos filhos cometem um erro, sentar, conversar e tentar corrigir é necessário, muitas vezes com firmeza. Mas dizer coisas para humilhar a criança vai transformá-la em um adulto dependente ou um adulto que precisa humilhar as outras pessoas para se sentir bem.
4) Falta de confiança
Nós costumamos fazer promessas para nossos filhos algumas vezes sem nos dar conta do quanto isso é sério para as crianças. Promessas não cumpridas geram um sentimento de desconfiança permanente que vai ser levado para outros relacionamentos, até mesmo os amorosos.
Além disso, crianças que não conseguem confiar nos pais podem se transformar em adultos controladores. Como nem tudo na vida pode ser controlado, a pessoa pode se sentir nervosa e irritada em situações do dia a dia que poderiam ser facilmente resolvidas.
5) Injustiça
Quando alguém comete uma injustiça com a gente, os sentimentos de impotência, raiva e indignação são quase inevitáveis. As crianças sentem isso principalmente quando os pais são autoritários e frios e exigem mais do que a criança consegue dar naquele momento.
Isso pode criar um sentimento de impotência e inutilidade que vai permanecer por toda a vida. Além disso, a crianças pode se tornar um adulto perfeccionista ao extremo e autoritário.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Lise Bourbeau, Traduzido e adaptado do site: La Mente és Maravillosa
Via: Pais e Filhos
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Às vezes, é preciso coragem para falar; outras vezes, é preciso coragem para não dizer nada


Às vezes, é preciso coragem para falar; outras vezes, é preciso coragem para não dizer nada

Muitas vezes, o silêncio nos protege de pessoas maldosas, de situações embaraçosas, de nós mesmos. Outras vezes, as palavras bem ditas são realmente benditas, pois protegem nossa integridade, resguardam nossa essência, fazem bem à nossa saúde.
Marcel Camargo

Talvez uma das melhores formas de nos protegermos seja o silêncio. Se bem que, em determinadas ocasiões, precisamos nos expressar para que sobrevivamos, para que não nos engulam. Ou seja, tanto as palavras bem colocadas quanto o silêncio na hora certa são igualmente essenciais em nossa jornada. Cabe a nós fazer o uso inteligente de um e de outro.
É preciso silenciar quando nos encontramos diante de alguém que não ouve, não recebe, não quer aprender; alguém que apenas expõe o que pensa de forma agressiva e com a empáfia característica daqueles que se acham donos da verdade. Pessoas que se expressam como se fossem a única fonte de saberes e de verdades desse mundo jamais conseguirão se abrir ao que o outro tem a oferecer.
É necessário falar quando nos sentimos ofendidos, quando não podemos mais conter o que desagrada, quando o outro ultrapassou os limites viáveis de uma convivência minimamente respeitosa, passando por cima de nossa dignidade. Caso não nos coloquemos no momento certo, algumas pessoas nos atropelarão com sua arrogância, seu egoísmo, suas vaidades. Além disso, engolir tudo aqui dentro nos adoece o corpo e a alma.
O silêncio nos protege de pessoas maldosas, de situações embaraçosas, de nós mesmos. Muitas vezes, aquilo que falarmos não acrescentará nada, não chegará até ninguém, não trará nada de bom, tampouco solucionará qualquer problema que esteja ocorrendo. Da mesma forma, nosso silêncio pode confortar quem esteja precisando apenas de nossa presença ali bem junto, pois calar-se junto a quem sofre traz consolo e acolhimento, entendimento do sofrimento alheio.
Por sua vez, as palavras bem ditas são realmente benditas, pois, proferidas na hora certa, protegerão nossa integridade, resguardarão nossa essência, farão bem à nossa saúde. Teremos que falar o que queremos ou não, o que aceitamos ou não, o quanto estamos tristes ou felizes, a quem precisar de nossos limites, de nossa ajuda, de nossa gratidão. Carregar contenção exagerada nos deixa solitários e tristes. Falar com quem nos entende cura e ilumina.
Tudo, na vida, requer equilíbrio, sobriedade e lucidez, pois os excessos acabam transbordando para o lado errado e não ajudando em nada. Falar nos momentos apropriados, junto a quem sabe e merece ouvir, e calar quando de nada servirá qualquer palavra que dissermos, será um dos maiores bens que poderemos fazer a nós mesmos e a quem caminha conosco. Porque poucos merecem o que temos a dizer, enquanto muitos merecem o nosso silêncio. É isso.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Marcel Camargo. © obvious: http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_vida/2016/as-vezes-e-preciso-coragem-para-falar-outras-vezes-e-preciso-coragem-para-nao-dizer-nada.html#ixzz4VM2i4mZQ
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terça-feira, 21 de março de 2017

Equívocos na educação dos filhos


Equívocos na educação dos filhos

A mãe é a grande responsável pela formação do caráter do filho, seguida pelo pai, como co-participante dessa grande tarefa.
Por vezes, a mãe, investida da melhor das boas intenções comete equívocos na educação, que poderão infelicitar sobremaneira o filho, a quem ama e deseja ver feliz.
Um desses equívocos é assumir a vida e os gostos da criança. É ela que adoça o café ou o suco do filho; é ela que sabe do que ele gosta ou deixa de gostar.
É a mãe que responde quando alguém pergunta à criança se ela deseja isso ou aquilo.
É ela que escolhe roupas, calçados, conforme as cores e modelos que gosta, muitas vezes abafando os desejos do filho, quando esse já tem idade para opinar.
A mãe cria o filho ou filha com se fossem mentalmente inválidos.
Embora não se duvide do amor que move essas atitudes, essas mães estão prejudicando sobremaneira a formação dos seus amores.
Isso porque a criança cresce sem se conhecer, porque a mãe é quem sabe tudo sobre ela. Na fase da adolescência, os conflitos aumentam pois agora o filho já não aceita mais ser guiado pela mãe, mas submete-se, sem critérios, ao grupo com o qual passa a conviver.
Daí, se veste como os da sua tribo, se comporta como o seu grupo estabelece, se caracteriza, enfim, como os demais. Não tem gosto próprio, pois a mãe sempre decidiu tudo por ele.
A criança, que desde cedo aprendeu a ser passiva em tudo, agora não consegue se desvencilhar dessa dependência perigosa.
Esse tipo de educação gera jovens sem opinião própria, sempre preocupados com o que os outros pensam ou dizem deles.
São jovens sem iniciativa, sem senso crítico, sem maturidade, que estão sempre esperando que alguém lhes diga o que fazer e do que devem gostar ou desgostar.
Infelizmente essas falhas na educação infelicitam em vez de formar homens e mulheres aptos para gerir as próprias vidas de forma lúcida e coerente.
É por essa razão que moças se deixam iludir por promessas mirabolantes, como as feitas pelo maníaco do parque, que acenava com a possibilidade de fazê-las famosas, fotografando-as, nuas, no meio do mato.
Se essas moças tivessem discernimento e senso crítico, certamente não aceitariam tal convite, por ser destituído de fundamento.
Importante que mães e pais pensem com carinho a respeito da grande missão que lhes cabe como educadores e formadores de caracteres.
Importante se pensar em educar os filhos para que tenham autonomia no pensar e no agir, por si mesmos, e não sejam conduzidos como marionetes, sem direito a pensar nem assumir responsabilidades.
Importante que os pais atentem para essa questão e permitam que os filhos aprendam a se conhecer desde cedo. A fazer algo que os faça sentirem-se úteis e valorizados.
Muito embora se tente combater o trabalho infantil dentro do lar, como se pequenas tarefas fossem prejudicar a infância, os pais conscientes sabem que se hoje têm os pés firmes no chão, é porque seus pais lhes colocaram responsabilidades sobre os ombros.
Você que é mãe ou pai, e ama seus filhos, pense nisso e avalie até que ponto não está tomando para si a vida deles.
E se perceber que está cometendo esse grande equívoco, não perca mais nenhum minuto. Corrija o passo e ofereça ao seu filho a bendita oportunidade de crescer.

Pense com Edu!
A educação deve promover o homem não apenas no meio social, mas prepará-lo para a vida essencial, que é realidade do ser, filho de Deus, que deve seguir, individualmente, seu caminho para a Grande Luz, que é o Criador.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -
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segunda-feira, 20 de março de 2017

A menina que sofria do mal de mãe!


A menina que sofria do mal de mãe!

Apesar das recomendações religiosas, morais e pedagógicas, apesar do conhecimento hoje amplamente disponível, não há pai ou mãe que não tenha sido surpreendido um dia pelo pensamento fugaz, verdadeiro, que revela um momento de negligência ou de descuido. (Paulo Schiller)

Especialistas estimam que um terço das pessoas que apresentam sintomas de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) são crianças e adolescentes. O diagnóstico normalmente é difícil e muitas vezes só é possível quando pais ou professores observam no comportamento do paciente tendência ao perfeccionismo, isolamento e excessiva timidez. É muito comum que as crianças não reconheçam que suas atitudes são exageradas e sem sentido, ou tenham vergonha, preferindo escondê-las dos adultos. O quadro se agrava com a dificuldade dos pais em aceitar que o filho esteja com o distúrbio, por constrangimento diante dos outros. As duas mães de Mila, da escritora francesa Clara Vidal, apresenta a dolorosa história da menina que, dos 9 aos 15 anos, desenvolve rituais obsessivos como defesa para as situações de violência psíquica que enfrenta dentro de casa. O livro faz parte da coleção Estado de alerta, da editora SM, que reúne histórias sobre momentos de crise protagonizados por crianças ou adolescentes.
Leia a seguir trechos do romance e o posfácio do psicanalista Paulo Schiller, tradutor da obra.
As duas mães de Mila
“Mila tem duas mamães. Ela tem certeza disso, desde bem pequena. Desde que viu na TV um desenho animado de duas heroínas que eram gêmeas. Duas menininhas idênticas, mas que tinham personalidades muito diferentes. Uma era doce e delicada, a outra, violenta e malvada. A mãe de Mila é assim. Às vezes rosa e delicada, às vezes cinza e malvada. São com certeza duas pessoas, duas irmãs gêmeas, que dividem a educação de Mila. Ela não se pergunta se o pai sabe disso. E não discrimina qual das duas é a verdadeira mãe. Há dias em que Mila quer que a mãe verdadeira seja a rosa e delicada, pois é muito mais agradável. Mas acontece também de Mila sentir pena da cinza, malvada, raivosa, que vive chorando muito. Quando a mãe cinza diz que está infeliz e doente, Mila tem vontade de fazer tudo para consolá-la e vê-la sorrir.
É assim que Mila vive, entre as duas mães, uma rosa e outra cinza. Não é muito difícil. Quando a mãe está de bom humor, é com certeza a mãe rosa que chegou. Quando ela se transforma numa harpia1, foi a mãe cinza que tomou o seu lugar. O jeito, então, é esperar que a mãe rosa volte.”(...)
“No auge da preocupação, Mila inventa uma fórmula mágica a fim de transferir para si mesma o mal-estar da mãe: “Mamãe, dê-me a sua doença. Eu te dou a minha saúde”. Ela repete a frase mentalmente até se sentir esgotada, com a sensação de que a saúde da mãe depende dela, de que é responsável por sua cura.
Certa noite, à mesa, depois de uma crise, mamãe está servindo o jantar, ainda muito abatida. Volta-se para Mila e diz:
– Você contou pro seu pai o que me aconteceu?
O pai lança um olhar resignado para a filha. Ele compreende, uma vez mais. Socorre-a:
– Você teve de novo uma das suas indisposições, como de costume?
– Não, justamente, não como de costume. Dessa vez tive de verdade a impressão de que ia acabar. Um dia desses não vou escapar.
– Cale-se. Você sabe muito bem que isso faz mal à menina!
Mila ocupa-se em desenhar “erres” sobre a toalha com o indicador. E, ao lado de cada “r”, ela acrescenta um “s”, de “saúde”, não só para que a mãe volte a sorrir, mas também para que tenha boa saúde. De noite, ao dar as voltas pelo quarto, ela acaba acrescentando também a letra “s” aos seus encantamentos.”
A crueldade à espreita
Mila não é única. A história de Mila não é incomum como desejaríamos que fosse. Por outro lado, com certeza existem muitas mães melhores que a dela, mais suaves, amorosas e dedicadas. Com diferentes intensidades, a distância e a omissão do pai de Mila também não são raridade nas narrativas escutadas no cotidiano dos consultórios de psicanálise ou de psicoterapia. Para além das famílias mais “saudáveis”, se abre todo um espectro de relações entre pais e filhos que se estende de vínculos simbióticos, quase incestuosos, a situações em que prevalece o desprezo e, às vezes, a maldade.
É sedutor pensar que a maldade depende de um gene extraviado ou que a crueldade nasce de um desarranjo bioquímico em um grupo de células cerebrais.
É confortável nomear sob diagnósticos precisos a anorexia, a depressão e as obsessões. Além da ilusão de conhecimento e de domínio, a nomeação nos autoriza a prescrever drogas discutíveis e de valor efêmero que amortecem a busca pelas causas da melancolia, da tristeza e do mal-estar próprios da natureza humana.
A medicação irresponsável de crianças, novidade incentivada pela indústria farmacêutica, alimentada sem critérios cuidadosos pelos meios de comunicação, se vale da complacência da sociedade, que assim se livra de suas responsabilidades. Mila seria hoje rotulada por alguns como portadora, entre outros males, de um transtorno obsessivo-compulsivo, candidata ao uso da droga do momento. Entretanto, durante a leitura do livro, acompanhamos, impotentes, a lógica impiedosa da montagem que resultou em seus sintomas. Em certo sentido, Mila teve sorte. Ao final, abriu-se para ela a possibilidade de falar, de desmontar e de se libertar não dos seus genes, mas dos seus fantasmas, do seu romance familiar.
A crueldade, também própria do homem, nos espreita.
Quase sempre de longe, nas palavras e ilustrações dos livros de história, nas narrativas de tragédias em terras e tempos remotos. Dizemos, conformados, que as guerras sempre existiram, que a violência é parte da natureza humana. Algumas vezes, a crueldade emerge dos textos e das telas e aparece no presente, viva, próxima, palpável. Irrompe na vizinhança, trai ou atinge um conhecido, denuncia um parente distante, aproxima-se ameaçadora.
Pressentimos, embora de uma forma nebulosa, que a crueldade retratada nos livros de histórias nasce entre as paredes que delimitam a vida familiar.
Toda professora sabe que, para além da inocência, a intriga e a maldade permeiam as relações entre as crianças e desconfiam, acertadamente, que elas reproduzem situações domésticas. Toda babá sabe que a sexualidade nos marca desde os primeiros anos, a despeito do devaneio dos sonhadores que pretendem ver na infância um tempo apenas de alegrias e encantamentos.
Os conflitos retratados na paisagem que se mostra pela janela aberta para o mundo infelizmente demonstram que não existe nenhuma evidência de que os pais fazem, concretamente, o melhor pelos filhos. Apesar das recomendações religiosas, morais e pedagógicas, apesar do conhecimento hoje amplamente disponível, não há pai ou mãe que não tenha sido surpreendido um dia pelo pensamento fugaz, verdadeiro, que revela um momento de negligência ou de descuido. Temos, em um plano mais ou menos superficial, certa consciência das nossas faltas e transgressões. Não somos, talvez sem exceções, ilhas de santidade cercadas de maldade por todos os lados.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Por Paulo Schiller Revista Mentecerebro – junho 2008
³ Fonte imagem : © FrankyDeMeyer/istockphoto
Livro de Referência: (As duas mães de Mila, de Clara Vidal. Tradução de Paulo Schiller. Edições SM, 2006, 78 págs., R$ 23.00)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Por trás de toda depressão, existe uma vontade enorme de ser feliz


Por trás de toda depressão, existe uma vontade enorme de ser feliz

Depressão não é coisa de gente “fresca”. Depressão é coisa de gente, porque todos nós estamos sujeitos a queda, a dor e ao sofrimento. A única diferença direciona-se ao modo como cada um se comporta diante da pedra no meio do caminho.
Erick Morais


De repente você não tem ânimo para nada. Não quer sair do quarto, que, a propósito está uma bagunça sem fim; não tem vontade de ver o mundo; não possui força sequer para fazer atividades que faziam/fazem parte do seu cotidiano. Você se enxerga no fundo do poço, sem qualquer recurso ou sinal que faça recuperar a esperança. A vida nesse limiar de tristeza torna-se ainda mais frágil e por que não dizer insignificante, já que afundada em uma depressão, ela perde a sua razão de ser.
A depressão não é do jeito que descrevi, ela é muito pior e o mais importante: não é coisa de gente “fresca”. Depressão é coisa de gente, porque todos nós estamos sujeitos a queda, a dor e ao sofrimento. A única diferença direciona-se ao modo como cada um se comporta diante da pedra no meio do caminho. Entretanto, julgar algo precipitadamente ou achar que uma doença tão terrível é simplesmente “frescura” é ser despido totalmente do mínimo de sensibilidade.
Bauman assevera que não há como medir a dor que alguém sente, pois: “Cada angústia fere e atormenta no seu próprio tempo”. Dessa maneira, há de se considerar que todos nós possuímos nossos monstros e que eles nos assustam de maneira distinta. Ou seja, aquilo que aflige e esmaga o meu peito não necessariamente será a mesma dor que o outro sente, de modo que cada um sofre de acordo com as suas idiossincrasias e dores únicas.
Isso implica o entendimento de que a pluralidade só existe em função da singularidade que cada um possui e, assim, por mais que o problema do outro pareça aos meus olhos algo bobo, devemos buscar compreender que cada dor tem seu tempo e lugar, pois, como diz a letra da música: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Sendo assim, deve-se ter empatia para que possamos imaginar o sofrimento que existe em relação às particularidades de cada um.
Apesar de a empatia ser fundamental para que as pessoas que estão ao redor de quem sofre de depressão possam compreendê-la e ajudá-la, é necessário que a pessoa que sofre do problema busque analisar a raiz do seu sofrimento e de que modo ela tem contribuindo para a perpetuação deste. Não estou dizendo que o indivíduo não deve chorar, ficar aflito ou angustiado em função de determinada situação, e sim, que deve, por meio de uma introspecção, tentar perceber em que momento a mágoa deixou de machucar por si só e passou a ser uma rememoração desencadeada pela própria cabeça.
Isto é, quantas vezes nós ficamos remoendo dores do passado, remexendo em feridas já cicatrizadas e fazendo-as tornar a sangrar? A depressão nunca é culpa de quem a possui, mas se martirizar por algo que não pode ser consertado não ajuda em nada, afinal, não se pode voltar no tempo e, mesmo que pudéssemos, outras coisas nos incomodariam e outras pedras existiriam, de maneira que teríamos que lidar com outros problemas, pois como é dito no filme “Questão de Tempo” – “Ninguém pode te preparar para o amor e para o medo”.
Eu sei que falar é muito mais fácil do que colocar em prática, tanto para quem tem depressão, quanto para quem está ao lado, porque lidar com o problema de modo que possa resolvê-lo depende de empatia, de perdão, de autoperdão, de resiliência, de esperança, de humor. Depende de um olhar doce para um mundo que tanto nos faz chorar, já que só assim conseguimos fazer das lágrimas uma aquarela de cores para pintar um arco-íris, uma jiboia engolindo um elefante, uma árvore que dá pipoca, um dragão que cospe sorvete (que bom seria, hein?) ou qualquer coisa que quisermos.
Quando não conseguimos ter essa doçura no olhar, a depressão torna-se um casulo que transforma borboletas em lagartas e isso é triste, porque a beleza daquelas está na sua capacidade de se transformar, demonstrando que por trás de todo casulo há uma borboleta e que de toda depressão existe uma vontade enorme de ser feliz, cabe a nós escolher o que sai do casulo.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Erick Morais. © obvious: http://obviousmag.org/genialmente_louco/2016/por-tras-de-toda-depressao-existe-uma-vontade-enorme-de-ser-feliz.html#ixzz4VM8qV0Ae
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quinta-feira, 16 de março de 2017

O que está por trás de um favor?


O que está por trás de um favor?

O homem ideal - afirmou Aristóteles - sente alegria em fazer favores aos outros. O que está por trás de um favor?
Talvez tenhamos, como sociedade ansiosa e inquieta que nos tornamos, atribuído um valor insignificante a ele. Por isso, cabe refletir com mais tempo sobre o tema.
Por trás de um favor, seja ele pequeno ou grande – como se diz - há um movimento fundamental: a doação.
Doação que começa pela atenção, passa pelo tempo despendido e, por vezes, chega a conteúdos maiores ainda.
Toda vez que prestamos um favor a alguém estamos, de certa forma, dizendo que naquele momento, o da ação em prol do outro, ele é mais importante do que nós.
Deixei de fazer o que estava fazendo pelo outro. Dividi meu tempo com o outro. Sacrifiquei-me, de alguma forma, pela outra pessoa.
Esta postura é das mais nobres que existe pois constitui a essência da caridade. Obviamente estamos considerando aqui o favor desinteressado, realizado pelo prazer de ajudar, de contribuir com a felicidade do outro.
Qualquer outra modalidade de favor passa a perder a essência desta ação benévola e podemos chamar de algum outro nome que não este, obedecendo à linha de razão de nossa breve análise.
Um outro detalhe que vale a pena ser analisado, no mundo dos favores, é a recompensa íntima imediata que nos trazem.
Há um sentimento - que na maioria das vezes passa rapidamente pelo nosso coração – de prazer, de alegria.
É a alegria do chamado homem ideal de Aristóteles, que percebe sua consciência identificando uma ação no bem.
O que acontece nesses momentos – ainda breves na vida da maioria de nós – é uma celebração da consciência, bem lá onde estão escritas as Leis de Deus. Ela percebe a Lei do amor sendo vivenciada com beleza e envia-nos o sentimento de satisfação, de alegria, de prazer.
Não há quem não se sinta bem fazendo o bem. E nos favores existe o bem sendo praticado em diversas nuances distintas.
Cada um tem seus deveres, responsabilidades e precisa dar conta deles, é certo. Mas, porque não posso, em alguns momentos, ajudar o outro a conseguir cumprir suas tarefas?
O sacrifício que iremos fazer – quando houver realmente sacrifício – é muito pequeno, perto da alegria de ter sido útil na vida de alguém.
Não façamos pela recompensa. Não façamos pelo reconhecimento. Façamos pelo prazer de ajudar.
Perceberemos que a vida nos retribui constantemente os favores que prestamos, pois quando estamos a fazer algo por alguém, de coração, sem segundas intenções, uma aura de paz nos envolve e nos protege.
Naquele instante somos como que missionários do amor na Terra. Somos soldados da paz, modificando o mundo, espargindo o bem pelos cantos.
Da próxima vez que você ouvir as palavras: Você me faz um favor? - pense bem antes de negar. Veja em cada pedido desses uma oportunidade de ser mais feliz.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E - Em 31.10.2016.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Nossos filhos são Espíritos, Hermínio  Miranda, ed. Arte e cultura.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Viver não consta no curriculum lattes


Viver não consta no curriculum lattes


Eu tenho um recado pra você que tem se cobrado constantemente e deixado de viver para si afim de viver para os estudos. Pra você que está deixando morrer sua vida social e que já nem sabe o que é sair e dar umas boas risadas com seus amigos. Pra você que está rodeada de livros e obrigações ao invés de estar rodeado de pessoas. Esse recado é pra você que caiu nas redes do  ”Você precisa ser o melhor, ou dar o seu melhor” fazendo você ultrapassar todos os limites do seu corpo. Aquela concepção errada que nos enquadram de que precisamos abdicar de tudo para se chegar onde quer e que na maioria das vezes com 18, 20, 22 anos ainda não sabemos se queremos mestrado ou se queremos sei lá viajar depois da faculdade. Muitas vezes com 18 anos nem sabemos que curso queremos e isso já é motivo para entrar em desespero, os pais cobram que você faça alguma graduação e você se sente angustiado ao ver seus amigos que desde a infância já sabiam que queriam medicina enquanto você gostava de brincar de bola na rua. A sua apreciação pela arte, pela música de nada valem e você precisa gostar de matemática ou ser muito boa em biologia. Desde cedo essa cobrança com o que devemos ser dentro de um prazo é o que leva muita gente a adentrar na faculdade e não saber lidar com as frustações do meio acadêmico. Esse recado é pra você que, como eu, acordou e não conseguiu fazer aquele trabalho da faculdade, que trocou um feriado de estudos por um feriado com séries, e que depois ficou se culpando como quem deveria ter feito algo e não fez. O mundo acadêmico exige responsabilidades e não estudar no feriado não faz de você um preguiçoso, não ter vontade de estudar no domingo não faz de você um irresponsável. Você não é uma máquina, você é um ser humano e embora isso nem sempre nos pareça óbvio e real, nós temos nossas limitações e o cansaço sempre aparece, ele sempre vem. As cobranças sociais não nos preparam para isso, elas apenas nos jogam lá como quem precisa produzir. Você precisa tirar notas excelentes, precisa fazer seu TCC, precisa estudar pro mestrado ou já ir se preparando para um concurso, você precisa ter tantos artigos publicados e seu Curriculum lattes precisa estar bom o suficiente para alguém olhar e dizer: “Ual” e tudo isso em um prazo mínimo, em um tempo curto que não nos permite o melhor da vida: Viver. Se você quer seguir carreira acadêmica e pensa tanto no mestrado ótimo, sei que não medirá esforços para atingir seu objetivo, mas não se cobre tanto. É importante ousar, ter sonhos e querer sempre avançar e eu acredito que o mundo acadêmico nos permite progredir e alçar voo. É um mundo de possibilidades e temos a escolha de não nos tornar prisioneiros. Temos a liberdade de saber dosar as obrigações e de assumir nossos fracassos não como quem desiste mas como quem não estava bem no dia em que fez a prova, ou não conseguiu assimilar o conteúdo. Como quem estava com problemas e teve sua atenção dispersa durante a prova. Como quem não entendeu as explicações do professor e tudo bem tirar um 8.0. Então pare de se culpar por não ter tirado um 10,0 naquela prova que você tanto estudou, não se culpe por não ter conseguido fazer todos os trabalhos que você tinha programado durante a semana e de pensar sobre por que um dia ou outro você deixou de estudar pra ir tomar um café com um amigo e falar das besteiras da vida. Pare de olhar em volta e achar que todo mundo está conseguindo render ao máximo, que todos estudam loucamente e que você é quem está ficando para trás só porque entre tantos domingos você não conseguiu estudar nesse. Só porque você dormiu enquanto estudava para uma prova mesmo tendo tomado tanto café para se manter acordado. O que quero dizer é que viver não faz parte do lattes, boas risadas, momentos agradáveis, ver aquele filme que estreiou no cinema e deixar de lado as preocupações não nos torna irresponsáveis, nos torna humanos. Não tem problema acordar no domingo e querer comer tapioca na feira logo cedo ao invés de querer terminar sua pesquisa. Não tem problema se você não conseguiu produzir como gostaria no feriado e acabou apenas fazendo um trabalho entre tantos, porque acabou caindo no sono. Não tem problema se você não conseguiu escrever nada do seu TCC hoje. É que somos humanos e não temos disposição todo dia, não temos energia o tempo todo e embora a sociedade e a vida acadêmica exija constantemente que devemos ler tantos mil textos por semana, que devemos produzir, produzir e produzir, nós nem sempre conseguimos acompanhar esse ritmo, então aceite pausas. Faça paradas. E isso não tem nada a ver com desistir ou andar pra trás. Isso tem a ver com permitir. Permitir tomar um sorvete em um domingo a tarde e sair com os amigos no sábado a noite sem culpas, isso inclui permitir viver longe de se achar problema ou dotado de dificuldades porque não conseguiu varar uma noite estudando ou porque por algum motivo – provavelmente o cansaço- você não conseguiu terminar o seu TCC. Não é normal se culpar por não conseguir estudar depois de um dia inteiro na faculdade, não é normal se culpar por não ter conseguido estudar no feriado ou por não ter aguentado estudar durante toda a madrugada. Que essas cobranças não nos aprisione e que nós possamos conhecer as teorias e dominá-las sem deixar de conhecer a nós mesmos e aos outros, sem perder o controle da nossa vida e deixar que as cobranças tomem a direção. Você pode saber como faz referências nas normas da ABNT e da APA sem precisar consultá-las, pode saber perfeitamente como elaborar um projeto de pesquisa, mas você também precisa saber viver. Precisa saber respeitar quando seu corpo diz não e quando você está cansada emocionalmente depois de uma semana de provas. Como já disse anteriormente, viver não consta no Lattes e, ao contrário das teorias e coisas que nos ensinam a todo tempo, viver não segue um manual, aprenda a sobreviver as cobranças, não mergulhe nelas a vida é muito mais que isso.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : http://www.asomadetodosafetos.com/2016/09/pare-de-se-cobrar-excessivamente-viver-nao-consta-no-curriculum.html#ixzz4K9sENzTl
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

terça-feira, 14 de março de 2017

Lições que falavam da fé e do poder da oração.


Lições que falavam da fé e do poder da oração.

Na pequena assembleia de gestantes assistidas pela instituição, naquela tarde fria de inverno, uma se destacava.
Apresentava a barriga enorme, denunciando que logo mais daria à luz. E, contudo, mostrava sinais de inquietação no rosto.
Terminada a aula breve e fraterna, a atendente, que descobrira os traços de angústia naquela companheira, se aproximou, buscando saber das razões.
Foi então que a gestante lhe falou que nos próximos dias deveria ter o seu bebê e que estava apavorada. Durante todo o período da gestação se preparara para ter um parto normal.
Entretanto, há quinze dias, o médico lhe informara, depois de uma ecografia, que seu bebê estava sentado e que somente poderia nascer através de uma cesariana, marcando até a data.
Ela estava com muito medo. Tinha um terrível medo de cirurgia e, depois, ela desejava o parto normal, para poder atender mais cedo e melhor seus outros filhos menores.
A atendente a abraçou e conversou com ela longamente. Recordou-lhe as lições que já haviam tido, ali  mesmo, naquela instituição.
Lições que falavam da fé e do poder da oração. Que ela tentasse a oração, que falasse com seu bebezinho, pedindo que ele mudasse a posição.
Que falasse com Jesus, o Médico Divino, suplicando auxílio. A gestante olhou meio desconcertada e perguntou: Mas será mesmo que dará resultado?
Vamos orar juntas, desde agora? Convidou a assistente.
Naquele dia, quando se despediu para ir para casa, a gestante acariciou a barriga com carinho especial e sorriu, dizendo: Eu vou tentar.
Uma semana depois, ela precisou ser levada às pressas para a maternidade. Na madrugada, a bolsa se rompeu e ela entrou em trabalho de parto, antes da hora assinalada pelo médico para a cesariana.
Ela teve medo. E agora? O que iria acontecer?
Chegando ao hospital, atendida de imediato, foi conduzida à sala de parto. Para surpresa do médico e alívio da mãezinha, o bebê já mostrava a cabecinha despontando, prestes a nascer.
Entre risos e lágrimas de surpresa, gratidão e alívio, a gestante deu à luz a um belo garoto, por parto normal, sem dificuldades.

Refletindo com Edu
Nunca desacredites do amparo de Deus. Haja o que houver, permanece confiando. Se tudo estiver contra ti, se o insucesso te ameaçar com o desespero, ainda aí espera a Divina ajuda.
A lei de Deus é de amor. E o amor tudo pode, tudo faz.
Quando pensares que o socorro não te chegará em tempo, se continuares esperando, descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.
Ora, confia e não deixes de lutar. Deus vela por ti e guarda a tua vida.




¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : RME - com base em fato narrado por voluntária do grupo de gestantes do Centro Espírita Ildefonso Correia (Curitiba/PR), Titulo original Falando de fé! Internet. adaptado por Eduardo Campos Lições que falavam da fé e do poder da oração.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Vida feliz, Joanna de Ângelis e Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Reapaixone-se, todos os dias, por quem já está ao seu lado


Reapaixone-se, todos os dias, por quem já está ao seu lado

“E cada verso meu será pra te dizer que eu sei que vou te amar, por toda a minha vida.”
Vinícius de Moraes


Essa mania que temos de enjoar das coisas e das pessoas nos leva a grandes perdas. Parece que estamos sempre visando a mais, a outra coisa e, desse modo, não conseguimos desfrutar o que já temos, o que já conquistamos.
Nutrir sonhos e ser ambicioso é positivo, mas somente olhar para o que se quer muitas vezes nos cega frente a tudo o que já possuímos.
Em meio a essa frenética busca do que almejamos infelizmente podemos acabar nos distanciando de pessoas que estão junto de nós e que nos ajudaram a conquistar o que temos e somos hoje. Desgastamos, assim, um relacionamento que nos fortaleceu, de tanto que nossos olhos só parecem enxergar lá na frente, tornando-nos cegos em relação a quem já está ao nosso lado, lutando e sonhando conosco há um bom tempo.
De tanto ansiarmos pelo novo em nossas vidas, às vezes deixamos de valorizar o que já é parte do nosso dia-a-dia, descuidando-nos das várias riquezas que a vida nos concedeu. Por isso é que tantos relacionamentos deixam de ser amorosos, para se tornarem um descompasso de idéias, desejos e objetivos. Por essa razão é que muitas vezes deixamos escapar por entre os dedos o amor maior de nossas vidas, em troca de infidelidades efêmeras e vazias de afetividade.
Por que procurar alguém lá fora quando já existe alguém que nos ama e nos dedica parte de sua vida à nossa? Por que achar que todo o amor que um dia uniu dois corações apaixonados morre de uma hora para outra, sem possibilidades de renovação? Por que parar de sorrir para a pessoa que dorme ao nosso lado, de lhe roubar beijos furtivos, de lhe tocar as mãos, de lhe perguntar como se sente, de lhe enviar mensagens apaixonadas e de lhe declarar o nosso amor e admiração?
Os sentimentos podem parecer adormecidos, dada a carga de trabalho excessiva e de preocupações que se avolumam em nossa vida, mas, se já houve amor sincero, possivelmente ainda há uma fagulha dele que possa ser reacesa. Precisamos ser gratos à pessoa que esteve ao nosso lado por tempos, pois tudo o que obtivemos e construímos deve-se a ela também. Gratos e dispostos a reencontrar dentro de nós os sentimentos que pareciam perdidos, porque provavelmente o amor está entre eles, esperando por força e motivação de nossa parte.
Amores acabam, sim, mas não é fácil algo tão pungente e mágico, como o é um amor verdadeiro, arrefecer por completo. Não podemos deixar o tempo transformar em túmulo os nossos desejos, principalmente em relação a alguém que entrou na nossa história e a tornou melhor e mais completa.
É preciso acordar disposto a alimentar o amor, todos os dias, a qualquer momento, onde estiver. É preciso lembrar que estamos juntos com alguém que pelo menos já foi o amor de nossas vidas e que muito provavelmente sempre o será.
Cultivemos os sentimentos que nos uniram com nosso amado, dedicando-lhe parte significativa de nossa atenção, de nosso olhar, de nossa vida. Se acalmarmos os nossos passos e não permitirmos que a frieza do mundo lá fora adentre nossos sentidos, estaremos prontos para amarmos de novo e de novo quem sempre esteve ali bem juntinho, nos momentos de gozo e de sofrimento, lutando por nós e acreditando em nossos sonhos. Porque o amor possui uma força descomunal e uma capacidade inesgotável de se reinventar, ressignificando nossa vida, sempre a tornando mais gostosa de se viver, junto às pessoas que nos amam de verdade. Antes de desistirmos, portanto, é preciso que busquemos nos apaixonar e nos reapaixonar pelos olhos cúmplices que buscarão pelos nossos todos os dias, até o fim de nossas vidas.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Hermínio  Miranda Marcel Camargo © obvious: http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_vida/2015/reapaixone-se-todos-os-dias-por-quem-ja-esta-ao-seu-lado.html#ixzz3xdUZPzR4
³ Fonte imagem : http://obviousmag.org




sexta-feira, 10 de março de 2017

Equilíbrio no fazer o bem


Equilíbrio no fazer o bem

Caridade é o amor em ação, aprendemos com o Apóstolo Paulo. Contudo, em nome da caridade, por vezes, cometemos algumas falhas. Por isso, é sempre bom considerar que é muito bom dar pão ao faminto. No entanto, não devemos esquecer a família. Aqueles que se encontram sob nossa guarda, nos merecem toda a atenção e cuidados.
Distribuir o agasalho, cobrindo corpos desnudos, é gesto cristão.  Mas em nome dessa ação, não podemos complicar a própria vida, criando problemas para nós e para os nossos afetos.
É sinal de caridade socorrer o doente, providenciando-lhe o remédio, o médico, o hospital. Auxiliar aquele que tem dificuldades de tratar com a burocracia para conseguir um tratamento prolongado ou um internamento que se faz urgente. Entretanto, não podemos esquecer de tratar de nossa própria saúde, consultar o médico quando sintamos algo que nos desequilibra a organização física, submeter-nos a exames, tratamentos especializados, eventual cirurgia.
É excelente ajudar na instituição beneficente, doando horas a favor do próximo. No entanto, não podemos esquecer que a cada um de nós compete trabalhar para prover a própria subsistência e da família.
Quem não trabalha, se torna um peso que a sociedade deve arcar. A sociedade pode ser a parentela corporal, amigos ou instituições.
Se desejamos servir, lembremo-nos antes de tudo que a Divindade não nos pede a totalidade das horas, mas aquelas que possamos dispor e que são as do nosso descanso; do nosso lazer, sem prejuízo das que precisamos permanecer nas lidas profissionais, garantindo nosso sustento.
É importante direcionar recursos aos necessitados, colaborando com indivíduos ou instituições de beneficência.
O que não devemos esquecer é de saldar as próprias dívidas.  Se assim não procedermos, estaremos prejudicando aos que trabalharam para nos ceder suas mercadorias ou seus serviços, e aguardam que cumpramos com nossos compromissos a fim de se sustentarem.
Importante visitar o lar infeliz pela viuvez, pela orfandade ou pela miséria, sem esquecer de cuidar do próprio lar.
Dessa forma, amparemos o desorientado, mas conservemos a própria harmonia, não nos permitindo a perturbação por não conseguir resolver problemas alheios.
Colaboremos na assistência social, mas respeitemos os próprios compromissos familiares, afetivos,  profissionais.
Façamos a caridade, mas não esqueçamos as próprias obrigações, quaisquer que elas sejam.
Lembremos que o bem é fator de equilíbrio entre o amor ao próximo e o amor a si mesmo.
Pense com Edu!
Comecemos em nossa família a obra da fraternidade geral.
Organizemos a nossa família, confiantes, entregando-nos a Deus e trabalhemos no bem, com equilíbrio, porque, em última análise, de Deus tudo procede, como atento Pai que é de todos nós.


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quinta-feira, 9 de março de 2017

O “corrupto PEQUENO” reclamando do “corrupto GRANDE”


O “corrupto PEQUENO” reclamando do “corrupto GRANDE”


Quando a população se sente uma vítima inocente da corrupção e descaso egoísta, e ignora sua colaboração direta para a proliferação dos mesmos.
Jannine Dias


Ninguém é inocente. E os políticos são um reflexo da sociedade que eles representam.
O assunto político tem tomado grandes proporções ultimamente. As mídias sociais estão repletas de revoltas contra os políticos em geral e afirmações extremas sobre os mesmos, o ódio contra a corrupção que afeta a população é mais do que aceitável, é necessário.
As páginas no facebook pedindo impeachment (mesmo que escrito errado) da presidente e esbravejando contra a corrupção dos poderosos ganham milhares e milhares de seguidores todos os dias e defensores mais que calorosos. Pessoas que votaram em um candidato se sentem superiores e adoram gritar aos quatro ventos que não colaboraram com o caos regrado à corrupção que temos vivido atualmente. Será?
Quando nos perguntamos o porquê de ser praticamente impossível encontrar um candidato com a ficha limpa bem posicionado no Brasil, dificilmente obtemos respostas. O problema em geral está na população. É isso aí, somos nós mesmos, que não apenas tememos o desconhecido como colaboramos diretamente para a corrupção geral.
Sabe aquele dinheiro que você, mesmo vendo
O rapaz derrubar, botou no bolso correndo antes que ele percebesse que caiu? Aquele dinheiro que, ao dar o troco, o atendente do supermercado te passou sobrando e você manteve silêncio e se sentiu satisfeito, sortudo? Àquele produto que você comprou baratinho mesmo desconfiando que era roubado, àquela prestação que você espera “caducar” no sistema de proteção de crédito e não pretende pagar nunca?
E aquele dia que você fingiu estar dormindo no banco colorido do ônibus para não precisar ceder o lugar para a gestante ou o idoso que entrou? Você entrou pelas portas traseiras do ônibus se sentindo o maioral e ainda é cheio de desculpas? Pois é. Sabia que os políticos corruptos também inventam um monte de desculpas para justificar seus atos? Você é tão corrupto e egoísta quanto os odiosos políticos que você acusa com tanto ardor.
Você sai por aí, esbravejando contra todos e se sentindo vítima da corrupção que você mesmo alimenta, mas está sempre tentando levar vantagem em tudo. A diferença entre você e os nossos políticos é que você tem menos poder. Do contrário, seria mais um se divertindo com o dinheiro público. Se você aproveita todas as oportunidades, mesmo que incorretas, para se dar bem nas situações, comece a pensar em suas atitudes antes de sair acusando por aí.
Vamos aprimorar nosso próprio caráter para garantir melhores pessoas no poder futuramente, a começar por nós mesmos?
Obrigada.



¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Autora: Jannine Dias, Titulo original Um brinde à sociedade corrupta que reclama da corrupção! Internet. adaptado por Eduardo Campos O “corrupto PEQUENO” reclamando do “corrupto GRANDE”
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quarta-feira, 8 de março de 2017

EU QUERIA SER SÓ MULHER




EU QUERIA SER SÓ MULHER

Eu queira ser só mulher.
Sim, só mulher, assim como homens são só homens.
Ao defender direitos de gêneros, de igualdade no tratamento de homem e mulher, queria ser só mulher.
Eu não queria ser feminista. Só mulher tava bom.
Quando tenho TPM, queria ser só mulher lidando com meus hormônios.
Não queria ser temperamental, instável ou maluca. Só mulher.
Quando eu quero chegar em um carinha que eu quero conhecer, não queria ser fácil ou atirada. De novo, eu só queria mesmo era ser mulher.
Queria ser só mulher quando sou solteira. Nem encalhada, nem solteirona, nem titia. Mulher.
Na Índia queria ser só mulher, não dalit, nem intocável, nem estuprável, nem mártir. Só mulher.
Na África não queria ter lábios decepados pra manter minha pureza. Queria ser apenas mulher, com todos os lábios que Deus me deu.
Nas ruas de qualquer lugar também queria ser só mulher. Passando por construções, becos ou avenidas. Não queria ser “oh gostosa”, “senta aqui morena” ou “te chupava toda”. Só mulher tava de bom tamanho.
Quando eu declarar gostar de sexo, com palavras ou ações – e eu gosto mesmo – queria ser só mulher. Nem puta, nem safada. Mulher.
Se não tiver as unhas ou depilação em dia, mulher.
Quando alcançar algum sucesso, nem “aquela que deu pro chefe”, ou “a filha do ‘homi’”. Só mulher tava bom.
No volante, só mulher. E não “tinha que ser mulher”.
Se for curvilínea, nem gorda, nem relaxada: mulher.
Se for sarada, nem fútil, nem bombada: mulher.
Se for magra, nem anoréxica, nem fresca: mulher.
Se for feia, não quero ser puta-feia. Mulher.
Se for bela, não quero ser puta-gata. Mulher.
E se eu achar que está tudo errado, que meu lugar é onde eu bem entender, e se eu resolver não pedir permissão pra ninguém pra ser quem eu sou, ainda assim e independente do que pensem: mulher. Nem chata. Nem “moderninha”. Nem autossuficiente.
E isso vale pras Madalenas, Cassandras, Carens, Fridas, Joanas, Marias, Amélias, Malalas, Beyonces, Tinas, Anitas e Antônias.
Todas elas e cada uma delas.
Porque ser tudo isso aí que as más-línguas dizem sobre nós é muito fácil.
Difícil…  difícil é ser só mulher.



terça-feira, 7 de março de 2017

Será que não estamos falando de Deus com nossos filhos?

Será que não estamos falando de Deus com nossos filhos?

Era uma tarefa de escola, passada para crianças de seis e sete anos.
Cada um deveria, junto com os pais, observar o céu estrelado à noite e, depois, representar numa folha de papel o que viram e conversaram, através de desenhos e palavras.
Um desses meninos convidou seu pai para ajudá-lo. Ambos passaram alguns minutos olhando a noite e conversando, encantados.
Como é grande tudo isso, não é filho? E olha que grande parte dessas estrelas, galáxias e planetas, nem conseguimos ver assim, sem um telescópio.
O que é um telescópio, pai? – E a conversa seguiu por aí.
O menino fez diversas perguntas sobre o tamanho de Júpiter, sobre qual era a estrela mais brilhante e muitas outras coisas.
E você já pensou sobre quem fez tudo isso, filho?
Sim, pai, eu sei, foi Deus. Ele fez todas as coisas. Todo o Universo.
E que tal se colocarmos na sua tarefa de casa, junto aos seus desenhos dos planetas, uma pergunta, assim: “Quem fez as estrelas?”
E depois, lá embaixo, bem grande, escrito: “Deus! Que tal?”  Terminou o pai, super empolgado – quase querendo fazer a tarefa pelo filho.
Não, pai, não quero desse jeito. Quero deixar apenas a pergunta e fazê-la para minha professora e aos meus amigos. - A veia de filósofo do filho era bem maior que a do pai.
Tudo bem. Ótima ideia. Deixamos só a pergunta e você a faz em sala para ver o que seus amigos vão dizer.
Ao final do dia, o pai desejou saber como fora a apresentação da tarefa:
E aí, filho, como foi? Eles gostaram? Fez a pergunta?
Sim, pai.
O que eles disseram?
Nada.
Como, nada?
Não falaram nada, pai. Ninguém sabia a resposta. Só eu e a professora. – Falou o menino, por fim, cheio de orgulho de si mesmo.

Refletindo com Edu
Será que não estamos falando de Deus com nossos filhos? Nem mesmo essas questões simples como Quem criou o Universo, as pessoas, a natureza?
Será que durante cerca de seis a sete anos de vida os pais daquelas crianças nunca citaram Deus dessa forma? Nunca mencionaram um possível Criador – seja lá o nome que possa ter?
Não estamos aqui falando da menção de Deus, da forma religiosa comum, com seus estereótipos e dogmas.
Não. Refletimos nesse caso sobre essa ideia de uma força maior, de uma Inteligência Suprema e causal de tudo que existe.
Certamente, as crianças precisam começar a questionar sobre isso desde cedo, sem receber respostas prontas, sem desejar fazer-lhes lavagem cerebral com ideias ininteligíveis sobre a figura Divina.
As crianças precisam refletir sobre sua origem, seus destinos, precisam, desde cedo, entender ou recordar que fazemos parte de algo muito grande e importante.

Finalizando para Recomeçar
Fale de Deus com seu filho. Não do Deus vingativo, do Deus que tem preferidos, do Deus que castiga. Esse Deus não tem mais espaço nos dias de hoje. Já estamos maduros para entender o Criador de forma diferente.
Fale de Deus com seu filho mostrando que estamos amparados por mãos amorosas sempre.
Fale de Deus com seu filho, inspirando-se na forma com que Jesus O mencionava: Pai.
Se nossas crianças enxergarem em Deus a figura de um bom Pai, criarão uma relação muito mais saudável desde pequenos, e serão adultos que levarão Deus em seus dias, de forma muito natural. Fale de Deus com seu filho.

¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : R M E -  Em 30.3.2015.
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg
Livro de Referência: livro Nossos filhos são Espíritos, Hermínio  Miranda, ed. Arte e cultura.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Será que meu filho é autista?


Será que meu filho é autista?

Conheça 5 sinais que as crianças autistas apresentam desde cedo. Observar estes comportamentos ajudam a detectar o transtorno e a melhorar o desenvolvimento dela.

Evelise Toporoski

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é fácil ser diagnosticado sem o aval de um especialista. Contudo, a criança dá os primeiros sinais cedo.
Algumas características podem aparecer entre os 12 e 18 meses. Paul Wang, diretor de pesquisas médicas da organização Autism Speaks, explica que são diferenças sutis no comportamento social, na comunicação e percepção do mundo.

Então, fique atento se:
1. A criança não corresponde quando é chamada pelo nome
Desde cedo o bebê se acostuma a ser chamado pelo nome e olhar para quem está o chamando. Se ele não corresponder, como se não ouvisse mesmo, pode ser um sinal de alerta. Dos pequenos que receberam o diagnóstico de autismo, apenas 20% esboçam alguma reação quando falam seu nome.

2. Compartilha a atenção
Sabe quando uma criança vê um avião no céu e olha para a outra pessoa e para o céu novamente para ver se a pessoa está acompanhando aquele momento com ela?
A falta dessa atenção conjunta, a capacidade de compartilhar algo com outra pessoa é o que causa certo atraso na fala das crianças autistas, pois a interação aumenta a habilidade linguística. Outro sinal é que a criança não aponta para o que lhe interessa ou para seu objeto de desejo.

3. Não imita comportamentos
Algumas crianças aprendem rápido a dar tchauzinho com a mão, mandar beijos etc. Mesmo não sendo autista algumas crianças não se interessam mesmo a fazer esta interação, principalmente com desconhecidos. Verifique se este comportamento está aliado a outros citados aqui.

4. Sem brincar de faz de contas
A partir dos 2 ou 3 anos, a criança cria histórias com seus bonecos, carrinhos, conversa com telefone de brinquedo na orelha e inventa suas histórias.
As crianças com autismo geralmente não brincam dessa maneira e prestam atenção aos objetos de maneira diferente, como reunir todos os brinquedos vermelhos de um lado e os azuis de outro, independente das finalidades dos objetos. Também é comum a criança fixar-se nas rodas, jogar brinquedos ou ordená-los em fileira.

5. Não reage emocionalmente
Crianças são sensíveis a emoções de outras pessoas. Por exemplo, se um bebê vê outro chorando, pode começar a chorar também, ou cair na gargalhada junto a outros membros da família, mesmo sem saber o que está acontecendo. Bebês com autismo têm menos probabilidade de corresponder a estes sentimentos.
Caso seu filho apresente apenas um desses diagnósticos não quer dizer que ele tenha autismo. É comum a criança ter um ou outro comportamento de isolamento social, às vezes, elas ficam tímidas e outras preferem brincar sozinhas. Antes de tirar conclusões, procure um especialista.
Não existe um teste biológico (exame de sangue ou tomografia, por exemplo) para detectar o autismo, é apenas pela observação comportamental. Quando a família notar vários desses comportamentos citados acima, é interessante buscar ajuda profissional. Assim, com amor, carinho e o tratamento adequado seu filho se desenvolverá de maneira surpreendente!


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Evelise Toporoski
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

sexta-feira, 3 de março de 2017

Qual a nossa escolha para hoje?


Qual a nossa escolha para hoje?

Muitos anos haviam se passado desde que o renomado empresário indiano fundara sua empresa.
Destacara-se no ramo comercial por sua sagacidade, por suas habilidades de negociação, por ser um líder exemplar.
Porém, depois de tantos anos à frente de sua corporação, havia chegado o momento de sua aposentadoria. Assim, ele convidou os seus dois filhos para sua casa, a fim de lhes participar de seus planos futuros.
Meus filhos, vocês são homens bons, honestos e capazes. Vou me aposentar. Porém, não sei qual de vocês indicarei para me substituir na presidência da empresa.
Sendo assim, irei testá-los. Aquele que se mostrar apto para realizar a tarefa da qual os incumbirei, será o meu substituto.
Os filhos se olharam apreensivos, ansiosos por ouvir do pai a missão que deveriam cumprir.
Recebam de minha mão, cada um de vocês, uma moeda. Sua tarefa é, com esta única moeda, comprar algo que preencha por completo minha casa.
A moeda era de pouco valor. A casa, por outro lado, era grande e imponente. Ambos sabiam se tratar, portanto, de uma missão muito difícil.
O filho mais velho, todavia, não perdeu tempo. Foi ao mercado local e começou a pesquisar o preço de mercadorias diversas.
Depois de muita pesquisa, percebeu que o que poderia comprar com o pouco dinheiro de que dispunha era palha. Assim, adquiriu o que pôde e carregou para a casa de seu pai.
Contudo, aquela palha foi suficiente para cobrir apenas uma parte do piso da residência.
Muitas horas se passaram e o filho mais novo não retornava à casa de seu pai. O irmão mais velho chegou a crer tivesse ele desistido da tarefa.
Todavia, ele havia parado para refletir sobre a missão da qual fora incumbido. Ele sabia que o genitor esperava que o vencedor provasse astúcia, perspicácia e sabedoria.
Quando o filho mais novo retornou ao lar, era noite. Carregava consigo pequeno embrulho. Quando o viu, o irmão zombou dele, dizendo: Você realmente espera preencher toda a casa de nosso pai apenas com isso?
Ele nada disse. Abriu o pequeno pacote e retirou algumas velas. Colocou uma vela em cada cômodo da casa. Quando as acendeu, a casa toda estava cheia... de luz!

Refletindo com Edu!
A existência de todos nós se resume em uma série sucessiva de escolhas, que geram consequências que, por sua vez, exigem novas escolhas, que resultarão em novas consequências, num ciclo que se repete continuamente.
Qual a melhor escolha? Qual caminho seguir? E se houvesse tomado outra decisão? E se tivesse dito não? E se tivesse dito sim? Se houvesse perdoado? Se houvesse dito o que sentia? E se tivesse me calado?

Finalizando para Recomeçar!

A existência é um sem fim de possibilidades. Escolhas mudam direções, realizam e extinguem sonhos, moldam sorrisos e dão vazão às lágrimas.
A cada manhã um novo dia está diante de nós. Podemos preenchê-lo com escolhas egoístas, injustas, que trazem sofrimento e desapontamento. Ou, então, preenchê-lo com amor, caridade, fé, esperança e... luz!
Pensemos nisso: qual a nossa escolha para hoje?


¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : RME - com base em texto de autoria ignorada. Titulo original Faça-se a luz! Internet. adaptado por Eduardo Campos Qual a nossa escolha para hoje?
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg

quinta-feira, 2 de março de 2017

O duro é quando tentamos ajudar e acabamos saindo como o malvado da história


O duro é quando tentamos ajudar e acabamos saindo como o malvado da história

Por mais que tentemos ajudar, por mais que aconselhemos, por mais que estejamos dispostos, haverá quem simplesmente se negará a sair do buraco onde estiver, culpando todos à sua volta pelos problemas que ele próprio causou.
Marcel Camargo

Uma das lições mais amargas que teremos de aprender é a de que nem todo mundo será grato e, pior, alguns ainda usarão de nossa solicitude contra nós mesmos. Por mais que tentemos ajudar, por mais que aconselhemos, por mais que estejamos dispostos, haverá quem simplesmente se negará a sair do buraco onde estiver, culpando todos à sua volta pelos problemas que ele próprio causou.
Ocasionalmente, quando uma pessoa de quem gostamos estiver passando por alguma situação desagradável, por algum problema, e tentarmos ajudá-la de alguma forma, pode ser que sejamos mal interpretados, que nossas reais intenções venham a ser deturpadas. Teremos que enfrentar a ingratidão e palavras injustas justamente de quem tentamos socorrer, de quem muito estimamos.
Isso porque ninguém é capaz de ajudar alguém que se nega a receber ajuda, ou seja, deverá sempre partir de nós mesmos a iniciativa de sair daquilo que nos desagrada, de tudo o que nos faz mal. Somente quando tivermos a consciência de que muito do que nos ocorre é consequência também de nossas atitudes, do que escolhemos ou não ao longo de nosso caminhar, é que estaremos prontos para sermos socorridos.
Por outro lado, quando culpamos todos à nossa volta, o mundo e o universo, como os causadores de nossas dores, como se fôssemos meros joguetes nas mãos de terceiros, estamos fugindo à nossa parcela de responsabilidade sobre nossas próprias vidas. Dessa forma, incapazes de assumirmos o que nos cabe, incapazes seremos de aceitar, de ouvir, de enxergar o que vem de fora de nós, centrados que estaremos em nosso próprio umbigo.
Nesse contexto, fatalmente nos veremos enredados no jogo de culpas de que a pessoa se utiliza para se livrar do próprio peso, jogando contra nós uma carga de responsabilidades que não são nossas. Então, ela fará de tudo para virar o jogo, fazendo com que nós é que passemos a ser um dos causadores de suas misérias, um dos malvados que agiram para que ela se encontrasse naquela situação, uma vez que é assim que sua consciência se livra do que não aceita, do que recusa a assumir.
Não poderemos nos negar a levar ajuda às pessoas que se encontram em situações difíceis, somente porque não gostaríamos de ser mal interpretados, pois nossos princípios são mais fortes do que isso. Caso sejamos vítimas desse tipo de situação, teremos que ser pacientes e deixar que o tempo, como sempre o faz, traga as verdades e torne tudo claro. Quanto aos ingratos, permanecerão enclausurados nas próprias cavernas, enquanto não aceitarem o enfrentamento de si mesmos.



¹ Fundador e Autor do Blog: Eduardo Campos, Técnico em Gestão Pública: Pedagogo, Esp. em Docência do Ensino Superior – PROEJA  e Educação em Saúde. Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia-GEPERUAZ/UFPA
² Fonte texto : Marcel Camargo . © obvious: http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_vida/2016/o-duro-e-quando-tentamos-ajudar-e-acabamos-saindo-como-o-malvado-da-historia.html#ixzz4VM3UVgug
³ Fonte imagem : http://www.intercambio7.com.br/sims-e-naos-para-seu-intercambio.jpg


Arquivo do blog

COMENTÁRIOS - PITACOS - SUGESTÕES - ELOGIOS

Vejam o que os visitantes dizem do educar para humanidade.


Noosssaaa... o seu blog e um espetáculo Edu. Ou melhor vc e isso tudo. Um grande beijo de quem gosta muito de você.
Patrícia

Adorei esse blog, parabéns,contém muitas dicas úteis e interessantes. Que Deus te abençoe e q vc possa a vir dar mais dicas . Fica com Deus! O seu blog ....é show.
Julianne


Este Site é ótimo,e acredito que estas postagem ajudará , vários casamentos, parabéns pela iniciativa.
Carlos Alberto

Imagina que quando uma amiga me falou de você edu confesso que não acreditei. Será que ainda existem homem assim? Perguntei. Mas Quando vi você pela primeira vez fiquei encantada com o seu jeito de ser, te achei uma pessoa muito,muito, muito, maravilhosa, amiga, verdadeira, prestativa, séria... Quando eu conheci fiquei encantada com sua beleza, personalidade, caráter...Admiro demais você, na verdade me considero Sua fã número 1... Adoro ler seus textos aqui no blog. Assistir suas palestras um show de informação.
Hoje tenho certeza que és é uma pessoa muito especial pra mim pois ajudou e me ajuda muitoé um amor de pessoa ...você pode contar comigo pro que der e vier estou sempre disponível pra você viu meu lindo...Você é uma pessoa da minha extrema confiança Da sua eterna Amiga que te ama muito e te quer muito bem com carinho, amor e saúde bjos......
Priscila


Esse site esta de parabéns adorei tudo que vi por aki@!!! tudo de bom.
Anônimo

Poxa, ta bem legal seu texto, parabens.
Fernanda


Essas dicas eram o que eu precisava para tirar uma duvidazinha. Obrigado ao blog que eh um espetáculo.
Juliani


Eu acabei de ler sua mensagem sobre como manter um relacionamento e tem muitas coisas que estão acontecendo comigo, obrigado pelo blog e as dicas que vão me ajudar com certeza.
Ana

Eduardo pessoas como você, ajuda a escrever a historia da vida com muito mais amor, carinho e humildade, que bom que você existi... parabens pelo seu blog. Sempre vou admirá-lo... Que Deus te abençoe sempre.
Josi


Esse blog é realmente muito completo, tudo o que eu preciso tem aqui, só queria saber como fazer boas preliminares, rs. Mas tudo o que eu imagino tem aqui, é um site perfeito. Parabéns!
Adriana

Eduardo quando te vi pela primeira vez tive a certeza de ter encontrado uma pessoa especial, com a alma serena e doce ao mesmo tempo. Você é um ser iluminado por Deus e com uma missão muito especial. Gosto de estar com você de poder compartilhar meus "segredos" contigo e dividir minhas "angustias" principalmente pelo blog.
Lembre que você sempre poderá contar comigo a todo instante que precisar...pois estarei sempre aqui para te falar o quanto você é especial pra mim!!!!!!!!milhões de beijos carinhosos pra vc viu meu lindo!!!!!!
Josenilda

Como sempre Edu, uma ótima postagem. Fico feliz em saber do seu esforço em ajudar a humanidade escrevendo coisas significante aqui no blog,. Beijos com afeto.
Lindomar



Oi Eduardo, que blog massa, parabéns lindo, me visita se puder tá? , agradeço. Um grande abraço,
Erika.


Nossa, amei seu blog Eduardo, pricipalmente as postagem sobre os inimigos e amigos do orgasmo, quantas informações interessantes. Parabéns.
Karla luane


Estou adorando visitar seu blog! Parabéns pelo blog e pelos resultados já conquistados, isso que você faz é muito importante! Abraços.
Viviane


Parabéns pela criatividade e mais ainda pela continuidade dos textos sobre relacionamentos. Parabéns!
Junior


Ola. Ótimo seu blog. Adorei o post parabéns. A minha namorada é enfermeira e adorou suas palestra, abraços.
Joel santos

Ei Edu! Gostei muito do que escreve e como escreve. Gostaria de trocar figurinhas comigo?
Pedro


Eduardo Gostaria de acompanhar seu blog, é muito bacana seus texto. Me ajuda sou pouco leigo.
André


Muito bom o seu blog...Provavelmente eu deva voltar por aqui mais vezes, sucesso eduardo.
Anônimo


O blog é excelente e a escritor inteligente na medida certa. Parabéns pelo seu trabalho.
Elza


Eduardo Indiquei seu blog a vários amigos, é tão bom achar um Blog que nos descontrai ao mesmo tempo nos sinalizem coisas boas assim.
Márcia lima


Eduardo, querido... seu blog é realmente demais. Demais! Correto, comunicativo, educacional, sensível, genial! to muito orgulhosa de vc ter postado um texto de minha autoria aqui, valeu!
Patrícia

Eduardo o texto e as perguntas foram bem elaboradas e respondidas, mostrando claramente os problemas sexuais, bem como os caminhos para iniciar um tratamento. Atualmente se faz muito necessário este tema tendo em vista o alto índice de apelo sexual passado pelas mídias para as pessoas. Parabéns.
Anônimo


Meu querido Eduardo, parabéns pelo post esclarecedor, aliás tudo o que você escreve é de muita qualidade.parabéns.
Augusto


Eduardo, você fala desse tema de maneira tão natural, que nos dá a exata dimensão do assunto que estás tratando. Parabéns.Gosto muito de seu blog.Abraços
Walter


Muito bom esse pequeno artigo esta de parabéns colega.
Anônimo


Olá Eduardo seus artigos são muito bons, gosto principalmente da maneira franca como você escreve. As dicas estão perfeita, agora é ler e praticar. Abraços e bom fds.
Pedro Paulo


Um elogio curto e sincero: UAU! OTIMO! PERFEITO!
Anônimo


Adorei as perguntas! Amei todas as respostas! Foi perfeito me ajudou a entender o que esta acontecendo comigo, obrigado edu.
Anônimo

Excelente artigo. Alto padrão como sempre, parabéns eduardo!
Anônimo


Didático com sempre. Nunca usando de pornografia. Esse é o educar para humanidade.adoro acompanhar suas postagens.
Amadinha


Oi edu!! Boa noite !!! passando para conferir as ultimas postagem do blog... como sempre parabéns vc é tudo de bom!!!
Natalia


Ótimo conteúdo Eduardo, os temas escolhido é de muito bom gosto!!! parabéns pelo blog!!!
Gustavo

Gostei bastante do texto, não conhecia o seu blog, é excelente!
Marcos

Parabéns eduardo ! Seus posts são sempre atuais, instrutivos e com extrema qualidade e bom gosto na escolha dos temas e sua inteligente maneira de abordá-los. É com muito gosto que leio sempre seu blog. Abraços !!!
Eliane Almeida


Oi Edu, Autoconhecimento da sexualidade feminina, Que texto excelente, todos os homens devem ler isso, com certeza.abraços, valeu .
Anônimo

Puxa!educar para humanidade. Isso que é um belo manual! Adorei o seu blog. Sempre que passo por aqui aprendo mais e mais... Continue esse trabalho excelente. Parabéns pelo artigo, nota 10. Bjo
Leila Cristina







Ciclo de Palestras e Seminários nas áreas de Educação e Saúde para 2015



TEMAS EM EDUCAÇÃO
Avaliação da aprendizagem no século XXI.
O papel do professor: Transformando informação em conhecimento.
As muitas faces da profissão Docente.
Alfabetização e Letramento: os desafios contemporâneos.
Oralidade e Escrita: Dificuldade de ensino-apredizagem na alfabetização.
A importância do lúdico no desenvolvimento da criança
O Brincar e a Matemática
A proposta dos PCNS e sua relevância na formação dos cidadãos.
Um dialogo entre a psicopedagogia e a educação.
Direitos e Deveres da Criança.
Autoridade e Autoritarismo na Sala de Aula:Repensando a relação professor-aluno
Violência em casa: reflexo na escola. Como disciplinar sem bater?
Como trabalhar as relações humanas para prevenir a violência contra criança no ambiente familiar / escolar.
Família e Escola: educar é uma tarefa de todos.
Ética e Cidadania.

TEMAS EDUCAÇÃO EM SAÚDE DO ESCOLAR

A Síndrome de Burnout : Como vai a Saúde do professor na Educação Infantil ?
Saúde Bucal (escovação e higiene).
Higiene e Saúde do escolar.
Alimentação: A obesidade e os transtornos alimentares.
Saúde e meio ambiente.
A importância do sono na vida do ser humano.
O que toda a criança precisa saber sobre segurança.
E agora: O que eu faço? Primeiros socorros.
As principais doenças da infância.
Doenças Sexualmente Transmissíveis.
AIDS/HIV

TEMAS EDUCAÇÃO EM SAÚDE FAMILIAR

Lute pela vida: diga não as drogas.
Alcoolismo, tabagismo e suas conseqüências.
Hipertensão e dislipidemias.
O que todo diabético precisa saber.
Ficar amarelo pra que? Hepatite tem prevenção.
Fique ligado: hanseníase tem cura.
Prevenção do câncer: caminho para saúde.
Saúde bucal não tem idade.
Prevenção da violência contra idoso.
Mulher com saúde é mais mulher.
Abuso e exploração sexual de crianças e adolescente.
Infância perdida: prostituição infantil.
Sexualidade na escola: Como forma o filho para a vida sexual.
Sexualidade na adolescência.
Gravidez na adolescência.
Aborto e suas conseqüências.
Previna-se use camisinha.
Profissão criança: trabalho infantil isso não tem futuro.

E-mail: edu.com28@yahoo.com.br





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